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Apreciemos a salvação por nosso DeusA Sentinela — 1974 | 1.° de fevereiro
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própria família, e que família talentosa e notável esta teria sido! Mas era isto o que Jesus queria? Era este o propósito de Jeová ao enviar Jesus à terra, Jesus preocupava-se em fazer a vontade de seu Pai, que envolvia questões muito mais importantes do que constituir uma nova família própria. (João 5:30; 6:37-40) Acima de tudo, Jesus estava interessado na vindicação do santo nome e propósito de Jeová com relação à família humana original. Pois, Deus havia descansado de suas obras criativas, confiando na realização de seu grandioso propósito, de encher uma terra paradísica com descendentes justos de Adão, até o fim de seu ‘dia de repouso’, de sete mil anos de duração. — Gên. 2:1-3; 1:27, 28.
11. (a) De que modo torna-se Jesus o “Pai Eterno”? (b) A quem adota Deus primeiro como filhos espirituais?
11 O homem, como criação de Deus, havia sido perfeito, e havia um modo em que se podia restabelecer a perfeição. Portanto, por que se deveria iniciar uma nova família humana? Antes, o que se exigia era o sacrifício do perfeito Jesus, para que os obedientes e amantes de Deus dentre a descendência de Adão pudessem ser transferidos para a família de Jesus ou como que adotados nela, sendo ele seu “Pai Eterno” em virtude do resgate. (Isa. 9:6) Mas em primeiro lugar, no propósito de Deus, seriam adotadas certas “primícias”, um pequeno número dos da família de Adão, à base de sua fé no sacrifício de Jesus, para ser filhos espirituais, compartilhando com Jesus por meio duma ressurreição espiritual no seu reino celestial sobre a família humana. — Rom. 8:23; Tia. 1:18.
12. (a) O que torna possível o resgate para a humanidade? (b) Qual deve ser nossa reação diante da provisão do resgate?
12 O resgate abre o caminho para incomparáveis bênçãos para a humanidade em geral — o paraíso restabelecido em toda a terra, a sobrevivência de muitos amantes da justiça para aquele paraíso, a ressurreição de bilhões de humanos mortos e a eliminação da doença, do pecado e da morte. Isto torna possível a paz, o contentamento e a harmonia de toda a criação de Jeová. (Sal. 37:10, 11; 72:7, 8; João 5:28, 29; Isa. 33:24) Quanto a contemplação destas glórias vindouras nos anima com apreço do maravilhoso amor e da benignidade imerecida de Jeová, conforme expressos mediante seu Filho! É deveras “benignidade imerecida sobre benignidade imerecida”! (João 1:14, 16, 17) Não é de se admirar que os discípulos de Jesus tenham escrito com tanto apreço a respeito do resgate! (Rom. 3:21-26; 1 Ped. 1:18, 19; 1 João 1:7; Jud. 20, 21) Não se enche o seu coração de gratidão pelo grande amor de Deus em prover o resgate e tudo o que resulta dele? — Rom. 8:38, 39; Isa. 65:17, 18.
MOSTREMOS NOSSA GRATIDÃO
13, 14. (a) O apreço do resgate deve fazer com que abundemos em quê? (b) O que nos deve desencorajar de praticarmos o pecado?
13 O apóstolo Paulo escreveu aos seus concrentes: “E isto é o que continuo a orar: que o vosso amor abunde ainda mais e mais com conhecimento exato e pleno discernimento; que vos certifiqueis das coisas mais importantes, para que sejais sem defeito e não façais outros tropeçar, até o dia de Cristo, e estejais cheios de fruto justo, que é por intermédio de Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus.” (Fil. 1:9-11) Se o apreço pelo resgate nos induzir a abundar mais e mais em amor, deve também fazer com que abundemos em ódio ao que é mau.
