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  • Por que tantas novas seitas?
    A Sentinela — 1984 | 15 de junho
    • Por que tantas novas seitas?

      DEZ religiões principais, mas 10.000 seitas! Esse é o mais recente cômputo de grupos religiosos nos quais a humanidade está dividida. Destes, uns 6.000 alegadamente existem na África, 1.200 nos Estados Unidos, 421 no Japão e 247 na França.

      Algumas de tais seitas são grupos religiosos estabelecidos há muito tempo e consideram-se igrejas legítimas. Certas religiões antigas estão divididas em seitas que por sua vez estão divididas em subseitas. No Japão, o xintoísmo compreende 153 seitas e subseitas, e o budismo está dividido em 171 seitas e subseitas. Curiosamente, muitos japoneses pertencem a mais de uma seita.

      Na África do Sul, o Departamento de Estatísticas possui o registro de mais de 4.000 grupos religiosos, uns 500 entre os brancos e os demais entre os negros. Algumas dessas seitas segregadas afirmam ser cristãs.

      IGREJA OU SEITA?

      A palavra “igreja” não possui a mesma conotação em todos os países. Nas terras predominantemente católicas, “a Igreja” subentende a Igreja Católica Romana. Na França, por exemplo, a palavra Eglise (Igreja) não é freqüentemente acompanhada pelo adjetivo catholique e quase nunca por romaine. Para o francês, a palavra Eglise (com E maiúsculo) só, pode significar uma coisa: a Igreja católica Romana. De modo similar, nos países em que predomina uma das Igrejas Ortodoxas, orientais, a palavra “igreja” subentende a Igreja Ortodoxa.

      Entretanto, nos países predominantemente protestantes, geralmente é necessário especificar a igreja à qual se pertence. Mesmo nesses países, em geral a pessoa não pode dizer que pertence a uma igreja, a menos que seja membro de uma das grandes e há muito estabelecidas religiões protestantes. De outro modo, será encarada como pertencente a alguma seita. É verdade que nos Estados Unidos até mesmo pequenos ramos religiosos são muitas vezes honrados com o nome igreja. Mas, na maioria dos outros países, teriam de contentar-se de serem chamados de seita.

      QUE QUER DIZER SEITA?

      Seita tem sido definida como “corpo religioso comparativamente pequeno, recentemente organizado e exclusivo; esp[ecialmente]: um que se separou duma comunhão estabelecida há mais tempo”. De acordo com outra definição, seita é “um corpo religioso dissidente; esp[ecialmente]: um que é herético aos olhos dos demais membros duma mesma comunhão”.

      Alguns afirmam que a palavra “seita” deriva-se do verbo latino secare (segar) e definem seita como grupo que saiu duma igreja estabelecida. Outros remontam a palavra ao verbo latino sequi (seguir) e assim aplicam-na a um grupo que segue um líder ou instrutor humano específico.

      DESPREZO DAS IGREJAS PARA COM SEITAS

      Quer a seita seja um grupo dissidente que saiu duma denominação maior, quer um grupo de discípulos que seguem algum homem ou alguma mulher, uma coisa e certa: as igrejas há muito estabelecidas olham com desprezo para as seitas. Ao esclarecer o motivo de tal desprezo, a Grande Encyclopédie francesa declara que a palavra “seita” e seu uso “estão impregnados de fortes sentimentos e até, mesmo de veemência”, e acrescenta: “Em geral, a comunidade da qual o pequeno grupo se separou afirma ser a autêntica e considera que somente ela possui a plenitude doutrinal e os meios para obter a graça, referindo-se aos sectários com certa pena desdenhosa. Esta atitude condescendente é muitas vezes acompanhada de uma considerável medida de agressividade, em grande parte porque a seita é uma cruel lembrança de tudo o que a igreja costumava ser, mas não mais é — uma fraternidade calorosa, animada, dinâmica e conquistadora.”

      POR QUE TANTAS NOVAS SEITAS?

      As seitas que estão obtendo na atualidade maior publicidade nos veículos noticiosos — amiúde por causa de suas atividades financeiras e seus métodos de doutrinação — surgiram todas nos últimos 20 ou 30 anos. Isto suscita perguntas quanto a por que os nossos dias têm presenciado a proliferação de tais grupos religiosos. A acima citada enciclopédia francesa declarou o seguinte em seu Supplément de 1981: “Por que têm tanto êxito tais seitas? Em primeiro lugar, o clima de crise que agora prevalece na civilização ocidental (o desafio a todas as instituições, tais como a família, as escolas, o exército, as igrejas, etc.) provê base propícia para tal propagação. . . . Em conclusão, as seitas são acima de tudo um sinal dos tempos, sintomático da intranqüilidade dos jovens que anseiam algo diferente da nossa deslumbrante ‘sociedade de consumo’.”

