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  • Por que a religião está envolvida
    Despertai! — 1982 | 22 de setembro
    • todo soldado se sente na guerra?

      Conceito Errado Sobre o Reino Milenar

      “A busca do Milênio, amiúde liderada por uma figura messiânica, tem desencadeado numerosos movimentos revolucionários, muitos dos quais produziram significante inovação política e social”, escreve Gunter Lewy em Religion and Revolution.

      Um exemplo especialmente interessante e esclarecedor é o da rebelião dos taipingues, de 1850-64, na China, durante um tempo de opressão estrangeira e corrupção interna. O culto era uma estranha mistura de confucionismo e evangelismo cristão. O líder, Hung Hsiu-chuã, afirmava que, como filho de Deus e irmão de Jesus, ele fora enviado por Deus à terra para estabelecer o Taipingue Tien-kuo, o Reino Celestial de Grande Paz. O movimento penetrou por fim em 16 das 18 províncias, capturou umas 600 cidades e ocupou Nanquim, tornando-a a “capital celestial” na terra. Tem sido chamado “o maior movimento pré-moderno das massas na história”, e com a sua queda perderam-se provavelmente uns 40 milhões de vidas.

      Em outros lugares e em outros tempos houve os macabeus e os zelotes do judaísmo, os monges budistas políticos da Birmânia e do Ceilão, os Homens da Quinta Monarquia da Revolução Puritana do século 17 na Inglaterra, os madistas maometanos do Sudão, que levaram ao infame sítio de Cartum — a lista poderia prosseguir indefinidamente.

      Os líderes religiosos continuam a pedir a cooperação inter-religiosa a bem da paz mundial. Evidentemente, acham que, se tão-somente puderem solucionar suas diferenças religiosas, a paz será assegurada. Mas, os fatos mostram que são poucas as guerras travadas unicamente por causa de diferenças doutrinais. Antes, elas têm muito a ver com questões sociais, econômicas, territoriais, políticas e numerosas outras. Mas, ao contrário de evitar tais guerras, a religião se envolveu nessas questões e, às mãos de alguns clérigos mal-orientados, infundiu nas multidões de ‘fiéis’ fervor e zelo para pegarem em armas.

      Claramente, a religião fracassou em ser uma força para paz. Mas o que dizer da Palavra de Deus, a Bíblia? É ela realmente uma força para a paz?

  • A religião verdadeira — uma força para a paz
    Despertai! — 1982 | 22 de setembro
    • A religião verdadeira — uma força para a paz

      A Religião — Força Para Paz ou Para Guerra

      A Bíblia inspira paz não apenas em palavras. Para os que seguem seus ensinamentos, é uma poderosa força para a paz.

      Os primitivos cristãos não só falavam sobre paz, mas eram também conhecidos pela sua firme posição neutra em questões militares e políticas e pelos maus tratos que suportavam em razão disso. “Desde o fim do período do Novo Testamento até a década de 170-180, não há absolutamente nenhuma evidência de cristãos no exército”, escreve o historiador Roland Bainton, da Universidade de Yale, E.U.A. “Está bastante claro que antes de cerca de 174 A.D. é impossível falar de soldados cristãos”, acrescenta Guy Franklin Herschberger.

      Que dizer dos nossos dias? É a Bíblia ainda uma força para a paz na vida dos que de todo o coração seguem seus ensinamentos?

      Paul Johnson, na sua obra A History of Christianity (História do Cristianismo), escreveu sobre as atividades das igrejas na Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e disse: “Os mais valentes eram as Testemunhas de Jeová, que proclamavam sua inequívoca oposição doutrinal desde o início e sofreram em conseqüência disso. . . . Muitos foram sentenciados à morte por recusarem prestar serviço militar . . . ou foram levados a Dachau ou a manicômios. Um terço deles foram realmente mortos; noventa e sete por cento sofreram perseguição de uma forma ou outra.”

      Mais recentemente, apareceram as seguintes observações num destacado jornal de um país da América do Sul: “Nega-se liberdade de religião a diversos milhares de Testemunhas de Jeová neste país porque sua religião não lhes permite saudar a bandeira nem cantar o hino nacional ou pegar em armas. Em conseqüência disso membros das Testemunhas de Jeová foram presos, queixaram-se de terem sido espancados e de seus filhos terem sido expulsos das escolas, e se lhes negou receber educação escolar.”

      Em abril do ano passado, a Gazette de Arkansas, E.U.A., publicou um artigo sobre os refugiados cubanos em Fort Chaffee, Arkansas. Segundo essa, quando se perguntou a um refugiado por que as Testemunhas de Jeová em Cuba eram tratadas como banidos, ele replicou: “Não conheço nenhuma Testemunha em Cuba que estivesse na força militar. . . . Isso não se dá com nenhuma outra religião em Cuba.” Ele disse também que o motivo de as Testemunhas sofrerem tanta dificuldade era “sua posição neutra”.

      Benefícios Decorrentes de se Buscar a Paz

      O que se conseguiu pela “posição neutra” deles? Alguns podem achar que não lhes trouxe outra coisa senão dificuldades. Entretanto, sua posição firme a favor dos princípios da Bíblia lhes trouxe também reconhecimento e elogios. Eis aqui alguns desses casos:

      Um rabino judeu, que sobreviveu aos campos de Sachsenhausen, após ler um relato sobre as Testemunhas de Jeová nos campos nazistas de concentração, escreveu: “O conhecimento de que houve homens e mulheres [Testemunhas de Jeová] que preferiram a morte a sacrificar sua mais profunda fé e suas vividamente sustentadas convicções permanecerá para sempre para mim como uma das experiências verdadeiramente inspiradoras e enobrecedoras de minha vida.”

      O Times de Londres publicou uma carta escrita pelo Dr. Bryan Wilson, da Universidade de Oxford, a respeito da neutralidade das Testemunhas de Jeová em Zâmbia e em outros países africanos. Em parte, o Dr. Wilson disse: “As Testemunhas de Jeová acham-se entre os cidadãos mais íntegros e diligentes dos países africanos. Se os valores que endossam e pelos quais vivem tão coerentemente fossem mais amplamente difundidos na África, alguns dos piores problemas sociais que os países africanos enfrentam seriam consideravelmente mitigados.”

      A respeito dos refugiados cubanos que eram Testemunhas de Jeová, em Fort Chaffee, a reportagem da Gazette de Arkansas dizia: “Foram os primeiros a serem relocalizados em novos lares porque seus ‘irmãos e irmãs’ americanos — co-Testemunhas de Jeová — os procuraram. . . . Quando as Testemunhas chamam seus correligionários de ‘irmãos e irmãs’, falam de verdade.”

      As Testemunhas de Jeová, depositando confiança no reino de Deus, atestam o fato de que a verdadeira religião, baseada na Bíblia, é uma poderosa força para a paz quando seguida coerentemente.

      [Destaque na página 8]

      “As armas de nosso combate não são carnais.” — 2 Coríntios 10:4.

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