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  • ‘O restabelecimento de todas as coisas das quais Deus falou’
    A Sentinela — 1971 | 15 de outubro
    • [ou: sede convertidos], a fim de que os vossos pecados sejam apagados.” Essas épocas de refrigério seguem a tal proceder, assim como Pedro passou a mostrar, dizendo: “Para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová e para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus, a quem o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca de seus santos profetas dos tempos antigos.” (Atos 3:19-21) Os judeus naturais, circuncisos, que não crêem que o Messias veio há dezenove séculos, aguardam a sua vinda pela primeira vez no futuro. Mas Pedro, João e os outros judeus cristianizados aguardavam a volta ou a vinda do Messias pela segunda vez e para uma finalidade diferente. Pedro e João o haviam visto ascender de volta ao céu.

      20. Por que era necessária a volta do Messias, e por que fora enviado por Deus naquela primeira vez?

      20 Pedro e João se lembravam das palavras de Jesus aos judeus: “Que seria, portanto, se observásseis o Filho do homem ascender para onde estava antes?” No dia de sua ressurreição, ele apareceu a Maria, da cidade de Magdala, e disse: “Ainda não ascendi para junto do Pai. Mas, vai aos meus irmãos e dize-lhes: ‘Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.’” (João 6:62; 20:17) Ele ascendeu de volta ao céu no quadragésimo dia após a sua ressurreição dentre os mortos. Mas para cumprir todas as profecias a respeito do Messias, ele tinha de vir outra vez. Por isso, depois de o apóstolo Pedro falar de “épocas de refrigério” da parte da pessoa de Jeová, ele prosseguiu: “E para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus.” A primeira vez que Jeová havia enviado seu Filho à terra foi para que morresse como sacrifício de resgate a favor de toda a humanidade. Por isso, Pedro disse à multidão de judeus em volta dele: “Deste modo Deus tem cumprido as coisas que ele anunciou de antemão por intermédio da boca de todos os profetas, que o seu Cristo havia de sofrer.” — Atos 3:18.

      21. Que outras coisas predisseram os profetas de Jeová sobre o Messias, conforme indicado por Pedro na sua carta, e por que o envia Jeová pela segunda vez?

      21 Outras coisas anunciadas de antemão pela boca de todos os profetas de Jeová falavam de sua vindoura glória no reino messiânico. Na sua primeira carta aos crentes cristãos, o apóstolo Pedro escreveu sobre aqueles profetas, dizendo: “Eles investigaram que época específica ou que sorte de época o espírito neles indicava a respeito de Cristo, quando de antemão dava testemunho dos sofrimentos por Cristo e das glórias que os seguiriam.” (1 Ped. 1:10, 11) Pedro lembrava-se das palavras de Jesus Cristo na sua profecia a respeito da destruição de Jerusalém, dizendo: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso.” (Mat. 25:31) Seus sofrimentos na carne, na terra, que lhe foram preditos mediante os profetas, teriam então passado para sempre. Quando Jeová o envia pela segunda vez à terra, é para ele reinar em glória celestial, a fim de cumprir todas as outras profecias a respeito do reino do Messias.

      22. O que indicam o Salmo 110:1, 2 e Hebreus 10:12, 13 a respeito de quando se daria o cumprimento destas profecias do Reino?

      22 Quando é que seria isso? O Rei Davi, de Jerusalém, que era antepassado régio de Jesus Cristo, disse profeticamente a respeito de sua ascensão ao céu: “A pronunciação de Jeová a meu Senhor é: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.’ Jeová enviará de Sião o bastão da tua força, dizendo: ‘Subjuga no meio dos teus inimigos.’” (Sal. 110:1, 2) Comentando este salmo profético, Hebreus 10:12, 13, diz referente a Jesus Cristo e seu perfeito sacrifício humano: ‘Este homem ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente, e se assentou à direita de Deus, daí em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés.” Esta profecia significava que o glorificado Jesus Cristo, no céu, à direita de Deus, seria vitorioso sobre todos na terra que se oporiam ao seu reinado sobre toda a humanidade, como Messias de Jeová.

