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CesaréiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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costeiro, desde a cidade de Asdode, na Filístia, percorrendo todas as cidades até Cesaréia, cerca de 89 km ao N. (Atos 8:5-8, 40) Pouco depois, deu-se a conversão de Paulo e, devido a um complô contra ele, ao iniciar sua pregação em Jerusalém, os discípulos ali levaram seu novo irmão para o porto marítimo de Cesaréia e o mandaram para sua cidade natal, Tarso. (Atos 9:28-30) Como sede principal das forças militares romanas, Cesaréia era um lugar natural de residência para o centurião Cornélio. Esta cidade, embora tivesse substancial número de residentes judeus, é considerada como tendo mormente uma população gentia. Foi, assim, magnífico lugar para Pedro ser divinamente orientado a ir, no ano 36 E.C., com o intuito de testemunhar ao incircunciso Cornélio e seus parentes, e amigos íntimos, e para fazer o batismo deles como os primeiros gentios incircuncisos a serem admitidos na congregação cristã. — Atos 10:1-48.
Foi para Cesaréia que Herodes Agripa I se retirou, depois de ter prendido sem êxito a Pedro, e ali recebeu as delegações de Tiro e de Sídon, e, pouco depois, morreu (44 E.C.), como expressão do julgamento adverso de Deus. (Atos 12:18-23) Paulo passou por Cesaréia ao voltar à Palestina, quando quase terminava sua segunda e terceira viagens missionárias. (Atos 18:21, 22; 21:7, 8) Por ocasião de sua segunda visita, Paulo e seus companheiros ficaram na casa de Filipe, o evangelizador, que possivelmente se fixou em Cesaréia no fim de sua viagem de pregação anterior. Alguns dos discípulos locais então acompanharam o apóstolo desde esse porto até Jerusalém, embora Paulo tivesse sido avisado pelo profeta Ágabo, enquanto estava em Cesaréia, sobre o perigo que o aguardava. — Atos 21:10-16.
Devido a um complô para assassiná-lo em Jerusalém, Paulo, estando preso, foi depois conduzido a Cesaréia, sob forte escolta, e entregue ao governador Félix, para ser julgado. (Atos 23:23, 24) O notável contraste entre o preconceito religioso emocional, somado ao ambiente turbulento de Jerusalém e a situação relativamente ordeira de Cesaréia é considerado como evidência da forte influência romana nesta última cidade, bem como da sua posição como principal fortaleza das tropas romanas. O governador Festo, que sucedeu a Félix, obrigou os oponentes judeus de Paulo em Jerusalém a descerem até Cesaréia a fim de apresentar suas acusações contra ele, ocasião em que Paulo apelou para César, ao invés de enfrentar um julgamento em Jerusalém. (Atos 25:1-12) Enquanto ainda estava em Cesaréia, aguardando sua transferência para Roma, Paulo pôde dar forte testemunho sobre o cristianismo perante Festo e seus visitantes reais, o Rei Ágripa II e sua irmã (e companheira incestuosa) Berenice. (Atos 25:13, 22-27; 26:1-32) De Cesaréia, Paulo, como prisioneiro, zarpou na viagem que, por fim, o levaria a Roma. — Atos 27:1, 2.
Durante o reinado de Nero, surgiu amarga rivalidade entre os habitantes judeus e sírios de Cesaréia, e considera-se que alguns incidentes ali ocorridos serviram para atear as chamas da revolta que, por fim, levou à destruição de Jerusalém, em 70 E.C. No ano antes da queda de Jerusalém, Vespasiano foi proclamado imperador de Roma, em Cesaréia, onde ele exercia o comando das forças romanas que sufocaram a revolta judaica.
Em 1961, encontrou-se uma pedra, no teatro de Cesaréia, que traz uma inscrição latina que inclui o nome de Pôncio Pilatos, a primeira de tais inscrições que foram achadas.
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Cesaréia De FilipeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CESARÉIA DE FILIPE
Uma cidadezinha situada nas nascentes do rio Jordão, atualmente representada pela pequena vila de Bânias. Situada numa altitude de 350 m acima do nível do mar, sua localização possui grande beleza natural. A vila é cercada de montanhas por três lados, o pico nevado do monte Hermom ascendendo majestosamente a NE, ao passo que, para o O, estende-se uma luxuriante planície verde regada por uma das principais fontes do Jordão, que nasce numa caverna próxima.
