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  • Parte 2: Os reis, como as estrelas, ascendem e caem
    Despertai! — 1990 | 22 de agosto
    • lugar a monarquias limitadas, que dispunham de legislativos ou de constituições, ou de ambos. Em contraste com o século 12, quando o “reinado ainda era o que um rei era capaz de torná-lo e o que seus súditos se dispunham a aceitar”, para citarmos W. L. Warren, atualmente o poder político da maioria dos reis e rainhas é bem limitado.

      Naturalmente, alguns monarcas ainda detém considerável poder. Mas, a maioria deles há muito perdeu seus halos de “divindade” e se contenta em servir como meros chefes nominais, figuras centrais do poder em torno dos quais os povos podem ser incentivados a agrupar-se, num espírito de lealdade. Monarquias limitadas têm tentado reter as caraterísticas unificadoras do governo de um único homem, ao passo que eliminam seus aspectos negativos por concederem o poder real a um Legislativo.

      A idéia de monarquias limitadas ainda é popular. Bem recentemente, em 1983, Krishna Prasad Bhattarai, líder do Partido do Congresso Nepalês, do Nepal, expressou-se a favor da monarquia ‘como uma barreira contra o caos’, afirmando que ‘o Rei é essencial para manter unido o país’. Embora, em 1987, os franceses estivessem fazendo os preparativos finais para celebrarem o 200.º aniversário da Revolução Francesa, 17 por cento dos indagados numa pesquisa de opinião eram favoráveis ao retorno da monarquia. Um membro dum grupo monarquista disse: “O Rei é o único modo de unir uma nação dividida há tanto tempo por contendas políticas.”

      Nesse mesmo ano, a revista Time comentou: “A realeza detém a lealdade talvez porque os monarcas sejam os últimos grandes ícones de nossa era secular, as únicas figuras maiores do que a própria vida que ainda conseguem avivar a crença, enquanto lidam com o mistério. Se Deus está morto, viva a Rainha!” Mas, ao encarar as coisas de forma mais realística, ela acrescentou que “o poder soberano da Rainha [britânica] situa-se principalmente em sua resplandecente impotência”.

      Deixam a Desejar

      As monarquias absolutas são insatisfatórias. Por sua própria natureza, são instáveis. Mais cedo ou mais tarde, todo governante morre e tem de ser substituído por um sucessor, que, na maioria das vezes, é escolhido pela sua ascendência e não por sua elevada moral ou capacidade. Quem pode garantir que um filho será tão bom quanto foi seu pai? Ou, se o pai foi ruim, que seu filho será melhor?

      Também, como Cristiano Grottanelli indica, “a escolha do sucessor real” não raro “é apenas apontada de modo inespecífico, de modo que entre os membros elegíveis da linhagem real, talvez irrompa uma competição. O período que segue à morte de um rei é, assim, geralmente um período de caos social (e cósmico), tanto na realidade como simbolicamente”.

      Sendo o governo de uma única pessoa, a efetividade da monarquia absoluta depende da efetividade de quem é seu governante. Seus talentos e pontos fortes podem-se refletir em seu governo, mas também suas fraquezas, suas limitações e sua falta de conhecimento. Até mesmo pessoas de sangue azul são imperfeitas. Reis ruins estabelecem governos ruins, bons reis possivelmente estabeleçam melhores governos, mas somente um rei perfeito pode estabelecer o tipo de governo que a humanidade anseia e merece ter.

      As monarquias parlamentaristas ou limitadas também deixam a desejar. No Reino Unido, este século tem presenciado os reis e as rainhas da Inglaterra, que são chefes nominais, presidirem a desintegração do maior e mais poderoso império que o mundo já conheceu.

      Diferente Tipo de Estrela

      Os reis, como as estrelas, tanto ascendem como caem — com uma exceção. A respeito de si mesmo, Jesus diz que é “a raiz e a descendência de Davi, e a resplandecente estrela da manhã”. (Revelação [Apocalipse] 22:16) Sendo um descendente direto do Rei Davi, segundo a carne, Jesus se habilita qual Rei do governo divino de Deus. Jesus, que é “a resplandecente estrela da manhã”, é também a “estrela da alva” que Pedro disse que ascenderia e faria que o dia amanhecesse. — 2 Pedro 1:19; Números 24:17; Salmo 89:34-37.

      Em vista destes fatos, exatamente quão sábio é nos voltarmos, em busca de orientação, para as estrelas cadentes das monarquias humanas? Antes, a sabedoria indicaria que depositássemos nossas esperanças no Rei designado por Deus, Jesus Cristo, “o Rei dos que reinam e Senhor dos que dominam [como senhores], o único [dentre todos os reis humanos] que tem imortalidade”. (1 Timóteo 6:15, 16) Já tendo ascendido à posição de Rei invisível nos céus, ele, em breve, trará a manhã de um novo mundo. Ele é uma estrela — um rei — que, agora que ascendeu, jamais cairá!

  • “A árvore virada ao contrário”
    Despertai! — 1990 | 22 de agosto
    • “A árvore virada ao contrário”

      ESSE é o apelido do baobá da África. É uma vista linda o baobá, quando revestido de folhas e flores. Mas, no inverno, os desfolhados ramos curtos espicham-se do tronco largo e se parecem com as raízes de uma árvore virada ao contrário.

      Um grupo de baobás da região norte de Botsuana é chamado de Sete Irmãs. Serviram de modelo para um quadro do artista-explorador Thomas Baines, no século 19. Se compararmos hoje a pintura de Baines, de mais de um século, com essas árvores, percebem-se apenas pouquíssimas diferenças.

      Isto mostra a durabilidade e a longevidade do baobá. Calcula-se que as árvores maiores tenham milhares de anos. O baobá viceja nas regiões quentes e secas da África, e possui muitas propriedades vitalizadoras. As vagens contêm sementes brancas como giz, que tem o sabor de cremor de tártaro. Os elefantes gostam de comer a casca e a madeira macia, que tem alto teor de umidade. Com efeito, depósitos de água da chuva são às vezes encontrados nas juntas ocas dos ramos e em buracos formados dentro da árvore.

      Outra característica impressionante do baobá é sua enorme circunferência. O maior destes gigantes, segundo se informa, acha-se nas encostas sul do monte Kilimanjaro, na Tanzânia; tem uma circunferência de 28 metros. Um baobá oco, no Zimbábue, foi usado como abrigo de ônibus, e podia conter mais de 30 pessoas.

      Parece paradoxal que o homem inteligente só viva seus curtos setenta anos, enquanto que “a árvore virada ao contrário” talvez viva milhares de anos. Felizmente, temos toda garantia de que o Criador de todas as coisas vivas cumprirá por completo sua promessa de que os dias de seu povo serão “como os dias da árvore”. — Isaías 65:22; Salmo 90:10.

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