      23. Portanto, que pergunta vital é bom que cada um faça a si mesmo, e por quê?

      23 Cada um de nós fará bem, portanto, em se fazer a pergunta vital: ‘Sou eu inimigo do reino messiânico de Jeová por Jesus Cristo?’ A cristandade é! Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa também é! O mesmo se dá com as nações políticas que compõem a organização mundial em prol de paz e segurança internacionais, as Nações Unidas. Todos estes inimigos devem ser subjugados e esmagados! Segundo a profecia bíblica e as condições do mundo, isto já está próximo!

      24. Até que “tempos” devia o céu reter o Messias Jesus, e, por isso, qual é a pergunta-chave para nós?

      24 Por que estamos convencidos de que este desastre mundial está próximo? Pelo motivo de que o apóstolo Pedro profetizou que a este Jesus Cristo, que ascendeu, “o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas,a das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos”. (Atos 3:21) Aqui a pergunta-chave é: Quais são estas “todas as coisas” até o tempo do restabelecimento das quais o céu tem de reter em si o Messias Jesus, que ascendeu, ficando sentado à direita de Deus à espera de que seus inimigos fossem feitos escabelo para os seus pés?

      25. Resumidamente, quais são “todas as coisas”, e que perguntas suscita esta breve resposta?

      25 Estas “todas as coisas” são o reino messiânico e seus interesses na terra. É esta uma resposta surpreendente à pergunta? Está algum de nós inclinado a perguntar: Como pode ser isso, quando lá nos dias do apóstolo Pedro este reino messiânico de Jeová ainda havia de vir? Visto que este reino messiânico não havia sido estabelecido e depois desaparecido como podia ser restabelecido?

      26. A respeito do restabelecimento de que haviam Pedro e outros apóstolos perguntado a Jesus antes de sua ascensão, e qual foi a resposta dele?

      26 Mas o apóstolo Pedro sabia de que estava falando. Sabia como seria restabelecido este reino. Havia sido um dos apóstolos que perguntaram ao ressuscitado Messias Jesus, pouco antes de ele ascender ao céu: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” A esta pergunta respondeu o ressuscitado Messias Jesus: “Não vos cabe obter conhecimento dos tempos ou das épocas que o Pai tem colocado sob a sua própria jurisdição; mas, ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” Depois de dizer isso, e enquanto os abençoava, foi tirado dos seus discípulos, no Monte das Oliveiras e levado para o céu. — Atos 1:6-11; Luc. 24:5-53.

  • Como se faz o “restabelecimento de todas as coisas”
    A Sentinela — 1971 | 15 de outubro
    • Como se faz o “restabelecimento de todas as coisas”

      1. Nos dias de Jesus, que pergunta era própria que os seus apóstolos lhe fizessem em vista da situação política dos judeus, e o que mostra a situação atual de Israel quanto à ação de Jesus?

      TODOS os que conhecem a história sabem que no tempo da ascensão de Jesus a nação de Israel não tinha um reino. Por alguns anos haviam tido o reino dos macabeus, mas este havia sido um reino de sacerdotes judaicos, da tribo de Levi, e havia sido derrubado pelo Império Romano, no ano 63 antes de nossa Era Comum. Também, o posterior reino de Herodes, o Grande, não havia sido um reino judaico, mas sim um reino edomita, e havia sido imposto aos judeus pelo Senado Romano. Mas, quando Jesus ascendeu ao céu, Jerusalém se achava sob o governador romano Pôncio Pilatos, que o havia entregue para ser morto; e a província da Galiléia estava sendo governada por Herodes Ântipas, filho de Herodes, o Grande. (Luc. 3:1, 2; 23:6-15) Por isso os discípulos podiam perguntar corretamente a Jesus Cristo, antes de ele ascender: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” (Atos 1:6) Ele não o fez então, e até hoje Israel não tem reino. O governo de Israel, no Oriente Médio, é uma república e é membro da organização em prol de paz e segurança mundiais, as Nações Unidas.

      2. Qual é a atitude das Nações Unidas para com o reino messiânico de Jeová, e quem quer que seja restabelecido?

      2 As Nações Unidas não querem a vinda do reino messiânico por meio da República de Israel. De fato, as Nações Unidas não desejam de forma alguma o reino messiânico de Jeová nem oram por ele. Não a cristandade, mas as testemunhas cristãs de Jeová é que desejam este reino messiânico e têm dado sua lealdade a ele.

