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AtenasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HISTÓRIA POSTERIOR
Atenas continuou a gozar de fama como centro cultural muito depois dos dias de Paulo. O imperador Adriano deu toques finais no prédio do maciço templo de Zeus, conhecido como o Olimpieio, em 129 E.C., tarefa iniciada por Pisístrato no sexto século A.E.C. e reconstruído por Antíoco IV entre 174 e 164 A.E.C. Este templo, com 97 m de comprimento e 40 m de largura, era o maior da Grécia e um dos maiores do mundo. Suas ruínas ainda podem ser vistas a SE da Acrópole. Adriano também iniciou a construção dum aqueduto, ainda utilizado em Atenas, atualmente.
Em 529 E.C., contudo, o imperador Justiniano proibiu o estudo e o ensino de filosofia em Atenas e, assim, pôs fim à glória da antiga cidade. Depois disso, mergulhou na insignificância como cidade provincial durante o período bizantino, quando o Partenon e o Erecteion foram convertidos em igrejas da cristandade. Seguiram-se mais de 250 anos de regência latina, após o que os turcos muçulmanos a controlaram durante 375 anos. O Partenon foi então transformado numa mesquita. Quando a última fortaleza turca foi capturada pelos gregos, em 1833, Atenas foi escolhida como a capital do recém-formado reino da Grécia. Desde então, de simples povoado de menos de 5.000 habitantes, em 1834, Atenas se desenvolveu rapidamente numa cidade próspera e moderna, de quase 2.500.000 habitantes, com uma área metropolitana com mais de 3.600.000 habitantes.
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Atitudes E GestosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ATITUDES E GESTOS
As Escrituras estão repletas de referências a formas de posturas e de gestos, bastando as descrições contidas na Bíblia para mostrar que eram bem similares às que hoje são costumeiras no Oriente Médio. As pessoas orientais exteriorizam consideravelmente mais seus sentimentos, e são muito menos inibidas em expressá-los do que muitos dos ocidentais. Quer acompanhados de palavras, quer sem palavras, as atitudes e os gestos tinham considerável vigor e significado.
ORAÇÃO, RESPEITO E HUMILDADE
Ficar em pé. Entre os hebreus e muitas das outras nações mencionadas na Biblia não havia nenhuma forma fixa de postura para a oração. Todas as atitudes adotadas eram altamente respeitosas. Ficar em pé era uma postura comum. Jesus falou sobre esta posição para a oração. (Mar. 11:25) Pelo visto, Jesus estava em pé, logo depois de ser batizado, e orando, quando o céu se abriu e desceu sobre ele o espirito santo na forma corpórea duma pomba, ouvindo-se a voz do próprio Deus falando desde os céus. — Luc. 3:21, 22.
Ajoelhar-se. As atitudes e posturas dos orientais em expressar respeito uns aos outros, e especialmente ao fazerem uma petição a alguém superior, eram muito parecidas às atitudes adotadas na oração. Encontramos exemplos de alguém se ajoelhar perante outros em súplica. Não se tratava de adorar a pessoa superior, mas era o reconhecimento da posição ou do cargo dela, com profundo respeito. — Mat. 17:14; Mar. 1:40; 10:17; 2 Reis 1:13.
Estender os braços. Tanto ao ficar em pé como ao ajoelhar-se, as palmas das mãos às vezes eram estendidas para o céu, ou as mãos eram erguidas e estendidas para a frente, como em súplica. (1 Reis 8:22; 2 Crô. 6:13; Nee. 8:6) Às vezes erguia-se o rosto (Jó 22:26), ou podia-se erguer os olhos para o céu. — Mat. 14:19; Mar. 7:34; João 17:1.
Sentar-se. Sentar-se era outra postura adotada na oração, sendo que o suplicante evidentemente se ajoelhava e depois se sentava nos calcanhares. (1 Crô. 17:16) Nesta posição, ele podia curvar a cabeça ou encostá-la no peito. Ou, assim como fez Elias, podia agachar-se na terra e pôr o rosto entre os joelhos. — 1 Reis 18:42.
Curvar-se. Os judeus, onde quer que se encontrassem, sempre que adoravam a Deus, voltavam o rosto para a cidade de Jerusalém e seu templo. (1 Reis 8:42, 44; Dan. 6:10) Curvar- se era a maneira mais frequentemente usada ao cumprimentar outros ou ao se chegar a eles para tratar de negócios ou para mostrar alto grau de respeito. Jacó curvou-se sete vezes ao se encontrar com Esaú. (Gên. 33:3) Salomão, embora fosse rei, mostrou respeito para com sua mãe por se curvar diante dela. — 1 Reis 2:19.
Curvar-se podia também ser símbolo do reconhecimento de derrota. (Isa. 60:14) Os derrotados podiam comparecer perante seu conquistador trajados de saco ou serapilheira, e, além disso, com cordas na cabeça, numa súplica de misericórdia. (1 Reis 20:31, 32) Alguns acham que as cordas mencionadas eram postas em volta do pescoço, para simbolizar cativeiro e submissão.
