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  • O que acontece com a religião?
    Despertai! — 1974 | 22 de março
    • O que acontece com a religião?

      ESTEVE pensando no que acontece com a religião? Qual é o significado do tumulto nas igrejas? Significa que a religião está para acabar?

      ‘De jeito nenhum!’ respondem alguns. Onde moram, talvez muitos pertençam à igreja e, aos domingos de manhã, grandes números talvez ainda compareçam aos ofícios. Mas, tal situação é claramente a exceção agora, ao invés de a regra.

      Com efeito, o rápido declínio da religião tornou-se tópico comum de palestras hoje em dia. A revista nacional católica, St. Anthony Messenger (Mensageiro de S. Antônio), de maio de 1973, observa:

      “O declínio de conversos é apenas um fator na indisposição do Catolicismo na atualidade. Sacerdotes e irmãs abandonam seus postos, seminários informam haver queda nas inscrições, escolas paroquiais fecham as portas, jovens católicos rejeitam os tradicionais valores religiosos e morais, a freqüência à Missa de domingo diminui.”

      O declínio não é observado só na religião católica. A freqüência às igrejas diminui e milhões abandonam também outras igrejas. Em maio de 1973, na 185.ª assembléia-geral da Igreja Presbiteriana nos EUA, uma autoridade eclesial lamentava que os presbiterianos “sentiram a mesma tendência decrescente no rol de membros que muitas de nossas igrejas irmãs”.

      No entanto, ainda mais séria que a perda de membros é a desistência do clero. O ministro batista, Warren Carr, em seu novo livro, At the Risk of Idolatry (Ao Risco de Idolatria), escreve: “Os clérigos sentem tanta dificuldade de permanecer na igreja quanto os leigos. Muitos de meus colegas profissionais já a deixaram. Mais planejam fazer a mesma coisa. Não há sinal de que o êxodo diminua.”

      O sacerdote episcopal John W. Downing, diretor de uma agência que ajuda antigos sacerdotes e ministros a obter emprego secular, predisse que a metade de todos os clérigos nos EUA desistirão por volta de 1975. Poderia isto realmente acontecer?

      Um relatório do Yearbook of American Churches 1972 (Anuário das Igrejas Estadunidenses de 1972) indica que poderia. “Numa enquete nacional”, afirma o Anuário, “quase quatro de cada dez jovens clérigos protestantes e católico-romanos disseram que têm considerado seriamente deixar a vida religiosa. Entre os clérigos judeus, a proporção é de seis em cada dez.”

      As perspectivas de substituir os clérigos desistentes são deveras reduzidas. Poucos desejam tornar-se clérigos. Assim, muitos seminários se fecham. Só em uma área no centro dos EUA, doze de trinta e três fecharam desde 1967! Observou The Christian Century: “Os seminários protestantes estão secando na vinha, e os seminários católicos estão morrendo na vinha.”

      A situação em outros países é pior. “Dezoito mil igrejas, capelas e oratórios, na França, já foram ou estão sendo abandonados’, noticia Le Journal du Dimanche, de Paris, de 18 de janeiro de 1970. “Isto significa que mais cedo ou mais tarde mais da metade dos lugares de culto na França estão condenados.” O Citizen de Ottawa, de 6 de janeiro de 1973, observa: “A Grã-Bretanha viu 5.000 [igrejas] serem fechadas nos últimos poucos anos.”

      O declínio ameaça incapacitar a religião mundial. Mas, o que está por trás disso? Por que tantos abandonam as igrejas, ou, pelo menos, raramente as freqüentam mais?

      Razões do Declínio

      Por um lado, as pessoas sentem-se desgostosas com a maneira em que as igrejas batem na tecla dos assuntos financeiros. “‘Eu lhes direi qual é a atitude da igreja’, disse um luterano ativo. ‘É uma atitude gananciosa. Querem o seu dinheiro. . . . Sempre agem como se não conseguissem o suficiente.’” Pensava a mesma coisa das igrejas? As pessoas que pensam assim têm abandonado a religião. — The Lutheran, 8 de novembro de 1968.

      Também, muitos ficam perturbados com o envolvimento da religião nos assuntos políticos. Reader’s Digest, de outubro de 1971, trazia um artigo intitulado “Precisam Nossas Igrejas Financiar Revoluções?” Afirmava: “O Conselho Mundial de Igrejas usa o poder das igrejas e os fundos das igrejas para apoiar a insurreição nos Estados Unidos e na África.” Estão as igrejas que conhece profundamente envolvidas em questões políticas?

