-
Qual é a sua posição quanto à questão do Reino?A Sentinela — 1983 | 1.° de abril
-
-
Qual é a sua posição quanto à questão do Reino?
QUE significa a palavra “questão”, conforme usada aqui? Significa um assunto em disputa entre duas ou três pessoas ou grupos, e que precisa ser resolvido por uma decisão de autoridade competente, ou por meio duma demonstração convincente. A questão agora em pauta é mundial. Tem que ver com o Reino de Deus por meio de seu governante designado, Jesus Cristo. Desde o ano do após-guerra de 1919, uns 63 anos atrás, a profecia feita por esse governante designado tem sido cumprida pelas Testemunhas de Jeová em 205 terras ou países, a saber: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:14.
Qual tem sido o resultado? O seguinte: Todos os governos da terra têm sido forçados a encarar a questão, quer se tenham agradado dela, quer não. A esta altura, porém, nota-se claramente que eles não se agradam dela. Vivemos hoje como que no crepúsculo dos reinos da terra. Em resultado de duas guerras mundiais, muitos reinos da terra foram derrubados e substituídos por outros regimes — por repúblicas ou por ditaduras socialistas, ou por outros tipos de governos autoritários. Atualmente, ainda existem pelo menos 15 reinos, tais como o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, o reino da Jordânia, o reino do Nepal, na Ásia, o reino de Tonga, no Pacífico do Sul, e o reino da Suazilândia, na África.
REMOÇÃO DOS REINOS HUMANOS
O que está em reserva para todos os reinos humanos é sua extinção completa, não apenas porque os reinos, qual estilo de governo, constituem a minoria, mas porque todas as formas de governo humano confrontam-se com sua remoção para abrir caminho para o governo mundial, que não é produzido pelos homens. Declara a profecia de Daniel 2:44, feita mais de 2.580 anos atrás: “Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” A Primeira Guerra Mundial, que começou em 1914, não representou o cumprimento completo dessa encorajadora profecia de Daniel, mas indicou que o Deus do céu havia entronizado no céu seu Rei escolhido, com poder para levar a efeito o cumprimento breve dessa profecia.
Hoje em dia, todos os governos terrestres estão ameaçados de destruição até mesmo por suas próprias mãos, por meio de altamente desenvolvidos métodos científicos de guerra. Os próprios bem-informados comentaristas de assuntos mundiais alertam a todos nós quanto a essa ameaçadora eventualidade. Percebem que vivemos no que a Bíblia chama de “o tempo do fim”, ou os “últimos dias”. (Daniel 12:4; 2 Timóteo 3:1) As nações estão muito hesitantes quanto a iniciar uma terceira guerra mundial, em vista do que isso significaria para todas elas — a aniquilação mútua. Gostariam de conduzir os assuntos a uma situação que lhes permitisse bradar autoconfiantemente: “Paz e segurança!” (1 Tessalonicenses 5:3) Quando, em breve, fizerem tal proclamação pública, isso não significará paz com o Deus do céu. Não, pois desde 1914 as nações têm estado em guerra com ele. Agem contrário ao bom propósito Dele para com a humanidade. Com a permissão de Deus, demonstraram no decorrer da história humana que são incapazes de governar a terra para o benefício duradouro da humanidade, e muito menos para a glória de Deus.
O Deus Todo-poderoso tem seu próprio tempo devido para acabar de modo permanente com este sistema de coisas insatisfatório. Precisamente no seu tempo marcado, ele tirará de cena este sistema de coisas. Por meio das Testemunhas de Jeová, as nações têm sido avisadas disso. Elas não têm desculpa.
O GOVERNO DO HOMEM OU O GOVERNO DE DEUS?
As nações, isto é, seus poderes governantes, decididamente têm revelado qual é sua posição quanto à do Reino de Deus por Cristo. Têm-se manifestado a favor da continuação do governo do homem e contra o governo de Deus. A posição que têm persistido em adotar é a de oposição ao governo de Jeová Deus e seu Cristo. É a favor de Satanás, o Diabo, o invisível “príncipe deste mundo”, segundo o que Jesus Cristo disse a seus apóstolos: “O governante [ou “o príncipe”, Almeida] do mundo está chegando. E ele não tem nenhum poder sobre mim.” — João 14:30; veja também Mateus 4:8-11; 2 Coríntios 4:4.
