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  • Como encara a autoridade?
    A Sentinela — 1972 | 1.° de novembro
    • que sabia disso, Satanás passou a acusar Deus de mentir, para manter os humanos sob a Sua autoridade, e afirmou que a vida deles não dependia da obediência, e, de fato, haveria novos aspectos da liberdade à disposição deles, se desafiassem a regência de Jeová. Esta é a mesma premissa falsa que Satanás continua a usar hoje, ao desviar os homens de todas as formas de autoridade. Faz-se parecer que o proceder de autodeterminação e independência seja atraentemente preferível a ser governado pelos desejos de outros. Se Satanás puder conseguir que alguém se agaste mesmo apenas um pouco sob a autoridade, então o caminho estará aberto para uma rebelião mais séria no futuro. — Gál. 5:9.

      OUTROS FATORES QUE INFLUEM NO MODO DE ENCARÁ-LA

      8. Como influi o exemplo na maneira de se encarar a autoridade?

      8 Há diversos outros fatores que podem influir no modo de se encarar a autoridade. É bom aperceber-se deles, para que não desencaminhem nossa maneira de pensar na direção seguida pelos demais deste sistema. Temos o caso do exemplo péssimo dado pelos adultos em autoridade ou pelos que deviam defendê-la. Funcionários públicos tais como os policiais, professores e carteiros, os pais e até mesmo os clérigos advogam ostensivamente a lei e a ordem, mas amiúde não querem acabar com as suas próprias ações ilegais. Isto tem induzido muitos a concluir que a lei só precisa ser obedecida se não resultar em inconveniências pessoais e não interferir nos próprios interesses egoístas. Por isso verificamos que sonegam impostos e tarifas por meios astutos, violam as leis do trânsito, quando acham que podem safar-se com isso, furtam dos seus patrões, por falsificarem as contas de despesas ou por levarem pertences da firma. Participam em greves ilegais, acompanhadas por difamações e demonstrações emocionais, amiúde envolvendo violência. Os adultos usam também amiúde termos depreciativos para com os agentes da lei e autoridades eleitas, e até mesmo estas autoridades denunciam publicamente seus oponentes políticos dum modo pouco lisonjeiro, dando assim um péssimo exemplo aos jovens. Quando os adultos se comportam assim, não é de se esperar que os observadores jovens tenham pouco respeito pelas suas demandas de mais respeito? — Pro. 26:22.

      9. De que modo têm homens abusado de sua autoridade?

      9 Outro fator que influencia alguns no seu modo de encarar a autoridade é que os em autoridade amiúde abusam do poder que têm. O pai, chefe divinamente autorizado da família, pode tornar-se tirano. Escândalos públicos nos fazem saber da prática comum do suborno de policiais e políticos. (Pro. 29:4) Líderes políticos amiúde enganam o público com declarações que depois se mostram invertidas, e assim resulta uma “lacuna de credibilidade”. Obter uma sentença favorável num tribunal demasiadas vezes é apenas para os que podem conseguir um advogado “bom”, e pelos empenhos de tais advogados inescrupulosos podem até mesmo “comprar” a isenção da punição por crimes cometidos. As minorias sofrem. Em outros casos, há homens claramente perversos que usam mal a autoridade por meio da força, tais como Hitler e outros déspotas que surgiram em anos recentes.

      10. Como tem a apatia por parte de autoridades estimulado o desrespeito?

      10 Observar-se a apatia ou a falta de ação por parte das autoridades contribui para o sentimento de desprezo pelas normas duplas de se fazer justiça. É do conhecimento geral que em muitos países o submundo do crime é quase imune aos processos criminais, sendo até mesmo chamado de “intocáveis” pelo público nos Estados Unidos. Esta apatia incentiva outros a seguir um proceder contrário à lei. O Senador McClellan salientou isto nos seus comentários adicionais sobre o motivo do aumento do crime nos Estados Unidos: “O crime sem punição gera mais crime. . . . a probabilidade de se ser preso, condenado e punido por um crime sério é menos de uma em vinte.” (U. S. News & World Report, 16 de março de 1970, páginas 18, 19) Isto confirma o que foi dito pelo sábio Rei Salomão: “Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos dos homens ficou neles plenamente determinado a fazer o mal.” — Ecl. 8:11.

