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  • Tenho visto que Jeová é bom
    A Sentinela — 1987 | 1.° de outubro
    • O prefeito aceitou a carta e a leu sem fazer comentários, mas o chefe de polícia nos disse: ‘Aqui no Oeste as pessoas fazem uma viagem para fora da cidade, e. . . bem,. . . outras pessoas as procuram mais tarde, mas jamais são encontradas.’ No entanto, essa ameaça não se concretizou; pelo contrário, as coisas se acalmaram, e o processo do tribunal contra os irmãos foi arquivado.

      Por volta dessa época fui designado pela Sociedade Torre de Vigia como servo de zona (agora chamado de superintendente de circuito). A minha designação abrangia grande parte do Novo México e parte do Texas.

      Gileade e Uma Designação no Estrangeiro

      Em 1943 eu e Virginia recebemos convite para cursar a segunda turma da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. Após a formatura, em janeiro de 1944, fomos inicialmente designados para trabalhar com a Congregação Flatbush, em Brooklyn, Nova Iorque. Morávamos atrás da gráfica da Sociedade, num velho prédio que depois foi demolido para aumentar a gráfica da rua Adams.

      Depois de algum tempo, porém, recebemos a nossa designação para a República Dominicana, onde Rafael Leónidas Trujillo Molina era o ditador absoluto. Ao ali chegarmos, no domingo, 1.º de abril de 1945, eu e Virginia éramos as únicas Testemunhas de Jeová no país. Fomos ao Hotel Victoria e conseguimos alojamento — 5 dólares por dia para nós dois, incluindo refeições. Naquela mesma tarde iniciamos o nosso primeiro estudo bíblico domiciliar.

      Isto aconteceu da seguinte maneira: Duas senhoras dominicanas com quem estudáramos a Bíblia em Brooklyn nos haviam dado os nomes de parentes e conhecidos, um dos quais era o Dr. Green. Quando o visitamos, também conhecemos o seu vizinho, Moses Rollins. Depois de lhes dizer como havíamos conseguido os seus nomes e endereços, eles ouviram atentamente à mensagem do Reino e aceitaram um estudo bíblico. Em pouco tempo, Moses tornou-se o primeiro publicador do Reino local.

      Naquela mesma noitinha, o Dr. Green levou-nos à procura de uma casa, a partir do ponto de observação na parte superior de um ônibus de dois andares. Por fim, alugamos uma pequena casa, ali na capital, Cidade Trujillo (agora São Domingos). Em junho, mais quatro missionários juntaram-se a nós. Abriu-se um segundo lar missionário, e em seguida chegaram mais missionários. Em agosto de 1946, tínhamos o auge de 28 publicadores. Logo chegaram ainda mais missionários e abriram-se lares para estes também. Os aumentos começavam!

      Serviço Sob Proscrição

      Em 1950 havíamos aumentado para bem mais de 200 publicadores. Contudo, visto que as Testemunhas de Jeová mantêm uma posição de estrita neutralidade, o governo de Trujillo passou a lançar na prisão os nossos jovens irmãos. Daí, culminando o assunto, foi decretada uma proscrição total da obra das Testemunhas de Jeová, em 21 de junho de 1950.

      Impossibilitados de se reunirem em Salões do Reino, os irmãos passaram a reunir-se discretamente em pequenos grupos, em casas particulares. Ali estudávamos artigos da Sentinela mimeografados. Todos os leais prezavam muito a força espiritual que Jeová continuava a dar-lhes nestes pequenos grupos de estudo.

      Domingo era o dia de visitar os muitos irmãos dominicanos nas prisões de Trujillo. Éramos revistados na entrada, e a nossa identificação era cabalmente anotada. Às vezes, os soldados nos rodeavam quando estávamos com esses irmãos, vigiando-nos cuidadosamente. Certa ocasião, fomos acompanhados de Stanley Aniol, de Chicago, que visitava sua filha missionária Mary (agora Mary Adams, que serve no Betel em Brooklyn). Comovido pela integridade dos jovens irmãos dominicanos, o irmão Aniol ternamente beijou a todos eles diante dos olhos dos soldados ali presentes.

      Finda a visita, enquanto caminhávamos pela principal rua comercial, um carro cheio de homens de Trujillo seguia-nos lentamente. Este era um dos bem-conhecidos métodos de Trujillo para tentar instilar medo nas pessoas. Quando informamos ao irmão Aniol qual era a intenção deles, ele não ficou nem o mínimo abalado. Realmente, era necessário ignorar os empenhos de Trujillo para intimidar, e depositar plena confiança em Jeová.

      Ocasionalmente, impostores, espiões de Trujillo, vinham à nossa casa afirmando ser irmãos. Assim, tínhamos de ser “cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas”. (Mateus 10:16) Costumávamos testar tais pessoas com perguntas de escrutínio para determinar se eram realmente nossos irmãos ou não.

