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  • Deve sua religião ser determinada pelo lugar em que nasceu?
    Despertai! — 1988 | 8 de agosto
    • Deve sua religião ser determinada pelo lugar em que nasceu?

      SEU modo de falar e seu modo de comer; seu modo de vestir-se e o modo como dorme — tudo isso e muito mais, bem que pode depender do lugar em que nasceu. Embora talvez não estejamos cônscios disso, nossas raízes nos influenciam por toda a vida moldando nossos costumes nossa maneira de pensar e nossas crenças.

      María, de origem espanhola, é católica porque nasceu na Espanha católica. Martin é protestante luterano porque nasceu em Lübeck, no norte da Alemanha. Abdullam nasceu em Beirute Ocidental, de modo que é muçulmano.

      Hoje em dia, eles, bem como milhões de outras pessoas como eles, aderem às suas respectivas religiões. A realidade é que muitas vezes a religião das pessoas é simples fruto da geografia e de singularidades da História. Sem que o saibam, a religião delas talvez tenha sido decidida há muitos séculos pelo capricho de um governante político.

      Isto aconteceu com Lisette, que nasceu num vilarejo da Floresta Negra, na República Federal da Alemanha. Foi batizada luterana porque, por muitas gerações, todos daquela parte de seu vilarejo eram súditos leais do duque de Württemberg, que era protestante. Caso tivesse nascido a curta distância, estrada abaixo, ela teria sido uma católica devotada, porque essa parte do vilarejo fazia parte dos domínios dum governante católico.

      Estas barreiras religiosas artificiais datam da época da Reforma, no século 16. Depois de longo e violento período de tumultos religiosos, concordou-se que cada príncipe determinaria a religião praticada em seus domínios. O argumento era: Visto que os homens não conseguem chegar a um acordo, o monarca tem de decidir.

      Alguns infelizes aldeões se viram rodopiando num carrossel religioso, à medida que consecutivos governantes trocavam de cavalos religiosos. Outros povoados foram arbitrariamente divididos quanto à religião, por acontecer que a fronteira regional atravessava o povoado.

      Nem todos os governantes aderiram aos protestantes por motivos piedosos. Henrique VIII, da Inglaterra, antes um destacado defensor da fé católica, ficou aborrecido quando o papa se recusou a conceder-lhe o divórcio de sua primeira esposa. Sua solução foi simples. Ele rompeu com Roma e elegeu-se cabeça da Igreja Anglicana, esperando que seus súditos obedientemente o seguissem, o que a maioria deles finalmente fez.

      Ocasionalmente, países inteiros foram “convertidos” por missionários que seguiam no encalço dos invasores estrangeiros. No México, poucos anos depois da conquista espanhola, chegaram os primeiros frades franciscanos. Afirmaram ter batizado mais de cinco milhões de nativos, em apenas 30 anos, embora, de início, não falassem as línguas nativas. Um historiador descreveu esta conversão nacional como “extraordinária mistura de força, de crueldade, de estupidez e de ganância, redimida por ocasionais lampejos de imaginação e de caridade”. Assim, as potências européias daqueles dias retalharam o mundo, tanto religiosa como politicamente.

      Séculos antes, as conquistas islâmicas da África do Norte, do Oriente Médio, e de grandes áreas da Ásia, levaram a ampla maioria das pessoas naqueles países a se tornar muçulmana.

      Atualmente, acham-se praticamente esquecidas as razões históricas para as divisões religiosas da humanidade; mesmo assim, a maioria das pessoas continua na religião do lugar em que nasceram. Mas deve a religião de nossa “escolha” ser deixada ao acaso? Deve a religião ser um simples legado? Ou deve resultar de uma decisão deliberada e racional? Uma espiada no cristianismo, no primeiro século, ajudará a responder a estas perguntas.

  • O cristianismo primitivo não foi obra do acaso
    Despertai! — 1988 | 8 de agosto
    • O cristianismo primitivo não foi obra do acaso

      NO PRIMEIRO século, havia uma abundância de deuses, e havia deuses para cada gosto. Do berço ao túmulo, os cidadãos do Império Romano contavam com os deuses e as deusas para socorrê-los e protegê-los.

      Cuba cuidava do recém-nascido, e Ossipago fortalecia os ossos do bebezinho que aprendia a dar seus primeiros passos. Adeona guiava os primeiros passos dele, e Fabulino o ensinava a falar. Na batalha, o homem seria protegido por Marte. Quando ficava doente, Esculápio cuidava dele. Ao morrer, Orco, o deus do submundo, velaria por ele.

