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  • Muitas religiões — sua influência na atualidade
    Despertai! — 1984 | 8 de julho
    • Muitas religiões — sua influência na atualidade

      A DIVERSIDADE de crenças e práticas religiosas em todo o mundo é deveras assombrosa, indo da meditação do zenbudista, no Japão, à tortura que o homem santo hindu inflige a si mesmo, na Índia, do pregão do muezim islâmico do Oriente Médio às declarações extáticas dum pentecostal da América Central ou do Sul, do suicídio em massa em Jonestown, Guiana, ao casamento em massa em Seul, Coréia. Não importa quem seja ou onde more, de uma forma ou de outra a sua vida é envolvida pela religião.

      Exatamente quantas religiões existem? Parece haver tantas respostas a esta pergunta quantos são os pesquisadores e os estatísticos que examinaram o problema. Contando-se todas as denominações, grupos, subgrupos e cultos, o total atinge obrigatoriamente as dezenas de milhares.

      Vive num país da cristandade? Tem-se declarado que existem 10.000 denominações e seitas. Não obstante, a recém-publicada World Christian Encyclopedia (Enciclopédia Mundial Cristã) afirma que existem 2.050 denominações das igrejas cristãs apenas nos Estados Unidos, e, em todo o mundo, esse número chega a 20.000. Afirmando possuir um total de membros próximo a um bilhão e meio, ou cerca de um terço da população mundial, é o maior agrupamento religioso do mundo.

      Talvez more num país em que predomine o islamismo, o hinduísmo ou o budismo. Com seus muitos grupos e divisões, também afirmam que seus membros atingem a casa de centenas de milhões. Daí, há os xintoístas, os sikhs (ou, siques), os jainistas, os zoroastristas, os tauístas, os confucionistas, os bahaístas, para citar apenas algumas das religiões mais conhecidas. Com efeito, de acordo com a publicação supracitada, todas as pessoas do mundo, exceto 20 por cento, afirmam pertencer a uma ou outra religião. (Veja o diagrama acompanhante.)

      Decresce ou Floresce?

      Talvez, porém, ache que, em nossa moderna sociedade do século 20, a religião não desempenha mais um papel importante na vida das pessoas. Em certas partes do mundo, isto parece acontecer. As pessoas parecem estar sempre mui atarefadas em seguir um modo materialista de vida. Mostram muito pouco, ou nenhum interesse, em assuntos religiosos. É possível que conheça pessoas assim. E talvez também tenha visto grandes igrejas históricas, com séculos de existência, serem fechadas ou serem convertidas em teatros, salões de dança, supermercados ou terem outras utilizações comerciais. Parece que a religião está desaparecendo.

      Por outro lado, talvez viva numa localidade em que se fala muito de reavivamento religioso. Por exemplo, certo informe de Nairobi, no Quênia, que trata da expansão das igrejas na África, afirma: “Não resta dúvida de que o Cristianismo obtém extraordinário êxito aqui. A cada ano, 6 milhões de novos crentes se juntam aos 180 milhões de cristãos que agora constituem cerca de 40 por cento da população do continente. Os cristãos, ultrapassando seus rivais muçulmanos, estão fazendo tantos conversos e criando tantos filhos que a África poderia abranger, em questão de 20 anos, o maior grupo de membros de igrejas do mundo.”

      Mesmo em países comunistas, como a Rússia e a China, há informes que mostram que, depois de décadas de ateísmo oficial, a religião ainda exerce forte influência sobre o povo. “Calcula-se que até 77 milhões de cidadãos soviéticos, dentre uma população de 267 milhões, consideram-se crentes — a maioria nas fés ortodoxo-russa, muçulmana, católico-romana, batista, judaica e luterana”, afirma a revista U.S. News & World Report.

      Na China, além do cômputo oficial de cerca de quatro milhões de pessoas que lotam as poucas igrejas reabertas desde fins da década de 70, “há entre 25 e 50 milhões de crentes nas igrejas domésticas”, conforme o Centro de Pesquisas Sobre as Igrejas na China, de Hong Kong. E um informe de Pequim, estampado no jornal The Auckland Star, da Nova Zelândia, afirma: “A imprensa oficial chinesa descreve o interior, com 800 milhões de camponeses, como um mundo macabro, medieval, em que 30 anos de comunismo não exerceram virtualmente impacto algum sobre a duradoura religião popular.”

