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Tantas religiões!A Sentinela — 1982 | 1.° de setembro
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Tantas religiões!
SE HÁ um só Deus, por que há tantas religiões? Já se perguntou alguma vez sobre isso? Muitas pessoas pensativas já o fizeram. E não é fácil achar a resposta. A situação religiosa no mundo é a mais confusa possível. Considere apenas alguns fatos.
Quantas Religiões Há? É difícil de dizer. Mas há uma ampla variedade. Algumas tribos nativas adoram deidades locais. Muitos orientais adoram seus antepassados. Alguns têm um só deus; os hindus têm milhões de deuses. A maior parte da cristandade crê numa trindade — três pessoas em um deus. Alguns são religiosos sem crer positivamente em nenhum deus.
São Todas as Religiões Modos Diferentes de se Adorar um só Deus? Muitos pensam assim. Mas, conforme mostram os fatos que acabamos de apresentar, isso não pode ser verdade. Além disso, até mesmo as características dos deuses adorados são diferentes. Algumas religiões têm deuses que, segundo se crê, são indiferentes para com a humanidade. Outras têm deuses vingativos, e ainda outras encaram seus deuses como benévolos. É evidente que essas religiões não estão falando do mesmo deus.
Há Coisas em Comum Entre Todas as Religiões? Apesar das diferenças, há similaridades muito difundidas, que consideraremos mais adiante. No entanto, por hora, digamos apenas o seguinte: Muitas religiões ensinam que há uma autoridade superior à do homem (embora não concordem quanto a que é essa autoridade). Muitas religiões oferecem orientação quanto a como comportar-se durante a vida atual (embora tal orientação difira de uma religião para outra). A maioria das religiões ensinam algum tipo de “salvação”, ou a esperança duma vida em que não existirão mais as atuais tribulações (embora difiram quanto à natureza dessa “salvação”).
Podemos Aprender Alguma Coisa Disso? A humanidade como um todo evidentemente percebe a possibilidade de usufruir um tipo de vida melhor do que a que têm no momento. Mas, as pessoas sentem-se incapazes diante dos problemas que as confrontam, e percebem a necessidade da ajuda da parte duma autoridade superior.
Mas, com tantas religiões oferecendo conselhos contraditórios, que direção deve a pessoa tomar para obter essa ajuda de que obviamente necessita? De qualquer forma, onde se originaram todas essas religiões contraditórias? Há algum modo de saber qual é a certa?
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Onde se originaram?A Sentinela — 1982 | 1.° de setembro
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Onde se originaram?
AO PASSO que as religiões do mundo são bem diversas, há certas similaridades bem difundidas. Por exemplo, as religiões macumbeiras da América do Sul, as religiões tribais da África, as grandes religiões do Oriente, as religiões aborígenes da Austrália — de fato, quase todas as religiões — crêem que há uma parte espiritual do homem que sobrevive à morte do corpo carnal. Também, muitas religiões têm crenças a respeito da existência de espíritos invisíveis que podem influenciar a humanidade para o bem ou para o mal.
Já notou também quão difundido é o uso de imagens religiosas? Muitas religiões praticam também a adivinhação ou a astrologia. E um surpreendente número de religiões no decorrer da História tiveram tríades de deuses, similares à Trindade da cristandade.
Acha possível que todas essas religiões tenham desenvolvido tais práticas religiosas similares independentemente umas das outras? Ou é mais provável que elas, de algum modo, obtiveram suas idéias duma fonte comum? Isso é certamente mais razoável. Mas, qual foi essa fonte comum?
Para responder a isso, temos de considerar a questão da origem da religião. Trata-se dum assunto que os estudantes de história não compreendem bem. The World Book Encyclopedia (A Enciclopédia Mundial do Livro) declara: “Certos eruditos desenvolveram teorias sobre como a religião teve início nos tempos pré-históricos. Nenhuma teoria foi aceita por todos os eruditos.” Entretanto, há uma autoridade fidedigna que nos conta sobre a origem da religião. Essa autoridade é a Bíblia
O INÍCIO DE TUDO
Como sabe, a Bíblia é um livro que certa vez era amplamente respeitado. Na atualidade, infelizmente, cada vez menos pessoas o lêem. Contudo, quando abordamos o assunto de religião, não o podemos fazer de modo satisfatório se deixarmos de recorrer à Bíblia, porque, religiosamente falando, esta influenciou a humanidade mais do que qualquer outro livro.
