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‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’ — Parte 25 da sérieA Sentinela — 1960 | 15 de abril
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de Berenice foram naturalmente seus pais, Ptolomeu II (Filadelfo) e sua irmã esposa, Arsinoé.
24. Como se levantou ‘um rebento das raízes dela’, entrando na fortaleza do rei do norte e prevalecendo nos tratos com os dali?
24 O específico ‘rebento das raízes dela’, que se levantou em lugar de seu pai, foi seu irmão, que então se tornou “rei do sul” como Ptolomeu III alcunhado de Evérgeta (“Benfeitor”). Ele começou a ‘levantar-se’ ao morrer seu pai, por assumir a autoridade como rei. Empreendeu imediatamente vingar o assassínio de sua irmã Berenice na capital riria de Antioquia. Ele avançou com um exército contra o rei sírio, Seleuco II Calínico, a quem sua mãe Laódice usara para assassinar Berenice e o filho pequeno dela. Ptolomeu III entrou na fortaleza do rei do norte e causou a morte da rainha-mãe Laódice. Além disso, ele invadiu a Síria, capturou a parte fortificada dá cidade capital, Antioquia, e também o seu porto de mar, Seleucia. Avançou então para o leste, através do “domínio grande” do rei do norte e saqueou Babilônia e Susa, continuou a sua marcha para o leste até o litoral da Índia. Assim foi tirado do trono sírio o sanguinário Seleuco II.
25. Como exterminou ele uma afronta religiosa, e por causa disso, que nome ganhou para si?
25 Que o rei do sul exterminaria também uma afronta religiosa, foi predito pelo anjo de Jeová: “lambem os deuses deles, juntamente com as suas imagens fundidas e com os seus vasos preciosos de prata e de ouro, ele os levará cativos para o Egypto; por alguns annos deixará em paz ao rei do norte.” (Dan. 11:8) Mais de duzentos anos antes, durante os dias do Faraó Psamético III, o rei persa Cambises, da quarta potência mundial, conquistara o Egito e levara para casa, em triunfo, os deuses vencidos do Egito, “suas imagens fundidas”. Agora, ao saquear Susa, ex-capital real da Pérsia, e Babilônia, o vitorioso rei do sul, Ptolomeu III, recuperou os deuses deportados do antigo Egito e os arrebatou dos ladrões dos templos. Levou-os de volta à sua pátria. Isto lhe mereceu o nome de Evérgeta ou Benfeitor da parte dos egípcios gratos.
26. Por que foi que ‘por alguns anos deixou em paz ao rei do norte’, e o que levou ele consigo de volta para casa?
26 Foram dificuldades internas no sul, no Egito, que chamaram o vencedor Ptolomeu III de volta à terra do Nilo. Vendo-se obrigado a sufocar uma revolta na pátria, foi impedido de se aproveitar dos seus êxitos sobre o rei do norte. Por isso desistiu de infligir prejuízos adicionais ao rei setentrional. Além dos deuses roubados do Egito, Ptolomeu III trouxe de volta como despojo de guerra nada menos de 2.500 “vasos preciosos de prata e de ouro”. Como ele morreu em 221 A. C., se de modo natural ou por ser assassinado, não é conhecido. A história diverge nesta questão. Mas ele sobreviveu ao rei sírio Seleuco II, de quem se tinha vingado.
27. Por que voltou o rei do norte depois de entrar no reino do rei do sul?
27 Aproveitando-se desta situação, o que fez o rei do norte? O anjo o predisse: “Este entrará no reino do rei do sul, mas voltará para a sua terra.” (Dan. 11:9) O humilhado Seleuco II contra-atacou em vingança. Ele veio para o sul, invadindo o domínio do rei do sul, mas sofreu derrota. Em fuga vergonhosa, apenas com um pequeno resto do seu exército, ele se retirou para a sua capital síria, Antioquia, em 242 A. C. Seu apelido Calínico, “o Gloriosamente Triunfante”, mostrou ser mal aplicado. Ele morreu antes de seu humilhador, Ptolomeu IIl do Egito, e foi sucedido pelo seu filho Seleuco III, apelidado de Ceraunos (“Raio”). O homicídio acabou repentinamente com o reinado deste filho, que durou menos de três anos. Seu irmão sucedeu-lhe no trono sírio como Antíoco III e veio a ser chamado de “Grande”.
