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ImparcialidadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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de Deus por adorarem a Jeová, o Deus de Israel, e guardarem Sua lei, como fizeram os gibeonitas, os netineus (“os dados”), e muitos residentes forasteiros. — Jos. 9:3, 27; 1 Reis 8:41-43; Esd. 8:20; Núm. 9:14.
Assim, ao passo que um conceito superficial e míope dos tratos de Deus poderia parecer revelar alguma parcialidade, o conceito mais profundo, de longo alcance, elucida sua maravilhosa imparcialidade e justiça, além de qualquer coisa que o homem pudesse conceber. Quão admiravelmente ele fez com que os assuntos se desenrolassem de modo que toda a humanidade tivesse a oportunidade de obter Seu favor e a vida! — Isa. 55:8-11; Rom. 11:33.
Não foi parcial para com Davi
Como Jeová disse a Moisés, ele é um Deus que de forma alguma isentará de punição a alguém pelo erro cometido. (Êxo. 34:6, 7; Col. 3:25) Mesmo no caso de Davi, seu servo amado, com quem Jeová fizera um pacto para o reino, Deus não fez exceção. Ele puniu severamente a Davi pelos pecados dele. — 2 Sam. 12:11, 12.
O relato bíblico revela que Davi deveras sofreu grandes dificuldades da parte de sua própria família. (2 Sam., caps. 13-18; 1 Reis, cap. 1) Ao passo que Deus não o matou, por causa do pacto do reino feito com Davi (2 Sam. 7:11-16), Davi sofreu ainda maiores pesares. Como Eliú, anterior servo de Deus, havia dito: “Há Um que não tem mostrado parcialidade para com príncipes.” (Jó 34:19) No entanto, baseado no vindouro sacrifício de Jesus Cristo, Deus podia perdoar o arrependido Davi e, ainda assim, conservar Sua própria justiça e retidão. (Rom. 3:25, 26) Mediante o sacrifício de seu Filho, Deus dispõe de uma base justa e imparcial para desfazer a morte de Urias e de outros, de modo que, em última análise, ninguém sofrerá injustamente. — Atos 17:31.
CONSELHO AOS JUÍZES
Jeová deu forte conselho aos juízes em Israel quanto à imparcialidade. Os juízes estavam sujeitos à ordem estrita: “Não deveis ser parciais no julgamento.” (Deut. 1:17; 16:19; Pro. 18:5; 24:23) Não deviam mostrar parcialidade para com um homem pobre simplesmente por causa de sua pobreza, devido ao sentimentalismo, ou até mesmo por preconceito para com os ricos. Nem deviam favorecer um homem rico por causa de sua riqueza, talvez o bajulando para obter seu favor, um suborno, ou por ter medo do poder ou da influência dele. (Lev. 19:15) Deus finalmente condenou o infiel sacerdócio levítico em Israel por ter violado a Sua lei e, como apontou especificamente, por mostrar parcialidade, visto que atuavam como juízes no país. — Mal. 2:8, 9.
NA CONGREGAÇÃO CRISTA
Na congregação cristã, a imparcialidade é uma lei. Mostrar favoritismo é pecado. (Tia. 2:9) Os culpados de atos de favoritismo se tornam ‘juízes que fazem decisões iníquas’. (Tia. 2:1-4) Tais pessoas não têm a sabedoria de cima, que é isenta de distinções parciais. (Tia. 3:17) Os que se acham em cargos responsáveis na congregação têm a grave obrigação que o apóstolo Paulo pousou nos ombros de Timóteo, um superintendente: “Eu te mando solenemente, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos escolhidos, que guardes estas coisas sem preconceito, não fazendo nada por parcialidade.” Isto se aplicaria, em especial, quando são realizadas audiências judicativas na congregação. — 1 Tim. 5:19-21.
Condenados os que ‘admiram personalidades em proveito próprio’
A violação do princípio da imparcialidade pode resultar na condenação mais severa. Judas, meio-irmão de Jesus, descreve alguns que se infiltram na congregação, com crassa imoralidade, e afirma: “Estes homens são resmungadores, queixosos de sua sorte na vida, procedendo segundo os seus próprios desejos, e as suas bocas falam coisas bombásticas, ao passo que admiram personalidades para o seu próprio proveito.” (Judas 16) Tais homens são chamados de “os que fazem separações, homens animalescos, sem espiritualidade”. (Judas 19) Tais pessoas podem arrastar outros por suas palavras bombásticas e por sua admiração ou aceitação de personalidades, como as que Paulo descreve, que “se introduzem ardilosamente nas famílias e levam cativas mulheres fracas, sobrecarregadas de pecados, levadas por vários desejos”. (2 Tim. 3:6) A destruição as aguarda. — Judas 12, 13.
“Dignos de dupla honra” — Como?