Uma vez que as nações já fizeram sua decisão e se apegam a ela, cada pessoa precisa responder por si à pergunta crucial: Qual é minha posição quanto à questão do Reino? Não podemos eximir-nos de tomar uma decisão a respeito dessa importante questão mundial. Desconsiderá-la não isentará nenhum de nós de sofrer as conseqüências. Não há margem para neutralidade. Somos obrigados ou a tomar o lado do Reino de Deus, ou a nos opor a ele.
A vasta maioria das pessoas vivas hoje talvez ainda não tivessem nascido no ano em que irrompeu a guerra, 1914; de modo que não se recordam, por experiência ou observação própria, de todos os eventos notáveis ocorridos desde então. Mesmo assim, o “sinal” que indica a “terminação do sistema de coisas”, conforme predito por Jesus Cristo, tornou-se visível, e ainda o é hoje, a todas as nações e povos. Todos sentem os efeitos desse “sinal”. Basta ler o que Jesus Cristo predisse, conforme o registro em Mateus, capítulos 24 e 25, Marcos, capítulo 13, e Lucas, capítulo 21, para saber que ele predisse guerras, fomes, pestilências, terremotos, a perseguição de seus seguidores, a persistente angústia das nações com perplexidade e a corajosa pregação das “boas novas” do Reino “em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”, até o fim do atual agonizante sistema de coisas.
Naturalmente, durante o primeiro século de nossa Era Comum, os cristãos verdadeiros efetuaram um considerável serviço de pregação das boas novas do vindouro Reino na Ásia, na África e na Europa. Isso ocorreu muito antes de os europeus descobrirem os continentes da América do Norte e do Sul, Austrália e muitas ilhas dos oceanos Atlântico e Pacífico, a partir do século quinze. Foram enviados missionários religiosos às regiões recém-descobertas. Em épocas mais recentes, foram fundadas sociedades bíblicas e estas divulgaram amplamente a Bíblia em muitos idiomas. Mas a mensagem do Reino não era pregada pelos missionários e clérigos da cristandade, não, não de maneira que o Reino de Jeová Deus se tornasse uma questão mundial. Não era o tipo de pregação que faria com que a proclamação do Reino se tornasse parte do “sinal” que haveria de marcar a “terminação do sistema de coisas”.
-
-
A questão do Reino em destaque!A Sentinela — 1983 | 1.° de abril
-
-
A questão do Reino em destaque!
“Cantai a Jeová um novo cântico. . . . Dizei entre as nações: ‘O próprio Jeová se tornou rei.’” — SALMO 96:1, 10.
1. (a) Que cântico pôde ser entoado corretamente pela primeira vez em 1914, e por quê? (b) A que pisoteio referiu-se Jesus em Lucas 21:24?
FOI só em 1914 que puderam ser entoadas e aplicadas pela primeira vez corretamente as palavras do cântico: “Os ‘Tempos dos Gentios’ pra seus reis tiveram fim.”a Por volta de 1.º de outubro de 1914, a Primeira Guerra Mundial já havia grassado por mais de dois meses. Essas palavras sobre os Tempos dos Gentios referiam-se à profecia de Jesus Cristo sobre quando a Jerusalém do primeiro século e seu templo seriam destruídos. Esta destruição ocorreu em 70 EC. Em Lucas 21:24, Jesus é citado como dizendo: “E [os judeus] cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” (Almeida, rev. e corr.) Lá nos dias do Rei Davi de Israel, a cidade de Jerusalém foi constituída em capital do reino típico de Deus. Jerusalém tornou-se assim símbolo do reino típico de Jeová Deus exercido por meio de seu rei ungido sobre a nação independente de Israel. Portanto, em harmonia com isso, as palavras de Jesus em Lucas 21:24 referiam-se a ser o reino típico de Deus pisado ou pisoteado.
2. (a) Quando teve início o pisoteio, e como? (b) Por que não se estabeleceu o Reino messiânico logo após a destruição de Jerusalém em 70 EC?