      Seguindo a mesma idéia, R. Quebedeaux, especialista em seitas, escreve: “A sociedade permissiva tem criado um forte anseio por severidade, disciplina e autoridade. Eles [os jovens] estão cansados da sociedade materialista, e disto provém a busca dum novo significado na vida.”

      Ambas as explanações indicam, pelo menos tacitamente, que as religiões há muito estabelecidas fracassaram em satisfazer os milhões de pessoas, jovens e idosos, que se voltaram para tais novas seitas. O surgimento de novas seitas nas últimas décadas constitui evidência adicional da “angústia de nações” predita por Jesus Cristo como parte do “sinal” que indicaria que o atual sistema de coisas está no fim e que “está próximo o reino de Deus”. — Mateus 24:3; Lucas 21:10, 11, 25-31.

      No entanto, essas novas seitas que angariam tantos membros não ensinam que o Reino de Deus é a única esperança da humanidade. Antes, o que ensinam lembra mais uma filosofia de vida, baseada muitas vezes numa religião oriental ou nos ensinamentos de algum guru (guia espiritual). Cada um de tais gurus que possui um considerável número de se seguidores forma uma nova seita. Isso não surpreende no que se refere às religiões orientais, onde o postulado de gurus é atualmente aceito.

      Entretanto, realmente surpreende que das cerca de 10.000 igrejas e seitas, que supostamente existem em todo o mundo, muitas centenas, se não milhares, afirmam ser cristãs. Por que é isso tão surpreendente? Porque os membros de muitas dessas seitas seguem algum líder humano, ao passo que Jesus Cristo declarou: “Vosso Líder é um só, o Cristo.” (Mateus 23:10) Surpreendente também é o fato de que os chamados cristãos estejam divididos em tantas igrejas, denominações e seitas, ao passo que Cristo orou a seu Pai com respeito aos seus seguidores, para que “todos sejam um”. — João 17:20, 21.

      Por que então há, tantas igrejas e seitas que afirmam ser cristãs? E o que causou tal confusão religiosa?

  • Por que tantas religiões afirmando todas ser cristãs?
    A Sentinela — 1984 | 15 de junho
    • Por que tantas religiões afirmando todas ser cristãs?

      CERCA de um quarto da população do mundo afirma ser cristã. Todos professam seguir a Jesus Cristo, contudo estão muito divididos. Afirma-se que 580.000.000 são católicos romanos. Mas, desde o Vaticano II houve uma divisão entre católicos liberais e tradicionalistas pró-latim. Os calculados 74.000.000 de membros da religião ortodoxa oriental estão divididos em várias igrejas estatais, com diferentes rituais litúrgicos. Quanto aos mais de 343.000.000 de protestantes, estão separados em numerosas igrejas anglicanas, luteranas, calvinistas (presbiteriana, reformada), batistas, metodistas, e outras.

      Todas essas igrejas se consideram religiões “estabelecidas”, “ortodoxas”, e “respeitáveis”. A estas acrescentem-se as centenas das chamadas seitas que são menosprezadas pelos prevalecentes católicos, ortodoxos e protestantes.

      “ORTODOXO” OU “HERÉTICO”?

      Realmente, quando examinadas segundo métodos históricos imparciais, nenhuma das igrejas “cristãs” tradicionais pode afirmar ser a religião cristã original. Todas elas começaram como ramos — seitas — sim, mesmo aquela que afirma ser a mais antiga de todas, a Igreja Católica Romana!

      Historicamente, diversas cidades podiam reivindicar precedência a Roma como primitivos centros do cristianismo. Quando o cristianismo foi fundado em Pentecostes de 33 EC, não havia nem um único seguidor de Cristo em Roma. A primeira sede da congregação cristã foi inquestionavelmente Jerusalém. É verdade que judeus e prosélitos procedentes de Roma estavam presentes em Jerusalém durante Pentecostes, e sem dúvida alguns deles tornaram-se cristãos e retornaram a Roma, para ali fundarem uma congregação cristã. Mas o mesmo aconteceu com muitos outros lugares mencionados na Bíblia. De fato, os residentes temporários procedentes de Roma são mencionados bem no fim da lista, apenas antes dos cretenses e dos árabes. — Atos 2:5-11.