Também, à parte de qualquer outra coisa, a explicação da Bíblia sobre como se originou a religião tem peso porque foi registrada por homens que viveram num período muito mais próximo dos eventos reais do que nós. Consideremos o que a Bíblia diz e comparemos nossas descobertas com algumas das teorias de eruditos modernos.
A Bíblia nos diz que o homem cria originalmente em um só Deus. Não se tratava dum fruto da sua própria imaginação. Segundo o registro, Deus se revelou ao homem já desde o início como a grande Fonte da vida. Ofereceu ajuda e orientação, de modo que o homem pudesse ter uma vida feliz. (Gênesis 1:26 a 2:25) Portanto, tudo começou com apenas uma religião. Como surgiu então a atual situação confusa?
De acordo com a Bíblia, esta se originou duma rebelião contra essa única Fonte original. Num documento que já existe há mais de 3.000 anos, um homem de nome Ninrode é identificado como o iniciador dessa rebelião. Ninrode tornou-se construtor de cidades, edificando-as na antiga região conhecida por Mesopotâmia. Atualmente, essa área faz parte do Iraque. Algumas das cidades que ele construiu foram chamadas Babel, Ereque, Acade e Calné. — Gênesis 10:10-12.
O Dr. Robert M. Adams, escrevendo para a revista Scientific American, chamou a construção de cidades de “a segunda grande ‘revolução’ na cultura humana”. Visto que as cidades que Ninrode construiu figuravam entre as primeiras mencionadas na Bíblia, podemos reconhecer a influência que esse homem deve ter exercido.
A respeito de Babel (ou Babilônia), que por fim se tornou a mais importante dessas cidades antigas, a Bíblia conta sobre um esforço de contrariar a vontade expressa de Deus, de que a humanidade se espalhasse por toda a terra e a povoasse. O povo dizia: “Vamos! Construamos para nós uma cidade e também uma torre com o seu topo nos céus, e façamos para nós um nome célebre, para que não sejamos espalhados por toda a superfície da terra.” (Gênesis 11:4) Entretanto, devido à intervenção divina, fracassaram no seu intento e se dispersaram para diferentes partes da terra. Ao fazerem isso, levaram consigo suas rebeldes idéias religiosas.
Como se compara isso com as atuais teorias de eruditos?
Primeiro: A Enciclopedia Americana diz: “Quase todos os eruditos concordam que a mais antiga civilização de que se tem conhecimento surgiu entre os sumérios na Mesopotâmia.” O Dr. Gideon Sjoborg, num artigo da Scientific American, concorda, dizendo: “Tanto quanto se sabe, as primeiras cidades do mundo formaram-se . . . no Crescente Fértil, cujo segmento oriental inclui a Mesopotâmia.” Portanto, os cientistas acreditam que a humanidade começou a construir grandes cidades praticamente na mesmíssima região em que a Bíblia diz que ela o fez.
Segundo: Os nomes e os locais da maioria dessas cidades que a Bíblia afirma terem sido construídas por Ninrode são conhecidos pelos arqueólogos.
Terceiro: Os habitantes da Mesopotâmia ficaram conhecidos pela construção de grandes torres para fins religiosos. Chamavam-nas de zigurates. Naturalmente, a torre específica, mencionada em Gênesis, capítulo 11, não foi terminada. Mas, os arqueólogos descobriram muitas torres completadas, que eram provavelmente similares àquela.
Quarto: O nome “Nimrod” (Ninrode) não foi descoberto em nenhuma outra parte além da Bíblia, mas algumas enciclopédias o associam com o nome do principal deus babilônico, Marduque. As letras “MRD”, que aparecem em cada nome, parecem ser a raiz ou a parte que encerra o significado de ambas as palavras. Se essa associação for correta, então Ninrode foi eventualmente venerado assim como os Césares de Roma e os Faraós do Egito foram venerados posteriormente.