2 Quando teve início este pisoteio? Não no ano 70 EC, 37 anos depois de Jesus fazer esta profecia. Naquele ano, a cidade reconstruída de Jerusalém foi destruída, esta vez pelos exércitos romanos. Mas o pisoteio sobre o qual Jesus profetizou era uma continuação do pisoteio que havia começado com a primeira destruição de Jerusalém pelos babilônios, no ano 607 antes de nossa Era Comum. Séculos mais tarde, quando os romanos destruíram a reconstruída Jerusalém, em 70 EC, ainda não se havia alcançado a plena extensão dos “tempos dos gentios”. Jesus sabia disso de antemão, e por isso ele não disse que a então vindoura destruição da reconstruída Jerusalém pelos romanos seria imediatamente seguida pelo estabelecimento do real ou antitípico Reino de Deus às mãos do Messias, o Cristo. Antes, o reino típico de Deus, conforme representado pela Jerusalém dos seus dias, deveria continuar a ser pisado pelas nações incircuncisas até que se esgotassem os designados “tempos dos gentios” segundo o cronograma do próprio Deus.
3. (a) Como podemos calcular a duração e o fim dos Tempos dos Gentios? (b) Que questão da mais alta importância passou então a ter destaque em 1914?
3 Recorremos agora à profecia de Daniel, capítulo 4, e verificamos que o número dos “tempos” seria sete. Os anos de cada tempo ascenderiam ao número dos dias num ano profético lunar, a saber, 360 dias. Cada dia representaria um ano, à maneira em que nações gentias contavam o tempo. Calculados assim, os “sete tempos” somariam 2.520 anos. (Veja Daniel 4:16, 23, 25, 32.) Visto que começaram quando os babilônios derrubaram o reino típico de Deus em Jerusalém, em 607 AEC, na última metade daquele ano, findariam no ano de 1914 de nossa Era Comum, na última metade deste ano. Durante este marcado período de tempo estourou a Primeira Guerra Mundial. Embora isso seja muito interessante, o significado mais importante atribuído ao fim dos “tempos dos gentios” ou os “tempos designados das nações” (Tradução do Novo Mundo), naquele ano atingido pela guerra, é o seguinte: Começou ali, nos céus, o antitípico Reino espiritual de Deus nas mãos do seu Filho ungido, Jesus Cristo. Visto que isto está sendo contestado pelos líderes religiosos da cristandade e por outros torna isso uma “questão” da mais alta importância. E temos de encará-la!
VINDICADOS NA QUESTÃO
4. Quem foi vindicado pelos acontecimentos mundiais?
4 Perguntaremos assim em primeiro lugar: Quem foi que, com muitos anos de antecedência, salientou ao mundo inteiro que os “tempos dos gentios” terminariam na última metade de 1914? Foram os Estudantes Internacionais da Bíblia, usando as colunas da revista A Sentinela (em inglês) e outras publicações da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Hoje são conhecidos mundialmente por Testemunhas de Jeová. Foram vindicados pelos acontecimentos mundiais? Sim!
5. (a) Que resposta tem sido dada aos que contestam o estabelecimento do Reino de Deus? (b) Que apoio histórico dá o cumprimento de Lucas 21:25-27 ao fim dos Tempos dos Gentios em 1914?
5 Visto que a maioria da humanidade hoje em dia não dá nenhuma atenção a esse cálculo do tempo de Deus, e visto que a cristandade com as suas centenas de seitas e denominações contesta a sua exatidão, será que esses opositores, que ultrapassam em número em muito as Testemunhas de Jeová, venceram a disputa acesa sobre o estabelecimento do Reino de Deus por Cristo, nos céus, em 1914 EC? O cumprimento da profecia de Jesus a respeito do que assinalaria o “fim do mundo” (Almeida, rev. e corr.) ou a “terminação do sistema de coisas” (NM), responde trovejantemente que não. Sessenta e oito anos depois de 1914 vemos em existência a situação predita por Jesus em Lucas 21:25-27, nas seguintes palavras: “Haverá . . . na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer por causa do rugido do mar e da sua agitação, os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada; porque os poderes dos céus serão abalados. E então verão o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.” Portanto, o fim dos Tempos dos Gentios, na última metade de 1914, ergue-se ainda corretamente numa base histórica como uma das verdades fundamentais do Reino à qual nos temos de apegar hoje.