      Cada cidade e tribo de destaque podia jactar-se de ter seu deus-padroeiro, e diariamente se oferecia incenso ao imperador romano, ele mesmo sendo considerado um deus encarnado. As deidades orientais estavam em voga, e foram erigidos templos em honra a Mitras, Ísis e Osíris. Até os judeus, que professavam adorar o invisível Deus todo-poderoso, estavam irremediavelmente divididos em numerosas seitas religiosas.

      Naquele momento histórico, no meio de toda essa confusão religiosa, surgiu Jesus Cristo. Ele ensinou algo novo: uma religião universal, que transcendia às diferenças raciais e nacionais; uma religião baseada na verdade sobre o Deus onipotente, verdade esta que podia libertar os homens da escravidão à superstição e à falsidade. (João 8:32) Como ele explicou a Pilatos: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” (João 18:37) Como foi que ele executou esta enorme tarefa?

      Pregar aos “Pobres de Espírito”

      Tem-se observado que existem basicamente dois métodos de fazer proselitismo em grande escala. Um é evangelizar o povo em geral, e então ir operando de baixo para o alto, a partir do povo comum. Outro é visar a elite, ou até os indivíduos no topo da elite, e então operar de cima para baixo, pela autoridade ou pela força. Este último método, tão favorecido pelas igrejas católica, protestante e ortodoxa, não foi nem sequer considerado por Jesus e seus seguidores.

      Jesus, desde o início do seu ministério público, explicou que dirigiria sua atenção aos “pobres de espírito”, ou, literalmente, aos “indigentes do espírito”. Estes eram os humildes que tinham fome de justiça, que eram “cônscios de sua necessidade espiritual”. — Mateus 5:3, Almeida, ed. revista e corrigida; nota de rodapé da Tradução do Novo Mundo, Bíblia com Referências.

      Assim, quando os apóstolos de Jesus voltaram duma campanha de pregação, Cristo disse: “Eu te louvo publicamente, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e dos intelectuais, e as revelaste aos pequeninos.” (Mateus 11:25) A maior parte de sua obra de pregação foi feita na Galiléia, terra natal de humildes pescadores e lavradores, em vez de na Judéia, a fortaleza dos fariseus e dos aristocratas judeus.

      O próprio Jesus veio de Nazaré, obscuro povoado do qual jamais tinha vindo alguém importante. “Pode sair algo bom de Nazaré?”, perguntou Natanael. (João 1:46) Mas aquilo que ele ouviu e viu o habilitaram a vencer este preconceito regional, visto que ele tinha mente aberta. Por outro lado, os orgulhosos fariseus se jactavam: “Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé nele?” — João 7:48.

      A Fé Cristã Não É Obra do Acaso

      O alvo de Jesus era atingir o coração e convencer a mente. Ele ensinou seus discípulos a procurar os indivíduos merecedores e a ficar na casa deles por tempo suficiente para que estes se tornassem crentes sinceros — se assim o desejassem. Algumas pessoas dum povoado samaritano que escutaram o ensino de Cristo disseram: “Nós mesmos temos ouvido e sabemos que este homem certamente é o salvador do mundo.” — João 4:42.

      Cada converso ao cristianismo teve de fazer uma escolha racional, depois de escutar e de meditar no que tinha ouvido. Precisava ter firme convicção, por causa da oposição que tinha de enfrentar. Todos os primeiros discípulos foram expulsos da sinagoga, o que significava ser condenados ao ostracismo por parte da comunidade local.

      Ademais, cada discípulo sentia-se obrigado a defender sua nova crença e partilhá-la com outros. No segundo século, Celso, crítico do cristianismo, zombava de que “trabalhadores braçais, sapateiros, lavradores, homens menos informados e os mais exóticos, chegassem a ser pregadores zelosos do Evangelho”. — Compare com João 9:24-34.

      Este método de conversão, junto com o zelo proselitista dos conversos, resultou na rápida disseminação do cristianismo. Logo ele se tornou uma religião internacional, em vez de regional. Jesus havia ordenado especificamente a seus seguidores que pregassem “até à parte mais distante da terra”. — Atos 1:8.