      11. Que perguntas suscita o que se acaba de mencionar?

      11 Em suma, podemos ver que diversas coisas influem na maneira em que se encara a autoridade. A influência de Satanás, as próprias tendências carnais do homem, os maus exemplos humanos, o abuso do poder e a falta de ação, tudo isto contribui para fazer com que as pessoas criem o sentimento de rebelião para com a autoridade. De fato, ‘homem tem dominado homem para seu prejuízo”. (Ecl. 8:9) Em vista de tal quadro desagradável do exercício da autoridade, durante os anos, muitos usam estas coisas para justificar o proceder que. adotam em oposição à autoridade, quando violam as leis ou se empenham em diversas formas de dissensão. Mas, devem estas coisas desequilibrar nossa maneira de encarar a autoridade e a finalidade que serve? Devem induzirmos a nos rebelarmos francamente contra o que consideramos ser males perpetrados contra os que estão sujeitos à autoridade? Devem criar em nós ressentimentos de modo menos evidente e tornar-nos prontos para desobedecer à autoridade sempre que achamos que ninguém nos vê ou que nos ‘podemos safar com isso’?

      12. Como podemos aprender a maneira correta de encarar a autoridade?

      12 Uma coisa que deve ser evidente das observações feitas até agora é que “não é do homem que anda o dirigir o seu passo”. (Jer. 10:23) Portanto, o cristão precisa ser guiado pelo seu Criador, na sua maneira de encarar as autoridades contemporâneas e a autoridade em geral. O conceito correto é esclarecido de dois modos: (1) pela observação dos princípios físicos que demonstram o valor e a necessidade de autoridade, conforme encontrados nas leis da criação, e (2) por se aprenderem princípios corretos, fornecidos na revelação escrita do Criador, a Bíblia Sagrada, sobre a Sua maneira de encarar a autoridade. Podemos aqui recapitular brevemente alguns destes princípios.

      CONCEITO CORRETO DA AUTORIDADE É SUGERIDO PELA CRIAÇÃO

      13. (a) Como exerce seu corpo autoridade sobre a sua pessoa? (b) Como reage às demandas de seu corpo?

      13 Somos governados por certas leis físicas que restringem nossas ações ou nos obrigam a fazer coisas. Em alguns casos, isto é bastante obrigatório. Por exemplo, seu corpo o ‘influencia’ ou ‘demanda’, com inegável autoridade, que ingira combustível, isto é, alimento. Se quiser continuar a viver, terá de comer. Seu corpo precisa também livrar-se dos resíduos produzidos pelo metabolismo. Dá-lhe como que uma ordem de autoridade para eliminar. Considere sua necessidade de sono, ar e água. Seu corpo lhe dá ordens, e por fim o obrigará a obter estas coisas, mesmo que não as queira. Acha que se lhe tirou a liberdade por causa destas coisas? Vai rebelar-se e tornar-se violento contra seu corpo, só por que ele exerce uma forma de autoridade sobre sua pessoa? Isto seria absurdo, não seria? Os que tentam violar estas leis físicas apenas prejudicam a si mesmos. No entanto, a aderência correta a elas é benéfica e pode realmente dar prazer. Quem não gosta duma boa noite de sono, duma gostosa refeição ou dum copo de água fria num dia quente?

      14. Dê um exemplo da autoridade exercida pela lei da criação.

      14 O mesmo se dá com as leis fora de nosso corpo e às quais temos de obedecer. A existência de escadas e de elevadores é um lembrete constante do poder que a gravidade tem sobre nós. Negaria a autoridade da gravidade por sair pela janela dum décimo andar, em vez de usar a escada? Embora estas leis sejam inflexíveis e contínuas no seu efeito, quem negaria que são realmente bastante benéficas? A gravidade retém a atmosfera da terra’ os oceanos e outras coisas tão necessárias para a vida. Se reconhecermos as leis da criação e cooperarmos com elas, verificaremos que podem ser usadas ainda com mais proveito e prazer. Por exemplo, os homens reconheceram a autoridade da lei da gravidade, estudaram-na junto com outras leis aplicáveis e por fim inventaram o avião. Isto não é rebelião contra a autoridade da gravidade, assim como tampouco é a existência de aves ou de insetos voadores. Estes apenas cooperam em harmonia com leis divinamente instituídas, com proveito para os que as reconhecem.