      Naqueles primeiros dias, Roma não era uma sede centralmente localizada para a organização das atividades cristãs. Não foi em Roma, mas na Antioquia, da Síria, que pela primeira vez os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos. (Atos 11:26) E foi de Antioquia, não de Roma, que o apóstolo Paulo empreendeu suas três viagens missionárias. (Atos 13:1-4; 14:26; 15:35, 36; 18:22, 23) Realmente, é bem provável que Paulo tenha sido executado em Roma. Mas ele não foi um dos 12 apóstolos de Jesus, uma vez que Judas Iscariotes foi substituído por Matias. (Atos 1:23-26) De fato, não há absolutamente nenhuma prova de que quaisquer dos 12 apóstolos tenham ido a Roma ou tenham morrido lá. O último dos apóstolos a morrer foi João, provavelmente em Éfeso ou nas imediações. A morte deles deixou a porta bem aberta para o desenvolvimento da apostasia. — 1 João 2:18, 19; 2 Tessalonicenses 2:3, 4.

      Com o passar do tempo, outras cidades se destacaram como focos do cristianismo apóstata. Entre estas estavam Alexandria e Cartago, no Norte da África, e Bizâncio (que mais tarde se tornaria Constantinopla), na fronteira entre a Ásia e a Europa. No Ocidente, desenvolveu-se em Roma, a capital do Império, uma rica e poderosa igreja.

      Com a ascensão da apostasia predita pelos apóstolos, desenvolveu-se uma classe clerical. Homens proeminentes elevaram-se sobre o rebanho e tornaram-se os chamados bispos. Estes competiam uns com os outros pelo poder e tornaram-se líderes de tendências ou seitas rivais do cristianismo apóstata. Nos primeiros dias, nenhuma única cidade ou nenhum único bispo dominava claramente os demais. Mas, desenvolveu-se uma luta de poder quanto a que seita ou ramo apóstata do cristianismo bíblico original se estabeleceria como “ortodoxo”, tornando os demais “heréticos”.

      NO INÍCIO TODAS ERAM SEITAS

      Uma das mais recentes obras publicadas sobre o assunto declara: “Que era heresia cristã? E, por falar nisso, que era a Igreja? . . . O cristianismo [apóstata] iniciou em confusão, controvérsia e cisma, e assim continuou. Uma dominante Igreja ortodoxa, com reconhecível estrutura eclesiástico, formou-se mui gradativamente. . . . E, assim como se dá com tais lutas, não era particularmente edificante. . . . No primeiro e no segundo séculos AD, o Mediterrâneo central e oriental fervilhou com uma infinita multidão de idéias religiosas, lutando para se propagarem. . . . Desde o início, portanto, houve numerosas variedades de cristianismo que tinham pouco em comum. . . . Antes da última metade do terceiro século, é incorreto falar-se duma variedade dominante do cristianismo. No que podemos determinar, por volta do fim do primeiro século, e praticamente durante todo o segundo século, a maioria dos cristãos cria em variedades de gnosticismo cristão, ou pertencia a seitas predicantes agrupadas em torno de carismáticos. . . . A ortodoxia era apenas uma das diversas formas de cristianismo durante o terceiro século, e talvez não se tenha tornado dominante até o tempo de Eusébio [início do quarto século].” — A History of Christianity, de Paul Johnson.

      Tal reviravolta de acontecimentos havia sido predita pelo apóstolo Paulo, que escreveu: “Virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidade, arregimentarão mestres e afastarão os ouvidos da verdade a fim de voltá-los para os mitos.” — 2 Timóteo 4:3, 4, Bíblia Vozes.

      Alguns desses mestres apóstatas tornaram-se o que as igrejas da cristandade chamam de padres da igreja. São geralmente divididos em padres antenicenos e pós-nicenos, sendo o momento decisivo o chamado Primeiro Concílio Ecumênico de Nicéia, convocado naquela cidade da Ásia Menor pelo imperador romano pagão Constantino, em 325 EC.