14 Deus provê o perdão dos pecados à base do sacrifício de Jesus, mas isto não nos dá uma licença para pecar. É verdade que, conforme declarado em 1 João 2:1, se por causa da imperfeição herdada “alguém cometer pecado, temos um ajudador junto ao Pai, Jesus Cristo, um justo”. Ora, recebemos tal ajuda se deliberadamente tomamos liberdades em cometer pecado? Podemos esperar que seja aplicado a nós o valor expiatório de pecados do sacrifício de Jesus se nos endurecermos no proceder pecador? Somos informados em 1 João 3:2, 6, 8: “Amados, agora somos filhos de Deus . . . Todo aquele que permanece em união com ele não pratica pecado; ninguém que pratica pecado o tem visto, nem o chegou a conhecer. Quem estiver praticando pecado origina-se do Diabo, porque o Diabo tem estado pecando desde o princípio. Com este objetivo foi manifestado o Filho de Deus, a saber, para desfazer as obras do Diabo.” Ele faz isso por meio de sua provisão amorosa do resgate. Certamente, ninguém que apreciar esta provisão maravilhosa por Cristo jamais desejará empenhar-se na prática do pecado!
15. Por que não é sábio entregar-se ao pecado com a idéia de que o sacrifício de Jesus ira trazer o perdão?
15 Alguém talvez ache que ‘arriscar-se’ ou obter certos prazeres marginais sem se meter plenamente no pecado não é tão ruim assim. Ou outro talvez pense: ‘Apenas mais uma vez, e depois nunca mais, e o sacrifício de Jesus me trará o perdão.’ Mas é tal raciocínio válido? É o começo de se cultivar um gosto pelas obras da carne, o inverso de se cultivarem os frutos do espírito, e a Bíblia adverte claramente “de que os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus”. (Gál. 5:19-24) É muito fácil cair nas práticas erradas! Resista ao engodo, motivado por um coração puro. (Mat. 5:8) Quando confrontados com a tentação de fazer o errado, devemos ficar induzidos a dizer: ‘Não. Não participarei nisso. Depois do que Deus e Cristo fizeram por nós em prover o resgate, como poderia eu jamais fazer algo assim que mostraria tão grande falta de apreço?’ Refletindo sobre o resgate, que sempre digamos de coração: Ora, nos não somos dos que retrocedem para a destruição, mas dos que têm fé para preservar viva a alma.” — Heb. 10:39, e veja também o versículo Heb. 10:29.
16. Como podemos evitar ‘retroceder’ ao pecado?
16 Em vez de ‘retrocedermos’ ao pecado e à falta de fé, que sempre nos acheguemos ainda mais ao nosso Deus. Isto significa também achegarmos mais aos nossos irmãos. Devemos amar nossos irmãos de coração. “Todo aquele que não está praticando justiça não se origina de Deus, nem aquele que não ama seu irmão. Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio, que devemos ter amor uns pelos outros.” (1 João 3:10, 11) Como mostramos este amor uns aos outros? Por gastarmos tempo uns com os outros — antes das reuniões, após as reuniões e em outras oportunidades. (Sal. 133:1; Rom. 12:9, 10) Sim, por tomarmos interesse uns nos outros, por nos edificarmos mutuamente no amor, por nos alegrarmos em compartilhar uns com os outros as boas bênçãos espirituais providas por Jeová, mediante o Senhor Jesus Cristo. — 1 Tes. 5:11-13.
APREÇO POSITIVO
17. (a) Que expressão positiva de nossa fé podemos fazer? (b) O que envolve isso amiúde?
17 O resgate deve motivar-nos a atos positivos, a obras de fé que reflitam nosso agradecimento de coração por tudo o que Jeová e Cristo fizeram por nós. Assim podemos estar certos de estar entre os mencionados no Salmo 11:7: “Pois Jeová é justo; deveras ama atos justos. Os retos são os que observarão a sua face.” Hoje há mais de um milhão e meio de testemunhas de Jeová em toda a terra que realizam atos justos a favor de outros de coração sincero. Seu ministério inclui visitar os lares dos outros, ensinando-lhes gratuitamente a Bíblia e mostrando-lhes o caminho para a vida eterna, que pode ser alcançada apenas por meio dum conhecimento exato a respeito de Deus, de Cristo e da provisão do resgate. (João 17:3; 14:6) Todo este ministério é realizado voluntariamente e sem idéia de recompensa material. Também, muitas vezes envolve manter a integridade em face de oposição desamorosa e até mesmo cruel. — Mat. 10:28-39.