      É claro, então, que mesmo no último quarto do século 20, ainda há muitas religiões em todo o mundo e elas continuam a exercer profunda influência sobre a vida de milhões. Afloram à mente, inevitavelmente, as seguintes perguntas: Por que existem tantas religiões? Em todo o mundo, que espécie de frutos produzem? E, o que é mais importante, como tudo isto influi em cada um de nós?

  • Muitas religiões — por quê?
    Despertai! — 1984 | 8 de julho
    • Muitas religiões — por quê?

      NÓS nos rimos hoje das danças da chuva dos índios pueblos. . . . Mas, o que fazemos quando estamos desesperados? . . . Nas duas ocasiões em que minha vida foi abalada pela angústia duma crise pessoal, fiz como aqueles índios — orei pedindo ajuda.” Assim narrou o professor de filosofia Huston Smith, na introdução do livro Great Religions of the World (As Grandes Religiões do Mundo).

      A necessidade do homem, de alcançar algo maior e mais poderoso do que ele quando se acha sob stress, parece ser a um só tempo básica e universal Os antropólogos e os historiadores nos contam que, desde o início, o homem sentia tal necessidade, quando aturdido pelas forças da natureza, ameaçado por ferozes animais selvagens e perplexo diante da morte e do além. Isto, afirmam, junto com o temor do desconhecido, causou o nascimento da religião.

      Para exemplificar, comentando o início da religião xintoísta, o livro Religions in Japan (Religiões no Japão) afirma: “Qualquer coisa que evocasse uma sensação de assombro era reverenciado como sendo especialmente imbuído de poder divino ou misterioso; por conseguinte, as forças da natureza, em especial as árvores, rochas ou montanhas assombrosas, e outros fenômenos naturais inexplicáveis, tornaram-se objetos de adoração. Dava-se-lhes o nome de kami (deus).” Com o tempo, desenvolveram-se lendas, ritos, rituais e santuários. Estes foram transmitidos de geração em geração. E, assim nasceu a religião xintoísta.

      Segundo tal idéia, os sumérios, os egípcios, os hindus, os chineses, e todas as outras civilizações antigas, inventaram suas próprias formas de adoração, suas próprias religiões, de maneira independente. Estas foram então influenciadas pelo modo de vida das pessoas — seus alimentos, seus costumes, até mesmo o clima e a geografia de sua terra. O resultado é a diversidade de religiões com que nos deparamos hoje

      São independentes ou Provêm de Uma Única Fonte?

      Tal explanação, contudo, só satisfaz até certo ponto. Embora explique a grande diversidade observada entre as religiões, deixa sem resposta algumas questões básicas. Por exemplo, se todas as diferentes religiões se desenvolveram de forma independente umas das outras, então como se explica as muitas similaridades fundamentais entre elas, as quais não podem ser simplesmente atribuídas à resposta humana natural?

      Tome-se, por exemplo, as estórias e as lendas relativas à origem do homem. Embora variem os pormenores, é bem difundida a crença de que o homem foi feito do pó da terra. Certa lenda grega afirma que Prometeu moldou do barro os primeiros humanos, e que Atena soprou neles a vida. Os índios peruanos empregaram o termo alpa camasca (terra animada) para descrever o primeiro homem. Uma tribo indígena da América do Norte, os mandans, criam que o ‘Grande Espírito’ fez duas figuras de barro e as trouxe à vida pelo sopro de sua boca. Uma antiga lenda chinesa afirma que P’an-ku fez figuras humanas de barro, com os elementos de yin e yang; outra lenda fala de Nu-kua, figura mítica, modelar homens e mulheres de argila amarela. E a lista prossegue infindavelmente, incluindo lendas entre os povos tribais da África e os habitantes das ilhas da Micronésia.

      Ainda mais surpreendente é a universalidade das lendas que falam da destruição de ancestrais iníquos em um dilúvio, e a sobrevivência ou o reaparecimento da raça humana depois disso. Povos e tribos de lugares bem distantes da terra narram várias versões da mesma estória.

      Qual Foi a Fonte?

      Qualquer pessoa que esteja, mesmo que vagamente, familiarizada com a Bíblia reconhecerá, de imediato, a similaridade de tais lendas com os relatos da Bíblia sobre a criação e o Dilúvio noáquico. Mas o que, poderia perguntar, tem a Bíblia que ver com as lendas dos gregos, dos índios americanos e peruanos, dos chineses e de todos os demais? Não se dá que tais religiões tenham sido inspiradas pela Bíblia. Antes, a Bíblia esboça a forma como as muitas religiões vieram a existir e o faz duma maneira que explica tanto a diversidade como a similaridade delas.