Foi a caminho das “aldeias de Cesaréia de Filipe” que Jesus indagou de seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”, dando início a uma palestra significativa com respeito ao alicerce rochoso da congregação cristã e ao uso das chaves do reino dos céus.—Mar. 8:27; Mat. 16:13-20.
O primeiro aparecimento dessa vila na História foi como o local duma batalha entre o Egito e as forças vitoriosas de Antíoco, o Grande (c. 200 A.E.C.). Era então conhecida como Paneas, nome dado à vila em honra a Pã, deus pagão, uma deidade da fertilidade, que era adorado ali. No ano 20 A.E.C., Augusto César deu Paneas a Herodes, o Grande, que depois disso construiu um templo de mármore branco nesse local, dedicando-o a Augusto. Filipe, o tetrarca, filho de Herodes, mais tarde ampliou e embelezou a cidade, em honra a Tibério César. Foi-lhe então dado o nome de Cesaréia, e, para diferençá-la da cidade e porto marítimo do mesmo nome, era chamada de Cesaréia de Filipe. Ainda mais tarde, a cidade foi novamente ampliada e adornada por Agripa II, e seu nome foi mudado para Nerônia, embora tal nome deixasse rapidamente de ser usado após a morte de Nero. Josefo relata que, depois da destruição de Jerusalém, em 70 E.C., o general Tito programou lutas de gladiadores ali, usando como vítimas os cativos judeus.
Com o decorrer do tempo a cidade voltou a ter seu antigo nome de Paneas, e, em árabe (que não usa nenhum “p”), este se tornou Bânias.
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CetroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CETRO
Um bastão ou vara que um regente empunha como emblema da autoridade real. Às vezes, “cetro” é usado em sentido figurado para representar reis (Eze. 19:10, 11, 14), ou a autoridade (Zac. 10:11), especialmente a autoridade real.
Na antiga Pérsia, a menos que o monarca estendesse o cetro de ouro, qualquer pessoa que aparecesse sem ser convidada diante do rei era morta. — Ester 4:11; 5:2; 8:4.
As palavras proféticas de Jacó, de que o ‘cetro não se afastaria de Judá’, indicavam que a realeza viria a ser da tribo de Judá, e permaneceria em seu poder. (Gên. 49:10; veja COMANDANTE, BASTÃO DO) Séculos mais tarde, os babilônios, atuando qual “espada” executora de Jeová, destruíram o reino de Judá e levaram cativo o seu rei. As palavras de Jeová, mediante Ezequiel, fazem alusão a isso: “Uma espada, uma espada! Ela foi afiada e está também polida. . . . Acaso rejeita o cetro de meu próprio filho, assim como faz com toda árvore? . . . Pois, fez-se um extermínio, e que tem, se também rejeitar o cetro?” (Eze. 21:9, 10, 13) Assim, a “espada” tratava o “cetro” judeu da dinastia davídica como se fosse uma árvore qualquer (a ser abatida), ou como outros reis ou reinos que ela trouxe à ruína.
O segundo salmo, uma profecia que Pedro aplicou a Jesus Cristo (Atos 4:25-27), mostrava que o ungido de Jeová usaria um cetro de ferro para despedaçar as nações. (Sal. 2:2, 6, 9; compare com Revelação 12:5; 19:15.) Visto que Jesus Cristo sempre usa sua autoridade real de modo correto, seu cetro é um cetro de retidão. — Sal. 45:6, 7; Heb. 1:8, 9.
O Salmo 125:3 declara que o “cetro da iniqüidade não continuará a pousar sobre a sorte dos justos”. Estas palavras garantem que os justos não serão sempre oprimidos por aqueles que exercem a autoridade de modo iníquo.
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Céu, IAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CÉU, I
[Heb., shamáyim; gr., ouranós]. O termo hebraico shamáyim (sempre no plural) parece ter o sentido básico do que é “alto” ou “elevado”. (Sal. 103:11; Pro. 25:3; Isa. 55:9) É incerta a etimologia da palavra grega.