28, 29. (a) Que aconteceu ao filho mais velho deste rei do norte? (b) Como foi que o filho mais jovem veio, inundou, passou e voltou, travando a guerra?
28 O anjo profetizou sobre estes dois filhos do rei sírio Seleuco II Calínico: “Seus filhos intervirão, e reunirão grande número de exércitos: e um deles virá apressadamente, e inundará, e passará; e, voltando, levará a guerra até à sua fortaleza.” — Dan. 11:10, Al.
29 Um dos filhos, Seleuco III (Ceraunos), morreu sob a arma dum assassino enquanto se achava numa campanha na parte ocidental da Ásia Menor. Seu irmão, o outro filho, Antíoco III, o Grande, reuniu grandes forças para um assalto ao reino do rei do sul, que então era Ptolomeu IV, apelidado de Filopator. O novo rei do norte Antíoco III, entrou finalmente em conflito com a ascendente potência de Roma. Mas, primeiro guiou as suas forças militares para recuperar os ganhos egípcios, e ele recuperou o porto marítimo de Seleucia, também a província de Celessíria (Síria Cava), e as cidades litorâneas de Tiro e Ptolemaida, bem como as cidades vizinhas. Ele derrotou o primeiro exército egípcio que Ptolomeu IV mandou contra ele. Tomou também muitas cidades da província da Judéia na Palestina. Durante o inverno, o vitorioso Antíoco III aquartelou-se com seus 60.000 guerreiros em Ptolemaida, cerca de quarenta quilômetros ao sul de Tiro. Na primavera seguinte (217 A. C.) ‘voltou até a sua fortaleza’.
(Continua)
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“Cristão eminente de raras qualidades”?A Sentinela — 1960 | 15 de abril
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“Cristão eminente de raras qualidades”?
Dr. W. R. Matthews, deão da catedral de S. Paula em Londres, ao comentar o falecimento de seu predecessor, Sir W. R. Inge, o “deão sombrio”, referiu-se a Inge como sendo “cristão eminente de raras qualidades. Ele chocou um bom número de pessoas, mas fazia-as pensar”.
Entre as declarações com as quais Inge chocou grande número de pessoas achava-se a de que ele não cria nem no céu, nem no inferno, nem nos socialistas britânicos. Naturalmente, alguém que afirma ser cristão não pode depositar fé nos socialistas britânicos, nem, quanto a isso, nos liberais ou nos conservadores, mas tem de depositar fé no reino de Cristo. E (concedendo-se a Inge o beneficio da dúvida), ao declarar que ele não cria no inferno, é possível que quisesse dizer que não cria num inferno de fogo. Mas, como pode um homem apresentar-se ao povo do mundo como ministro cristão e declarar que ele não crê no céu? O céu era bem real para Cristo Jesus. Este disse que desceu do céu e que ia voltar para lá, que seu Pai residia no céu, que seu reino era do céu, que a recompensa dos que lhe seguiam as pisadas estava no céu e que estes deviam acumular tesouros no céu.
Quando o Dr. Matthews diz que o Dr. Inge fazia as pessoas pensar, o que quer dizer com isso? Fazia-as perguntar-se se Deus existe realmente, se a Bíblia vale o papel em que está escrita? Suas observações, certamente, não eram da espécie que incentiva o modo correto de pensar em Deus e na Bíblia. Pode tal homem ser corretamente chamado de “cristão eminente de raras qualidades”? Há obviamente algo de radicalmente errado no conceito que o Dr. Matthews forma sobre o que constitui um cristão. Quando clérigos proeminentes aceitam uma filosofia tal como a de Inge, é de admirar-se que haja tanta ignorância religiosa, tanta apatia e hipocrisia no mundo, que haja tantos que são “mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus, tendo uma aparência de devoção piedosa, mas provando ser falsos para com seu poder”? — 2 Tim. 3:4, 5, NM.
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