      3. Como mostraram os apóstolos, por meio de sua pergunta, que o estabelecimento do reino messiânico seria então um restabelecimento, e de que modo esperavam que ele o fizesse?

      3 O estabelecimento deste reino messiânico, não na terra, mas no céu, é, segundo as Escrituras Sagradas, um “restabelecimento”. Por quê? Lembremo-nos de que os apóstolos de Jesus Cristo sabiam e reconheciam que ele era o Messias ou Cristo designado por Jeová ao Seu povo. Em certa ocasião, o apóstolo Natanael disse a Jesus: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.” E numa ocasião posterior, o apóstolo Pedro lhe disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” (João 1:49; Mat. 16:16) O título Cristo é a palavra grega equivalente à palavra hebraica Messias. Por conseguinte, quando os apóstolos perguntaram ao ressuscitado Jesus: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” eles perguntaram se o verdadeiro Messias restabeleceria o Reino. Visto que ele era realmente o Messias ou Cristo, esperavam que ‘restabelecesse’ o reino. Como? Por ele mesmo se tornar Rei sobre Israel, naquele tempo.

      4. Portanto, que espécie de reino deve ter sido o reino judaico até o ano 607 A. E. C., e por que nasceu o Filho de Deus, do céu, na linhagem de Davi?

      4 Compreendemos agora a questão? O antigo reino de Israel, até a sua derrubada pelo Império Babilônico, no ano 607 A. E. C., era um reino messiânico. Este reino havia sido o governo da família real de Davi, de Belém. Quando Deus enviou seu Filho unigênito desde o céu, este nasceu na família do Rei Davi e recebeu o nome de Jesus, que significa “Jeová É Salvação”. Jesus era assim um herdeiro do trono do Rei Davi. (Mateus 1:1 a 2:6; Luc. 3:23-31) Até mesmo um anjo do céu declarou que Jesus era o Cristo ou Messias. Na noite em que nasceu em Belém, este anjo da parte de Jeová disse a pastores tementes de Deus: “Não temais, pois, eis que vos declaro boas novas duma grande alegria que todo o povo terá, porque hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo, o Senhor.” — Luc. 2:8-11.

      5. Em que espécie de linhagem nasceu Jesus, portanto, e o que há para provar que os reis de Israel eram chamados de messias?

      5 Este Jesus, que havia de ser o “Senhor” do Rei Davi, nasceu numa linhagem messiânica. Em que sentido? Porque o adjetivo messiânico significa “que diz respeito ao Messias”. Pois bem, foram os reis da linhagem de Davi, no antigo Israel, chamados “messias”? Ou seriam chamados “cristos” pelos judeus de língua grega? Sim, porque o título Messias significa Ungido, e Cristo também significa Ungido. Este título se aplicava a tais reis da linhagem real de Davi porque haviam sido ungidos pelo sumo sacerdote de Jeová em Israel com santo óleo de unção, para serem reis sobre o povo escolhido de Jeová. (1 Reis 1:34-39) Davi falou diversas vezes do Rei Saul, primeiro rei das doze tribos de Israel, como sendo o “ungido [ou: Messias] de Jeová”. Assim também se falava constantemente do próprio Davi, como rei, como sendo o ungido ou Messias de Jeová. (1 Sam. 24:6, 10; 26:9-23; 2 Sam. 1:14-16; 19:21; 22:51; 23:1) Até mesmo Zedequias, último rei da linhagem de Davi no trono de Jerusalém, é chamado de “ungido [ou: Messias] de Jeová”. — Lam. 4:20, nota ao pé da página da edição inglesa de 1958.

      6. Em vista de que acontecimento em 607 A. E. C. exigia a promessa que Deus fez ao Rei Davi que o reino messiânico fosse restabelecido?

      6 Após a derrubada do Rei Zedequias, na destruição de Jerusalém em 607 A. E. C., não houve rei messiânico no trono de Israel. Mas 463 anos antes disso, Jeová prometera ao Rei Davi, num pacto solene com ele: “Tua casa e teu reino hão de ficar firmes por tempo indefinido diante de ti; teu próprio trono ficará firmemente estabelecido por tempo indefinido.” (2 Sam. 7:16) Isto significava, portanto, que o reino messiânico da linhagem real de Davi tinha de ser restabelecido.

