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Reino De DeusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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época significaria que Jesus Cristo então tomaria todas as medidas necessárias para eliminar a oposição à soberania de Deus, tanto no céu como na terra. — Rev. 11:15, 17.
A medida inicial ocorre no domínio celeste; Satanás e seus demônios são derrotados e expulsos para baixo, para o domínio terrestre. Isto resulta na proclamação: “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo.” (Rev. 12:1-10) Durante o curto período de tempo remanescente para este principal adversário de Deus, Satanás, ele continua a cumprir a profecia de Gênesis 3:15, por guerrear contra os “remanescentes” da “semente [descendente]” da mulher, os “santos” que devem governar junto com Cristo. (Rev. 12:13-17; compare com 13:4-7; Daniel 7:21-27.) Os “justos decretos” de Jeová se tornam manifestos, todavia, e Suas expressões de julgamento sobrevêm como pragas aos opositores dele, resultando na destruição da mística Babilônia, a Grande, a principal perseguidora, na terra, dos servos de Deus. (Rev. 15:4; 16:1 a 19:6) Depois disso, o reino de Deus, tendo a Cristo Jesus como o Governante ungido, envia seus exércitos celestes contra os governantes de todos os reinos terrestres e seus exércitos numa luta no Armagedom, levando-os ao fim. (Rev. 16:14-16; 19:11-21) Trata-se da resposta à petição feita a Deus: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mat. 6:10) Satanás é então lançado no abismo, e inicia-se um período de mil anos em que Cristo Jesus e seus associados governam como reis e sacerdotes sobre os habitantes da terra. — Rev. 20:1, 6.
O apóstolo Paulo também descreve o governo de Cristo durante sua presença. Depois que Cristo ressuscita seus seguidores da morte, ele passa a ‘reduzir a nada todo governo, e toda autoridade e poder’ (referindo-se, logicamente, a todo governo, toda autoridade e todo poder em oposição à vontade soberana de Deus). Ele então ‘entrega o reino ao seu Deus e Pai’, sujeitando-se “Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos”. — 1 Cor. 15:21-28.
Depois disso, contudo, faz-se uma prova final da integridade e da devoção de todos estes súditos terrestres. O adversário de Deus é solto de sua restrição no abismo. Os que cedem à sedução dele, fazem-no com base na mesma questão suscitada no Éden: a justeza da soberania de Deus. Pode-se depreender isto de seu ataque contra o “acampamento dos santos e a cidade santa”. Uma vez que aquela questão já foi judicialmente resolvida e declarada concluída pelo Tribunal do céu, não se permite nenhuma rebelião prolongada neste caso. Os que falham em permanecer lealmente do lado de Deus não poderão apelar para Cristo Jesus como ‘ajudador propiciatório’, mas Jeová Deus será “todas as coisas” para com eles, não sendo possível nenhum apelo ou mediação. Todos os rebeldes, sejam espirituais, sejam humanos, receberão a sentença divina de destruição na “segunda morte”. — Rev. 20:7-15.
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Reis, Livros DosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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REIS, LIVROS DOS
Livros das Santas Escrituras que narram a história de Israel, desde os derradeiros dias do Rei Davi até a libertação do Rei Joaquim da prisão na cidade de Babilônia.
Os dois livros dos Reis, originalmente, constituíam um só rolo, chamado “Reis” (Heb., Melakhím), e, na Bíblia em hebraico da atualidade, ainda são contados como um só livro, o quarto na seção conhecida como “Profetas Anteriores”. Na Septuaginta, os Livros dos Reis foram chamados de Terceiro e Quarto Reinos, tendo os Livros de Samuel sido chamados de Primeiro e Segundo Reinos. Na Vulgata latina, estes livros eram conhecidos, em grupo, como os quatro livros de ‘Reis’, porque Jerônimo preferiu o nome Regum (“Reis”), em harmonia com o título hebraico, à transliteração do título da Septuaginta, Regnorum (“Reinos”). A divisão em dois livros, na Septuaginta, tornou-se prática porque a tradução para o grego, com vogais, exigiu quase que o dobro do espaço do hebraico, em que não se empregavam vogais até a Era Comum. A divisão entre Segundo Samuel e Primeiro Reis não tem sido sempre feita no mesmo lugar nas versões gregas. Luciano, aliás, em sua recensão da Septuaginta, fez tal divisão de modo que Primeiro Reis começasse com aquilo que é 1 Reis 2:12 em nossas Bíblias hodiernas.