6. Por que se alegram os hodiernos discípulos de Jesus, em vez de compartilharem a angústia das nações?
6 Precisam todos desfalecer de medo por causa das coisas que vêem vir sobre a terra? Disse o próprio Jesus que todos se sentiriam assim? De modo algum! Porque o próprio Jesus excepcionou os seus fiéis discípulos, dizendo-lhes depois: “Mas, quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” (Lucas 21:28) De acordo com Mateus 24:32, 33, Jesus disse também: “Aprendei, pois, da figueira o seguinte ponto, como ilustração: Assim que os seus ramos novos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que o verão está próximo. Do mesmo modo, também, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo às portas.” (Veja também Marcos 13:28, 29.) Visto que possuem a prova visível nas condições e acontecimentos mundiais de que seu livramento está próximo, como que já à sua própria porta, eles se alegram e não compartilham a angústia das nações gentias.
APOIADORES LEAIS DO REINO
7, 8. (a) Que posição adotam os “irmãos” espirituais de Cristo, e por quê? (b) Que obrigação assumem?
7 Que posição adotam estes na questão do Reino? O atual restante, ou os remanescentes dos discípulos de Cristo, que ele chama de seus “irmãos” espirituais e que esperam compartilhar com ele o seu Reino celestial, tomam sua posição em apoio leal ao Reino de Jeová por seu Cristo. (Mateus 25:40) Interpretam corretamente os sinais dos tempos, no sentido de que o Reino, pelo qual se ora há muito tempo, foi estabelecido e começou a operar no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Reconhecem que chegou o tempo para proclamarem a todos que esse governo sobre-humano e celestial governa desde 1914 e que levará o atual sistema mundial de coisas ao seu fim completo, realizando com isso a gloriosa vindicação da soberania universal do Deus Altíssimo. Cabe-lhes a obrigação de cumprir a profecia de Jesus:
8 “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:14; Marcos 13:10.
A POSIÇÃO ADOTADA PELAS “OVELHAS”
9. Como cumprem os “irmãos” de Cristo a ordem profética, e com que resultado?
9 Essa profecia de Jesus serve de ordem para os discípulos ungidos pelo espírito do Rei dos reis, Jesus Cristo, que agora reina. Em obediência já levaram a pregação da mensagem do Reino a 205 terras e ilhas dos mares. A gloriosa mensagem também está sendo transmitida à humanidade em 174 idiomas, sem se falar das linguagens de sinais. Sem dúvida, muitos outros habitantes da terra ainda hão de ser alcançados por todos os meios modernos de comunicação, de modo que, antes de vir “o fim”, praticamente “toda a terra habitada” receberá um “testemunho”.
10, 11. (a) De que modo tem a pregação do Reino dado destaque à questão? (b) O que diz Jesus na introdução do aspecto final do “sinal”?
10 Todavia, qual já tem sido a reação à pregação mundial do Reino — sim, apesar de toda a oposição e perseguição, que Jesus disse que ocorreria como parte do “sinal” de sua “presença” no Reino celestial e da “terminação do sistema de coisas”? Tem havido uma nítida separação entre os habitantes da terra, pró e contra o Reino. Jesus predisse esta separação na sua profecia sobre “o sinal”, e ela é o aspecto culminante de sua profecia, conforme registrada pelo apóstolo Mateus. Jesus introduziu esta parábola final de sua profecia por dizer:
11 “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda. O rei dirá então aos à sua direita: ‘Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo.’” — Mateus 25:31-34.
12. De que profecia adotou Jesus a expressão o “Filho do homem”, e o que nos diz isso sobre o Reino?
12 Observamos que, ao introduzir esta ilustração profética, Jesus adotou a expressão de “Filho do homem” de Daniel 7:13, 14, onde lemos: “Eis que aconteceu que chegou com as nuvens dos céus alguém semelhante a um filho de homem; e ele obteve acesso ao Antigo de Dias, e fizeram-no chegar perto perante Este. E foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará, e seu reino é um que não será arruinado.”
13. (a) Que exame da nossa terra faz o Rei desde a sua posição superior nos céus? (b) O que prova que a Liga das Nações não era expressão do Reino de Deus?
13 Os povos e grupos nacionais foram ajuntados perante este Rei reinante desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914. O Rei, desde a sua posição celestial, pode examinar todos eles enquanto nosso globo terrestre gira sobre o seu eixo. Ele sabe que a Primeira Guerra Mundial não foi travada a favor de seu Reinado. Não! Porque após o fim daquela horrenda guerra foi estabelecida a Liga das Nações pelo Tratado de Versalhes, e o Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América referiu-se a ela como sendo “a expressão política do Reino de Deus na terra”. Mas, se tivesse sido, então por que foi a Liga das Nações posta fora de ação pela Segunda Guerra Mundial, e por que foi sucedida pelas Nações Unidas?
