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g88 22/4 pp. 23-27

Gêmeos — quão achegados são?

Em novembro de 1985, Maria teve uma crise dolorosa que a moveu a consultar um médico. Após várias consultas e uma batelada de exames, o médico concluiu que o problema dela era a vesícula biliar.

Cerca de três semanas depois, Marta, irmã de Maria, que morava então a uns 2.400 quilômetros de distância, ficou gravemente enferma. Ela também, como a irmã, sofreu uma série de dolorosas crises. Os sintomas eram idênticos. O problema — a vesícula biliar.

Jeanette e sua irmã, Jeanne, sempre se vestiam de modo exatamente igual. Uma amiga de ambas teve uma idéia de como elas poderiam duplicar seu guarda-roupa. Visto que eram do mesmo tamanho, cada uma poderia comprar roupas diferentes e então uma poderia usar as roupas da outra.

Convictas de que esta era uma boa idéia, escolheram uma grande loja de departamentos e foram fazer compras em direções separadas, concordando em encontrar-se em determinada hora para comparar os itens que tinham escolhido. Quando se encontraram, várias horas depois, para sua surpresa, ambas tinham escolhido trajes idênticos!

ACHA isso estranho? Na verdade, a maioria das pessoas concordará que tais experiências são certamente raras entre membros duma mesma família. No entanto, as pessoas citadas acima não são irmãs comuns. São gêmeas. A pesquisa mostra que experiências como estas ocorrem com mais freqüência entre gêmeos, especialmente quando são idênticos. “Mas, por quê?”, talvez pergunte. Por que os gêmeos muitas vezes partilham traços e características não compartilhados por duas crianças que nascem separadamente numa mesma família? Exatamente quão idênticos são? Vamos descobrir.

Formação de Gêmeos

Calcula-se que haja 50 milhões de pares de gêmeos em todo o mundo. Desde 1960, a porcentagem de partos múltiplos ascendeu ao seu nível mais alto. Apenas nos Estados Unidos, calcula-se que um de cada 50 partos seja um caso de parto múltiplo.

Ocorrem gêmeos quando dois óvulos fecundados, em vez de apenas um, fixam-se no ventre da mulher. Quando de dois óvulos e de dois espermatozóides se desenvolvem bebês, eles são chamados de gêmeos fraternos. Talvez não sejam mais parecidos do que dois bebês que não são gêmeos.

No entanto, quando os gêmeos são resultado de um único óvulo fecundado, que se dividiu logo depois da concepção, eles são chamados de idênticos. Estes gêmeos sempre pertencem ao mesmo sexo e partilham a mesma constituição genética. A ocorrência de gêmeos idênticos se dá em um quarto a um terço dos nascimentos de gêmeos. Em todo o mundo, a incidência de gêmeos idênticos é de uma vez para cada 250 a 350 partos simples.

Determinar, por ocasião do nascimento, se os gêmeos são fraternos ou idênticos não é tão simples como outrora se pensava. Durante anos, os médicos concluíram que uma única placenta (secundinas) para um par de gêmeos do mesmo sexo provava que eles eram idênticos, ao passo que duas placentas eram prova de que eles eram fraternos. Os médicos agora discernem que é possível que as placentas de gêmeos fraternos se fundam em uma, ao passo que cada embrião de um gêmeo idêntico pode ter sua própria placenta, bem como seu próprio saco amniótico e seu cordão umbilical.

Não é surpreendente que, no passado, muitos gêmeos fossem confundidos por parteiras e médicos. Informou-se a alguns deles que eram gêmeos fraternos, quando eram realmente idênticos; ou idênticos, quando eram realmente fraternos.

“Mas, basta simplesmente olhar para um par de gêmeos para se dizer que eles são idênticos — não é isso prova suficiente?” Não, realmente. Ao passo que é verdade que a maioria dos gêmeos idênticos são parecidíssimos, isto não prova que são idênticos. A expressão “gêmeos idênticos” realmente significa que os fatores hereditários dos gêmeos são idênticos, e não sua aparência externa. Por exemplo, Wade e Wayne são gêmeos fraternos, e apresentam um aspecto tão similar que, muitas vezes, são confundidos como idênticos. O que explica isso?