      ESFORÇOS PARA ESTABELECER A SUPREMACIA DE ROMA

      É digno de nota que a grande maioria dos “padres” do segundo e do terceiro século não estavam estabelecidos em Roma, e escreviam em grego, não em latim. Confirmando isso, a Encyclopaedia Britannica declara: “Até cerca de 250, a maioria dos líderes cristãos ocidentais falavam o grego, não o latim (e.g., Irineu e Hipólito). A principal teologia latina proveio, não de Roma, mas do Norte da África (e.g., Tertuliano e Cipriano).”

      Naqueles primeiros séculos da apostasia, que cidades foram grandes centros da chamada teologia cristã? Não Roma, mas Antioquia, Alexandria, Cartago, Cesaréia, Jerusalém e várias cidades da Ásia Menor. A Enciclopédia Católica (em inglês) admite: “Embora Roma fosse poderosa e venerada no segundo século, . . . a lacuna em sua literatura é total. A literatura latina é assim . . . praticamente dois séculos e meio mais nova [do que a grega]. Tertuliano é o único, e tornou-se herético. Até meados do quarto século, surgiu apenas um padre latino [Cipriano, de Cartago, no Norte da África]. . . . De Cipriano (m[orreu] 258) até Hilário [morreu por volta de 367] . . . não houve absolutamente nenhuma teologia.”

      Como, então, conseguiu a igreja de Roma estabelecer sua primazia sobre as igrejas em outras cidades que haviam sido muito mais proeminentes em produzir “padres da igreja”? Indubitavelmente, um fator foi o prestígio de se situar na capital do Império. Era uma igreja rica que enviava ajuda financeira a igrejas mais pobres de outras cidades, e isto proporcionou certo poder ao seu bispo. Ele passou a reivindicar o direito de ouvir os apelos feitos contra as decisões tomadas pelos bispos locais em questões de disciplina eclesiástica.

      Além disso, assim como o imperador romano Constantino se deu conta de que poderia usar o cristianismo apóstata para consolidar o Império em decadência, também o bispo de Roma notou que o paganismo poderia acrescentar atrativo popular à sua ramificação do cristianismo apóstata. A igreja romana adotara o domingo pagão como dia para a celebração da Páscoa (Easter), ao passo que as igrejas das cidades orientais a celebravam no dia da semana em que caísse 14 de nisã do calendário judaico. Também, ao passo que diversas das igrejas orientais estavam propensas a seguir a Ario, que negava a doutrina da Trindade, Roma adotou prontamente esta idéia pagã de um deus trino.

      Em ambas essas questões, o imperador Constantino tomou o lado de Roma. Fez isso por decretar em 321 EC uma lei de observância do domingo e por impor a doutrina da Trindade no Concílio de Nicéia em 325 EC. Fundiu o cristianismo apóstata com o culto romano pagão e tornou esta forma de adoração “universal” ou “católica” a religião estatal.

      Então, em 382 EC, o imperador Graciano emitiu uma constituição que concedia a Dâmaso, bispo de Roma, o direito de ouvir os apelos de outros bispos, mesmo os que se encontrassem em “regiões mais afastadas” do Império. Embora esta decisão tenha sido contestada pelos bispos do Oriente, e até por alguns no Ocidente, isso sem dúvida proporcionou supremacia ao bispo de Roma. O bispo Dâmaso aceitou a insígnia de Pontifex Maximus, título e cargo pagãos a que o imperador Graciano havia por fim renunciado, considerando-os impróprios para um cristão! Dâmaso não tinha tais escrúpulos. De acordo com A Enciclopédia Católica (em inglês), Pontifex Maximus ainda é considerado um dos “mais notáveis dos títulos” concedidos ao papa. Em francês, o papa ainda é chamado de le souverain pontife, o supremo pontífice.

      CISMAS, DISSIDÊNCIA E A REFORMA

      Naturalmente, esta reivindicada supremacia do bispo de Roma não passou sem ser contestada. Os líderes do cristianismo apóstata de cidades orientais tais como Alexandria, Jerusalém, Antioquia e especialmente Constantinopla objetaram a essa usurpação. Entretanto, embora os líderes religiosos dessas cidades estivessem unidos em sua oposição ao domínio de Roma, não concordavam plenamente entre si quanto a assuntos doutrinais. Havia escolas de pensamento rivais nessas e em outras cidades, dando origem a diferentes seitas, todas afirmando ser cristãs.