14. (a) Que pergunta pessoal confronta agora cada um de nós? (b) Como se pode obter o favor do Rei? (c) De que maneira positiva apóiam as “ovelhas” os “irmãos” do Rei?
14 É assim que as nações, como entidades políticas, mostram que posição adotaram na questão do Reino, com que se confrontam desde 1914. Mas a pergunta pessoal com que cada um de nós se confronta é: ‘Qual é a minha própria posição com relação à questão do Reino?’ É sua posição a mesma que a das “ovelhas” simbólicas ajuntadas à mão direita do Rei reinante, Jesus Cristo? Este Rei pastoral nos informa sobre como alguém pode ser considerado apto para ser separado para o lado do favor divino, em contraste com as pessoas caprinas. É por fazer o bem aos que na terra ainda remanescem dentre os “irmãos” espirituais do Rei reinante, os quais estão habilitados para se assentarem com ele no seu trono celestial. Fazerem tais coisas boas significa que aprovam o testemunho do Reino dado pelos “irmãos” espirituais do Rei. Dão-lhe apoio de toda maneira que podem, sem se envergonharem destes proclamadores das boas novas do Reino, mesmo quando estes estão encarcerados, mas procuram ajudá-los a sair da detenção, como se deu no ano do após-guerra de 1919. De maneira ainda mais positiva, participam diretamente com o restante ungido na pregação destas “boas novas do reino”, assim como Jesus predisse em Mateus 24:14. Fazem isso publicamente e de casa em casa.
15. (a) Em que difere a recompensa das “ovelhas” daquela dos “irmãos” de Jesus? (b) Como se relaciona isso com o propósito original de Deus? (c) Por que se precisa dum Reino celestial para cumprir este propósito?
15 Tais pessoas semelhantes a ovelhas serão recompensadas por serem convidadas pelo Rei a ‘herdar o reino preparado para elas desde a fundação do mundo’. (Mateus 25:34) Isto não significa que irão morrer e ter uma ressurreição para a vida no céu, junto com os “irmãos” espirituais do Rei. Ele não as chama de “irmãos”. São pessoas separadas das nações, ajuntadas perante o seu trono. Aguardam ser abençoadas pelo Reino de Jesus Cristo e seus “irmãos” espirituais. Portanto, o que herdam é o domínio terrestre do Reino, em que se restabelecerá o Paraíso, em todo o globo. Quando Jeová Deus fez a nossa terra, ele se propôs que se tornasse um paraíso em toda a parte, e colocou o homem e a mulher na terra para tornar isso realidade, começando com o jardim do Éden, ou Paraíso de Delícias. A queda de Adão e Eva no pecado e na morte não frustrou o propósito de Deus. (Isaías 55:11) Ele fez imediatamente preparativos para estabelecer um Paraíso global por meio dum Reino celestial, no qual seu Filho leal seria o Governante ou Rei. Tinha de ser um governo celestial, se ainda havia de esmagar a existência do originador do pecado e da fraude, Satanás, o Diabo, que é uma poderosa criatura espiritual. — Gênesis 3:15.
16. (a) De que maneira serão os semelhantes a ovelhas especialmente favorecidos? (b) Quando é que os “cabritos” vão para o “decepamento eterno”?
16 Os que são semelhantes a ovelhas herdarão este domínio paradísico do Reino celestial. Uma “grande multidão” deles fará isso sem se extinguirem da face da terra e precisarem duma ressurreição dentre os mortos para viver novamente na terra. (Revelação 7:9; 21:4) Que maneira maravilhosa de serem introduzidos como “justos” na “vida eterna”! Eles verão quando se mandar todos os caprinos na terra ‘partir para o decepamento eterno’. (Mateus 25:41-46) Isto acontecerá durante a “grande tribulação”, que atingirá seu clímax de intensidade na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no campo de batalha do Har-Magedon. (Revelação 7:14; 16:14-16) Os últimos dos “cabritos” amaldiçoados serão ali decepados eternamente da vida terrestre.
17. (a) Com que pergunta urgente confronta-se você agora? (b) O apoio de todo o coração que você dá ao Reino significará sua participação em que privilégios?