Em vista dessas coisas, como podem os indivíduos da congregação cristã reconhecer os anciãos que presidem de modo excelente como sendo “dignos de dupla honra, especialmente os que trabalham arduamente no falar e no ensinar”? (1 Tim. 5:17) Isto não se dá por causa das personalidades destes homens, ou por sua habilidade, mas por causa de sua diligência e de seu trabalho árduo nas responsabilidades extras que lhes são atribuídas. Os arranjos e as designações de Deus devem ser respeitados. Tais homens devem receber a cooperação e o apoio especiais para realizar a obra da congregação de Deus. (Heb. 13:7, 17) Tiago, meio-irmão de Jesus, aponta que os instrutores na congregação têm uma grave responsabilidade perante Deus, recebendo um julgamento mais pesado. (Tia. 3:1) Por conseguinte, merecem ser ouvidos, obedecidos e honrados. Por motivo similar, a esposa deve honrar e respeitar seu marido, a quem Deus incumbiu da responsabilidade da casa, e que é julgado por Ele de acordo com isso. (Efé. 5:21-24, 33) Tal respeito pelos homens colocados em posições de responsabilidade no arranjo de Deus não é parcialidade.
Respeito pelos governantes
Ordena-se também aos cristãos que respeitem os regentes dos governos humanos, não devido à pessoa destes homens, alguns dos quais talvez sejam pessoalmente corruptos. Nem é porque esperam merecer favores especiais deles, graças ao seu poder, como é amiúde o motivo daqueles que favorecem os governantes. Os cristãos respeitam os governantes porque Deus assim o ordena; também, por causa da alta posição de responsabilidade que tal cargo representa. A honra prestada neste sentido pelos cristãos, mais do que a que rendem aos cidadãos comuns, não é ‘fazer acepção de pessoas’, nem é mostrar parcialidade. — Rom. 13:1, 2, 7.
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Implementos AgrícolasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS
Embora a Bíblia mencione várias atividades agrícolas, os implementos utilizados para cultivar a terra não são descritos em pormenores. No entanto, as gravuras de implementos agrícolas em monumentos egípcios, bem como os exemplares mesmos, encontrados no Egito e na Palestina, suplementam de certo modo o registro bíblico. Ademais, há grande similaridade entre os simples instrumentos agrícolas ainda usados em partes do Egito e da Palestina. Isto, junto com o fato de que a passagem dos séculos presenciou poucas mudanças nos instrumentos agrícolas empregados no Egito, dá peso à conclusão de que os simples implementos agrícolas ainda empregados em partes da Palestina são também muito semelhantes aos utilizados nos tempos antigos.
Forcados empregados para joeirar (Isa. 30:24; Jer. 15:7), como nos tempos mais recentes, eram provavelmente feitos de madeira, e tinham várias pontas curvas.
A grade não é mencionada na Bíblia, mas a operação agrícola de gradar é mencionada como diferente do arar. (Jó 39:10; Isa. 28:24; Osé. 10:11) A pulverização e o amaciamento do solo constituem a principal função da grade moderna, embora seja também usada para cobrir as raízes das plantas com palha, cobrir as sementes e remover ervas daninhas. Antigamente, talvez uma prancha com peso sobre ela, ou um tronco áspero de árvore fosse arrastado sobre o solo arado a fim de esterroar e nivelar o solo.
Empregavam-se enxadas para remover ervas daninhas do solo e, provavelmente, também para desfazer os torrões de terra. Certos trechos proféticos mencionam especificamente o uso de enxadas no vinhedo. — Isa. 5:5, 6; 7:23-25.
Alviões (enxadões, NM) eram provavelmente empregados para cavoucar e revolver o solo. Achavam-se entre os instrumentos que os israelitas, nos dias de Saul, tinham de levar aos filisteus, para afiá-los. (1 Sam. 13:20, 21) Alviões de bronze e de ferro, um tanto semelhantes à moderna enxada de cavoucar, têm sido encontrados.
O arado simples de madeira, ainda empregado em algumas partes das terras bíblicas, só passou por ligeiras transformações no decorrer dos séculos, como mostra claramente uma comparação de representações de arados, constantes de monumentos antigos, e até mesmo de tabuinhas de argila. O arado não estava nem equipado de rodas, nem era feito para abrir sulcos; simplesmente arranhava a superfície do solo a uma profundidade de c. 8 a 10 cm. Excetuando-se a relha, que era de metal, o arado era todo de madeira. (Compare com 1 Samuel 13:20; 1 Reis 19:19, 21; Isa. 2:4.) Um bastão, a que se prendia a relha, constituía a parte principal do arado. Relhas (em realidade pontas afiadas) de arado, de cobre e de bronze, que têm sido encontradas em escavações feitas na Palestina, em geral se apresentam com bastantes mossas, devido ao uso.
Podadeiras são especificamente mencionadas na Bíblia, com referência à poda da videira. (Isa. 18:5) Visto que as Escrituras se referem à conversão de lanças em podadeiras e, por contraste, de podadeiras em lanças, este instrumento parece ter consistido em uma lâmina afiada com uma faca, presa a um cabo, e pode ter sido similar a uma foice. — Isa. 2:4; Joel 3:10.
Foices eram usadas principalmente para ceifar o cereal em pé, embora a Bíblia também fale de se meter a foice para ceifar a videira. (Joel 3:13; Rev. 14:18) As foices encontradas na Palestina são ligeiramente curvas. Alguns tipos consistem em lascas chanfradas de pederneira que eram agrupadas e fixadas com betume numa armação, quer de madeira, quer de osso. Lâminas de ferro para foices também têm sido encontradas, e estas eram presas a um cabo por meio de rebites, de uma espiga ou de um encaixe.
O trenó debulhador visava separar os grãos das espigas do cereal. O implemento utilizado
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