Embora fosse comum que os judeus se curvassem diante duma autoridade, para mostrar respeito, Mordecai recusou curvar-se diante de Hamã. Isto se deu porque Hamã, sendo agagita, era bem provavelmente um dos amalequitas, a respeito dos quais Jeová dissera que exterminaria completamente sua lembrança de debaixo dos céus, e que Ele estaria em guerra com Amaleque de geração em geração. (Êxo. 17:14-16) Visto que curvar-se ou prostrar-se podia ser indício de paz para com Hamã, Mordecai recusou fazer tal ato, porque teria violado com isso a ordem de Deus. — Ester 3:5.
Prostrar-se. Josué prostrou-se perante um anjo, que era “como príncipe do exército de Jeová”, não em adoração, mas em reconhecimento do cargo superior do anjo e do fato de que o anjo fora obviamente enviado por Jeová, com uma ordem para ele. — Jos. 5:14.
Quando Jesus estava na terra, as pessoas costumavam prostrar-se perante ele para fazer uma petição ou para prestar-lhe homenagem, e ele não as repreendia. Isto se dava porque era o Rei designado, o Rei nomeado, conforme ele mesmo disse: “A majestade real de Deus tem-se aproximado” (ED); “o reino de Deus se tem aproximado”. (NM; Mar. 1:15) Jesus era o herdeiro do trono de Davi, e, por isso, era legitimamente honrado como rei. — Mat. 21:9; João 12:13-15.
Entretanto, os apóstolos de Jesus Cristo recusaram-se a deixar que outros se prostrassem diante deles. O motivo era que, nos casos descritos, o prostrar-se era feito numa atitude de adoração, como se o poder do espírito santo nos apóstolos, que fazia as curas e outras obras poderosas, fosse deles próprios. Os apóstolos davam-se conta de que o poder procedia de Deus e que o crédito por tais coisas devia ser dado a ele e toda a adoração devia ser dirigida a Jeová, por meio de Jesus Cristo, de quem eram apenas representantes. — Atos 10:25, 26.
Em conexão com o respeito mostrado para com Jesus, a palavra muitas vezes usada é proskynéo, que tem o significado básico de prestar homenagem, mas é traduzida de maneira variada como “adorar, curvar-se até o chão, prostrar-se”. Jesus não estava aceitando adoração, que só pertence a Deus (Mat. 4:10), mas reconhecia o ato de alguém lhe prestar homenagem como reconhecimento da autoridade que Lhe foi dada por Deus. O anjo a quem Jesus Cristo enviou para levar a Revelação a João expressou o princípio de que a adoração prestada pelo homem só pertence a Deus, quando se recusou a ser adorado por João. — Rev. 19:10; veja HOMENAGEM.
Cobrir a cabeça era sinal de respeito por parte das mulheres. Este costume foi seguido na congregação cristã. O apóstolo Paulo, considerando o princípio envolvido em ser um cabeça cristão, declarou: “Toda mulher que orar ou profetizar com a sua cabeça descoberta envergonha sua cabeça . . . É por isso que a mulher deve ter um sinal de autoridade sobre a sua cabeça, por causa dos anjos.” — 1 Cor. 11:3-10.
Tirar as sandálias era gesto de respeito ou reverência. Ordenou-se a Moisés fazer isso junto à sarça ardente, e a Josué, na presença dum anjo. (Êxo. 3:5; Jos. 5:15) Visto que o tabernáculo e o templo eram lugares sagrados, diz-se que os sacerdotes cumpriam descalços os seus deveres no santuário. Do mesmo modo, soltar alguém os cadarços das sandálias de outra pessoa, ou carregar as sandálias para ela, era considerado uma tarefa servil e uma expressão de humildade e consciência da sua própria insignificância, em contraste com seu amo. Ainda é costume no Oriente tirarem-se as sandálias daquele que entra numa casa, o que às vezes é feito por um serviçal. — Mat. 3:11; João 1:27; veja SANDÁLIA.
Derramar água sobre as mãos de outrem. Eliseu foi identificado como ministro ou servo de Elias pela expressão “[ele] despejava água sobre as mãos de Elias”. Este serviço costumava ser prestado especialmente após as refeições. No Oriente não era costume usar garfo e faca, e sim os dedos, e o servo costumava depois derramar água sobre as mãos de seu amo, para lavá-las. (2 Reis 3:11) Um costume similar era a lavagem dos pés, realizada como ato de hospitalidade e também de respeito, e, em certas relações, de humildade. — João 13:5; Gên. 24:32; 43:24; 1 Tim. 5:10.
ACORDO, SOCIEDADE
Apertar as mãos ou bater as palmas das mãos eram gestos empregados para expressar acordo, ratificação ou confirmação dum contrato ou dum negócio. (Esd. 10:19) As Escrituras advertem sobre fazer-se isso para ser fiador dum empréstimo para outra pessoa. (Pro. 6:1-3; 17:18; 22:26) Parceria ou sociedade também era indicada por um aperto de mãos ou por se segurar a mão de outrem. — 2 Reis 10:15; Gál. 2:9.
BÊNÇÃO
Pôr as mãos na cabeça de alguém; erguer as mãos. Visto que a palavra hebraica barákh tem
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