17 Em vista de tais alternativas perante os habitantes da terra, a pergunta mais urgente é: ‘Qual é sua posição na questão do Reino?’ Com quem gostaria de ser classificado: com as “ovelhas” aprovadas ou com os “cabritos” amaldiçoados? Aqueles que incondicionalmente tomarem sua posição em apoio do Reino não herdarão apenas o Paraíso terrestre deste, mas terão parte muito emocionante na vindicação da soberania universal de Jeová, o Deus dos deuses e Rei dos reis. — Salmo 136:2; Daniel 2:47.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja o cântico intitulado “Nosso Rei Está Marchando”, nas páginas 162 e 163 do cancioneiro Hinos da Aurora do Milênio, em Inglês, com diretos autorais de 1905.
Com respeito à questão do Reino, como responderia às seguintes perguntas:
□ Que período foi abrangido pelos Tempos dos Gentios de Lucas 21:24?
□ Segundo Lucas 21:25-27, que acontecimentos marcaram o fim dos Tempos dos Gentios?
□ Em harmonia com Lucas 21:28, como reagem as Testemunhas de Jeová diante da atual crise mundial?
□ Em relação com que é o “Filho do homem” descrito nas profecias, e que ação positiva é necessária na sua chegada?
[Foto na página 10]
Estas palavras dos Hinos da Aurora do Milênio têm aplicação desde 1914.
-
-
Apoio global à questão do ReinoA Sentinela — 1983 | 1.° de abril
-
-
Apoio global à questão do Reino
“Ó Jeová, acrescentaste à nação; glorificaste-te a ti mesmo. Estendeste para longe todos os limites da terra.” — ISAÍAS 26:15.
1. (a) Como é que uma “nação” hodierna tem cumprido Isaías 26:2? (b) Como se contrasta esta “nação” com as nações do mundo?
QUAL é a nação que Jeová abençoa com tal expansão? É “a nação justa que mantém uma conduta fiel”. (Isaías 26:2) É a nação espiritual dos verdadeiros cristãos, que a ajudadora celestial de Jeová, “a Jerusalém de cima”, deu à luz “de uma só vez” no ano hodierno de 1919. Em contraste com as nações da terra e seus clérigos, que travaram a Primeira Guerra Mundial pela dominação do mundo, a “nação” de Jeová dá intransigente apoio ao Seu Reino messiânico, estabelecido nos céus em 1914. (Gálatas 4:26; Isaías 66:8; Revelação 11:15-18) Jeová levou esta “nação justa” a um paraíso espiritual de atividade do Reino e a fez empenhar-se em dar um testemunho final às nações e aos povos da terra. — Mateus 24:14; 25:31-33.
2. Por que razões alegra-se esta nação?
2 Cumprindo o cântico profético de Isaías 26:1-6, os membros da nação recém-nascida entraram por portões bem abertos para se chegarem “a um Monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. (Hebreus 12:22) Estes herdeiros do Reino acatam alegremente as palavras do cântico: “Confiai em Jeová para todo o sempre, pois em Já Jeová está a Rocha dos tempos indefinidos.” Jeová ‘acrescentou à nação’ até preencher o pleno número de membros, e esses cidadãos da nação santa aclamam a Jeová como sua “Rocha” e “Soberano Senhor”, confiantes em que ele está prestes a cumprir todo o seu grandioso propósito. — Isaías 26:15; 25:8.
3. De que maneira adicional tem sido glorificado Jeová?
3 Nos últimos anos, Jeová ‘estendeu os limites’ de sua terra teocrática ainda mais. Fez isso para criar espaço para “as coisas desejáveis” de todas as nações do mundo — uma “grande multidão” que se torna parte de seu povo dedicado. Estas pessoas ‘enchem a sua casa de glória’, ao passo que também dão testemunho do Seu nome e Reino. — Ageu 2:7; Revelação 7:9, 15.
JEOVÁ ACRESCENTOU À NAÇÃO DURANTE 1982
4. (a) Como provê Ezequiel 9:1-11 um bom exemplo para os hoje empenhados numa obra de ‘marcação’? (b) Que satisfação podemos ter por relatarmos fielmente nosso serviço?
