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O arrependimento que reconduz a DeusA Sentinela — 1981 | 1.° de dezembro
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embora “espectadores”, reconheçam ser desamoroso tagarelar sobre isso.) Portanto, uma vez que a comissão judicativa tem certeza de que o transgressor está arrependido, não há necessidade de tornar o assunto ainda mais público, porque todos os “espectadores” ouviram a repreensão bíblica no assunto em questão e o pecador arrependeu-se.
27, 28. Quando é talvez aconselhável que a congregação seja informada de que alguém foi repreendido?
27 Em outros casos, o pecado talvez seja do conhecimento de muitos da congregação e/ou da comunidade. Ou talvez o pecado seja tal que, sem dúvida, com o tempo, se tornará de conhecimento geral. Um caso assim precisa ser tratado diferente. A congregação inteira precisa ser tranqüilizada quanto a ter sido o assunto devidamente tratado. Também, poderá tirar proveito do conselho bíblico que poderá ajudá-la a ter temor salutar do pecado.
28 Ou pode haver um caso em que os anciãos acham que se precisa ter certa medida de cautela. Por exemplo, embora o transgressor esteja agora genuinamente arrependido, ele poderá ter mostrado no passado algumas fraquezas quanto à sua determinação de evitar o caminho que leva ao pecado. Assim, preocupada que a congregação possa ficar em perigo por alguém no seu meio tornar-se uma influência corrompedora, a comissão de anciãos talvez resolva que se precisa dar um discurso bíblico, informativo.
29, 30. (a) De que modo informarão os anciãos a congregação? (b) Que benefício resultará de se tratarem alguns casos assim?
29 Em qualquer dessas situações, os anciãos da congregação podem providenciar tratar do assunto numa reunião de serviço semanal, mas não em outras reuniões. Na reunião de serviço poderá ser anunciado que o anterior transgressor foi repreendido por uma comissão judicativa e que ele demonstrou arrependimento. A comissão judicativa poderá também achar necessário impor certas restrições. Estas poderão incluir não participar ele nas partes das reuniões, nem representar a congregação em oração, ou talvez nem ler textos ou comentar nas reuniões. Se a comissão tiver instituído algumas restrições, poderá avisar os anciãos quanto ao que acham sobre isso ser anunciado à congregação. Tais restrições poderão ser gradualmente eliminadas no futuro.
30 Na mesma noite, porém, um pouco mais tarde no programa da reunião de serviço, um ancião designado poderá proferir um firme discurso bíblico. Não deve mencionar o transgressor por nome, nem revelar quaisquer pormenores específicos da informação confidencial que veio à tona na reunião da comissão judicativa. Mas ele poderá falar sobre o que a Palavra de Deus diz a respeito do tipo do erro ou pecado envolvido nesse caso, seu perigo e como evitá-lo. Todos na congregação poderão tirar proveito de tal admoestação bíblica. — 2 Tim. 4:1, 2.
31. Como devemos encarar o conceito de Deus sobre o arrependimento?
31 Todos nós devemos apreciar profundamente a disposição de Jeová, de aceitar o genuíno arrependimento. Certamente, não devemos ‘aceitar a benignidade imerecida de Deus e desacertar o propósito dela’. (2 Cor. 6:1) Caso alguém faça isso, entregando-se ao pecado e não se arrependendo, Deus orienta a congregação a tomar medidas firmes. Dessas tratará o nosso próximo número.
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A profecia de Joel sobre a vingança e o amor de JeováA Sentinela — 1981 | 1.° de dezembro
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A profecia de Joel sobre a vingança e o amor de Jeová
“DEPOIS terá de acontecer que derramarei meu espírito sobre toda sorte de carne, e vossos filhos e vossas filhas certamente profetizarão. Quanto aos vossos homens idosos, terão sonhos. Quanto aos vossos jovens, terão visões. E até mesmo sobre os servos e sobre as servas derramarei naqueles dias meu espírito.” — Joel 2:28, 29.
Sem dúvida, esses dois versículos, por terem sido citados por Pedro no dia de Pentecostes, são a parte mais conhecida da profecia de Joel. (Atos 2:14-18) Mas o livro bíblico de Joel tem muito mais a dizer embora sua profecia consista apenas em três capítulos, num total de 73 versículos. O livro fala também sobre uma devastadora praga de gafanhotos, com sua resultante fome, sobre um tempo de arrependimento e de restabelecimento, e sobre Jeová executar vingança nas nações. Na nossa Bíblia, Joel aparece como segundo dos chamados Profetas Menores — menores na extensão de cada livro, mas certamente não em importância.
Um princípio bíblico que se torna evidente quando consideramos a profecia de Joel é que a mensagem é importante, não a pessoa usada para transmiti-la. Neste respeito, tudo o que sabemos sobre o escritor, Joel, é que ele é filho de Petuel. O sentido dos nomes bíblicos é muitas vezes significativo, e isto se dá com Joel e seu pai. “Petuel” significa “Deus liberta”, e “Joel” significa “Jeová é Deus”.
A evidência interna do livro mostra que é bem provável que Joel era do reino de Judá, de duas tribos. Isto é indicado pela ênfase que a profecia dá a Judá e Jerusalém, e ao serviço no templo em Jerusalém.
Quando foi escrita esta profecia? Não podemos ser dogmáticos quanto a isso. Diversos eruditos indicam datas já tão cedo quanto o décimo século A.E.C. e tão tarde como o segundo século. O peso da evidência favorece mais ou menos 820 A.E.C. Esta data parece ser corroborada pelo fato de que se faz referência a anteriores inimigos de Israel — Tiro, Sídon, Filístia, Edom e Egito — em vez de a adversários posteriores tais como a Assíria e Babilônia. Também é indicado pelo lugar do livro no cânon hebraico.
O estilo de escrita dá peso adicional a uma data anterior. Muitos acham o estilo de Joel tão elegante, que sua profecia poderia ser comparada a um diamante muito polido. De fato, é de uma qualidade literária tão alta, que alguns eruditos colocam a profecia de Joel na frente de todos os profetas posteriores. Sua escrita é muito poética e é assinalada por uma variedade de ritmos. Ele mostra também uma predileção por símiles e metáforas.
A autenticidade da profecia de Joel nunca foi posta em dúvida pelos
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