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Todas as religiões levam a Deus?A Sentinela — 1981 | 15 de setembro
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Todas as religiões levam a Deus?
SABIA que existe uma religião chamada “Adoradores de Kennedy”? Seus adeptos crêem que o falecido presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, pode ‘curá-los de doenças congênitas e até mesmo de doenças consideradas incuráveis’.
Ou que dizer da igreja Ministério da Sabedoria Universal? Baseia-se na crença em discos voadores, e seu fundador afirma ter andado num deles às 2 horas da madrugada.
E quem não ouviu falar do suicídio em massa na Guiana dos mais de 900 membros do Templo do Povo do “Reverendo” Jim Jones, e não ficou chocado?
Tais exemplos podem suscitar sérias dúvidas sobre certo conceito comumente aceito, conceito esse que talvez já tenha ouvido. É amiúde expresso da seguinte forma: ‘Todas as religiões são apenas estradas diferentes que levam a Deus.’
POR QUE TAL CONCEITO É POPULAR
Um motivo por que muitos hoje pensam desta forma é que há um crescente ‘espírito liberal’. As pessoas são muito suscetíveis quanto a dar qualquer impressão de serem bitoladas ou fanáticas.
Outro motivo por que alguns dizem que ‘todas as religiões são boas’ é que a maioria das igrejas falam sobre amor e ensinam que é errado fazer o mal aos outros, assassinar, mentir ou roubar. As igrejas fundaram hospitais e escolas para ajudar os necessitados. E grupos religiosos têm traduzido e distribuído a Bíblia, permitindo assim que muitos aprendessem algo sobre o verdadeiro Deus e seu Filho, Jesus.
No entanto, se há um verdadeiro Deus que proveu orientação na sua Palavra escrita, e cujo Filho ensinou corretamente sobre religião, perguntamos: “Como encaram Deus e Jesus as diferentes religiões? Concordam com a idéia de que ‘todas as religiões levam a Deus’?”
COM OS “MUITOS” OU COM OS “POUCOS”?
Jesus Cristo é honrado em todo o globo como tendo sido instrutor sábio e piedoso, e certamente não era bitolado. Contudo, Jesus disse claramente no seu famoso Sermão do Monte:
“Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não . . . fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim.” — Mat. 7:21-23
Note que Jesus não adotou o atual conceito popular e ecumênico de que a maioria dos que praticam alguma religião de seu próprio modo agrada a Deus. Antes, Jesus disse que “muitos”, mesmo dos que afirmam reconhecer a Jesus como Senhor ou Cristo, não são aceitáveis.
No mesmo sermão, Jesus admoestou diretamente:
“Entrai pelo portão estreito; porque larga e espaçosa é a estrada que conduz à destruição, e muitos são os que entram por ela; ao passo que estreito é o portão e apertada a estrada que conduz à vida, e poucos são os que o acham.” — Mat. 7:13, 14.
Por que acha que Jesus adotou tal ponto de vista? As Escrituras tornam claro que Jesus sabia que, para agradar a Deus, precisa-se ‘fazer a vontade do Pai’, que está delineada na Bíblia. Confirmando isso, Jesus condenou a prática e o ensino de coisas que entram em conflito com a Palavra de Deus. Era apropriado que ele fizesse isso, pois sabia que a religião podia ser usada para enlaçar e desviar as pessoas. (Mat. 23:13; 2 Cor. 4:4) Um confronto com as Escrituras mostrará que grande parte do que hoje é ensinado nas igrejas difama os amorosos e generosos modos do verdadeiro Deus.
Segue-se, então, que não bastaria alguém, inclusive nós mesmos, simplesmente continuar na religião dos pais, ou seguir a maior religião por perto. Pois, mesmo que o fizéssemos com sinceridade, isto nos colocaria entre os “muitos”, sobre os quais Jesus disse que estão na ‘estrada larga que conduz à destruição’. Certamente, preferiria estar entre os “poucos” a quem Deus considera como estando na “estrada” que realmente leva a ele. É também a estrada que Jesus disse que conduz à “vida”, à vida eterna. — João 3:16; 17:3.
CONHECIMENTO EXATO QUE LEVA A DEUS
Sem dúvida, pode notar que não precisamos ser teólogos ou ter um vasto conhecimento de religião para evitar as religiões marcadas pela crença em milagres dum político falecido ou por viagens em discos voadores, ou aquelas que levam a suicídios maníacos. Todavia, precisamos de conhecimento — conhecimento exato.