4 Ao passo que as Testemunhas de Jeová dão pleno apoio de coração à questão do Reino, elas preenchem relatórios sobre o seu serviço de mês em mês. Neste respeito, são semelhantes ao homem com o tinteiro de secretário, descrito em Ezequiel 9:1-11, o qual foi comissionado para marcar as pessoas para a sobrevivência e que apresentou um relatório fiel a Jeová, dizendo: “Fiz exatamente como me ordenaste.” Quão satisfatório é numa Reunião de Serviço ouvir pormenores sobre um excelente relatório total da congregação e saber que o relatório que você entregou, embora talvez fosse apenas como as ‘pequenas moedas da viúva’, contribuiu para esse resultado! Também, ao passo que examinamos cada ano o total geral da atividade no relatório anual, mundial, das Testemunhas de Jeová, é emocionante refletir no fato de que os nossos próprios relatórios, não importa quão pequenos, fazem, não obstante, parte daquele enorme registro global! — Marcos 12:42, Almeida.
5. (a) Como se glorificou Jeová com respeito ao Relatório Sobre o Ano de Serviço de 1982? (b) Que frutos produziu a obra ‘de fazer discípulos’?
5 Nas páginas 18-21 encontrará o “RELATÓRIO MUNDIAL DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ SOBRE O ANO DE SERVIÇO DE 1982”. O nome precioso do Soberano Senhor Jeová é deveras glorificado por este maravilhoso registro de serviço! Examinando os totais ao pé da página 21, encontramos um aumento bem animador de 4,2 por cento no número dos que participaram cada mês no serviço do Reino, em obediência à ordem de Jesus: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações.” Houve também um esplêndido auge de 2.477.608 Testemunhas que participaram numa ou noutra ocasião durante o ano em pregar as boas novas “publicamente e de casa em casa”. — Mateus 28:19; Atos 20:20.
6. Que esperança fervorosa têm as Testemunhas de Jeová quanto à sua comissão?
6 Todavia, as Testemunhas de Jeová não esperam converter o mundo. Antes, sua comissão dada por Deus é “proclamar o ano de boa vontade da parte de Jeová e o dia de vingança da parte de nosso Deus”. Esperamos e oramos fervorosamente que muitos outros milhões dos muitos bilhões de habitantes da terra aceitem a mensagem do Reino antes de a “grande tribulação” eliminar todos os elementos prejudiciais e perniciosos. Então, “a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”. — Isaías 61:2; Mateus 24:14, 21, 22; Isaías 11:9.
7. Como se tem preparado a organização de Jeová para a expansão futura?
7 Aguardando uma rápida expansão adicional da obra do Reino, as Testemunhas de Jeová em todo o mundo atarefaram-se nos últimos anos em expandir as instalações de sua organização. A sede em Brooklyn, Nova Iorque, renovou e ampliou as instalações dos escritórios na Rua Columbia Heights, 25, e as operações gráficas tanto em Brooklyn como nas Fazendas da Torre de Vigia (nos EUA) foram computadorizadas e atualizadas para a impressão em off-set. Em toda a terra, mais de 30 das filiais e congêneres da Sociedade estão construindo instalações novas e maiores, algumas das quais estão ilustradas na próxima página. A organização de Jeová está preparada para futuros aumentos e expansão!
8. Quanto ao aumento em publicadores do Reino, que pontos de interesse encontrou ao examinar a tabela nas páginas 18-21?
8 Ao todo, 95 dos países alistados no Relatório Sobre o Ano de Serviço alcançaram um auge de todos os tempos no número dos publicadores do Reino durante 1982, e alguns deles chegaram a fazer história. Por exemplo, a metrópole Hong Kong, cheia de gente, foi servida pela primeira vez por mais de 1.000 ministros do Reino. (Isaías 60:22) O Brasil progrediu, com 133.377 como novo auge no campo, tornando-se a maior “grei” de Testemunhas fora dos Estados Unidos. (Miquéias 2:12) As Testemunhas de Jeová, como o segundo maior grupo religioso na Itália católica, tiveram um aumento de 8 por cento, atingindo um auge de 98.172 publicadores do Reino. (Marcos 4:8, 20) Ilhas do mar, grandes e pequenas, desde a Austrália até as Antilhas, registraram novos auges de publicadores. (Isaías 42:10) Dá alegria observar o bom progresso em países que têm problemas especiais, tais como a Argentina, El Salvador, Paquistão e Uganda. (Salmo 91:9, 10) Também os países em que a organização de Jeová já está estabelecida há muito tempo participaram no avanço — a Grã-Bretanha, Canadá, a República Federal da Alemanha — e também
-