A ESCRITA DOS LIVROS
Embora o nome do escritor dos Livros dos Reis não seja fornecido nos dois relatos, as inferências bíblicas e a tradição judaica apontam para Jeremias. Muitas palavras e expressões hebraicas encontradas nesses dois livros só aparecem, em outras partes da Bíblia, na profecia de Jeremias. Os livros dos Reis e o livro de Jeremias se complementam, os acontecimentos sendo cobertos apenas brevemente num deles, por via de regra, se são descritos de forma plena no outro. A ausência de qualquer menção de Jeremias nos Livros dos Reis, embora ele fosse um profeta de grande destaque, já era de se esperar, caso Jeremias fosse o escritor, porque suas atividades foram pormenorizadas no livro que leva seu nome. Os Livros dos Reis contam as condições de Jerusalém após o início do cativeiro, indicando que seu escritor não tinha sido levado para a cidade de Babilônia — assim como Jeremias não o fora. — Jer. 40:5, 6.
Alguns peritos vêem nos Livros dos Reis o que reputam ser evidência do trabalho de mais de um escritor ou compilador. No entanto, excetuando-se as variações, devido às fontes empregadas, deve-se observar que a linguagem, o estilo, o vocabulário e a gramática são sempre uniformes.
Primeiro Reis abrange um período de c. 129 anos, a contar dos derradeiros dias do Rei Davi, c. 1040 AEC, e indo até a morte do Rei Jeosafá, de Judá, em 911 AEC. (1 Reis 22:50) Segundo Reis começa com o reinado de Acazias (ou por volta de 920/919 AEC), e prossegue, pelo menos, até o trigésimo sétimo ano do exílio de Joaquim, 580 AEC, um período de c. 340 anos. (2 Reis 1:1, 2; 25:27-30) Por isso, os relatos conjugados dos Livros dos Reis abrangem cerca de quatro séculos e meio da história dos hebreus. Visto que os eventos neles registrados incluem os que chegam até 580 AEC, tais livros não poderíam ter sido concluídos antes dessa data, e, visto não haver menção do término do exílio babilônico, tais livros, como um só rolo, sem dúvida foram concluídos antes desse tempo.
O local da escrita de ambos os livros parece ter sido, na maior parte, Jerusalém e Judá, porque a maioria das fontes de matéria estaria ali disponível. No entanto, Segundo Reis foi logicamente concluído no Egito, para onde Jeremias foi levado, depois do assassínio de Gedalias, em Mispá. — Jer. 41:1-3; 43:5-8.
Os Livros dos Reis sempre ocuparam um lugar no cânon judaico, sendo aceitos como canônicos. Há boas razões para isso, porque tais livros dão prosseguimento ao principal tema da Bíblia, o Reino do prometido Descendente. Ademais, três profetas destacados — Elias, Eliseu e Isaías — obtêm proeminência, e mostra-se que as profecias deles tiveram inerrável cumprimento. Os eventos registrados nos Livros dos Reis são mencionados e elucidados em outras partes das Escrituras. Jesus se refere três vezes ao que está escrito nestes livros — a respeito de Salomão (Mat. 6:29), da rainha do sul (Mat. 12:42; compare com 1 Reis 10:1-9), da viúva de Sarefá, e de Naamã. (Luc. 4:25-27; compare com 1 Reis 17:8-10; 2 Reis 5:8-14.) Paulo menciona o relato sobre Elias e os 7.000 homens que não curvaram o joelho a Baal. (Rom. 11:2-4; compare com 1 Reis 19:14, 18.) Tiago fala das orações de Elias, pedindo seca e chuva. (Tia. 5:17, 18; compare com 1 Reis 17:1; 18:45.) Tais referências às ações das pessoas descritas nos Livros dos Reis atestam a canonicidade de tais escritos.