      7. Por que era Jesus Cristo aquele com quem se restabeleceria o reino messiânico?

      7 Jesus Cristo era aquele por meio de quem se faria este restabelecimento do reino messiânico, pois Jesus nascera na linhagem do Rei Davi. Antes de seu nascimento humano, um anjo disse a respeito de Jesus: “Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu reino.” E por ocasião do nascimento de Jesus, em Belém, um anjo anunciou que ele havia de ser “Cristo [ou: Messias], o Senhor”. (Luc. 1:32, 33; 2:11) Isto resolveu a questão; o restabelecimento do reino messiânico se daria com Jesus.

      8. Embora Jesus não tivesse sido ungido pelo sumo sacerdote, em Jerusalém, por que era, não obstante, o Messias, e por que pode agora reinar para sempre?

      8 É verdade que Jesus não havia de ser ungido rei sobre Jacó ou Israel por se fazer que o sumo sacerdote derramasse santo óleo de unção sobre a sua cabeça, em Jerusalém. Ao contrário, no ano 33 E. C., o sumo sacerdote de Jerusalém exigiu a morte de Jesus pela execução às mãos dos romanos. Mas isto não provava que Jesus não era o Ungido ou Messias. (Luc. 24:20; João 19:6, 15, 21) Jesus foi ungido por alguém mais elevado do que o sumo sacerdote de Israel. Ele era num sentido muito especial “o Ungido de Jeová”, pois fora ungido pelo próprio Jeová, não com santo óleo de unção, mas com o espírito de Jeová. Isto se deu após Jesus ter sido batizado em água por João Batista. (Mat. 3:13-17; Atos 10:38) Sua morte numa estaca de execução, fora de Jerusalém, não impediu que ele se tornasse para sempre o Herdeiro messiânico do Rei Davi, pois, no terceiro dia de sua morte, o Deus Todo-poderoso o ressuscitou e recompensou com imortalidade, com a vida incorrutível no espírito. (Rom. 1:3, 4; 1 Cor. 15:3-8; 1 Ped. 3:18-22) Assim, por motivo de sua vida infindável no céu, ele pode reinar para sempre como Rei messiânico.

      PREDITO POR MOISÉS E POR PROFETAS POSTERIORES

      9, 10. (a) Como indicou Pedro, quem havia de ser o Profeta semelhante a Moisés, porém, maior? (b) Em que sentido é este maior do que Moisés, e, por isso, por que não queremos resistir a ele?

      9 A fim de mostrar quão grande é este Jesus, o apóstolo Pedro prosseguiu dizendo à multidão de judeus em volta dele, no templo: “De fato, Moisés disse: ‘Jeová Deus vos suscitará dentre os vossos irmãos um profeta semelhante a mim. A este tendes de escutar segundo todas as coisas que ele vos falar. Deveras, toda alma que não escutar esse Profeta será completamente destruída dentre o povo.’” (Atos 3:22, 23) Pedro citava ali as palavras do profeta Moisés, em Deuteronômio 18:15-19.

      10 Jesus Cristo é aquele Profeta prometido que havia de ser semelhante a Moisés, porém, maior do que Moisés. Ele fez mais e maiores milagres do que Moisés, e é mediador do Novo Pacto entre Jeová e a congregação cristã, um pacto muito melhor do que o Pacto da Lei mediado por Moisés no monte Sinai, na Arábia. (Atos 2:22; Jer. 31:31-34; Heb. 8:6; 9:15; 12:24; 13:20) Certamente, pois, não desejamos ser encontrados entre os que se opõem ao restabelecimento do reino messiânico na pessoa de Jesus Cristo, o Profeta-Rei maior do que Moisés. Achar-se entre estes significaria nossa destruição completa.

      11. Segundo as palavras de Pedro, quem, além de Moisés, havia proclamado esses dias e as bênçãos que aguardavam os israelitas?

      11 Moisés, porém, não foi o único a profetizar sob inspiração divina a respeito deste Jesus, o Messias. Havia muitos outros, e por isso, o apóstolo Pedro prosseguiu dizendo aos judeus apinhados em volta dele, no templo: “E, de fato, todos os profetas, de Samuel em diante, e os em sucessão, tantos quantos falaram, declararam também distintamente estes dias. Vós sois os filhos dos profetas

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