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    • benefício ou alívio, e Jeová, por conseguinte, não precisava fazer nenhum pagamento aos captores deles a fim de equilibrar os assuntos. Antes, Ele realizou a recompra ou resgate por meio do poder de “seu santo braço”. — Isa. 52:3-10; Sal. 77:14, 15.

      O papel de Jeová como Go’él abrangia assim a vingança dos erros cometidos para com seus servos, e resultou na santificação e na vindicação de seu próprio nome contra os que usaram a aflição de Israel como desculpa para vituperá-lo. (Sal 78:35; Isa. 59:15-20; 63: 3-6, 9) Como o Grande Parente ou Redentor tanto daquela nação como de seus indivíduos, Ele conduziu a “causa jurídica” deles para fazer justiça. — Sal. 119:153, 154; Jer. 50:33, 34; Lam. 3:58-60; compare com Provérbios 23:10, 11.

      O PAPEL DE CRISTO JESUS COMO RESGATADOR

      As informações precedentes lançam a base para se entender o resgate provido para a humanidade por meio do Filho de Deus, Cristo Jesus. A necessidade dum resgate, por parte da humanidade, surgiu mediante a rebelião no Éden. Adão se vendeu para fazer o mal pelo prazer egoísta de escutar a voz de sua esposa e de manter a companhia constante da transgressora pecaminosa, e de partilhar a sua mesma posição condenada perante Deus. Desta forma, vendeu a si mesmo e a seus descendentes à escravidão ao pecado e à morte, o preço exigido pela justiça de Deus. (Rom. 5:12-19; compare com Romanos 7:14-25.) Tendo possuído a perfeição humana, Adão perdeu este valioso bem para si mesmo e para toda a sua descendência.

      A Lei, que abrangia uma “sombra das boas coisas vindouras”, continha provisões para sacrifícios animais como cobertura para os pecados. Isto, contudo, era apenas uma cobertura simbólica ou figurada, uma vez que tais animais eram inferiores ao homem; assim, ‘não era possível que o sangue de touros e de bodes tirasse [realmente] pecados’, conforme indica o apóstolo. (Heb. 10:1-4) Aqueles sacrifícios animais representativos tinham de ser de espécimes sem mácula, perfeitos. (Lev. 22:21) O verdadeiro sacrifício de resgate, um humano realmente capaz de remover os pecados, tinha, portanto, de também ser perfeito, isento de mácula. Teria de corresponder ao perfeito Adão, e possuir a perfeição humana, se havia de pagar o preço de redenção que livraria a descendência de Adão da dívida, incapacidade e escravização a que foi vendida pelo seu primeiro pai, Adão. (Compare com Romanos 7:14; Salmo 51:5.) Apenas desta forma é que poderia satisfazer a perfeita justiça de Deus, que exige igual por igual, “alma por alma”. — Êxo. 21:23-25; Deut. 19:21.

      A qualidade estrita da justiça de Deus tornava impossível que a própria humanidade fornecesse seu próprio remidor ou go’él. (Sal. 49:6-9) No entanto, isto resulta na magnificação do amor e da misericórdia do próprio Deus, no sentido de que ele satisfez seus próprios requisitos a um tremendo custo para si mesmo, dando a vida de seu próprio Filho a fim de prover o preço de redenção. (Rom. 5:6-8) Isto exigiu que o seu Filho se tornasse humano, a fim de corresponder ao perfeito Adão. Deus realizou isto por transferir a vida de seu Filho desde o céu para o útero da virgem judia, Maria. (Luc. 1:26-37; João 1: 14) Visto que Jesus não deveu sua vida a nenhum pai humano que descendia do pecador Adão, e visto que o espírito santo de Deus ‘encobriu com sua sombra’ a Maria, evidentemente desde o tempo em que ela concebeu até o tempo do nascimento de Jesus, Jesus nasceu isento de qualquer herança do pecado ou da imperfeição, sendo, por assim dizer, “um cordeiro sem mácula nem mancha”, cujo sangue podia provar-se um sacrifício aceitável. (Luc. 1:35; João 1:29; 1 Ped. 1:18, 19) Ele manteve esse estado isento de pecados por toda a sua vida, e assim, não se desqualificou. (Heb. 4:15; 7:26; 1 Ped. 2:22) Como ‘partícipe de sangue e carne’ ele era um “parente próximo” da humanidade, e possuía a coisa de valor — sua própria vida perfeita, conservada pura através de provas de integridade — com a qual podia resgatar a humanidade, emancipando-a. — Heb. 2:14, 15.