      Em seu livro História Universal, H. G. Wells escreveu: “Onde quer que se tenha plantado a civilização primitiva, na África, na Europa ou na Ásia Ocidental, aí se ergueu um templo; e quando a civilização envelhece e se torna antiga, como no Egito e na Suméria, o templo não desaparece, mas fica mais importante. . . . Os começos da civilização e o aparecimento do templo são coisas simultâneas na história. Uma não existe sem a outra.” [Pp. 321, 322, Vol. 2.º, trad. de Anísio Teixeira.

      É isto que o livro bíblico de Gênesis nos conta: “Ora, toda a terra continuava a ter um só idioma e um só grupo de palavras. E sucedeu que na sua viagem para o oriente descobriram, por fim, uma planície na terra de Sinear, e passaram a morar ali.” (Gênesis 11:1, 2) Sinear acha-se na Mesopotâmia, o chamado berço da civilização.

      O relato prossegue contando-nos que, à medida que as pessoas se fixaram nas planícies de Sinear, elas se arregimentaram para uma construção: “Vamos! Construamos para nós uma cidade e também uma torre com o seu topo nos céus, e façamos para nós um nome célebre, para que não sejamos espalhados por toda a superfície da terra.” — Gênesis 11:4.

      Que espécie de cidade e torre estavam edificando? A cidade, chamada Babel, ou Babilônia, era primariamente uma cidade religiosa. Nada menos de 53 templos já foram encontrados em suas ruínas. Sua adoração apresentava tríades de deuses, a crença na imortalidade da alma humana, a crença no submundo, ou inferno, e na astrologia. A idolatria, a mágica, a feitiçaria, a adivinhação e o ocultismo desempenhavam todos um grande papel nela. A abjeta Torre de Babel não era um simples monumento ou marco territorial; outras estruturas similares, descobertas por escavações na área, indicam que era provavelmente um zigurate de vários andares escalonados, bem como possuía um templo no topo. Erguer-se-ia bem acima da cidade, e a dominaria.

      O que aconteceu a tal projeto de construção? Afirma o registro da Bíblia: “É por isso que foi chamada pelo nome de Babel, porque Jeová confundiu ali o idioma de toda a terra, e Jeová os espalhou dali por toda a superfície da terra.” — Gênesis 11:9.

      Não se podendo mais comunicar entre si, os edificadores abandonaram seu projeto e começaram a partir em diferentes direções. Para onde quer que foram, levaram com eles suas crenças, idéias, lendas e mitos religiosos. Milênios de desenvolvimento local resultaram nas grandes diversidades verificadas na superfície das religiões do mundo. Mas, por baixo, há as inequívocas similaridades, evidência de que provieram da mesma fonte — Babel, ou Babilônia.

      Referindo-se a esta fonte comum da religião falsa, o coronel J. Garnier comentou em seu livro The Worship of the Dead (A Adoração dos Mortos): “Não apenas os egípcios, os caldeus, os fenícios, os gregos e os romanos, mas também os hindus, os budistas da China e do Tibete, os godos, os anglo-saxões, os druidas, os mexicanos e os peruanos, os aborígenes da Austrália, e até mesmo os selvagens das ilhas dos Mares do Sul, devem ter todos derivado suas idéias religiosas de uma fonte comum e de um centro comum. Em toda a parte deparamo-nos com as mais surpreendentes coincidências nos ritos, nas cerimônias, nos costumes, nas tradições, e nos nomes e nas relações de seus respectivos deuses e deusas.”

      Corroborando o acima, há o seguinte comentário feito por Joseph Campbell em seu livro The Masks of God: Primitive Mythology (As Máscaras de Deus: Mitologia Primitiva): “A arqueologia e a etnografia do último meio século deixaram claro que as civilizações antigas do Velho Mundo — as do Egito, da Mesopotâmia, de Creta e da Grécia, da Índia e da China — derivaram-se de uma única base, e que esta comunhão de origens basta para explicar as formas homólogas de suas estruturas mitológicas e rituais.”