      O clero não se apega à obra de ensinar a Palavra de Deus, e isto perturba a muitos. “Por certo, somos analfabetos bíblicos”, admitiu certa senhora, conforme noticiado em The Arizona Republic. “Os ministros não mais pregam nem ensinam o evangelho.” É de admirar, então, que o povo abandone a religião?

      A opinião a que chegaram muitos é que as igrejas simplesmente não servem a Deus. A capa de Ladies’ Home Journal, de março de 1969, trazia esta impressionante manchete: “1.000 Mulheres Relatam: ‘Não Se Pode Mais Achar Deus na Igreja!’”

      Seria o caso de o próprio Deus Onipotente desaprovar as igrejas?

      A Religião Que Deus Desaprova

      Jesus Cristo, o Filho de Deus, tornou claro que Deus não aprova todas as religiões. Tais palavras de Jesus aplicam-se aptamente aos praticantes da religião que deixa de ajustar-se à vontade de seu Pai:

      “Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.” — Mat. 7:21-23.

      Obreiros do que é contra a lei! Deseja ser identificado com a espécie de religião que Deus considera como obrando o que é contra a lei? ‘Mas’, talvez objete, ‘Deus jamais consideraria dessa forma um sistema religioso, não é?’

      Consideraria, sim! Tome, por exemplo, o sistema religioso judaico no primeiro século, que professava fazer a vontade de Deus, mas não a fazia, preferindo suas próprias idéias à Palavra de Deus. (Mat. 15:1-9, 12-14) Jesus Cristo, o Filho de Deus, disse a seus líderes: “Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” “O reino de Deus vos será tirado.” E é isso exatamente o que ocorreu! Esse inteiro sistema religioso foi rejeitado por Deus. Em resultado disso, não terminou simplesmente de forma gradual. Antes, em 70 E. C., foi varrido — seu templo e seus sacerdotes e adoradores sendo destruídos, como predissera o Filho de Deus. — Mat. 23:38; 21:43; Luc. 19:41-44.

      O que dizer de sua própria religião? Que posição tem perante Deus? Há um meio de descobrir isso.

  • O trabalho da verdadeira religião
    Despertai! — 1974 | 22 de março
    • O trabalho da verdadeira religião

      A RELIGIÃO que Deus aprova se ajusta aos requisitos de Deus e executa o trabalho que Ele fixou para ela. De outra forma, não é a verdadeira religião.

      Qual é, então, o trabalho da verdadeira religião?

      Entre suas destacadas responsabilidades se acha o trabalho que Jesus Cristo, o Filho de Deus, designou a seus seguidores, dizendo: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações . . . ensinando-as.” E mostrando a mensagem especial que deveriam pregar Jesus também disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações.” (Mat. 28:19, 20; 24:14) Ao fazer este trabalho, mostra-nos a Bíblia, os que praticam a ‘religião pura do ponto de vista de nosso Deus’ têm de manter-se “sem mancha do mundo”, não mostrando o espírito do mundo nem imiscuindo-se em seus assuntos políticos. — Tia. 1:27.

      Fazem isso, as igrejas? Um tratado patrocinado pela Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Batista Brasileira, que bem se poderia aplicar a toda religião mundana, admite:

      “Quando Jesus deixou seus discípulos . . . deu-lhes apenas uma tarefa. Essa foi a de evangelizar o mundo. . . . A verdade é que estamos fazendo tudo, menos aquilo que Ele nos ordenou fazer. . . . Não temos levado o Evangelho a todo o mundo. Não temos cumprido Suas ordens.”

      Esta falha das igrejas de pregar o “Evangelho” em todo o mundo é evidente a muitos. Quando se perguntou recentemente ao historiador social, Will Herberg, se as igrejas satisfaziam as necessidades do povo, disse: “Não acho que a maioria das igrejas tenham feito isso alguma vez, no sentido de sua única função religiosa legítima: pregar o Evangelho.” — U. S. News & World Report, 4 de junho de 1973.

      Por que falharam as igrejas em fazer o trabalho que o Filho de Deus designou a seus seguidores? É simples questão de uma omissão desintencional de responsabilidade? Não, pois, como dois ministros indicaram relativo à maior federação de religiões nós EUA:

      “O Conselho Nacional de Igrejas não tem como seu objetivo primário a pregação do evangelho . . . Tornou-se um bloco eclesiástico de poder, visando poderosa super-igreja.”

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