18. Como mostrou uma menina de cinco anos seu apreço da provisão de Jeová?
18 Tome, por exemplo, esta mocinha de cinco anos de idade. Sua mãe instruiu-a fielmente, de modo que ela desenvolveu um amor profundo a Jeová e a seu Filho. Mas o seu pai incrédulo a enviou a um jardim de infância budista. Sua fé cristã foi ali submetida a uma severa prova. Ao entrar pelo portão da escola, ela se negava a cultuar Buda. Na aula, negava-se a se curvar diante da imagem de Buda. Sua professora freqüentemente a censurava. Mas havia uma adoração da espécie correta em que se podia empenhar, mesmo naquele jardim de infância. Antes de seu almoço, diariamente curvava sua pequena cabeça em oração calada a Jeová, mediante Cristo. A professora também se zangava com isso e procurava impedi-la, mas em vão! Por fim, quando a professora falhou em fazê-la participar numa festividade budista, ela perguntou à menina: “Faz isso porque sua mãe lhe disse que não o deve fazer?” A menininha respondeu: “Não, é porque não seria agradável a Jeová Deus.” Esta foi deveras uma expressão excelente de fé que se baseia no resgate!
19. (a) Como abençoa Jeová os que o buscam de coração puro? (b) Como mostrou uma pessoa idosa seu apreço de tal bênção?
19 A provisão de resgate feita por Jeová torna possível que pessoas de toda espécie tenham a vida eterna. Ele ajuntou por meio de seus anjos aqueles que mostram um desejo sincero de aprender e fazer a Sua vontade. (Rev. 14:6, 7) Uma filial da Sociedade Torre de Vigia recebeu a seguinte carta: “Tenho sessenta e oito anos de idade e estou totalmente cega. Por muitos anos, vivo num hospital, sem ter alguém de quem depender. Por fim, em novembro de 1970, perdi a vontade de viver e resignei-me a morrer. Daí, certa manhã, parei junto do santuário de xintó na varanda e proferi esta oração: ‘Seja-me concedido apenas uma vez, antes de eu morrer, chegar a encontrar o verdadeiro Deus, que não é a espécie de Deus que está neste santuário.’ Mesmo enquanto eu ainda orava, fiquei espantada de ouvir uma voz à porta. Para a minha surpresa, a pessoa disse: ‘Eu estou proclamando as boas novas como testemunha do verdadeiro Deus, Jeová’. Imediatamente, convidei a pessoa a entrar e escutei avidamente tudo o que me disse. A partir daquele dia, nunca perdi uma reunião das Testemunhas locais. Em maio de 1971, eu mesma me tornei pregadora de casa em casa, e em 4 de dezembro do mesmo ano, simbolizei minha dedicação pelo batismo em água numa assembléia de circuito das testemunhas de Jeová. A partir do dia 25 daquele mesmo mês, ingressei no ministério de pioneira temporária. Em todos os sessenta e oito anos passados da minha vida, inclusive nos vinte e oito anos em que eu ainda podia usar os meus olhos, nunca estiveram meus dias tão cheios de esperança e alegria.” Numa expressão tangível de sua alegria, esta querida irmã cristã juntou à sua carta um donativo generoso para o programa de construção da expansão teocrática no seu país.