      O Resultado

      A Bíblia não só provê o pano de fundo da grande dispersão, mas também prediz o resultado — o estabelecimento de um império mundial da religião falsa, babilônica. Em linguagem forte e vívida, ela foi descrita como a “grande meretriz que está sentada sobre muitas águas, com a qual os reis da terra cometeram fornicação . . . Na sua testa havia escrito um nome, um mistério: ‘Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra.’” (Revelação 17:1, 2, 5) Ela exerce tremenda influência não só sobre as massas, mas também sobre os sistemas político, militar e comercial da terra.

      Qual tem sido o resultado do longo domínio de Babilônia, a Grande, sobre as nações e os povos? Sob a influência das muitas formas de religião dela, que espécie de frutos foram produzidos? Isto é o que consideraremos no próximo artigo.

      [Mapa na página 6]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      As idéias e os mitos religiosos se disseminaram de Babilônia para todas as partes do mundo.

      ITÁLIA

      GRÉCIA

      BABILÔNIA

      EGITO

      ÍNDIA

  • Muitas religiões — quais são seus frutos?
    Despertai! — 1984 | 8 de julho
    • Muitas religiões — quais são seus frutos?

      ‘EM TODAS as religiões existem coisas boas.’ Essa é uma crença que goza de ampla aceitação entre muita gente, hoje em dia. Acham que um pouco de religião só pode tornar melhor a pessoa, não importa quem seja.

      Pensa também deste modo? Acha que a religião, como um todo, tem sido uma influência boa para a humanidade em geral? Julga que as diferentes religiões tem produzido frutos positivos, saudáveis, na vida de seus seguidores?

      Tais perguntas, naturalmente, não deviam ser respondidas à base apenas dos sentimentos pessoais, nem, efetivamente, deviam ser respondidas apenas pelas afirmações que as organizações religiosas fazem. Antes, temos de examinar os fatos, fazendo isso de forma tão objetiva quanto possível.

      Examine os Fatos

      Nestes dias de rápida comunicação e de mídia, não é difícil colher os fatos. Mas, o que deveria procurar? Bem, que espécies de frutos diria o leitor que a religião devia produzir? Neste sentido, a maioria das pessoas concordaria que a religião deveria tornar as pessoas mais amorosas, honestas, de boa moral, pacíficas, espiritualizadas, etc. Isto certamente é verdade. Com efeito, quase todas as religiões têm como princípio básico algo similar ao ensino da Bíblia sobre: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” — Mateus 22:39, Versão Almeida.

      Ao passo que quase todas as religiões ensinam tal conceito em teoria, será que o fazem na prática? Observamos um padrão mais elevado de moral entre seus membros? São mais amorosos, mais pacíficos, mais honestos? Sim, que tipo de frutos produzem as muitas religiões?

      A Religião e a Moral

      Muitos, ameaçados pela onda de divórcios, de doenças venéreas, de gravidezes indesejadas, de pornografia, de homossexualismo e de permissividade sexual, voltam-se para a religião em busca de ajuda. Talvez raciocinem que, se os governos e as escolas não lhes fornecem a orientação moral de que carecem, então a religião deve fornecer. Uma indicação disto é o movimento de retorno da oração e do ‘criacionismo científico’ às escolas públicas nos Estados Unidos. Mas, que tipo de orientação é oferecido hoje em dia pela religião? Considere alguns exemplos.

      ● A Igreja Unida do Canadá (a maior denominação protestante daquela nação) enviou um informe intitulado In God’s Image . . . Male and Female (À Imagem de Deus . . . Macho e Fêmea) a todas as suas congregações-membros, como orientações sugeridas quanto ao casamento e o sexo. De acordo com a revista Maclean’s, o informe “recomenda que se considere a aceitação de homossexuais para a ordenação; afirma que o sexo extramatrimonial pode ser aceitável, sob dadas circunstâncias, e quando o relacionamento é ‘alegre, é prova de que a pessoa se importa, libertador, mutuamente apoiador e socialmente responsável’; e sugere que a fidelidade conjugal não precisa necessariamente, incluir a exclusividade sexual”. A decisão final sobre tal resolução foi adiada até a parte final deste ano.

      ● Num artigo intitulado “Cristãos ‘Nascidos de Novo’ Descobrem a Revolução Sexual”, Russell Chandler, redator religioso do jornal Los Angeles Times, informa: “Painéis de estudos de diversas das principais denominações protestantes e da Igreja Católica Romana concluíram que . . . sob dadas circunstâncias . . . as relações sexuais entre pessoas não-casadas podem não ser pecaminosas, a prática homossexual pode ser um estilo alternativo de vida aceitável para os cristãos, e a masturbação, ou estímulo de si, pode ser normal e apropriada.”