Os Livros dos Reis foram compilados mormente à base de fontes escritas, e o escritor indica meridianamente que consultou tais fontes externas para colher algumas informações. Refere-se ao “livro dos assuntos de Salomão” (1 Reis 11:41), ao “livro dos assuntos dos dias dos reis de Judá” (1 Reis 15:7, 23), e ao “livro dos assuntos dos dias dos reis de Israel”. — 1 Reis 14:19; 16:14.
Um dos mais antigos manuscritos hebraicos ainda existentes, que contém os Livros dos Reis em sua plenitude, data de 1008 EC. O Ms. Vaticano N.º 1209 e o Ms. Alexandrino contêm os Livros dos Reis (em grego), mas o Ms. Sinaítico não os contém. Fragmentos dos Livros dos Reis, datando evidentemente do período AEC, foram encontrados nas cavernas de Qumran, e apresentam apenas variações menores, quando comparados com textos posteriores.
Os Livros dos Reis são mais do que simples anais ou uma relação de eventos, como acontece numa crônica. Relatam fatos históricos com uma explicação de seu significado. Pelo visto, foi eliminado do relato o que não tinha diretamente que ver com o propósito de Deus em desenvolvimento, e o que não ilustrava os princípios pelos quais Jeová lida com seu povo. As falhas de Salomão e dos outros reis de Judá e de Israel não são ocultadas, mas são relatadas com a máxima candura.
A EVIDÊNCIA ARQUEOLÓGICA
A descoberta de numerosos artefatos supriu certa confirmação de que os Livros dos Reis são histórica e geograficamente exatos. A arqueologia, bem como as provas vivas da atualidade, confirmam a existência de florestas de cedros do Líbano, das quais Salomão obteve madeira para seus projetos de construção em Jerusalém. (1 Reis 5:6; 7:2) Evidência de atividade industrial tem sido encontrada na bacia do Jordão, ao N do vale da torrente do Jaboque, onde certa vez se erguiam Sucote e Zaretã. — 1 Reis 7:45, 46.
A história secular confirma os tratos entre um Faraó egípcio (Psinaches) e Hadade, o edomita (1 Reis 11:19, 20), e o ter Sisaque se tornado rei do Egito, perto do fim do reinado de Salomão. (1 Reis 11:40) A invasão de Judá, por parte de Sisaque, no tempo de Roboão (1 Reis 14:25, 26), é confirmada pelo próprio registro do Faraó, constante das paredes do Templo de Carnac, no Egito.
Um obelisco de calcário negro, do Rei Salmaneser III, da Assíria, encontrado em Nimrud, em 1846, apresenta, pelo que parece, um emissário de Jeú curvando-se perante Salmaneser, incidente este que, embora não seja citado nos Livros dos Reis, se soma ao testemunho da historicidade do Rei Jeú, de Israel. As extensivas obras de construção de Acabe, incluindo “a casa de marfim que construiu” (1 Reis 22:39), são bem atestadas pelas ruínas encontradas em Samaria, Hazor e Megido.
A Pedra Moabita relata alguns dos eventos que envolveram a revolta do Rei Mesa contra Israel, fornecendo a versão do monarca moabita sobre o ocorrido. (2 Reis 3:4, 5) Esta inscrição alfabética também contém o Tetragrama.
O nome “Peca” encontra-se numa jarra encontrada em Hazor, no nível evidentemente destruído por Tiglate-Pileser. (2 Reis 15:27) A campanha de Tiglate-Pileser III contra Israel é mencionada em seus anais régios, e numa inscrição dum prédio assírio. (2 Reis 15:29) O nome de “Oséias” também foi decifrado à base de inscrições da campanha de Tiglate-Pileser III. — 2 Reis 15:30.
Algumas das campanhas do rei assírio, Senaqueribe, são mencionadas em seus anais, mas não a destruição angélica de seu exército de 185.000 homens, ao acampar contra Jerusalém (2 Reis 19:35), nem devíamos esperar que se encontrasse, nos seus registros jactanciosos, um relato deste tremendo revés. Notável confirmação arqueológica da última declaração dos Livros dos Reis tem sido encontrada em tábuas cuneiformes escavadas em Babilônia. Estas indicam que Joaquim estava preso na cidade de Babilônia, e mencionam que lhe eram fornecidas provisões vindas do tesouro real. — 2 Reis 25:30.