Naturalmente, os arqueólogos estão restritos no que podem descobrir a respeito de coisas que aconteceram há tanto tempo. Muitas das ruínas que foram escavadas estão em mau estado de conservação, e é difícil interpretá-las com exatidão. Sem dúvida, importantíssimas evidências já foram perdidas para sempre. É por isso que o estudante da Bíblia não confia na arqueologia para provar a autenticidade do registro bíblico.a Entretanto, é digno de nota que essa ciência tenha confirmado o esboço geral dos eventos registrados na Bíblia.
É também digno de nota que essa história antiga nos ajuda a compreender aspectos do cenário religioso do mundo moderno. Como? No sentido de que os habitantes da Mesopotâmia tornaram-se muito religiosos após aquela rebelião original. Acreditavam que houvesse uma parte espiritual do homem que sobrevivia à morte. Acreditavam muito em demônios. Usavam imagens. Praticavam a adivinhação e a astrologia, e tinham até mesmo tríades de deuses. Essas são algumas das mesmas crenças comuns a muitos hoje em dia.
Significa isso que a religião da antiga Mesopotâmia se espalhou e influenciou as religiões em todo o mundo? Muitos eruditos chegaram a essa conclusão. Em Handbooks of the History of Religions (Manuais da História das Religiões), o Prof. Morris Jastrow falou da “profunda impressão causada no mundo antigo pelas notáveis manifestações do pensamento religioso em Babilônia”.
No livro The Worship of the Dead (A Adoração dos Mortos), o Coronel J. Garnier escreveu: “Não apenas os egípcios, os caldeus, os fenícios, os gregos e os romanos, mas também os hindus, os budistas, . . . os godos, os anglo-saxões, os druidas, os mexicanos e os peruanos . . . devem todos ter derivado suas idéias religiosas de uma fonte comum e de um centro comum. Em toda a parte encontramos as coincidências mais surpreendentes nos ritos, nas cerimônias, nos costumes, nas tradições, nos nomes e nas relações dos seus respectivos deuses e deusas.” Evidentemente, quando aqueles babilônios foram forçados a migrar pela terra, levaram consigo, para seus novos lares, suas idéias religiosas.
Mas, pode essa informação ajudar-nos a descobrir hoje a religião certa?
[Nota(s) de rodapé]
a Para obter mais razões sólidas sobre por que deve a Bíblia ser aceita como verdadeira, consulte o livro É a Bíblia Realmente a Palavra de Deus?, distribuído pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
[Destaque na página 5]
Tríades de deuses. Uso de imagens. Astrologia. A existência de espíritos invisíveis. Uma parte espiritual do homem que sobrevive à morte. Tais crenças são comuns a religiões de muitos países.
[Fotos na página 4]
ANTIGA BABILÔNIA
Pirâmide Maia
Trindade Hindu
Trindade da Cristandade
Adoração de Maria
Adoração de Antepassados
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É possível saber qual é a certa?A Sentinela — 1982 | 1.° de setembro
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É possível saber qual é a certa?
SABERMOS onde teve início toda essa diversidade de religiões torna mais fácil responder à pergunta: Qual é a religião certa? É evidente que a verdadeira religião é a que não remonta àquela antiga rebelião contra a legítima Fonte da vida.
A Encyclopedia of World Religions (Enciclopédia de Religiões do Mundo) tece um comentário interessante que pode ajudar-nos. Diz: “As religiões do mundo podem ser a grosso modo divididas em dois tipos — o profético e o místico. . . . o profético [remonta finalmente] aos judeus.”
De acordo com o registro bíblico, os antepassados dos judeus não se juntaram à rebelião em Babel contra a legítima Fonte da vida. Sua linhagem inclui homens tais como Sem, Abraão, Isaque e Jacó, que ficaram conhecidos por se apegarem à adoração pura de Deus. De fato, Abraão é chamado de “amigo de Jeová”. “Jeová” é o nome do verdadeiro Deus, conforme declarado especificamente na Bíblia. (Êxodo 6:3; Salmo 83:18; Tiago 2:23) Há hoje algum povo que adora a Jeová do modo como Abraão o fazia?