      ● A revista Newsweek, ao noticiar sobre os “Homossexuais nas Igrejas”, especialmente os existentes na arquidiocese católico-romana de São Francisco, EUA, indica que no decorrer da última década, grupinhos homossexuais . . surgiram nas principais denominações protestantes e inspiraram organizações similares entre os menonitas, os pentecostais, os mórmons, os cristãos-cientistas, os adventistas do sétimo dia e os judeus. Em muitas cidades, os gays organizaram suas próprias igrejas, sinagogas e até mesmo centros de zen-budismo”.

      ● O Conselho Nacional de Clérigos Sobre o Alcoolismo, dos EUA, calculava que, em 1977, pelo menos 10 por cento dos sacerdotes e das freiras americanos eram alcoólicos, de acordo com uma notícia da “Associated Press”, de Los Angeles. Mas um informe separado, publicado no jornal Sun, de Baltimore, afirma: “Ao passo que o alcoolismo entre os clérigos tem sido citado pelos superiores das ordens religiosas católicas como um problema de dimensões mundiais, não é mais o problema mais premente. . . . O que era verdadeiro nos anos 50 e 60 sobre o alcoolismo é agora veraz quanto ao homossexualismo. Por certo, todo o problema do homossexualismo está aflorando agora.”

      Com este tipo de orientação e de exemplo, não é nenhuma surpresa que o clima moral que prevalece entre os membros das igrejas não seja melhor — se não for realmente pior — do que entre a população como um todo. Eis aqui apenas alguns exemplos:

      ● O jornal Times, de Londres, informa: “As estatísticas oficiais apontam que cerca de um quarto da população carcerária da Inglaterra é designada católico-romana, embora somente uma em cada 10 pessoas dentre a população o seja.” Programou-se uma conferência para discutir “por que os católicos-romanos constituem tão grande proporção de toxicômanos, alcoólicos, prostitutas e criminosos encarcerados”, diz o informe.

      ● Nos Estados Unidos, recente pesquisa Gallup revela que 70 por cento da população adulta afirmam fazer parte duma igreja, e 40 por cento realmente freqüentam ofícios religiosos em determinada semana. Todavia, segundo o 1983 Britannica Book of the Year (Livro do Ano de 1983 da Enciclopédia Britânica) houve um divórcio para cada dois casamentos em 1981, e “refletindo tanto o aumento de divórcios como de nascimentos de filhos de mulheres não-casadas, . . . um de cada cinco filhos pertencia a uma família de um só genitor”.

      ● A revista To the Point (Direto ao Ponto) afirma: “Quase um terço dos homens católico-romanos casados da arquidiocese de Lusaca (Zâmbia) têm concubinas com as quais coabitam, segundo um informe do arcebispo Emanuel Milingo.” Dentre 10.903 famílias católicas daquela arquidiocese, 3.225 têm concubinas, diz a notícia.

      É exatamente como Jesus afirmou há muito: “A árvore boa não pode dar fruto imprestável, nem pode a árvore podre produzir fruto excelente.” (Mateus 7:18) A safra recorde de falência moral ao redor do mundo é um reflexo da condição espiritual das ‘árvores’ religiosas do mundo — que estão doentias e moribundas.

      A Religião e a Guerra

      Compreendendo que “o mundo está à beira de grande perigo, talvez o suicídio da raça numa guerra nuclear”, Zakir Husain, ex-presidente da Índia, fez um apelo a um painel constituído de líderes de todas as principais religiões do mundo “para que desempenhassem um papel mais pleno e mais consciente no futuro do que desempenharam no passado” em trabalhar a favor da paz mundial. Para atingir este fim, Husain instou que “eles terão de olhar além dos dogmas, dos rituais e das práticas que obstruem o fluxo de vida dos diferentes círculos religiosos para um novo sentido de harmonia e de colaboração”.