CUMPRIMENTOS DE PROFECIAS
Os Livros dos Reis contêm várias profecias e apontam para notáveis cumprimentos. À guisa de exemplo, 1 Reis 2:27 mostra o cumprimento da palavra de Jeová contra a casa de Eli. (1 Sam. 2:31-36; 3:11-14) Profecias sobre Acabe e sua casa foram cumpridas. (Compare 1 Reis 21:19-21 com 1 Reis 22:38 e 2 Reis 10:17.) O que foi predito a respeito de Jezabel e seus restos mortais provou-se verídico. (Compare 1 Reis 21:23 com 2 Reis 9:30-36.) E os fatos históricos confirmam a veracidade da destruição profetizada de Jerusalém. — 2 Reis 21:13.
Entre os muitos pontos sublinhados nos Livros dos Reis acha-se a importância de apegar-se aos requisitos de Jeová, e as nefastas conseqüências de se ignorar Suas leis justas. Os dois Livros dos Reis comprovam vigorosamente as consequências preditas, tanto da obediência como da desobediência a Jeová Deus.
ESBOÇO DO CONTEÚDO 1 REIS
I. Adonias, filho de Davi, almeja o trono, mas seus esforços são baldados pela unção de Salomão como rei (1:1-53)
II. Instruções finais de Davi a Salomão, e a execução destas, após a morte de Davi (2:1-46)
III. Reinado de Salomão; suas atividades e realizações (3:1 a 11:43)
A. Salomão faz aliança matrimonial com o Faraó do Egito, mas continua a amar a Jeová (3:1-3)
B. Pede sabedoria quando Jeová lhe aparece num sonho, em Gibeão; tal pedido é concedido e evidência é vista no julgamento de Salomão no caso de duas prostitutas (3:4-28)
C. Oficiais de Salomão e suas funções; o poder, a fama e a sabedoria dele (4:1-34)
D. Seus tratos com Hirão quanto a materiais de construção (5:1-18)
E. Construção do templo e de seus utensílios e mobiliário; também a construção de outras estruturas (6:1 a 7:51)
F. Israel é reunido para a dedicação do templo (8:1-66)
1. Arca é trazida ao templo por sacerdotes; aceitação do templo por Jeová é manifestada por enchê-lo de nuvem, depois que sacerdotes saem (8:1-13)
2. Salomão fala ao povo, ora pedindo favor de Deus, abençoa povo, oferece sacrifícios e finalmente despede assembléia no oitavo dia (8:14-66)
G. Jeová aparece a Salomão pela segunda vez, assegurando-lhe que obediência trará bênção, desobediência levará ao desastre nacional (9:1-9)
H. Outros negócios de Salomão com Hirão (9:10-14)
I. Salomão convoca pessoas para trabalhos forçados; os interesses comerciais e marítimos, a riqueza, a sabedoria dele, e a impressão causada na visitante rainha de Sabá (9:15 a 10:29)
J. Apostasia de Salomão, pelo casamento com mulheres estrangeiras, e resultantes dificuldades perto do término de seu reinado (11:1-25)
L. Jeová torna conhecido Seu propósito de retirar dez tribos de Salomão e as dar a Jeroboão; Salomão morre e sucede-o Roboão (11:26-43)
IV. Início do reinado de Roboão, e divisão do reino (12:1-24)
V. Jeroboão reina sobre dez tribos, introduz infielmente a adoração do bezerro, e o julgamento adverso de Jeová é proferido contra ele e sua casa (12:25 a 14:20)
VI. Marcado pela idolatria o reinado do Rei Roboão, de Judá, e, em seu quinto ano, Sisaque, rei do Egito, invade Judá (14:21-31)
VII. Abijão, de Judá, rege por três anos, enquanto Jeroboão reina sobre Israel (15:1-8)
VIII. Governo do Rei Asa, de Judá, presencia campanha contra idolatria e contínua luta entre Israel e Judá, durante o reinado de Baasa, terceiro rei do reino das dez tribos (15:1-24)