Em seu livro Twins and Supertwins (Gêmeos e Supergêmeos), Amram Scheinfeld explica: “Alguns gêmeos fraternos podem ter um alto grau de semelhança — isto é, se eles tiverem uma proporção incomum de fatores hereditários iguais — ao passo que os fraternos . . . em média possuem cerca de 50 por cento de seus genes em comum; alguns talvez tenham muito menos, e pareçam bem diferentes, e alguns talvez tenham muito mais, e sejam suficientemente parecidos para serem confundidos com gêmeos idênticos.”

O Teste Que Prova Serem Idênticos

Como, então, sabe-se se os gêmeos são verdadeiramente idênticos? Um certo número de traços hereditários são sempre comuns nos gêmeos idênticos. Por exemplo, Scheinfeld observa que “visto que se herda cada tipo especial de substância sanguínea, todas as substâncias sanguíneas têm de ser exatamente as mesmas no caso dos gêmeos idênticos”. Quando quaisquer destas substâncias são diferentes, “os gêmeos têm de ser fraternos”.

No entanto, em pequena porcentagem de casos, os testes sanguíneos talvez não bastem para estabelecer o tipo de gêmeos. Assim, os médicos podem realizar testes em busca de outras substâncias que, devido à hereditariedade, são iguais nos gêmeos idênticos. Substâncias químicas orgânicas, tais como as encontradas no suor e na saliva, são sempre iguais nos gêmeos idênticos. Isto explica porque os cães policiais ficam facilmente confundidos pelos odores similares do corpo dos gêmeos idênticos. Geralmente, tais cães precisam receber treinamento especial para diferençar os dois.

A cor dos olhos e os cabelos fornecem fontes adicionais de comparação. No caso dos gêmeos idênticos, a hereditariedade também produz impressões digitais que são quase que exatamente iguais. Estas também podem ser úteis em testes, por serem consideravelmente mais parecidas do que as dos gêmeos fraternos.

É provável, porém, que o método mais preciso de se identificar o tipo de gêmeos envolva o enxerto de pele. Este teste só tem êxito no caso de gêmeos idênticos. Explicando a razão, Scheinfeld afirma: “Visto que os gêmeos idênticos são totalmente parecidos na constituição genética de todos os tecidos de seu corpo, e em todas as substâncias hereditárias sanguíneas e químicas, é possível retirar pele ou carne de um e enxertá-la no outro gêmeo, com completa certeza de que o enxerto ‘pegará‘ — exatamente como se este tivesse sido transferido de uma parte do mesmo corpo para outra.”

Quão Achegados São?

Mas, como é que tudo isto explica as estranhas experiências partilhadas por gêmeas como Jeannette e Jeanne, ou Marta e Maria? Por um lado, observamos quão achegados são geneticamente os gêmeos idênticos. Até certo ponto, este vínculo genético parece explicar muitas das similaridades compartilhadas pelos gêmeos, tais como nos gostos e no modo vestir-se.

À guisa de ilustração, a Dra. Magdalena Krondl, professora-adjunta do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade de Toronto, Canadá, estudou os hábitos alimentares tanto dos gêmeos idênticos como dos fraternos. A fim de determinar se existe base genética para uma pessoa ter escolhido sua dieta alimentar, ela selecionou gêmeos que tinham vivido juntos quando crianças, mas que, mais tarde, separaram-se, de modo que “aflorassem suas próprias preferências alimentares”. A pesquisa feita por ela revelou que “as dietas dos gêmeos idênticos eram significativamente mais semelhantes do que as dietas dos gêmeos não idênticos”.