Temos uma prova vívida disso no caso do judeu do primeiro século, versado na lei, chamado Saulo (ou Paulo), que se tornou apóstolo cristão. Fora bastante zeloso na sua crença anterior, tentando até mesmo eliminar a adoração que ele considerava imprópria. Contudo, pela misericórdia de Deus, Paulo veio a compreender que pessoas muito religiosas, inclusive ele mesmo, podem ter “zelo de Deus, mas não segundo o conhecimento exato”. Quando Paulo aumentou em conhecimento a respeito da vontade e dos tratos de Deus, converteu-se ao modo de adoração mais correto. — Atos 8:1-3; 9:1, 2; Rom. 10:2; 1 Tim. 1:12-16.
Isto deveria influenciar nosso modo de pensar hoje, pois é da vontade de Deus que todos “venham a ter um conhecimento exato da verdade” e o adorem concordemente. (1 Tim. 2:3, 4) Deus inspirou Paulo a predizer que em nosso tempo muitos ‘teriam uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder’. Ordena-se-nos: “Destes afasta-te.” — 2 Tim. 3:1-5.
Então, precisamos muitíssimo determinar se nós estamos seguindo uma religião ou um modo de adoração que realmente leva a Deus. Mas como podemos ter certeza?
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Adore a Deus do modo deleA Sentinela — 1981 | 15 de setembro
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Adore a Deus do modo dele
JÁ OBSERVOU alguma evidência do seguinte paradoxo religioso: “A década de 1980 presenciará ‘mais pessoas serem granjeadas para a fé cristã do que em toda a história anterior, e mais cristãos desertarem do cristianismo organizado do que em qualquer era anterior’.” — “Morning Herald” de Sydney, 21 de julho de 1979.
Este relatório australiano, baseado numa pesquisa das 50 religiões principais e de 9.000 grupos “cristãos”, mostrou que as pessoas estão abandonando as igrejas em números nunca vistos. Deve conhecer muitos que costumavam ser bem religiosos e freqüentar a igreja, mas que agora desistiram.
Muitos, porém, sentindo uma necessidade íntima de adorar a Deus, são levados a uma religião ou outra, amiúde a uma religião que mexe com suas emoções, que talvez inste para que “sejam salvos”.
Você também possui uma necessidade incutida por Deus de adorar ao Criador. Mas, como deve fazê-lo? Qual é o modo dele de ser adorado?
COMO PODERÁ SABER?
Naturalmente, é Deus e não qualquer homem ou igreja que deve decidir o que é a verdade e a verdadeira adoração. Jesus disse a certa mulher que fazia parte duma comunidade religiosa do primeiro século: “Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.” (João 4:24) Isto também se aplica a nós, hoje.
Sim, para agradarmos a Deus precisamos estar propensos para a adoração pura, demonstrando isso de todo o coração e com sinceridade. Precisamos também buscar a verdade e esforçar-nos a estar em harmonia com ela. Isto significa agir em harmonia com a verdade revelada na Palavra de Deus, em vez de seguir meras tradições duma igreja ou mesmo doutrinas religiosas que entram em conflito com a verdade bíblica.
Ao analisar se certa religião — mesmo a sua própria igreja, ou a crença popular à sua volta — harmoniza-se com a verdade, há muitos campos que poderiam ser examinados. Mas mesmo uma investigação limitada a apenas três campos poderia ajudá-lo a adorar a Deus do modo dele. Observe:
UMA CRENÇA COMUM — MAS É VERDADEIRA?
Um ensinamento comum à maioria das religiões em todo o globo é o de que o homem possui dentro de si uma alma invisível que sobrevive à morte do corpo e vive então eternamente como espírito. Reconhece esse ensinamento? É freqüentemente ligado à idéia de que a alma da pessoa boa vai para o céu, ao morrer. E está por detrás da ampla preocupação quanto aos “espíritos” de parentes falecidos ou a fantasmas. A Encyclopœdia Britannica salienta: “A crença na imortalidade humana é de alguma forma quase universal.” É provável que saiba disso.
Mas é bastante apropriado a enciclopédia dizer “quase universal”. Por quê? Porque os antigos hebreus e os primitivos cristãos não acreditavam que os humanos possuíssem uma alma imortal.
Talvez se surpreenda de ouvir isso, pois muitos crêem que essa doutrina religiosa provém da Bíblia. No entanto, note o seguinte:
Segundo as Escrituras, a primeira mentira, contada por Satanás, o Diabo, foi a de que o pecado humano não resultaria em morte. (Gên. 3:1-4) Quando nossos pais humanos originais finalmente morreram, e daí para frente todos passaram a morrer, o que seria mais ilusório do que dizer: ‘Eles não estão realmente mortos — somente o seu corpo está; a alma deles vive de modo imortal’? Sim, a doutrina da imortalidade da alma humana tende a promover a mentira de Satanás e tem induzido milhões de pessoas a temer os mortos.
Expresso de modo simples, porém, as Escrituras ensinam que sua alma é você. Encontramos um indício disso no que a Bíblia relata sobre Adão. O Criador formou do pó um corpo e depois proporcionou-lhe a vida e o fôlego necessários para sustentar a vida. Com que resultado? Adão “veio a ser uma alma vivente”. (Gên. 2:7) Ele não recebeu uma alma. Adão era uma alma. — Veja 1 Coríntios 15:45.
