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Como deve reagir diante das incertezas da vida?Despertai! — 1977 | 8 de março
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Deus e guardar os seus mandamentos’. Por que não? Porque o propósito de Deus é ressuscitar os mortos. A Bíblia o menciona como Deus “que vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se fossem”. — Rom. 4:17.
Assim, pois, a pessoa que usa seu tempo para cultivar excelente relacionamento com o Criador realmente utiliza a vida da melhor forma, apesar de suas incertezas. É isso que se empenha em fazer? Permite que a Bíblia o ajude a usufruir o melhor da vida agora e no futuro?
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Os jovens desejam saberDespertai! — 1977 | 8 de março
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Os jovens desejam saber
NA MAIORIA dos países, declina a prática religiosa formal. Diminui a freqüência às igrejas. Cada vez mais pessoas, jovens e idosas, rejeitam as formas tradicionais de adoração. Junto com isto crescente número de pessoas está até mesmo deixando de crer em Deus.
Naturalmente, durante décadas, as sociedades comunistas têm atacado a religião, considerando-a ‘o ópio do povo’. Em tais países, promove-se o ateísmo. Mas, no coração da cristandade, também, os tipos de crença atéia e agnóstica estão somando forças.
Parte do problema é que, durante séculos, as crenças desarrazoadas e as ações prejudiciais das religiões deste mundo provocaram zombaria. Não é estranho, pois, que muitas pessoas refletivas não vejam nenhuma utilidade nas cerimônias e formalismo das igrejas e de outras religiões não-cristãs.
Exemplo disto foi observado na revista da Alemanha Ocidental, Stern (Estrela), publicada em Hamburgo. Continha um artigo negativo intitulado “O Marketing da Virgem Maria”. O relato era sobre Altötting, o povoado bávaro das peregrinações. Foram vendidos milhões de exemplares dessa edição.
A Secretaria de Educação e Cultura da Baviera observou tal oposição às práticas religiosas e disse: “São bem sucedidos em expor a religião em luz desfavorável, ao despedaçar a piedade, a oração e a adoração, e classificar os devotos como palhaços.”
Interessam-se os Jovens?
A Secretaria bávara, em sua publicação, School and We (A Escola e Nós), de dezembro de 1975, também declarou: “Diariamente lemos, ouvimos e vemos zombar-se da piedade como sendo estupidez, relegar os Dez Mandamentos a segundo plano. Será de admirar que Deus e o cristianismo se tornaram palavras sem significado, sílabas sem sentido, lugares vazios na vida de muitos, hoje em dia? Quando muitas famílias evitam cuidadosamente uma palestra sobre religião, não é razoável que, como assunto escolar, a religião esteja em maus lençóis?”
Por certo, à medida que os adultos abandonam a religião, ou a mantêm só na aparência, seus filhos serão atingidos. Eles, também, com freqüência sentem pouco, ou até mesmo menos respeito pela religião formalística e suas cerimônias do que seus pais.
No entanto, acontece isto por que os jovens não estão de jeito nenhum interessados pelas questões que se relacionam à existência de Deus, ao significado da vida, ou ao que acontece após a morte? Pelo contrário, amiúde os jovens estão mais dispostos a considerar tais assuntos do que os adultos.
Mas, o que os jovens rejeitam em crescente número é a religião formalística, que acham não ter nenhuma utilidade. Também observaram as más práticas das religiões deste mundo. Isso inclui o imiscuir-se das igrejas na política, seu apoio às guerras, sua hipocrisia e suas doutrinas desarrazoadas, bem como a imoralidade e a vida “luxuosa” por parte de muitos clérigos e outros religiosos. Tudo isso “desligou” os jovens no que tange à religião formalística.
Enquête Reveladora
Em Munique, um jovem cientista, chamado Werner Prawdzik, decidiu descobrir se os jovens se interessavam em assuntos sobre Deus. Entrevistou 800 dos 2.000 rapazes e moças do nono ano das escolas de Munique.
Os resultados fizeram com que muitos reavaliassem seus conceitos. Por quê? Achavam que, devido ao desinteresse dos adultos em questões sobre Deus, os jovens mostrariam o mesmo desinteresse. Mas, as coisas não foram bem assim.
Sua enquête revelou que a maioria desses jovens de Munique estavam cercados duma atmosfera que ignorava a Deus. Como exemplo, apenas 16 por cento dos estudantes disseram que seus pais levavam a sério a religião. Apenas 24 por cento dos estudantes relataram que suas mães levavam a religião a sério. Dois terços dos estudantes disseram que seus pais estavam tão desinteressados que eles nem sequer se preocupavam se seus filhos recebiam ou não instrução religiosa.
Foi também observado que 83 por cento dos pais e 74 por cento das mães, raramente, se é que alguma vez, freqüentavam as igrejas. E, nesta localidade, os filhos refletiam os hábitos paternos. Mas, isso já seria de se esperar. Os filhos usualmente imitam seus pais em sua maneira formal de adoração.
Mas, o que foi inesperado para muitos foi outro aspecto da pesquisa do cientista. A publicação School and We expressou-o do seguinte modo:
“Um resultado que ninguém esperava: Neste ambiente religiosamente apático, marcado pela apostasia da piedade familiar, neste caso, os jovens em fase de crescimento não são uma imagem dos adultos. Declararam os jovens urbanos:
“‘Eu amiúde me preocupo com a questão da existência de Deus’ (59 por cento).
“‘Com freqüência penso no significado da vida’ (64 por cento).
“‘Estou interessado em saber o que acontece depois da morte’ (57 por cento).”
O relato continuava: “Muitos jovens que vivem neste clima anti-religioso, cujos pais são o exato oposto dos cristãos fiéis, interessam-se, sem embargo, pelas grandes questões religiosas, tais como: De onde viemos, para onde iremos e qual é o significado da vida.”
Apenas um quarto dos estudantes disseram que reputavam os assuntos religiosos como tópico sem importância ou impopular. Outra enquête feita entre escolares de Düsseldorf mostrava quase os mesmos resultados para todas essas perguntas.
Curiosidade Natural dos Jovens
A Secretaria de Educação e Cultura da Baviera chegou à seguinte conclusão: “O futebol, a televisão e as motocicletas — qualquer pessoa que imagina que estas são as coisas importantes em torno das quais gira o mundo dos jovens de 15 anos não vê tudo, não examina com suficiente profundeza. A pesquisa feita entre os jovens urbanos de Munique não deixa dúvidas:
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