      As Escrituras Gregas Cristãs tornam claro que o livramento do pecado e da morte é, deveras, efetuado pelo pagamento dum preço. Diz-se que os cristãos foram “comprados por um preço” (1 Cor. 6:20; 7:23), tendo um “dono que os comprou” (2 Ped. 2:1), e Jesus é apresentado como o Cordeiro que ‘foi morto e com seu sangue comprou pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação’. (Rev. 5:9) Nestes textos, emprega-se o verbo agorázo, significando simplesmente comprar no mercado (agorá). O termo relacionado exagorázo (libertação pela compra) é utilizado por Paulo ao mostrar que Cristo libertou “por meio duma compra os debaixo de lei”, mediante sua morte na estaca. (Gál. 4:5; 3:13) Mas a idéia de redenção ou de resgate é mais freqüente e mais plenamente expressa pelo termo grego ly’tron e outros termos relacionados.

      Ly’tron (de ly’o, que significa “soltar”) era especialmente empregado pelos escritores gregos para referir-se a um preço pago para resgatar os prisioneiros de guerra ou para livrar os que estavam em servidão ou em escravidão. (Compare com Hebreus 11:35.) Em suas duas ocorrências bíblicas, descreve o dar Cristo “a sua alma como resgate em troca de muitos”. (Mat. 20:28; Mar. 10:45) Uma forma especial desta palavra, antílytron, aparece em 1 Timóteo 2:6. A obra A Greek and English Lexicon of the New Testament (Léxico Grego e Inglês do Novo Testamento; p. 47), de Park-hurst, diz que significa: “um resgate, preço de redenção, ou, antes, um resgate correspondente. ‘Significa propriamente um preço com o qual se redimem do inimigo os cativos; e aquela espécie de troca em que a vida de um é remida pela vida de outro.’ Por isso, Aristóteles usa o verbo antilytróo para remir vida com vida.” Destarte, Cristo “se entregou como resgate correspondente por todos”. (1 Tim. 2:5, 6) Outras palavras relacionadas são lytróo, livrar ao receber resgate (Tito 2:14; 1 Ped. 1:18, 19), e apoly’trosis, livramento por resgate. (Efé. 1:7, 14; Col. 1:14) É evidente a similaridade do emprego destas palavras com o dos termos hebraicos considerados. Eles descrevem, não uma compra ou livramento comum, mas uma redenção ou um resgate, uma libertação efetuada pelo pagamento de um preço correspondente.

      Embora disponível para todos, o sacrifício de resgate de Cristo não é aceito por todos, e “o furor de Deus permanece” sobre os que não o aceitam, assim como também sobrevêm aos que de início aceitam tal provisão, e então se desviam dela. (João 3:36; Heb. 10: 26-29; contraste com Romanos 6:9, 10.) Eles não obtêm nenhum livramento da escravização aos Reis Pecado e Morte. (Rom. 5:21) Sob a Lei, o assassino deliberado não podia ser resgatado. Adão, por seu proceder premeditado, trouxe a morte sobre toda a humanidade, sendo por isso um assassino. (Rom. 5:12) Por isso, a vida de Jesus, oferecida em sacrifício, não é aceitável a Deus como resgate para o pecador Adão.