      Isso aconteceu em 1968, no Simpósio Internacional Inter-Religioso Sobre a Paz, realizado em Nova Délhi, Índia. Estavam presentes, e, pelo visto concordaram com o que foi proposto, líderes representativos do budismo, catolicismo, hinduísmo, islamismo, jainismo, judaísmo, protestantismo, sikhismo e zoroastrianismo. O que aconteceu desde aquela época? Na verdade houve esforços renovados de se realizarem outras conferências, simpósios e discussões. E, graças à crescente ameaça da aniquilação nuclear, fizeram-se declarações, proclamações, denúncias e cartas-abertas contra governos e outras agências. Mas, será que as religiões do mundo trabalharam no sentido de acabar com os ‘dogmas, rituais e práticas que obstruem a harmonia e a colaboração’? Produziram os frutos do amor e da paz, por ações, e não ficaram só em palavras?

      Bem ao contrário, nos anos desde então, o mundo tem observado mais guerras e conflitos em que a religião, embora não seja a única causa, desempenhou um papel significativo. Algumas são guerras e conflitos entre seguidores de diferentes religiões; algumas são entre membros de diferentes seitas da mesma religião.

      Entre os exemplos mais recentes pode-se enumerar as violentas sublevações no estado de Assan, na Índia, em que hindus combateram muçulmanos; a guerra que se trava entre o Irã e o Iraque, em que muçulmanos xiitas combatem muçulmanos sunitas; o já bem notório conflito na Irlanda do Norte, em que protestantes massacram católicos e católicos massacram protestantes; a guerra e o massacre no Líbano, em que cristãos, judeus e muçulmanos estão enredados; e até a guerra das Malvinas, em que “capelães do exército instavam com os recrutas argentinos a lutar até a morte porque esta é a vontade de Deus”, segundo o jornal San Francisco Examiner.

      Esta lista de forma alguma abrange todo o atual estado de coisas, nem inclui os incontáveis casos de conflitos entre nações e povos, no passado, insuflados pelo fervor religioso.

      Tais guerras talvez sejam eclodidas pelas disputas políticas ou territoriais. Mais cedo ou mais tarde, porém, verifica-se que a religião se acha profundamente envolvida nelas. Vez após vez nota-se que os clérigos de ambos os lados recorrem ao mesmo Deus para obterem bênçãos sobre suas tropas, chamando seus esforços de guerras ‘justas’ ou ‘santas’, e prometendo a recompensa celeste instantânea para aqueles que talvez sejam mortos em tais batalhas.

      Não faz isto com que fique imaginando se existe algo inerente nas religiões do mundo que contribua para a natureza violenta de seus seguidores? Num ensaio da revista Time intitulado “As Guerras Religiosas — Zelo Sanguinário”, o tarimbado escritor Lance Morrow declarou: “Os homens que têm lutado em nome da religião, e os jornalistas que os têm observado, detectam uma lúgubre diferença da guerra mais convencional — um toque de retribuição e de expiação, um zelo fanático que existe fora da época e das circunstâncias imediatas, uma implacabilidade que emana de dentro. . . . O paradoxo da religião-em-guerra continua sendo chocante.”

      Este “paradoxo”, ou contradição, talvez seja a maior denúncia contra a religião. Falando sobre o papel da cristandade nas guerras, passadas e presentes, Reo Christenson, professor de ciência política, relata num número recente da revista The Christian Century (O Século Cristão): “Talvez nada tenha contribuído mais para desacreditar o Cristianismo do que seu costume de tomar uma posição virtualmente indistinguível da dos não-cristãos na prática da guerra. Esposarem os cristãos, de um lado, a fé do meigo Salvador, enquanto que, do outro, calorosamente apóiam as guerras religiosas ou nacionalistas, muito tem contribuído para prejudicar a fé e para promover a espécie de cinismo quanto à religião que tem predominado entre as pessoas pensantes durante séculos.”

      O Que Acha?

      Examinamos os frutos das religiões do mundo em apenas duas áreas — a moral e a guerra — e o que vimos não é senão chocante e repulsivo. Elas deixaram imensamente a desejar. A mesma espécie de frutos ruins pode ser vista em muitas outras áreas — o preconceito racial, o envolvimento na política, os tratos comerciais desonestos, a superstição escravizadora, etc. Sim, a religião tem deveras enchido a terra de frutos podres, para o prejuízo da humanidade.

      Talvez foram estas mesmíssimas coisas que o afastaram da religião. Se assim for, não é o único. Muitos, hoje, desistiram da religião por causa de seus frutos ruins. Mas, será esse o proceder sábio? Será o proceder que lhe trará o máximo de satisfação e de felicidade? Ou existe algo melhor? Convidamo-lo a considerar o artigo que segue.