Isto nos ajuda a entender por que os médicos disseram a Marta, depois da crise da vesícula biliar de Maria, sua irmã, que ela também deveria esperar ter problemas na vesícula. Explica ela: “Os médicos disseram que, se minha irmã gêmea, Maria, tinha tido problemas de vesícula, a hereditariedade e a semelhança de nossos hábitos alimentares tornavam-me uma provável candidata a isso.”

Terem Jeanette e Jeanne verificado que seu gosto quanto a roupas era tão semelhante, igualmente não é surpreendente. Outros gêmeos idênticos tiveram experiências similares. Por exemplo, Bruce recebeu vários itens de seu irmão gêmeo, Brian, que morava a uns 4.000 quilômetros de distância. Os itens tinham sido despachados dentro de uma caixa de sapatos. Quando Bruce abriu o pacote, ele observou que a caixa de sapatos era parecida com a que tinha no armário, movendo-o a fazer uma comparação das duas. Achando estranho que as caixas fossem idênticas, ele telefonou a seu irmão para perguntar sobre isso. Conforme suspeitava, ambos tinham comprado sapatos idênticos na cor, no tamanho, e no estilo!

As similaridades na inteligência também são comuns entre os gêmeos idênticos. Um estudo realizado na Universidade de Minnesota, de mais de 350 pares de gêmeos, muitos dos quais tinham sido separados desde que nasceram, mostrava que a genética parece desempenhar um papel definitivo tanto na inteligência como no desenvolvimento da personalidade. Diane contou à revista Seventeen que, quando ela e Karen, sua irmã gêmea, formaram-se na escola secundária, elas “tinham obtido exatamente a mesma média, tinham recebido as mesmas notas nas provas, e, apesar de se sentarem em lados opostos da sala de aula, tinham até mesmo errado nas mesmas perguntas da prova”.

Efeitos do Ambiente

Muitos estudos feitos com gêmeos apenas servem para alimentar o contínuo debate entre os pesquisadores quanto ao que exerce mais influência na vida dos gêmeos — a hereditariedade ou o ambiente. Todavia, os pesquisadores admitem que ambos têm certa parte nisso.

Em seu livro Identical Twins Reared Apart: A Reanalysis (Gêmeos Idênticos Criados Separados: Uma Reavaliação), Susan Farber, professora-adjunta de psicologia clínica da Universidade de Nova Iorque, descreve o caso de Harry e Alfred. Estes gêmeos idênticos tinham uma aparência tão diferente que foram necessários testes sanguíneos para provar que eram verdadeiramente gêmeos idênticos. Ela comenta que “Harry era uns 8 centímetros mais alto e pesava uns 28 quilos mais do que Alfred. O gêmeo provindo dum ambiente mais pobre, Alfred, sofria de ansiedade, de crises de desmaio, e apresentava um sintoma psicogênico de dor no calcanhar, tão grave que exigia tratamento médico e psiquiátrico. Harry não apresentava nenhum de tais sintomas”.

Depois de cuidadosa reavaliação dos dados combinados de 121 estudos clínicos publicados, Farber concluiu que, embora tais análises revelassem “similaridades notáveis — às vezes enervantes” entre gêmeos idênticos, não raro tais estudos “não incluíam muitos dos gêmeos idênticos que resultaram ser muitíssimo diferentes um do outro”. Qual a razão? Como ela explica, os gêmeos idênticos geralmente preferidos pelos pesquisadores “foram originalmente escolhidos para estudo justamente porque eram tão similares”.

Criar Gêmeos

Quer os gêmeos sejam notavelmente similares, quer totalmente diferentes, criá-los pode constituir um desafio ímpar para os pais. Várias autoridades acham que uma característica importante do desenvolvimento de cada filho é estimular sua habilidade de fazer decisões de forma independente do outro.

O livro The Care of Twin Children (Como Cuidar de Filhos Gêmeos), editado pelo Centro de Estudos das Gestações Múltiplas, indica que “há muitos meios de se promover a individualidade sem se destruir o vínculo especial da gemelidade”. Este livro observa que muitos pais de gêmeos escolhem para seus filhos nomes que “soam diferentes”, e chamam “ambos os filhos por seus nomes com uma freqüência maior do que a normal, para reforçar-lhes a individualidade na própria mente”.