      Mas Deus se agrada de aprovar a aplicação do resgate para remir aqueles que, dentre a descendência de Adão, valem-se de tal livramento. Conforme Paulo expressa: “Assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, do mesmo modo também nela obediência de um só muitos serão constituídos justos.” (Rom. 5:18, 19) Por ocasião do pecado de Adão, e de ser ele sentenciado à morte, a descendência ou raça dele estava toda por nascer, em seus lombos, e, assim, todos morreram junto com ele. (Compare com Hebreus 7:4-10; Romanos 7:9.) Jesus, como homem perfeito, “o último Adão” (1 Cor. 15:45), possuía uma raça ou descendência por nascer em seus lombos, e, quando morreu inocentemente, como perfeito sacrifício humano, esta raça humana em potencial morreu junto com ele. Ele voluntariamente se abstivera de produzir uma família para si mesmo, mediante a procriação natural. Antes, Jesus utiliza a autoridade que Jeová lhe concedeu, à base do seu resgate, para dar vida a todos os que aceitam esta provisão. — 1 Cor. 15:45; compare com Romanos 5:15-17.

      Assim, Jesus era, deveras, um “resgate correspondente”, não para a redenção desse pecador, Adão, mas para a redenção de toda a humanidade que descendia de Adão. Ele os resgatou (ou recomprou), de modo que se tornassem a sua família, fazendo isto por apresentar o pleno valor de seu sacrifício de resgate ao Deus de absoluta justiça, no céu. (Heb. 9:24) Desta forma, ele obtém uma Noiva, uma congregação celeste formada de seus seguidores. (Compare com Efésios 5:23-27; Revelação 1:5, 6; 5:9, 10; 14:3, 4.) As profecias messiânicas também mostram que ele terá uma “descendência” como “Pai Eterno”. (Isa. 53:10-12; 9:6, 7) Para ser isto, o seu resgate precisa abranger mais do que aqueles incluídos em sua “Noiva”. Em aditamento aos “comprados dentre a humanidade como primícias” para formar aquela congregação celeste, por conseguinte, outros devem beneficiar-se de seu sacrifício de resgate e obter a vida eterna mediante a remoção de seus pecados e da acompanhante imperfeição. (Rev. 14:4; 1 João 2:1, 2) Uma vez que os da congregação celeste servem junto com Cristo como sacerdotes e ‘reis sobre a terra’, estes outros beneficiários do resgate têm de ser súditos terrestres do reino de Cristo, e, como filhos dum “Pai Eterno”, eles alcançam a vida interminável. (Rev. 5:10; 20:6; 21:2-4, 9, 10; 22:17; compare com Salmo 103:2-5.) Este inteiro arranjo manifesta a sabedoria de Jeová, e sua justiça, ao equilibrar perfeitamente a balança da justiça, enquanto demonstra benignidade imerecida e perdoa os pecados. — Rom. 3:21-26.

  • Residente Forasteiro
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    • RESIDENTE FORASTEIRO

      [Heb., ger]. Em seu significado geral, o substantivo hebraico ger se refere a qualquer pessoa que resida, como forasteiro, fora de sua terra natal e cujos direitos civis são restritos. Pode ter ou não conexões religiosas com os naturais do país em que reside. Abraão, Isaque, Jacó e seus descendentes foram mencionados como tais, antes de receberem o título de propriedade legal da Terra Prometida. — Gên. 15:13; 17:8; Deut. 23:7.

      Quando se refere a uma pessoa de origem não-israelita, em relação com a comunidade israelita, a designação “residente forasteiro”, na Bíblia, às vezes se aplica a uma de tais pessoas, que se tornou prosélito ou adorador pleno de Jeová. Às vezes se refere a um colono da terra da Palestina, que se sentia contente de viver entre os israelitas, obedecendo às leis fundamentais do país, mas que não aceitava de forma plena a adoração de Jeová. O contexto determina a que classe se aplica o termo.

      A Septuaginta traduz ger como prosélito (Gr., prosélytos) mais de setenta vezes. Alguns sugerem que amiúde o residente forasteiro se agregava, em busca de proteção, a uma família hebréia, e era como que um dependente, mas ainda assim se diferençava dum escravo. Infere-se isto da expressão “teu residente forasteiro”. (Deut. 5:14; compare com Deuteronômio 1:16; também com Levítico 22:10, onde se usa o termo tohsháv, “colono”.)

      Quando o pacto da Lei foi transmitido no monte Sinai, incorporou-se nele uma legislação

Publicações em Português (1950-2026)
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