      Na verdade, os primeiros discípulos eram de origem judaica, e as conversões iniciais foram feitas entre os judeus, de acordo com o propósito de Deus. Jerusalém tornou-se o centro no qual os apóstolos se reuniam para orientar a igreja inexperiente. Por causa disto, no primeiro século, as pessoas muitas vezes erroneamente tachavam os cristãos de judeus, embora os judeus fossem os mais ardentes perseguidores dos cristãos. E um historiador romano desprezou o cristianismo como uma superstição nociva.

      Pedro, antes de batizar o primeiro não-judeu, declarou: “Certamente percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35) Assim, o zelo dos cristãos, atiçado por inabalável fé, levou a mensagem de Cristo por todo o Império Romano. A perseguição não conseguiu eliminar estes cristãos, e muitos deles morreram por não rejeitarem esta religião que tinham escolhido. Seu entusiasmo e sua devoção são algo muito diferentes da apatia que há na cristandade, no século 20.

      É possível que este espírito inexista porque relativamente poucos fizeram uma escolha consciente na questão da fé? Se o leitor ainda se importa com religião, por que não considera seriamente o artigo que segue?

      [Fotos na página 6]

      A antiga Roma adorava a muitos deuses, tais como Marte, o deus da guerra; Júpiter, o principal deus romano; e Esculápio, o deus da medicina.

      Marte

      [Crédito da foto]

      Desenho baseado na Coleção Mansell

      Júpiter

      [Crédito da foto]

      Desenho baseado num mostruário, Museu Britânico

      Esculápio

      [Crédito da foto]

      Desenho baseado num mostruário, Museu Nacional de Arqueologia, Atenas

  • A escolha é sua — ou deixa que outros escolham por você?
    Despertai! — 1988 | 8 de agosto
    • A escolha é sua — ou deixa que outros escolham por você?

      ATÉ ter oito anos, Pedro adorava Maleiwa, suposto criador do homem e fazedor da Terra. Tinha medo de Yolujá, que se afirma ser o prenunciador de todo o mal e de toda a doença, e procurava evitar os malévolos desígnios de Pulowi, alegada deusa do submundo.

      Pedro era um guajiro, uma das muitas tribos indígenas da Venezuela. Seguiu a religião tradicional de seus ancestrais até o dia em que o professor da escola local programou o batismo dele — como católico.

      “Ninguém me consultou, e eu nada sabia sobre minha nova religião”, explicou Pedro. “Mas eu compreendia que não seria difícil adotar esta nova fé, que não exigia mudanças significativas em minha conduta diária. Eu era fiel à minha nova religião, uma vez que assistia à Missa em alguma ocasião em dezembro.”

      Apesar de pertencer a duas religiões diferentes, Pedro não tinha feito uma decisão consciente em nenhum dos casos. Outros decidiram por ele. No decorrer dos séculos, a experiência dele se repetiu incontáveis vezes. Com efeito, relativamente poucas pessoas, dentre os cinco bilhões que vivem hoje, fizeram uma escolha deliberada em questão de religião. A religião delas geralmente é algo herdado, assim como se dá com sua aparência, suas características, ou o lar em que vivem.

      Fizeram Sua Própria Escolha

      Mas é o que herdamos sempre o melhor? Talvez tentemos melhorar nossa aparência o máximo possível. Talvez nos empenhemos em melhorar a casa que nossos pais nos legaram. Talvez até lutemos arduamente para superar características indesejáveis que herdamos.

      Por este motivo, por toda a Terra, existem alguns que estão reexaminando a religião que herdaram dos antepassados. Em vez de considerarem isto uma traição feita contra a tradição familiar que precisa ser preservada sem questionar, seu anseio espiritual as move a procurar algo melhor. Este foi o caso de Hiroko, cujo pai era um sacerdote budista do Templo de Myokyo, no Japão.

      “Quando eu era criança, nas noites mais frias do inverno, eu costumava caminhar penosamente, para lá e para cá, pelas ruas cheias de neve de nosso povoado, carregando uma lamparina”, Hiroko explica. “Papai ia na frente, tocando um tambor e entoando sutras. Desde bem pequena, alguns ritos de automortificação e o ritual budista eram parte da minha vida.”

      Todavia, Hiroko não estava feliz com sua religião herdada. “Não conseguia obter nem sequer uma resposta satisfatória para minhas muitas perguntas. A mudança póstuma de nomes dos mortos, as lápides que eram tratadas como seres vivos assim que se entoavam sutras sobre elas, os encantamentos de papel que se supunha protegeriam de forma mágica o crente, e muitas outras cerimônias nos templos, genuinamente me deixavam perplexa.