LINHAGEM DE VERDADEIROS ADORADORES
Devido à fidelidade de Abraão, Jeová Deus prometeu que os descendentes dele se tornariam por fim uma nação especial aos Seus olhos. Esta promessa cumpriu-se nos antigos israelitas. Eles ouviram Deus dizer: “Se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra.” — Êxodo 19:5.
A adoração de Jeová foi mantida viva durante muitos anos por meio dos judeus, embora caíssem com freqüência no pecado e em apostasia. Todavia, Jeová disse-lhes repetidas vezes que enviaria um mensageiro especial que proveria salvação para toda a humanidade. Este apareceu depois de 1.500 anos. Foi Jesus Cristo.
Infelizmente, os judeus, por ocasião da chegada de Jesus, haviam-se apartado muito de Jeová. Ainda afirmavam adorá-lo, mas, conforme Jesus disse a alguns dos seus líderes religiosos: “Invalidastes a palavra de Deus por causa da vossa tradição.” (Mateus 15:1, 6) Deus rejeitou os judeus porque se opuseram a Jesus. Este os advertiu: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” — Mateus 21:43.
CRISTIANISMO
Essa “nação” mostrou ser a congregação cristã. Eram aqueles que aceitaram Jesus Cristo quando os judeus, como um todo, rejeitaram-no, e Deus abençoou os leais pela sua fé. Pouco depois da morte de Jesus, Deus habilitou milagrosamente os verdadeiros seguidores de Jesus a falar em línguas estrangeiras — não algaravia sem sentido, mas línguas de verdade que os outros podiam compreender. Curas, ressurreições e outros milagres comprovaram ainda mais o fato de que aquela era deveras a “nação” que Deus estava usando. — Hebreus 2:4; compare com Atos 2:1-4; 3:1-10; 9:32-41; 20:7-12.
‘Mas’, talvez diga, ‘o cristianismo hoje em dia é certamente tão confuso quanto o resto das religiões do mundo. Centenas de grupos identificam-se como cristãos, contudo todos eles diferem uns dos outros e se contradizem uns aos outros. Como aconteceu isso?’
A História mostra que muitos cristãos fizeram exatamente o mesmo que os judeus. Apostataram. Misturaram a mensagem de Jesus com doutrinas de outras religiões. Assim, passaram a ensinar doutrinas, tais como a de três pessoas em um só deus (a Trindade), que se originavam de fontes que não eram cristãs e nem judaicas.
Realmente, de onde se originaram tais ensinos? Com respeito à Trindade, certo erudito escreveu: “Em nenhuma parte do Novo Testamento encontra-se a palavra ‘Trindade’. A idéia só foi adotada pela Igreja trezentos anos depois da morte de nosso Senhor; e a origem do conceito é inteiramente pagã.” (The Paganism in Our Christianity, de Arthur Weigall) O mesmo se pode dizer da doutrina da alma imortal, do amplo uso de imagens, da popularidade da astrologia e de muitos outros ensinos e práticas conhecidos na cristandade. Estes remontam, não à adoração oriental da legítima Fonte da vida, mas àquela antiga rebelião religiosa na Mesopotâmia.
Entretanto, nem todos os cristãos foram corrompidos. O próprio Jesus avisou dessa apostasia, mas prometeu que a religião verdadeira sobreviveria até o fim. (Mateus 13:18-30) Então, como podemos encontrá-la hoje em dia?
COMO ENCONTRAR A RELIGIÃO VERDADEIRA
Jesus forneceu uma regra para identificarmos a religião verdadeira. Disse: “Toda árvore boa produz fruto excelente.” Maus frutos identificariam a religião falsa,‵ e bons frutos revelariam a verdadeira. — Mateus 7:15-20.
Que frutos deveria produzir a religião verdadeira? O quadro acompanhante contém uma lista de alguns de tais frutos, conforme nos ensina a Bíblia. Temos certeza de que, se comparar essa lista com todas as religiões que conhece, reconhecerá rapidamente quem tem a verdade e quem não a tem.