20. Como e que Jeová chega e salva seu povo?
20 Deveras, Jeová cumpriu sua promessa de ‘chegar e salvar’ seu povo. Ele o salvou da religiosa Babilônia, a Grande, e o trouxe a uma relação amigável consigo mesmo, sim, a um paraíso espiritual. Estarem neste paraíso espiritual significa inúmeras bênçãos para os crentes resgatados. “Naquele tempo abrir-se-ão os olhos dos [espiritualmente] cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos [espiritualmente] surdos. Naquele tempo o [espiritualmente] coxo estará escalando como o veado e a língua do [espiritualmente] mudo gritará de júbilo.” Até mesmo nos nossos próprios dias cumpre-se a profecia: “E certamente virá a haver ali uma estrada principal, sim, um caminho [de saída de Babilônia, a Grande]; e chamar-se-á Caminho de Santidade. O impuro não passará por ela. E será para aquele que anda no caminho, e nenhuns tolos vaguearão nele.” A entrada para esta estrada é gratuita para todos os que usam de verdadeira sabedoria por aprenderem humildemente os requisitos de Jeová e aceitarem sua provisão de vida mediante Cristo. “E retornarão os próprios remidos por Jeová [da servidão em Babilônia, a Grande] e certamente chegarão a Sião [o reino messiânico de Deus] com clamor jubilante; e sobre a sua cabeça haverá alegria por tempo indefinido. Alcançarão exultação e alegria, e terão de fugir o pesar e o suspiro.” — Isa. 35:4-6, 8, 10.
21. Que esperança temos e como deverá afetar-nos?
21 Estes milagres espirituais se duplicarão em breve! Quando? Sob o vindouro reino de Deus, de mil anos, mediante seu Filho Jesus Cristo. Já quando estava na terra, há dezenove séculos atrás, Jesus Cristo realizou literalmente milagres desta espécie. Como Rei, fará tais coisas novamente, no restabelecido paraíso terrestre, literal. (Luc. 23:43) Que esperança alegre! E a profecia que agora se cumpre mostra que estamos no próprio limiar deste tempo de exultação. Por certo, agora é o tempo dos tempos de nos esforçarmos vigorosamente para que deveras andemos em amizade com o Deus da salvação — através da própria “grande tribulação” e para as bênçãos eternas mais além. — Luc. 13:24.
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Está habilitado para ter responsabilidades congregacionais?A Sentinela — 1974 | 1.° de fevereiro
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Está habilitado para ter responsabilidades congregacionais?
O QUE acha de ter responsabilidade? No mundo atual, muitos homens se esquivam dela ou a evitam porque traz deveres e obrigações. Outros procuram ambiciosamente ter responsabilidade, esperando assim ganhar destaque, poder e controle sobre outros e granjear para si privilégios especiais.
Na congregação cristã, não há margem para nenhuma destas atitudes. (Mat. 20:25-27; 1 Ped. 5:2, 3) Contudo, há necessidade de homens dispostos a assumir responsabilidades. Estes precisam ter uma atitude bem diferente para com as responsabilidades do que muitas das pessoas do mundo. Devem ‘procurar alcançar’ responsabilidades, sim, mas motivados pelo desejo de prestar serviço a outros — principalmente a Deus e depois também ao seu próximo, em especial aos da congregação. Procuram corretamente dar honra a Deus e fazer com que o nome Dele tenha destaque e respeito — não o seu próprio. — 1 Tim. 3:1; Gál. 6:10; Pro. 8:13.
Nas primitivas congregações cristãs do primeiro século, designaram-se homens a cargos de responsabilidade, quer como “anciãos” (em grego: presby’teroi), quer como “servos ministeriais” (diákonoi). (Tito 1:5; Fil. 1:1) Os anciãos deviam exercer a supervisão na congregação de modo espiritual, servindo como ‘pastores’ do rebanho de Deus. (Atos 20:28) Os servos ministeriais os ajudavam, cuidando de ‘incumbências necessárias’ que não envolviam diretamente a supervisão espiritual. — Atos 6:1-6.
Estes homens, quer sirvam como anciãos, quer como servos ministeriais, devem ser semelhantes ao Filho de Deus, que aceitou a responsabilidade mais pesada que qualquer homem já levou, mas que veio, ’não para ser servido, mas para servir’. (Mar. 10:45) A atitude correta deles pode ser comparada à dum homem
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