Recomenda-se fazer arranjos para gastar algum tempo a sós, vez por outra, com cada um dos gêmeos, bem como tirar fotos de cada filho “em separado, e também juntos”. Em vez de os pais tratarem os gêmeos como se fossem uma só “unidade”, o Centro arrazoa que é melhor que os pais ajudem os filhos a reconhecer sua própria individualidade e distinção. Cada filho deve ser incentivado a perseguir seus próprios interesses pessoais. Isto ajudará a criar circunstâncias em que os gêmeos “terão de fazer decisões independentes, que atinjam a eles pessoalmente”.

O Centro desincentiva a comparação das consecuções de cada filho, porque “um dos gêmeos talvez comece a comparar-se com o outro, achando que lhe falta alguma qualidade que o outro supostamente possui”. Tais comparações desfavoráveis poderiam facilmente suscitar sentimentos de ciúme e resultar em conflitos entre os dois.

Um Mundo Ímpar

Não é surpresa que os pesquisadores fiquem fascinados com os gêmeos idênticos. A revista Psychology Today os descreve como “os objetos mais procurados para a pesquisa psicológica e médica”. Explicando a razão, David T. Lykken, ex-presidente da Sociedade de Pesquisas Psicofisiológicas, disse: “Quase qualquer experimento que se consiga imaginar em fazer com os objetos humanos será mais interessante e produzirá resultados mais valiosos se for feito com gêmeos.”

Sim, a presença de tantas similaridades no âmbito da constituição genética dos gêmeos idênticos os coloca num mundo verdadeiramente ímpar, só deles mesmos. Para muitos, trata-se dum mundo repleto de felicidade e de prazer. Como escreveu um gêmeo: “Há duas risadas para cada piada, duas emoções para a mesma alegria. . . . É muito divertido ser gêmeo. . . . Viver, já em si, é uma felicidade, quando se nasce gêmeo.”

[Foto na página 25]

Os gêmeos idênticos, produzidos pelo mesmo espermatozóide e o mesmo óvulo, sempre são do mesmo sexo. Por outro lado, os gêmeos fraternos, produzidos por dois espermatozóides e dois óvulos, podem ser de sexos diferentes, tais como os gêmeos aqui vistos.

[Foto na página 26]

Um gêmeo é muitas vezes uma perfeita imagem do outro.

[Fotos/Quadro na página 24]

Concepção de Gêmeos

Gêmeos Idênticos

Um único espermatozóide une-se a um único óvulo.

O óvulo se divide, produzindo gêmeos geneticamente idênticos.

Gêmeos Fraternos

Dois espermatozóides se unem com dois óvulos.

Cada um se torna um gêmeo geneticamente diferente.

[Quadro na página 27]

Por Que Existem Gêmeos Siameses?

A expressão “gêmeos siameses” tornou-se popular quando o mundo descobriu os gêmeos Chang e Eng, no século 19. Nascidos no Sião (agora a Tailândia) em 1811, estes gêmeos estavam unidos no peito por uma faixa de tecido de uns 14 centímetros de comprimento por uns 19 centímetros de largura. Eles se tornaram internacionalmente famosos como “Gêmeos Siameses”, viajando como parte do circo de P. T. Barnum. Por fim, os gêmeos deixaram o circo, casaram-se com duas irmãs da Carolina do Norte, EUA, e tornaram-se, ao todo, pais de 22 filhos. Eles deixaram mais de mil descendentes.

Gêmeos ligados, ou siameses, ocorrem quando um único óvulo fecundado, que começa a dividir-se para a produção de gêmeos idênticos, deixa de separar-se por completo. Tais gêmeos podem ser fisicamente ligados em qualquer parte do corpo, e, ocasionalmente, compartilham um ou mais órgãos vitais. Calcula-se que o nascimento de gêmeos siameses ocorra aproximadamente uma vez em cada 100.000 partos, em todo o mundo.

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