      [Foto na página 9]

      Dois exemplos dos maus frutos produzidos pela religião do mundo: a aceitação do homossexualismo e o envolvimento na guerra.

  • Muitas religiões — o que isso lhe significa?
    Despertai! — 1984 | 8 de julho
    • Muitas religiões — o que isso lhe significa?

      A TENDÊNCIA de muitos, perplexos diante do amplo leque de religiões, com seus dogmas, rituais e práticas que confundem, e sua hostilidade recíproca, é de evitar toda a religião. Outros não mais têm fé, devido a certas tragédias pessoais que acham que Deus podia ter evitado. Ainda outros, ao depararem com o sofrimento e as injustiças entre as pessoas do mundo decidem que não adianta crer em nada. E muitos outros, influenciados pela evolução, voltam-se para o ateísmo e o agnosticismo. Identifica-se com quaisquer destas pessoas e o modo como encaram a religião?

      É Satisfatória a Descrença?

      Embora muitos, hoje, se tenham afastado da religião, será que seu proceder descrente lhes traz satisfação e felicidade? Talvez, livrar-se do envolvimento com as religiões do mundo traga deveras certa medida de alívio. Todavia, mais cedo ou mais tarde, a pessoa vem a compreender que o homem tem seu lado espiritual que precisa ser satisfeito. Não raro se pergunta: ‘Como viemos parar aqui? Por que estamos aqui? Qual é o significado da vida? O que nos reserva o futuro?’

      Esta foi a experiência de Masao Fujimaki, outrora agnóstico, que disse: “Desde a juventude eu costumava refletir sobre a vida e a morte. A morte me parecia uma grande tragédia, um desperdício. Fazia com que qualquer alvo na vida parecesse fútil e vazio.”

      Para preencher este vazio, as pessoas que rejeitam a religião organizada ou a crença num Criador amiúde se voltam, com paixão religiosa, para algum deus substituto. A ciência, a política, a filosofia, e até mesmo o agnosticismo e o ateísmo se tornam a religião a que se apegam com fervor.

      O popular cientista Carl Sagan, por exemplo, declarou certa vez numa entrevista: “Se examinar a fundo a ciência, verificará um sentido de complexidade, profundeza e de primorosa beleza que, creio eu, é muito mais poderoso do que as ofertas de qualquer religião burocrática.” Daí, acrescentou: “Eu nem sequer objetaria a afirmar que a sensação de assombro diante da grandiosidade da natureza é, em si, uma experiência religiosa.”

      Contudo, será que tais ‘experiências’ realmente satisfazem os anseios espirituais do homem? Fujimaki, supracitado, respondeu: ‘Fiquei bastante envolvido no estudo da eletricidade, achando que as leis que controlavam a eletricidade eram as únicas coisas em que eu podia confiar. Mas, ainda faltava alguma coisa em minha vida. Precisava conhecer o nome de Deus, e o seu propósito para mim.”

      Similarmente, Alexander Solzhenitsyn, o famoso exilado soviético e um autor que se considerou marxista em sua juventude, adotou um ponto de vista sombrio do ateísmo quando afirmou, recentemente, num discurso de aceitação dum prêmio: “Todo o século 20 está sendo sugado para dentro do vórtice do ateísmo e da autodestruição. Só podemos esticar-nos, com determinação, para alcançar a calorosa mão de Deus, que temos, tão dura e autoconfiantemente, afastado para longe . . . Não há nada mais a que nos apegarmos no desmoronamento.” Isso certamente não soa como se a descrença ou o ateísmo fosse a solução, soa?

      Achar o Caminho

      Significa isto, então, que qualquer religião é boa, conquanto preencha um vazio e satisfaça alguns anseios da alma? Isto, por certo, não poderia dar-se, pois, como já vimos, nem todas as religiões produzem a espécie correta de frutos, ainda que sustentem uma aparência externa de santidade. Assim, então, como se deve agir para obter verdadeira satisfação no meio de tantas religiões?

      Abraão Lincoln, ao explicar por que jamais se afiliou a alguma religião, disse: “Quando alguma igreja inscrever sobre seu altar como as únicas exigências para ser membro dela a declaração condensada do Salvador sobre a essência tanto da lei como do evangelho: ‘Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de Toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e a teu próximo como a ti mesmo’ — a essa igreja eu me afiliarei com todo o meu coração e com toda a minha alma.”