Em harmonia com isso, a Bíblia ensina que a alma (a pessoa) pode morrer. Veja Ezequiel 18:4. Significa isso que, quando alguém morre, ele está inconsciente e não sente nada? Exatamente. De fato, Eclesiastes 9:5 informa-nos: “Os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.”
Significa isso que não há mais esperança para nossos parentes e amigos falecidos? Não, pois a Bíblia fornece exemplos nos quais Deus trouxe pessoas mortas de volta à vida, ressuscitando-as. Por exemplo, talvez já saiba que Deus ressuscitou a Jesus Cristo como espírito, no terceiro dia após sua morte. (Atos 10:39, 40; 1 Ped. 3:18) À base disso e de promessas bíblicas relacionadas, podemos esperar o tempo em que Deus ressuscitará aqueles que estão em sua memória. — Atos 17:31; 24:15.
Quando reflete na questão, pois, pode notar que a doutrina da alma imortal, ensinada pela maioria das religiões, entra em conflito direto com o que a Bíblia diz. Portanto, pergunte-se: ‘O que significa isso para mim? Preciso fazer ajustes, para adorar a Deus do modo dele, com verdade?’
A CONDUTA TAMBÉM ESTÁ ENVOLVIDA
Jesus forneceu-nos mais ajuda para identificarmos o modo de Deus para adorá-lo. Disse aos seus seguidores: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:35) Será que a maioria das igrejas realmente exorta todos os seus seguidores a mostrarem a mesma espécie de amor que Jesus mostrou?
Por exemplo, os primitivos cristãos foram provados quanto ao verdadeiro amor, quando foram convocados a ingressar no exército romano ou a apoiá-lo. Desejavam obedecer às leis governamentais, mas não podiam fazê-lo, pois isto significaria violar as leis de Deus, tal como sua lei de não matar. (Mat. 22:21; Atos 5:29) Além disso, Deus havia dito a seu povo: “Terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” — Isa. 2:4.
Em harmonia com isso, os primitivos cristãos não lutaram a favor do Império Romano ou de qualquer outra nação.
Pense, porém, na atitude adotada pelas igrejas atuais, e pelos seus ministros e sacerdotes. Depois de algum subterfúgio, eles têm aprovado e abençoado a guerra — guerra em que católicos matam católicos e protestantes matam protestantes. Este não é o modo de Deus!
NORMAS MORAIS DE DEUS
Como terceiro campo para exame, para se determinar o modo de adoração de Deus, devemos verificar se o grupo religioso defende as normas morais Dele, em vez de simplesmente tolerar a transgressão.
Jesus empenhou-se em ajudar pessoas cheias de pecado, inclusive beberrões e os sexualmente imorais. Seus discípulos deveriam fazer o mesmo. (Mat. 9:10-13; 21:31; Luc. 7:36-48; 1 Cor. 6:9, 11) E a Bíblia mostra que mesmo depois de as pessoas se arrependerem e se tornarem cristãos, algumas delas podem errar e cometer um grave pecado. (Gál. 6:1) Por exemplo, certo homem da congregação cristã na antiga Corinto tornou-se fornicador. — 1 Cor. 5:1.
Se um cristão caísse na prática dum pecado, outros cristãos deveriam tentar restabelecê-lo no favor de Deus e fortalecê-lo espiritualmente. (Tia. 5:13-16) Mas, o que aconteceria se a pessoa praticasse o pecado impenitentemente? A Palavra de Deus fala sobre aquele homem de Corinto ou qualquer outro igual a ele:
“Que cesseis de ter convivência com qualquer que chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorsor, nem sequer comendo com tal homem. . . . ‘Removei o homem iníquo de entre vós.’” — 1 Cor. 5:11-13.
Portanto, se o crasso pecador negar-se a aceitar a ajuda e a arrepender-se, precisará ser expulso ou desassociado da verdadeira congregação cristã. Isto talvez o abale a ponto de fazê-lo cair em si. Mas, quer isso aconteça quer não, tal expulsão da congregação, orientada por Deus, protegerá os cristãos sinceros. — 1 Cor. 5:2-8.
Mas, ocorre tal disciplina na maioria das igrejas que conhece? Ou não será verdade que a maioria dos freqüentadores de igrejas que praticam o pecado abertamente continuam sendo aceitos como parte do grupo?
A primeira página de certo jornal nigeriano noticiou recentemente:
“Quase um terço dos católicos romanos casados, na arquidiocese de Lusaca, têm concubinas em casa . . . O relatório, baseado numa pesquisa feita pelo Arcebispo Emmanuel Milingo, diz que há concubinas em 3.225 das 10.903 famílias católicas.” — 14 de setembro de 1980.