      “Diziam-me que nós pertencíamos à seita mais esclarecida do budismo. Ainda assim, todas as minhas indagações ainda ficavam sem resposta. Eu estava convicta de que tinha de haver algo, em alguma parte. Minha esperança era examinar livremente uma religião que me suprisse todas as respostas.” Hiroko passou de uma religião oriental para outra sem ficar satisfeita. Por fim, com a ajuda das Testemunhas de Jeová, ela aprendeu, na Bíblia, sobre o Deus onipotente, aquele que criou o céu e a terra, e ela também encontrou as respostas às perguntas que fazia na infância.

      No caso dela, as palavras do profeta Jeremias cumpriram-se literalmente: “Vós me buscareis e me encontrareis porque me procurareis de todo o coração. Eu me deixarei encontrar por vós — oráculo do Senhor.” — Jeremias 29:13, 14, Bíblia Vozes.

      Hiroko achava que valia a pena fazer sua própria escolha, embora diferisse da de seus pais. “Estou contentíssima de obter esclarecimento, e, agora, não tenho mais as incomodantes perguntas e ansiedades que me afligiam por tantos anos”, explica ela. Mas, quer se sinta feliz com sua religião atual, quer não, ainda lhe compete fazer uma escolha.

      Por Que Se Deve Fazer Uma Escolha

      A maioria de nós, se pararmos para pensar sobre isso, concordaria que a religião é algo importante demais para ser deixada ao acaso. Ora, até mesmo em questões da vida diária, tentamos controlar nossa própria vida tanto quanto possível. Quem deseja apenas tornar-se uma vítima das circunstâncias?

      Se sentisse forte dor de cabeça, será que engoliria rapidamente uns dois comprimidos dentre uma pilha de remédios misturados, sem primeiro examinar cuidadosamente o rótulo?

      Se estivesse escolhendo uma roupa nova, pegaria o primeiro terno que estivesse à mão na loja, presumindo jovialmente que, sem dúvida, iria cair-lhe perfeitamente?

      Se estivesse comprando um carro usado, sairia dirigindo-o, sem nem mesmo examinar o motor?

      ‘Somente um tolo faria isso’ — talvez pense. Tais assuntos não devem ser encarados levianamente. Todavia, no caso de muitos de nós, uma das decisões mais cruciais da vida — que religião professaremos — já foi decidida para nós pelo acaso, pelas há muito esquecidas singularidades da História, e pelo nosso local de nascimento.

      Não seria sábio perguntar-se: ‘Ao que devo a minha religião? Trata-se de algo que me foi repassado, que eu jamais questionei? Ou fiz eu uma escolha deliberada e racional?’ Propor-nos tais perguntas é exatamente o que a Bíblia nos insta a fazer. O apóstolo Paulo admoestou os coríntios a ‘persistir em examinar se estavam na fé, a persistir em provar o que eles mesmos eram’. — 2 Coríntios 13:5.

      A Bíblia menciona um rapaz chamado Timóteo, cuja mãe e avó o educaram em harmonia com as Escrituras. Mas é evidente que ele não aceitou cegamente a fé que elas possuíam. Anos depois, Paulo o relembrou que ele tinha ‘aprendido e fora persuadido a crer’. (2 Timóteo 3:14) Timóteo foi persuadido a permanecer na fé recebida — mas somente depois de ele mesmo ter feito um exame cabal.

      Por outro lado, alguns foram movidos a reconsiderar sua formação religiosa. Sérgio Paulo era um governador provincial romano de Chipre que, sem dúvida, prestava homenagem a alguns dos deuses romanos. Depois de escutar a pregação de Paulo, contudo, “ele tornou-se crente, profundamente impressionado com o que aprendera sobre o Senhor”. — Atos 13:12, The New English Bible (A Nova Bíblia Inglesa).

      Em ambos os casos, foi feita uma escolha deliberada depois dum detido exame, baseado na Palavra de Deus. Por que não imitar o proceder de Sérgio Paulo e de Timóteo? Um mudou de religião, o outro não; mas ambos foram recompensados por pessoalmente encontrarem a verdade. Todavia alguns, por causa de tradição, de temor ou de preconceito, talvez se sintam reticentes em dar tal passo.