      As palavras citadas por Lincoln foram proferidas por Jesus Cristo e acham-se na Bíblia, em Lucas 10:27. Indicam claramente o amor a Deus e ao próximo — como o marco identificador da verdadeira religião. Não é de admirar que as pessoas se afastem ao ver pessoas supostamente cristãs e outros religiosos, lutando e matando uns aos outros em guerras sanguinárias, ou seguindo e promovendo modos imorais de vida que prejudicam a eles próprios e a outros.

      Por outro lado, as Testemunhas de Jeová, em todo o mundo, tornaram-se bem conhecidas neste século como pessoas que mantêm estrita neutralidade para com os conflitos das nações. Durante a Segunda Guerra Mundial, centenas delas foram executadas por se recusarem a transigir quanto a seus princípios cristãos. Há atualmente países em que os rapazes em idade escolar que são Testemunhas sabem que, ao se formarem, terão de confrontar-se com muitos anos de prisão por se recusarem a obedecer o serviço militar obrigatório. Em alguns outros países, onde a educação é tida em alta conta, jovens em idade escolar preferem pôr de lado as perspectivas de se formarem a tomarem parte no treinamento nas artes marciais. Por quê? Não por serem contra o governo ou serem anti-sociais, mas devido a que seu amor a Deus e ao próximo os move a não participarem nos modos violentos de agir do mundo.

      O que dizer da boa moral em palavras e em ações? Alguns talvez afirmem: ‘Não existem pessoas boas em todas as religiões?’ Sim, mas tal “bondade” talvez nada tenha que ver com o amor a Deus, e, com muita freqüência, transforma-se em maldade em épocas de crise. As palavras de Jesus Cristo, supracitadas, mostram que o amor ao próximo é secundário ao amor a Deus. O verdadeiro amor ao próximo tem de basear-se no amor a Deus, ou ser motivado por ele.

      Assim, as Testemunhas de Jeová, além de se esforçarem de levar uma vida bondosa e de boa moral, demonstram esta espécie de amor quando oferecem seu tempo e suas energias para visitar as pessoas de casa em casa, a fim de compartilhar com outros algo de ímpar — uma esperança, baseada na Bíblia, de vida eterna aqui na Terra, em paz e harmonia com os homens e com Deus. — Isaías 45:18; Revelação 21:4.

      A Escolha É Sua

      Nesta série de artigos, temos considerado diversos aspectos das religiões do mundo. Por um lado, vimos que, embora haja tantas religiões hoje, elas se desenvolveram da mesma fonte da religião falsa babilônica, e, assim, produzem frutos desapontadores. Por outro lado, examinamos as alternativas, a saber, a descrença, o agnosticismo e o ateísmo, e verificamos que estas e outras “religiões” substitutas não podem verdadeiramente satisfazer as necessidades humanas.

      Confrontado com esta situação na religião do mundo, o que fará? Será como a pessoa descrita no Salmo 10:4, que “não faz nenhuma pesquisa”, porque “todas as suas idéias são: ‘Não há Deus’”? Ou estará disposto a aceitar o convite que as Testemunhas de Jeová lhe oferecem, e buscará o verdadeiro Deus e a religião que Ele aprova?

      Masao Fujimaki, que achava-se dividido entre sua fé na ciência e sua necessidade de conhecer a Deus e o propósito da vida, fez sua escolha. “Quando um missionário das Testemunhas de Jeová chegou à minha porta, eu aceitei prontamente um estudo da Bíblia”, disse ele. A medida que o estudo progredia, começou a comprovar quão fidedignas e exatas são as profecias da Bíblia, ao se cumprirem. “Isto exerceu um grande impacto sobre mim”, ele recorda, e o levou a concluir que Jeová Deus e suas promessas são dignas de crédito.

      Mediante sua associação posterior com as Testemunhas de Jeová, viu que a mesma qualidade se refletia nelas, e decidiu que queria ser uma delas. Foi batizado, depois de estudar por cerca de um ano, e, com o tempo, tornou-se um ancião na congregação local.

      Ele examinou a situação e fez a escolha acertada. É como Moisés disse aos israelitas, quando estavam acampados nas planícies de Moabe, preparados para entrar na Terra Prometida: “Pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a invocação do mal; e tens de escolher a vida para ficar vivo, tu e tua descendência, amando a Jeová, teu Deus, escutando a sua voz e apegando-se a ele.” (Deuteronômio 30:19, 20) Sim, existe uma escolha, e lhe cabe fazê-la. O que decidirá?

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