CÉUS FÍSICOS
O pleno escopo dos céus físicos é abrangido pelo termo da língua original. O contexto geralmente provê informações suficientes para se determinar qual a área dos céus físicos tencionada.
Céus da atmosfera terrestre
O(s) “céu(s)” pode(m) aplicar-se ao pleno âmbito da atmosfera terrestre, em que se formam o orvalho e a geada (Gên. 27:28; Jó 38:29), em que as aves voam (Deut. 4:17; Pro. 30:19; Mat. 6:26), em que os ventos sopram (Sal. 78:26), em que o relâmpago brilha (Luc. 17:24), e em que as nuvens flutuam e caem como chuva, neve ou saraivada. (Jos. 10:11; 1 Reis 18:45; Isa. 55:10; Atos 14:17) Às vezes nos referimos ao “céu”, isto é, à abóbada ou cúpula aparente ou visual que se ergue sobre a terra. — Mat. 16:1-3; Atos 1:10, 11.
Esta região atmosférica corresponde em geral à “expansão [Heb., raqía‘]” formada durante o segundo período criativo, descrito em Gênesis 1:6-8. Ê evidentemente a este ‘céu’ que se referem Gênesis 2:4; Êxodo 20:11; 31:17 ao falar da criação “dos céus e da terra”. — Veja EXPANSÃO.
Ao se formar a expansão da atmosfera, as águas da superfície da terra foram separadas de outras águas acima da expansão. Isto explica a expressão usada com respeito ao dilúvio global dos dias de Noé, de que “romperam-se todos os mananciais da vasta água de profundeza e abriram-se as comportas dos céus”. (Gên. 7:11; compare com Provérbios 8:27, 28.) No Dilúvio, a ‘vasta profundeza aquosa’ das águas suspensas acima da expansão aparentemente desceu como se fosse por canais, bem como em forma de chuva. Quando este vasto reservatório se esvaziou, tais “comportas dos céus”, efetivamente, “fecharam-se”. — Gên. 8:2.
Espaço sideral
Os “céus” físicos se estendem pela atmosfera terrestre e mais além, até as regiões do espaço sideral, com seus corpos estelares, “todo o exército dos céus” — o sol, a lua, as estrela e as constelações. (Deut. 4:19; Isa. 13:10; 1 Cor. 15:40, 41; Heb. 11:12) O primeiro versículo da Bíblia descreve a criação de tais céus estrelados antes da preparação da terra para a habitação humana. (Gên. 1:1) Tais céus exibem a glória de Deus, assim como o faz a expansão da atmosfera, sendo obra dos “dedos” de Deus. (Sal. 8:3; 19:1-6) Os “estatutos dos céus” divinamente designados, controlam todos esse corpos celestes. Os astrônomos, apesar de seu equipamento moderno e de seu conhecimento matemático avançado, ainda não conseguiram compreender plenamente estes estatutos. (Jó 38:33; Jer. 33:25) Suas descobertas, contudo, confirmam a impossibilidade de o homem medir tais céus, ou contar os corpos estelares. (Jer. 31:37; 33:22; veja ESTRELA) Todavia, Deus os enumera e lhes dá nomes. — Sal. 147:4; Isa. 40:26.
O “meio do céu” e as “extremidades dos céus”
A expressão “meio do céu” se aplica à região dentro da expansão da atmosfera da terra em que voam as aves, tais como a águia. (Rev. 8:13; 14:6; 19:17; Deut. 4:11 [Heb., “coração dos céus”]) Um tanto similar é a expressão “entre a terra e os céus”. (1 Crô. 21:16; 2 Sam. 18:9) O avanço dos que atacam Babilônia desde “a extremidade dos céus” significa, evidentemente, que eles chegam até ela vindo do horizonte distante (onde o céu e a terra parecem encontrar-se, e o sol parece subir e pôr-se). (Isa. 13:5; compare com o Salmo 19:4-6.) Similarmente, “das quatro extremidades dos céus” refere-se, pelo que parece, aos quatro pontos cardeais, indicando assim uma cobertura dos quatro cantos da terra. (Jer. 49:36; compare com Daniel 8:8; 11:4; Mateus 24:31;
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