      O Desafio de Fazer a Escolha

      As tradições religiosas custam a desaparecer, e muitos derivam conforto de costumes e de credos milenares. “Uma vez católico, sempre católico”, alguns talvez digam. Talvez você sinta a mesma coisa quanto à sua fé, preferindo o tradicional ao desconhecido. Por certo, seria insensato rejeitar prontamente qualquer tradição antes de analisar seu valor. Paulo disse aos cristãos tessalonicenses que ‘guardassem as tradições que aprenderam’. (2 Tessalonicenses 2:15, Lincoln Ramos) Por outro lado, Jesus avisou que as tradições religiosas podem alienar-nos de Deus, invalidando sua Palavra, a Bíblia. (Mateus 15:6) Nem sempre se pode confiar na tradição.

      À medida que aumenta o conhecimento, os procedimentos tradicionais são muitas vezes modificados ou até mesmo substituídos em campos tais como a medicina, a ciência e a tecnologia. Nestes campos, a maioria das pessoas tem mente aberta, o que leva ao aprimoramento. Embora talvez pensemos que nossa tradição religiosa tenha origem divina, a Bíblia nos avisa a ‘não acreditar em toda expressão inspirada’, mas, antes, a ‘provar as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus’. (1 João 4:1) Ela nos recomenda ‘certificar-nos de todas as coisas; apegar-nos ao que é excelente’. (1 Tessalonicenses 5:21) As tradições fidedignas sempre se manterão, sob tal escrutínio.

      Outro obstáculo a que se faça uma escolha em questões de religião é o temor. “Jamais discuto religião ou política!”, é uma observação comum. O temor de descobrir que fomos enganados, ou o temor do que os outros talvez pensem, são poderosas desculpas para não fazermos nada. Nos dias de Jesus, havia muitos que reconheciam o valor do seu ensino, mas que se restringiam de reconhecê-lo como o Messias, “temendo serem excluídos da sinagoga, pois amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus”. João 12:42, 43, Bíblia Vozes.

      Tais pessoas, nos dias de Jesus, perderam a oportunidade ímpar de ser discípulos de Cristo, porque cederam às pressões daquela comunidade religiosa de mente estreita. Na verdade, é preciso coragem para nadar contra a corrente. Ser diferente não é fácil. Mas, se você adiar a escolha, inevitavelmente outros farão tal escolha por você.

      O preconceito contra qualquer coisa “estrangeira” pode também causar empecilhos aos que desejam fazer um exame imparcial. Nos dias de Jesus, o Messias era desprezado por ser nazareno, e zombavam dele por ser galileu. O preconceito no século vinte é similar. — João 1:46; 7:52.

      “Essa é apenas uma das novas religiões inventadas pelos americanos!” Esta foi a primeira reação de Ricardo, quando as Testemunhas de Jeová o convidaram a examinar as crenças dele. Sua formação latino-americana o fazia desconfiar de qualquer coisa que tivesse que ver com os Estados Unidos. Todavia, a evidência que lhe foi apresentada derrubou o preconceito dele. Acima de tudo, ele ficou convencido pela demonstração prática de cristianismo que observou entre as Testemunhas. Seu amor e fé genuínos o atraíram. — Veja quadro na página 10.

      Depois de pôr de lado seu preconceito inicial, Ricardo concordou com outro observador, que escreveu que as Testemunhas de Jeová, “na sua organização e obra de testemunho . . . chegam o mais perto que um grupo pode chegar a igualar a primitiva comunidade cristã”. Ele agora acha que a mente aberta é essencial para se fazer a melhor escolha possível.

      Que Escolherá?

      Pedro, citado no início deste artigo, superou a tradição, o temor e o preconceito a fim de estudar por si mesmo as Escrituras. De início tinha receios, por desilusão com a religião em geral. Explica ele: “Nem minha crença em Maleiwa, nem minha crença no deus dos católicos, cujo nome eu nem sequer conhecia, trouxeram-me muita felicidade.” Mas, por fim, ele decidiu tornar-se Testemunha de Jeová e foi batizado como tal aos 36 anos. “O amor e a paciência daqueles que me ajudaram, e as respostas satisfatórias que recebi da Bíblia, foram os fatores decisivos”, disse ele.

      Terá você a coragem de imitar o exemplo de Pedro? Seja qual for sua religião, não deixe que seja obra do acaso. Prove a si mesmo — usando a Palavra de Deus — o que é a verdade, a ímpar e preciosa verdade que Jesus ensinou. As Testemunhas de Jeová se sentirão felizes de oferecer-lhe sua ajuda. Elas sinceramente o convidam a acatar as palavras de Josué: “Escolha por si mesmo a quem você servirá.’ — Josué 24:15.

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