Por se negarem a seguir a ordem de Deus, de desassociar pecadores impenitentes, as igrejas induzem outros a achar que também podem pecar e se sair bem com isso. Ou talvez simplesmente se afastem da religião. — Ecl. 8:11.
Certo garotinho escreveu o seguinte para um jornal:
“Odeio ir à igreja porque vejo ali pessoas que eu sei que são beberrões, bisbilhoteiros, mentirosos e trapaceiros, e eles estão bem ali todo domingo, fazendo suas orações e cantando os hinos. Não tenho nenhum respeito por hipócritas, e nossa igreja está cheia deles.” — “Post-Times” de Palm Beach, 27 de maio de 1979.
Evidentemente, Deus não pode aprovar pessoas ou igrejas que produzem tais frutos e não o adoram “com espírito e verdade”. — João 4:24; Mat. 7:15-20.
O QUE FARÁ?
Examinamos apenas três campos. Mas estes tornam claro que, se desejamos adorar a Deus do modo dele, talvez tenhamos de fazer certas mudanças básicas em nossas crenças e conduta, assim como o apóstolo Paulo e muitos outros que se tornaram verdadeiros cristãos fizeram. É vital separarmo-nos de religiões que não promovem o modo de Deus de ser adorado. De fato, Deus nos ordena ‘sair, se não quisermos compartilhar nos seus pecados e receber parte das pragas procedentes de Deus’. — Rev. 18:4, 5; 2 Cor. 6:14-18.
As Testemunhas de Jeová estão seriamente interessadas em harmonizar a vida com a Palavra de Deus, adorando assim o Criador “com espírito e verdade”. Terão muito prazer em ajudá-lo também em seu anseio de adorar a Deus do modo dele.
[Quadro na página 6]
“Uma cuidadosa recapitulação do toda a informação disponível mostra que, até a tempo de Marco Aurélio [imperador de 161 a 181 E.C.], nenhum cristão tornou-se soldado: e nenhum soldado, depois de tornar-se cristão permanecia no serviço militar.” — “A Ascensão do Cristianismo”, publicado em inglês.
[Quadro na página 7]
“VALORES E VIOLÊNCIA EM AUSCHWITZ”
A socióloga polonesa Anna Pawelczynska observou em seu livro, com o título acima, que na Alemanha nazista as “Testemunhas de Jeová mantinham uma resistência passiva pelas suas crenças, as quais se opunham totalmente à guerra o à violência”. Com que resultado? Ela explica:
“Este pequeno grupo de prisioneiros era uma sólida força ideológica e eles venceram a sua batalha contra a nazismo. O grupo alemão desta seita era uma pequena ilha de resistência férrea no seio de uma nação dominada pelo terror e com este mesmo espírito intrépido agia na campo de Auschwitz. Eles conseguiram ganhar o respeito de seus companheiros de prisão . . ., dos prisioneiros-funcionários e até mesmo dos oficiais da SS. Todos sabiam que nenhuma Testemunha de Jeová cumpriria uma ordem contraria à sua crença.”
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Paraíso: pintá-lo ou pregá-lo?A Sentinela — 1981 | 15 de setembro
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Paraíso: pintá-lo ou pregá-lo?
Conforme narrado por Randy Morales
FUI criado na costa meridional da ilha de Porto Rico, próximo à cidade de Guayama. Nossa casa situava-se no campo, entre canaviais. De fato, era um lugar lindo, um verdadeiro paraíso. Creio que este ambiente influenciou meu desejo de tornar-me pintor, para captar tal beleza em telas.
Foi assim que certa tarde, no fim de agosto de 1948, zarpei de San Juan com grandes esperanças. Estava a caminho da cidade de Nova Iorque, E.U.A., com sonhos de tornar-me artista. Tinha apenas 18 anos.
O APRENDIZADO APRESENTA SURPRESAS
Comecei a receber aulas no Instituto Pratt, em Brooklyn, Nova Iorque, em setembro. Um dos nossos compêndios, A Arte Através das Eras, era bastante revelador, assim como as preleções semanais sobre a história da arte. Aprendemos que somas enormes eram gastas no antigo Egito para decorar os templos e as pirâmides, enquanto o povo era mantido na ignorância, na superstição e no medo. Foi similar em outras nações, tais como Babilônia, Grécia e Roma. Mas a grande surpresa surgiu para mim quando estudamos a chamada Arte Cristã, especialmente durante o período da Renascença.
Fiquei espantado de descobrir como a Igreja Católica adquiriu os fundos para construir todas aquelas catedrais na Europa, fabulosamente ornamentadas, especialmente as na Itália e no que é agora a Cidade do Vaticano. Os métodos usados por diversos papas para adquirir riquezas eram
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