IX. Reinado de dois anos de Nadabe, como rei de Israel, e a conspiração de Baasa (15:25-31)
X. Governo de Baasa e o julgamento de Jeová contra ele (15:32 a 16:7)
XI. Reinado do Rei Elá, de Israel, e a conspiração e o reinado de seu sucessor, Zinri (16:8-15)
XII. Onri obtém trono por guerrear com êxito contra Zinri, e, com a ajuda de seus apoiadores, vence seu rival, Tibni; ultrapassa em iniquidade seus predecessores (16:16-28)
XIII. Eventos do reinado do Rei Acabe, de Israel, a partir do trigésimo oitavo ano de Asa (16:29 a 22:40)
A. Acabe casa-se com Jezabel e se torna adorador de Baal (16:29-33)
B. Hiel, o betelita, reconstrói Jericó (16:34)
C. Atividade profética de Elias, seus milagres, confronto com Acabe, execução dos adoradores de Baal, fuga diante da ira de Jezabel, e comissão de ungir Hazael, Jeú e Eliseu (17:1 a 19:21)
D. Conflitos de Acabe com o rei sírio, Ben-Hadade, a vitória de Acabe, concedida por Deus, seguida pela censura por deixar de devotar Ben-Hadade à destruição (20:1-43)
E. Acabe cobiça vinhedo de Nabote; Jezabel manobra as coisas para Nabote ser assassinado, e Acabe se apossa do vinhedo; por tal ação vil, Jeová, mediante Elias, declara a condenação de Acabe e sua casa (21:1-29)
F. Acabe e o Rei Jeosafá, de Judá, unem-se no esforço de retirar Ramote-Gileade das mãos dos sírios, ataque fracassa, Acabe ficando mortalmente ferido em batalha (22:1-40)
XIV. Reinados do Rei Jeosafá, de Judá, e do Rei Acazias, de Israel (22:41-53)
2 REIS
I. Período final da obra profética de Elias em Israel (1:1 a 2:13)
A. Elias anuncia morte do ferido Rei Acazias (1:1-18)
B. Elias levado num vendaval, quando estava na companhia de Eliseu (2:1-13)
II. Serviço de Eliseu como profeta abrange reinados dos reis Jeorão, Jeú, Jeoacaz e Jeoás, de Israel (2:14 a 13:21)
A. Águas do Jordão se partem para Eliseu; cura água em Jericó e, a caminho do monte Carmelo, invoca o mal sobre crianças zombeteiras, quarenta e duas das quais são subseqüentemente despedaçadas por duas ursas (2:14-25)
B. Durante expedição militar contra Moabe, exércitos aliados de Jeorão, de Israel, de Jeosafá, de Judá, e do rei de Edom, ficam enredados em região sem água; conselho inspirado de Eliseu, fornecido por causa de Jeosafá, salva-os e resulta em derrota dos moabitas (3:1-27)
C. Eliseu aumenta milagrosamente o azeite da viúva, habilitando-a a pagar dividas (4:1-7)
D. Recebido hospitaleiramente por casal em Suném, Eliseu promete filho à sunamita; filho nasce, morre depois e é ressuscitado por Eliseu (4:8-37)
E. Eliseu torna inofensivo o cozido venenoso, multiplica estoque de pão, cura Naamã de lepra, e faz que cunha do machado flutue (4:38 a 6:7)
F. Durante guerra de Israel com a Síria, Eliseu alerta o rei de Israel sobre movimentação dos sírios; sírios tentam, sem êxito, capturar Eliseu (6:8-23)
G. Ben-Hadade, rei sírio, invade com tropas em grande número e sitia Samaria, provocando extrema fome na cidade; rei de Israel culpa Eliseu por isso e tenciona matar profeta (6:24-33)
H. Eliseu prediz fim da fome causada por sítio; predição cumprida (7:1-20)
I. Outros entendimentos de Eliseu com a sunamita, e eventos da vida desta (8:1-6)
J. Eliseu vai a Damasco e ali torna conhecido que Hazael se tornaria rei da Síria; cumprem-se as palavras dele (8:7-15)
