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A provisão de Deus para abençoar a humanidadeA Sentinela — 1969 | 15 de maio
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pai humano, para que fosse tão perfeito como Adão. Apenas Deus era o Pai do homem Jesus, assim como fora também o Pai de Adão. (Luc. 3:38) Jesus estava assim plenamente habilitado para oferecer sua vida como “resgate correspondente”. — 1 Tim. 2:6; Efé. 1:7.
Em 14 de nisã do ano 33 E. C., os inimigos de Jesus mataram-no numa estaca de tortura. Ele podia ter resistido, mas não o fez. (Mat. 26:53, 54) Depôs voluntariamente a sua vida em sacrifício para nós. Conforme nos diz seu apóstolo Pedro: “Ele mesmo levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro, a fim de que acabássemos com os pecados e vivêssemos para a justiça. E ‘pelos seus vergões fostes sarados’.” — 1 Ped. 2:24; Heb. 2:9.
Esta foi deveras uma expressão maravilhosa do amor de Deus pela humanidade! A Bíblia nos ajuda a apreciar isso, dizendo: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Se for pai, ou mãe, tendo um filho muito amado, sem dúvida pode avaliar, pelo menos em algum grau, o que isto significava para Deus. Certamente deve fazer o nosso coração terno para com ele, ao nos darmos conta de quanto cuidado ele tem por nós. — 1 João 4:9-11.
Jeová Deus não deixou seu Filho morto na sepultura, mas levantou-o à vida no terceiro dia. Não se lhe deu novamente uma vida humana, porque isto teria significado que tomava de volta o preço de resgate. Mas ele foi “vivificado no espírito”. (1 Ped. 3:18) Durante um período de quarenta dias após a sua ressurreição, ele apareceu visivelmente aos seus discípulos, várias vezes, em corpos materializados, para provar que realmente tinha sido ressuscitado dentre os mortos. Então, enquanto os discípulos olhavam, ascendeu em direção ao céu e foi arrebatado fora da vista, numa nuvem. Ele voltou ao céu “para aparecer . . . por nós perante a pessoa de Deus”, levando o valor de seu sacrifício de resgate como grande sumo sacerdote. (Heb. 9:12, 24) Satisfizeram-se os requisitos da justiça divina; o alívio estava agora disponível à humanidade.
Até mesmo agora podemos tirar grande proveito do resgate. Por exercermos fé nele, podemos usufruir uma posição pura perante Deus e vir a estar sob o seu cuidado amoroso. (Rev. 7:9, 10, 13-15) Quando cometemos um pecado, devido à imperfeição, podemos buscar livremente o perdão de Deus, à base do resgate, com a confiança de que ele nos ouvirá. (1 João 2:1, 2) Além disso, o resgate abriu caminho para a preservação através do fim deste atual sistema iníquo de coisas. Torna possível a ressurreição dos mortos. E provê a base para se obter a vida eterna no novo sistema de coisas de Deus, onde será aplicado à humanidade, a fim de apagar todos os efeitos do pecado herdado. — 1 Cor. 15:25, 26; Rev. 7:17.
O REGENTE DO REINO DE DEUS
Antes do nascimento de Jesus, o anjo Gabriel disse a Maria que Jesus havia de ser um poderoso rei. Jesus, durante o seu ministério terrestre, pregava o reino de Deus, do qual havia de ser regente, ensinando aos seus seguidores até mesmo a orar a Deus: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” E instou com eles que ‘persistissem em buscar primeiro o reino’. (Mat. 6:10, 33) O tema de sua pregação era o reino de Deus.
Durante o seu ministério, Jesus realizava também milagres de cura e de ressuscitar os mortos, para mostrar em pequena escala o que acontecerá na terra debaixo do reino de Deus. A Bíblia diz a respeito de uma ocasião: “Aproximaram-se-lhe então grandes multidões, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, e quase que os lançavam aos seus pés, e ele os curava; de modo que a multidão ficou pasmada de ver os mudos falar, e os coxos andar, e os cegos ver.” (Mat. 15:30, 31; 9:35) Imagine que felicidade haverá quando, sob a regência de Cristo, se abrirem os olhos cegos, se desimpedirem os ouvidos surdos e se curarem braços e pernas aleijadas. Toda doença e todo sofrimento serão coisas do passado. Que bênção isso será! — Rev. 21:3, 4.
Embora Jesus fosse o ungido por Deus para ser o regente do Reino, todavia, quando voltou ao céu, depois de sua ressurreição dentre os mortos, não era o tempo devido para ele exercer tal poder régio. Tinha de esperar o tempo designado pelo seu Pai. (Atos 2:34-36) No entanto, ele apontou para o tempo em que voltaria no poder do Reino, dizendo: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.” — Mat. 25:31, 32.
Vivemos agora neste tempo de separação. Dentro em pouco, Cristo, no seu trono celestial, usará sua autoridade régia para destruir os iníquos e libertar pessoas mansas, semelhantes a ovelhas, que herdarão o domínio terrestre do Reino. A profecia bíblica predisse há muito tempo: “Pois os próprios malfeitores serão decepados . . . e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz. Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Sal. 37:9-11, 29; Mat. 25:34, 41, 46.
Por meio de Jesus Cristo há bênçãos disponíveis a toda a humanidade, mas precisamos ter fé nele, a fim de recebê-las. (João 3:36) Temos de tornar-nos seus discípulos e sujeitar-nos a ele como nosso rei celestial. Fará isso? Haverá opositores que desejarão pôr-se no seu caminho, mas, se tiver plena confiança em Jeová, poderá, sem falta, receber as bênçãos que Deus tem guardado para os que o amam. — Sal. 62:7, 8.
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O zelo distinguia os primitivos cristãosA Sentinela — 1969 | 15 de maio
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O zelo distinguia os primitivos cristãos
● No livro 20 Centuries of Christianity (Vinte Séculos de Cristianismo), os escritores comentam os primitivos cristãos e a atitude de Roma para com eles: “Se Roma estava disposta a fazer uma exceção no caso dos judeus, por que não estava igualmente disposta a eximir os cristãos de esparramar incenso sobre os altares dos imperadores divinos? Os cristãos suscitaram o problema da tolerância numa forma mais exasperante, como os judeus nunca haviam feito. Os judeus constituíam uma espécie de corporação fechada e não faziam proselitismo ativo. Os cristãos, por outro lado, estavam incessantemente ativos em fazer prosélitos. Estavam declaradamente decididos a transformar toda a população em cristãos.” As atuais testemunhas cristãs de Jeová, também, se esforçam seriamente a ajudar a todos os de coração sincero a aprender e praticar os princípios da verdadeira adoração cristã.
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