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Vivem junto a uma bomba-relógio!Despertai! — 1980 | 22 de janeiro
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observaram que os porcos selvagens e outros animais ainda não haviam abandonado suas casas nos matagais das encostas do Mayon. Por isso, tais pessoas concluíram que ainda não havia um perigo imediato de uma grande erupção. Um dos mais antigos, segundo relatado, não se dispunha a abandonar sua casa. Por quê? Bem, ele se lembrava de que, em 1968, conseguira sentir o cheiro da fumaça de enxofre emanada do vulcão em erupção. Achava que não havia real perigo até sentir de novo essa fumaça.
No ínterim, continuava a atividade da montanha. Em 15 de maio, grandes explosões e fortes tremores eram discerníveis a cerca de 24 quilômetros de distância. Lançavam-se nuvens de cinzas a 760 metros acima do cume. A lava já havia fluído até a área florestal, e algumas árvores tinham sido incendiadas. Logo depois, pesadas cinzas obrigavam mais pessoas a deixar suas casas. Uma família queixava-se de que não conseguia ingerir sua comida por causa da cinza que caía sobre ela. Aumentava o número de refugiados.
Nuvens carregadas de cinza subiam agora a 1.500 metros no ar. Alegadamente, rochas tão grandes quanto casas estavam sendo lançadas a 183 metros acima da borda da cratera. Correntes de lava incandescente, rubras, continuavam a descer pelas encostas da montanha. No ínterim, 22 centros de evacuação abrigavam mais de 20.000 retirantes.
O Que Aconteceria Então?
Daí, subitamente, tudo começou a amainar. Embora os troares subterrâneos continuassem por certo tempo, e houvesse alguns breves espasmos, notou-se que havia menos movimento de lava e não havia tanta cinza. Lentamente, ao chegar o fim de maio, a enorme montanha terminou sua espetacular exibição. Já no início de junho, à parte de alguns fios de lava, o vulcão Mayon se tornava mais uma vez um quadro belo, erguendo-se serenamente sobre as verdes e férteis planícies de Albay.
A vida duma menininha será permanentemente influenciada pela erupção. Seu nome, Mayona, será um lembrete constante de que ela nasceu durante o breve despertar da montanha. No ínterim, mais de 20.000 pessoas da zona rural puderam deixar os centros de retirantes. Sua vida tinha sido inteiramente transtornada durante algumas semanas. Tinham abandonado suas casas, imaginando se alguma vez as veriam de novo.
Agora, tais pessoas que moram junto ao vulcão já voltaram para casa e levam uma vida normal. Mas, talvez, estejam mantendo um olho desconfiado em seu gigantesco vizinho, imaginando quando é que novamente trará medo e transtorno à sua vida.
Isto é o que significa viver junto a uma majestosa bomba-relógio
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“Cautelosos como as serpentes”Despertai! — 1980 | 22 de janeiro
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“Cautelosos como as serpentes”
Jesus Cristo certa vez disse a seus seguidores que eles deveriam ser “cautelosos como as serpentes” ao fazerem sua obra de pregação entre pessoas hostis. (Mat. 10:16) São as cobras criaturas cautelosas? Acham-se entre as mais cautelosas de todas. Com efeito, um volume recente, a Animal Life Encyclopedia (Enciclopédia da Vida Animal), de Grzimek, declara: “Não existe cobra que ataque o homem. Qualquer cobra fugirá dele, se tiver tempo; apenas quando alguém se aproxima tão perto dela, a ponto de a cobra sentir-se ameaçada, é que é provável que se defenda por morder, usando também suas presas venenosas. Muitas cobras venenosas até mesmo se recusam a usar tal arma; por exemplo, as listradas cobras-da-índia (kraits) — pelo menos à luz do dia — e muitas espécies de cobras-marinhas, em todas as ocasiões, são extremamente relutantes em morder e adotam tal defesa apenas quando gravemente perturbadas.” — Vol. 6, p. 31.
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