Entretanto, precisará examinar cuidadosamente a lista. Por exemplo, notará que um sinal identificador da religião verdadeira é ‘ter genuíno amor’. Ora, muitas religiões afirmam ter tal amor. Mas, se a desonestidade nos negócios, a imoralidade ou o egoísmo são comuns entre os membros duma religião, será que realmente amam uns aos outros? E se estão dispostos a matar uns aos outros em revoluções ou em guerras, quão genuíno é seu amor? De modo similar, outro sinal identificador é que “todas as suas crenças se baseiam na Bíblia”. Naturalmente, os membros da maioria das religiões da cristandade acham que isso se dá no seu caso. Mas, conhece uma religião em que todos os membros se deram ao trabalho de abrir a Bíblia para ver se isso realmente se dá no caso de suas crenças?
Se tiver quaisquer problemas em sua investigação, as Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo.
Deveras, vale a pena o esforço de buscar a religião verdadeira. O homem sente instintivamente a necessidade duma vida melhor do que a que usufrui no momento. A religião verdadeira pode mostrar-nos como alcançar essa vida. É só natural que nos perguntemos: “Por que estamos aqui?” “Qual é o objetivo da vida?” A religião verdadeira pode colocar-nos em contato com a Fonte de toda a vida, Jeová Deus, que responderá tais perguntas para nós. Além disso, há ocasiões em que todos nós necessitamos desesperadamente de orientação para resolver os problemas que enfrentamos diariamente. A religião verdadeira pode fornecer-nos tal orientação.
Sim, há uma religião verdadeira, e podemos identificá-la. Fazermos isso resultará em benefícios eternos, pois a Bíblia nos promete: “Quanto aos que buscam a Jeová, não carecerão de nada do que é bom.” — Salmo 34:10.
[Quadro na página 8]
SINAIS IDENTIFICADORES DA RELIGIÃO VERDADEIRA
□ Os que a praticam têm genuíno amor entre si. — João 13:35.
□ Todas as suas crenças se baseiam na Bíblia — João 17:17; 2 Timóteo 3:16, 17.
□ Oram para que Deus santifique Seu nome. — Mateus 6:9; Salmo 83:18.
□ Proclamam o reino de Deus em toda a terra. — Mateus 24:14.
□ Mantêm-se separados dos assuntos do mundo. — Tiago 1:27; João 17:14.
□ Colocam o reino e a justiça de Deus em primeiro lugar na vida. — Mateus 6:33.
□ Cultivam os frutos do espírito de Deus. — Gálatas 5:22, 23.
□ Obedecem a todas as leis humanas que não vão de encontro à lei de Deus. — Romanos 13:1-7.
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Ele tornou leves as “cargas pesadas”A Sentinela — 1982 | 1.° de setembro
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Ele tornou leves as “cargas pesadas”
JESUS disse a respeito dos escribas e fariseus: “Amarram cargas pesadas e as põem nos ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos nem a movê-las com o dedo.” (Mateus 23:4) Em evidência de quão verazes eram essas palavras, lemos o seguinte em A Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), editado por James Hastings:
“Os escribas não eram filósofos; eram intérpretes da Lei sagrada. . . . Cada aspecto da vida era regulado por ela. . . . Cada mandamento bíblico era cercado por um emaranhado de regulamentos menores. Não se tomava em consideração mudanças de situação; exigia-se inexoravelmente de cada judeu obediência plena à Lei em todos os seus pormenores. Aos preceitos da Lei Escrita foram acrescentados os da ‘Halaca’, ou Lei Tradicional, que foram transmitidos de geração em geração como tesouro sagrado, e, por fim, incorporados ao Talmude. . . . Fez-se assim uma tentativa de englobar na Lei cada caso concebível, e regular com uma lógica desapiedada toda a conduta humana por meio de estritas normas empíricas. Pormenores legais se multiplicaram até que a religião se tornou negócio, e a vida, um fardo insuportável. Os homens foram reduzidos a autômatos morais. A voz da consciência foi sufocada; o poder vivo da palavra Divina foi neutralizado e suprimido sob um conjunto infindável de normas. Daí a acusação de nosso Senhor contra os fariseus, de que, por meio de suas tradições, haviam invalidado a Lei.”
Quão animador deve ter sido para as pessoas humildes e sinceras saber que o Filho de Deus não encarava desse modo a adoração! Quão deleitosas devem ter sido para elas as palavras: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve”! — Mateus 11:28-30.
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