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  • A aterrorizante inquisição
    Despertai! — 1986 | 22 de abril
    • mesmo depois de confessar. Segundo explica The Catholic Encyclopedia (Enciclopédia Católica), isto visava “obrigá-lo a testemunhar contra seus amigos e comparsas”. — Volume VIII, página 32.

      Seis Séculos de Terror

      Assim, o mecanismo inquisitorial foi acionado na primeira metade do século 13 EC, e usado durante vários séculos para esmagar qualquer pessoa que falasse, ou sequer pensasse, de modo diferente da Igreja Católica. Isso espalhou o terror por toda a Europa católica. Quando, perto do fim do século 15, a Inquisição começou a amainar na França e em outros países da Europa Ocidental e Central, ela reacendeu na Espanha.

      A Inquisição Espanhola, autorizada pelo Papa Sisto IV, em 1478, foi inicialmente dirigida contra os marranos, ou judeus espanhóis, e os mouros, ou muçulmanos espanhóis. Suspeitava-se que muitos deles, que adotaram a fé católica por simples medo, continuavam a praticar em secreto sua religião original. Com o tempo, contudo, a Inquisição foi utilizada como arma terrível contra os protestantes e quaisquer outros dissidentes.

      Da Espanha e de Portugal, a Inquisição espalhou-se para as colônias destas duas monarquias católicas, na América Central e do Sul, e para outras partes. Só acabou quando Napoleão invadiu a Espanha, no começo do século 19. Foi temporariamente restaurada depois da queda de Napoleão, mas foi finalmente suprimida em 1834, há apenas um século e meio.

  • Como foi possível?
    Despertai! — 1986 | 22 de abril
    • Como foi possível?

      UM DOS paradoxos da História é o de que alguns dos piores crimes contra a humanidade — somente igualados pelos campos de concentração do século 20 — foram cometidos por monges dominicanos e franciscanos, membros de duas ordens de pregadores supostamente dedicadas à pregação da mensagem de amor de Cristo.

      É difícil entender como uma igreja que concorda com a declaração inspirada: “Sofrerão perseguições todos os que aspiram a viver piedosos em Cristo Jesus” poderia, ela mesma, tornar-se perseguidora. (2 Timóteo 3:12, Bíblia Vozes, católica) Como foi isso possível?

      Primeiro, o ensino católico o tornou possível. Como assim? Pode-se resumi-lo pela famosa declaração do católico “Santo” Agostinho: “Salus extra ecclesiam non est” (Fora da Igreja não existe salvação.) Recentemente, Paul Johnson, em A History of Christianity (História do Cristianismo), declara sobre Agostinho: “Ele não só aceitava a perseguição, mas tornou-se um teórico dela; e suas defesas se tornariam, mais tarde, aquelas em que se baseavam todas as defesas da Inquisição.”

      No século 13, “Santo” Tomás de Aquino, o chamado Doutor Angélico, advogou a pena de morte para a heresia. The Catholic Encyclopedia explicou-o por dizer: “Teólogos e juristas basearam sua atitude, até certo ponto, na similaridade entre a heresia e a alta traição.” Essa mesma obra admite: “Não pode haver dúvida, por conseguinte, de que a Igreja pretendia ter o direito de empregar a coação física sobre os apóstatas formais.”

      O “direito” da Igreja de torturar e de queimar os hereges era, com efeito, um horrível corolário das doutrinas antibíblicas do inferno e do purgatório. A Igreja torturava em nome dum Deus que ela, blasfemamente, chama de torturador. — Compare com Jeremias 7:31; Romanos 6:23.

      O outro motivo pelo qual a Inquisição se tornou possível era o profundo envolvimento da Igreja na política. A Europa medieval era, efetivamente, uma sociedade totalitária em que a Igreja e o Estado, ao passo que amiúde se rivalizavam, uniam forças contra qualquer pessoa que ousasse criticar o sacerdote ou o príncipe. Foi deste relacionamento adúltero que nasceu a Inquisição. Na Encyclopædia Universalis (Enciclopédia Universal), em francês, lemos: “A Inquisição jamais poderia ter cumprido suas tarefas sem a colaboração das autoridades civis que lhe supriram os recursos e executaram as sentenças.”

      Isto não significa que os protestantes fossem inculpes. Os registros históricos imparciais mostram que, por vezes, mostraram-se tão intolerantes quanto os católicos. Eles, também, cometeram terríveis atrocidades em nome de Cristo, até mesmo queimando dissidentes na estaca, não raro com a ajuda das autoridades seculares. E as atrocidades protestantes foram possíveis pelos mesmos motivos: Os protestantes também fazem parte dum sistema religioso que inclui, em sua teologia, a doutrina antibíblica do tormento eterno, infligido por Deus, e que tem mantido, no decorrer dos séculos, um relacionamento espiritual impuro com os poderes seculares.

      Um Legado Atual

      Poderia a Inquisição ocorrer de novo? Sem dúvida não, na atual sociedade voltada para o secularismo. No entanto, The New Encyclopædia Britannica tece o seguinte comentário interessante: “O legado de intolerância cristã e os métodos que ela desenvolveu (i.e., a inquisição ou a lavagem cerebral) traduzem-se na intolerância ideológica e nas técnicas das modernas revoluções políticas.”

      Sim, “o legado de intolerância cristã [apóstata] e os métodos que ela desenvolveu” podem ser depreendidos na atual intolerância secular. Em alguns países, os poderes políticos já utilizam métodos que fazem lembrar a Inquisição, contra os representantes da Igreja Católica. Isto é um antegosto do que virá.

      A Bíblia mostra que “os reis da terra”, ou os governantes mundiais, com os quais as religiões do mundo cometem “fornicação” espiritual, voltar-se-ão contra o império mundial da religião falsa, simbolizado pela “meretriz”, “Babilônia, a Grande”. (Revelação 17:1-6) Eles se cansarão de vê-la imiscuir-se nos seus assuntos políticos. Deus utilizará tais elementos políticos anti-religiosos para executar o julgamento contra este sistema religioso iníquo. Eles “a despojarão, deixando-a nua; comerão suas carnes e a entregarão às chamas”. (Revelação [Apocalipse] 17:12, 16-18, A Bíblia de Jerusalém) O sangue que ela derramou por meio de guerras religiosas, cruzadas, e inquisições, será assim vingado. — Revelação 18:24; 19:2.

      Por conseguinte, compete a todos os católicos e protestantes sinceros, que se envergonham de ainda ser parte dum sistema religioso que derramou tanto sangue inocente, acatar a convocação de Deus: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” — Revelação 18:4.

      [Destaque na página 24]

      O “direito” da Igreja de torturar e queimar os hereges era, com efeito, uma terrível conseqüência das doutrinas antibíblicas do inferno e do purgatório.

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