      Durante o período de proscrição, cada um dos vários oradores proferiam o discurso da Comemoração em três diferentes grupos de estudo, locomovendo-se de um local para outro tão discretamente quanto possível. Freqüentemente, chovia muito na noite da Comemoração, e, visto que o exército de Trujillo e os espiões dele tinham tanto medo de forte chuva como pessoas em outros lugares têm de uma nevasca, isso era uma bênção para nós.

      Visto que a reentrada no país seria recusada pelo governo de Trujillo, a maioria dos missionários não assistiu aos congressos internacionais na Cidade de Nova Iorque em 1950 e em 1953. Tivemos de nos contentar com a cobertura do congresso feita pelo The New York Times, que publicou belas fotos dos congressos e detalhada descrição do programa dia a dia. Também, um cinema local exibiu um longo documentário sobre o grande batismo do congresso de 1953.

      Em 1956, Roy Brandt e eu fomos chamados para prestar declarações às autoridades. Autoridades do governo de Trujillo haviam anteriormente intimado o irmão Manuel Hierrezuelo para prestar depoimento. No entanto, mais tarde Manuel foi devolvido à família como cadáver. Agora, o que aconteceria conosco?

      Ao chegarmos, fomos interrogados separadamente, e as nossas respostas evidentemente foram gravadas. Nada mais aconteceu então, mas, dois meses mais tarde, os jornais anunciaram que o governo de Trujillo estava anulando a proscrição contra as Testemunhas de Jeová e que podíamos reassumir publicamente as nossas atividades. Estabeleceram-se novamente Salões do Reino, e a obra de Jeová continuava a avançar.

      Contudo, em junho de 1957, começou uma violenta nova onda de perseguição, e todos os missionários foram expulsos do país. A nossa partida foi um dia realmente triste para nós. Eu e Virginia havíamos servido 12 anos na República Dominicana, e havíamos presenciado o número de Testemunhas aumentar de apenas nós dois para bem mais de 600. Em 1960 a segunda proscrição foi anulada, e o número de publicadores continuou a aumentar, sendo agora cerca de 10.000!

      Serviço em Porto Rico

      Ao chegarmos a Porto Rico, em agosto de 1957, os nossos irmãos cristãos, bem como repórteres de jornal, estavam a postos para nos receber. As resultantes reportagens deram um amplo testemunho. Naquele tempo, havia menos de 1.200 publicadores do Reino em Porto Rico; agora há aproximadamente 22.000!

      Em 1958, a Sociedade convidou-me a ser superintendente viajante. Assim, ao longo dos anos, conhecemos e trabalhamos junto com muitos irmãos fiéis, de todas as partes de Porto Rico e das Ilhas Virgens. Com o tempo, eu e minha esposa tornamo-nos membros da família de Betel local. E, desde a formação da Comissão de Filial local, Jeová favoreceu-me em ser membro dela.

      Enche-me de felicidade o fato de eu ter recebido pessoalmente de Jeová o predito “cem vezes mais. . . irmãos, e irmãs, e mães, e filhos” agora. (Marcos 10:30) Nunca eu desejei ter usado a minha vida de outra maneira que não fosse no Seu serviço. E assim, ao rememorar os cerca de 48 anos desde que comecei como pioneiro, regozijo-me em dizer que, realmente, tenho visto que Jeová é bom! — Salmo 34:8.

      Enquanto o acima relato da vida de Lennart Johnson estava em fase final de preparação, Virginia Johnson faleceu serenamente enquanto dormia, no dia 31 de janeiro de 1987.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1987 | 1.° de outubro
    • Perguntas dos Leitores

      ◼ Por que disse Jesus que um prosélito dos fariseus era “objeto para a Geena duas vezes mais” do que os fariseus?

      Evidentemente, os gentios que se converteram à seita farisaica do judaísmo eram muito repreensíveis. Alguns deles talvez anteriormente tivessem tido a desaprovação de Deus, mas, ao se tornarem fariseus, tornaram-se duplamente desaprovados, certamente rumando para a destruição na Geena.

      O Vale de Hinom ficava a sul/sudoeste das muralhas de Jerusalém. Tinha sido usado em certas épocas para idolatria e sacrifícios humanos. (2 Crônicas 28:1-3; 33:1-6; Jeremias 32:35) Assim, tornou-se local de despejo de lixo, incluindo corpos de criminosos considerados indignos de um sepultamento com perspectiva de ressurreição. — Compare com Mateus 5:22.

      O Novo Dicionário da Bíblia (de J. D. Douglas, edição de 1966) diz que o ‘vale de Hinom se situava fora de Jerusalém, onde crianças haviam sido sacrificadas mediante o fogo a Moloque. Tornou-se símbolo profético do julgamento e posteriormente, do castigo final’. O jesuíta John L. McKenzie, no seu Dicionário da Bíblia (1965, em inglês), acrescenta: “Por causa deste [santuário ritualístico para sacrifícios humanos], Jeremias

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