L. Relacionamento entre as famílias governantes de Judá e de Israel no tempo de Eliseu (8:16-29)
M. Eliseu manda ajudante ungir Jeú como rei; Jeú conspira contra Jeorão, rei de Israel, age contra a casa de Acabe e destrói adoradores de Baal (9:1 a 10:36)
N. Obra executora de Jeú também causa morte de Acazias, rei de Judá (9:27, 28), habilitando a rainha-mãe, Atalia, a apoderar-se do trono e governar até a unção de Jeoás qual rei, e a execução dela; reinado de Jeoás começa bem, mas termina em fracasso (11:1 a 12:21)
O. Israel fica sob opressão síria durante reinado de Jeoacaz, mas há algum alivio mais tarde; seu sucessor, Jeoás (de Israel), visita Eliseu e recebe indicio de sua vitória sobre os sírios; Eliseu morre (13:1-21)
III. Jeoás, rei de Israel, abate os sírios três vezes (13:22-25)
IV. Reinados do Rei Amazias, de Judá, e do Rei Jeoás, de Israel, e derrota de Judá às mãos de Israel (14:1-22)
V. Jeroboão (II) governa sobre Israel e restaura territórios perdidos (14:23-29)
VI. Reinados dos reis Azarias e Jotão, de Judá, e dos reis Zacarias, Salum, Menaém, Pecaías e Peca, de Israel (15:1-37)
VII. Reinado do Rei Acaz, de Judá, sua idolatria e seus tratos com a Assíria (16: 1-20)
VIII. Reinado do Rei Oséias, de Israel; tendo estabelecido maus antecedentes perante Deus, Israel é levado para o exílio na Assíria, e outros povos são fixados pelo monarca assírio nas cidades de Samaria (17:1-41)
IX. Reinado do Rei Ezequias, de Judá (18: 1 a 20:21)
A. Campanha de Ezequias contra a idolatria, sua rebelião contra a Assíria e a guerra contra os filisteus; reino setentrional é levado para exílio na Assíria, durante seu reinado (18:1-12)
B. Rei Senaqueribe, da Assíria, invade Judá; Jerusalém, embora ameaçada, é salva, em cumprimento da profecia de Isaias, o anjo de Jeová destruindo 185.000 membros da hoste assíria, obrigando assim Senaqueribe a voltar para sua terra (18:13 a 19:37)
C. Doença e recuperação de Ezequias, sua recepção dos mensageiros babilônicos e sua morte (20:1-21)
X. Reinados de Manassés e de Amom (21:1-26)
XI. Reinado de Josias (22:1 a 23:30)
A. Empreende-se a obra de restaurar o templo; achado livro da Lei, motivando extensiva reforma religiosa e a destruição dos instrumentos da idolatria (22:1 a 23:27)
B. Morte de Josias em batalha contra o faraó Neco (23:28-30)
XII. Reinados de Jeoacaz e de Jeoiaquim (23: 31 a 24:7)
XIII. Governo de Joaquim e primeiro exílio babilônico (24:8-17)
XIV. Reinado de Zedequias; destruição de Jerusalém e do templo por babilônios, e exílio subseqüente (24:18 a 25:21)
XV. Gedalias é designado governador sobre o povo não levado para o exílio; depois de ele ser assassinado, povo vai para o Egito (25:22-26)
XVI. Rei Evil-Merodaque, de Babilônia, eleva o exilado Rei Joaquim (25:27-30)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 62-72.
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RelâmpagoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RELÂMPAGO
Brilhantes lampejos resultantes da descarga da eletricidade atmosférica entre as nuvens, ou entre as nuvens e a terra. Este fenômeno que acompanha uma tempestade com trovões é comum na Palestina, durante os períodos chuvosos da primavera e do outono setentrionais, alcançando especialmente um auge nos meses frios de novembro e dezembro.