      No intento de sanar a crescente brecha entre as seitas cristãs apóstatas rivais cuja sede estava em Roma e em Constantinopla, e de rotular como heréticos os instrutores cristãos apóstatas de outras cidades, foram organizados no decorrer dos séculos diversos “Concílios Ecumênicos (Universais) da Igreja”. O primeiro foi realizado em Nicéia, em 325 EC, a fim de condenar a “heresia” ariana, antitrinitária. Outros foram realizados em Constantinopla (quatro vezes), Éfeso, Calcedônia (defronte a Constantinopla, do outro lado do estreito de Bósforo, e novamente em Nicéia. Estes primeiros sete concílios são reconhecidos tanto pela Igreja Católica Romana como pela Igreja Ortodoxa. O conjunto de doutrinas forjadas nesses concílios incluiu a Trindade, a crença em Maria como a “mãe de Deus” e outros dogmas que nada têm a ver com o cristianismo bíblico. Esses concílios eclesiásticos também condenaram várias “heresias”, contribuindo assim para a criação de ainda mais subdivisões (seitas) do cristianismo apóstata.

      É interessante que nenhum desses concílios eclesiásticos “universal” foi realizado em Roma, a cidade que afirmava ser a sede universal do cristianismo. Foi somente em 1123 EC que se realizou em Roma o primeiro chamado Concílio Ecumênico. Mas, a esta altura, já havia ocorrido o “grande cisma” entre Roma e as igrejas no Oriente, tendo ocorrido a primeira ruptura em 867 EC, e o cisma final em 1054. Portanto, dum ponto de vista estritamente histórico, nunca se realizou em Roma um concílio genuinamente ecumênico ou universal.

      A versão oriental do cristianismo apóstata que se desprendeu de Roma não se uniu em torno de algum outro bispo que afirmasse ser o vigário de Cristo na terra. A Igreja de Constantinopla (também chamada de Nova Roma) teria gostado de se tornar a “Roma” da religião ortodoxa oriental. Mas isso não deu certo. Com o tempo, a ortodoxia oriental dividiu-se em 15 igrejas estatais independentes, que concedem supremacia meramente honorífica ao patriarca em Constantinopla, a atual Istambul. Ademais, há diversas igrejas orientais independentes que não reconhecem nem Roma, nem Constantinopla. Decididamente, o “cristianismo” oriental é uma casa dividida.

      Após o cisma com o Oriente, a Igreja Romana, ainda esperando recuperar as igrejas orientais, ao menos supunha ser incontestavelmente a senhora de sua própria casa — o Ocidente. Mas seus problemas não haviam terminado. Logo começaram a surgir dissidentes. Isso era intolerável, de modo que se tomaram medidas drásticas contra tais “heréticos”. Foi instituída a Inquisição, mas a dissensão continuou. No século 16, irrompeu uma revolta geral, primeiro no campo religioso e mais tarde no campo político.

      Esta revolta, chamada de a Reforma, deu origem a um terceiro grupo de religiões que também afirmavam ser cristãs. Mas, em vez de restaurar a unidade original e as verdades doutrinas do cristianismo bíblico, o protestantismo produziu uma safra de igrejas e seitas divididas.

      POR QUE TANTAS?

      Caso pertença a uma igreja ou seita que afirme ser cristã, sem dúvida já se perguntou do motivo de haver tantas religiões afirmando todas seguir a Cristo e a Bíblia. Talvez tenha ficado desgostoso com tais divisões, especialmente quando resultam em perseguições e em guerras religiosas, como aconteceu no decorrer dos séculos e ainda acontece. Por estes e outros motivos talvez tenha deixado de ir à igreja: contentando-se com seu próprio conceito do cristianismo. Contudo, em seu coração você sabe que o cristianismo precisa incluir mais do que isso. Aprendeu na Bíblia que os primeiros cristãos constituíram uma família espiritual feliz e unida. — João 13:34, 35; Efésios 4:1-6.

      Hoje em dia, as Testemunhas de Jeová formam tal família feliz de cristãos. Não são uma seita, visto que não são nem discípulos de algum instrutor ou líder humano, nem um ramo de qualquer igreja ou seita. As Testemunhas procedem de todas as rodas da vida. Seguem, não a um homem, mas antes a Deus e a Seu filho Jesus Cristo. Em resposta à sua pergunta “Por que tantas religiões afirmando todas ser cristãs?” elas respondem: “Porque tais grupos religiosos têm seguido a homens, não a Bíblia.” As Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo a descobrir o genuíno cristianismo bíblico. Portanto, fale com a pessoa que lhe forneceu esta revista, ou então escreva aos editores desta.

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