Como Criador dos elementos necessários para a produção do relâmpago, Jeová é sua fonte. (Jó 37:3, 11) Ele também pode controlá-lo, e, pelo visto, empregou o relâmpago, e meios comparáveis a ele, para livrar Seus servos dos inimigos deles, e para executar Seus julgamentos. (2 Sam. 22:1, 15; Sal. 18:14; 77:16-20; Zac. 9:14; compare com Jó 36:32; Salmos 97:4; 144:6.) Apropriadamente, por conseguinte, os relâmpagos estão associados ao trono de Deus (Rev. 4:5; compare com Revelação 11:19), e a expressões da ira divina (Rev. 8:5; 16:18), e são representados em sentido figurado como relatando a realização de sua tarefa. (Jó 38:35) No monte Sinai, lampejos de relâmpagos acompanharam as atemorizantes manifestações físicas da presença de Deus. — Êxo. 19:16; 20:18.
O relâmpago é empregado figuradamente para representar o lampejo do metal polido. (Deut. 32:41 [Nota da NM, ed. 1953, em inglês: “Literalmente, ‘o relâmpago de minha espada”’]; Eze. 21:10 [Nota da NM, ed. 1960, em inglês: “Literalmente, ‘relâmpago’”]; Naum 3:3; Hab. 3:11) Em Naum 2:4, com as palavras: “Estão correndo como os relâmpagos”, tem-se presente, seja o lampejo, seja a grande velocidade dos carros inimigos nas ruas de Nínive. E os rostos radiantes, ou a aparência, das criaturas angélicas são comparados com o relâmpago. — Dan. 10:5, 6; Mat. 28:2, 3; veja também Ezequiel 1:14.
Cristo Jesus mostrou que sua presença não seria mantida em segredo, assim como é impossível ocultar o relâmpago que “sai das regiões orientais e brilha sobre as regiões ocidentais”. (Mat. 24:23-27; Luc. 17:20-24) Anteriormente, quando os setenta discípulos que ele enviara retornaram com um relatório de que até mesmo os demônios lhes ficavam sujeitos pelo emprego do seu nome, Jesus fez alusão à futura expulsão de Satanás do céu, como sendo certa, afirmando: “Comecei a observar Satanás já caído como relâmpago do céu.” — Luc. 10:1, 17, 18.
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Relógio De SolAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RELÓGIO DE SOL
Instrumento para indicar a hora do dia por meio de os raios solares atingirem um objeto e lançarem uma sombra numa superfície ou mostrador graduado, a sombra gradualmente se tornando mais comprida ou mais curta conforme a distância do sol de seu zênite. O objeto empregado para produzir a sombra era, usualmente, um estilo ou gnômon, isto é, fina placa metálica triangular colocada sobre a superfície do relógio, embora também se usasse um cordão ou outro objeto. A face do relógio de sol podia ser uma superfície plana, côncava, ou até mesmo um cilindro.
Em 2 Reis 20:8-11 e em Isaías 38:4-8, a narrativa se relaciona com o portento que Deus forneceu ao doente Rei Ezequias, em resposta à oração de Isaias. Consistia em fazer com que uma sombra que havia gradualmente descido invertesse sua direção e recuasse dez degraus. Isto poderia referir-se aos degraus ou graduações dum relógio para se medir o tempo, e não é impossível que o pai de Ezequias possuísse tal relógio de sol, até mesmo o obtendo de Babilônia. No entanto, o historiador judeu, Josefo, ao considerar esse relato, fala destes degraus de Acaz como estando “em sua casa”, pelo visto indicando que faziam parte duma escadaria. É possível que houvesse uma coluna colocada ao longo da escadaria de modo a receber os raios solares e lançar uma sombra que se estendesse gradualmente pelos degraus, e que servisse como medidor de tempo.
O milagre realizado evidentemente envolvia a relação entre a terra e o sol, e, se assim for, foi similar ao milagre registrado em Josué 10:12-14. Parece que este portento teve efeitos de longo alcance, uma vez que, como 2 Crônicas 32:24, 31 mostra, foram enviados mensageiros de Babilônia para Jerusalém, a fim de indagar a respeito.
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RelvaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RELVA
Veja GRAMA (RELVA).
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RemuneraçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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REMUNERAÇÃO
Veja COMPENSAÇÃO (REMUNERAÇÃO).
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