      15. (a) Como se demonstra nas normas do universo que há autoridade? (b) Quais são algumas normas que influem hoje na nossa vida?

      15 Outro campo em que a autoridade nos traz verdadeiro benefício é o da uniformidade do universo. O corpo humano ilustra isso. Seus órgãos, com raras exceções, sempre são encontrados no mesmo lugar, e todos os membros externos do corpo são arranjados simetricamente. Imagine o caos que resultaria na prática da medicina, e especialmente na cirurgia se não se pudesse esperar que o apêndice de alguém esteja no mesmo lugar que nas outras pessoas! Que aconteceria se as nossas pernas tivessem costumeiramente comprimentos diferentes? Mas, isto não se dá. Um projetista, com autoridade para isso, já padronizou nosso corpo para nós. O salmista bíblico, Davi, disse em admiração: “E todas as suas partes estavam assentadas por escrito no teu livro.” (Sal. 139:14-16) Não ficou entregue a nós decidirmos estas coisas. Contudo, dentro dos limites de Suas normas, Ele admitiu uma infindável variedade e liberdade de escolha, para nosso prazer. Aplicando o princípio da uniformidade à vida atual, encontramos benefícios e a clara necessidade de alguma autoridade para determinar as normas. Precisam decidir-se pesos, medidas e valores monetários, bem como o lado da rua em que se deve andar. É evidente o que aconteceria se cada um fizesse como bem entendesse. Portanto, o exercício da autoridade elimina a confusão e fornece uma medida de segurança, por determinar certas normas.

      16. Quais são alguns dos benefícios derivados pelos homens do exercício da autoridade?

      16 Nossa breve recapitulação de algumas leis da criação nos mostrou que o exercício da autoridade por meio delas contribui para nos manter vivos e provê uma existência ordeira. Não restringe a liberdade no verdadeiro sentido, quando reconhecemos sua direção e cooperamos em harmonia com ela. A autoridade evidente na criação realmente contribui para nossa alegria de vida

      O CONCEITO CORRETO DA AUTORIDADE PROVÉM DO CRIADOR

      17. O que há no homem que torna necessária a autoridade? Ilustre isso.

      17 O arranjo de autoridade feito por Deus, para guiar criaturas inteligentes, é necessário, porque lhes deu algo que só o Criador onipotente podia dar, a saber, a capacidade de escolherem seu próprio rumo, o “livre arbítrio”. Ele se apercebe de que esta liberdade lhes dá uma escolha entre alternativas, algumas das quais talvez não sejam nos melhores interesses de quem as escolhe ou de outros. Por isso, precisa-se duma forma de orientação, para que as criaturas inteligentes possam viver em paz e eqüidade. Como ilustração, um homem talvez queira construir seu lar em certo lugar bonito, mas, infringiria a sua escolha a liberdade de outros? O lugar talvez já tenha sido escolhido por outro ou talvez seja um bom local para um parque comunitário, em benefício de todos da localidade. É bem evidente que precisa haver um meio de se decidir o que é melhor para todos, visto que os homens precisam coexistir com outros homens. A maneira de Deus fazer isso é através do princípio da chefia.

      18. Como providenciou Jeová o exercício da autoridade? O que mostra isso a respeito de Jeová?

      18 O princípio da chefia é ilustrado em 1 Coríntios 11:3: “Quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus.” Quando se amplia isso para incluir todas as criaturas inteligentes e suas atividades, este princípio permeia o arranjo de Jeová para governar o universo, inclusive a nós aqui na terra. Demonstra uma cordial preocupação com Suas criaturas, não uma altivez desinteressada. É a preocupação de um pai amoroso com seus filhos. O apóstolo Paulo escreveu: “Deus vos trata como a filhos. . . . pois Jeová disciplina aquele a quem ama.” (Heb. 12:6, 7) o exercício da autoridade por Jeová pode ter a forma de disciplina ou conselho necessário, assim como quando um pai humano os dá aos seus filhos. No entanto, mostra que ele se importa, que está interessado e que deseja o melhor para aquele que recebe sua orientação. E produz uma relação pacífica com Deus e com o próximo, assim como o apóstolo prossegue, dizendo: “Depois dá fruto pacífico, a justiça, aos que tem sido treinados por ela [a disciplina].” — Heb. 12:11.

      NECESSIDADE DE AUTORIDADE CIVIL

      19. (a) Para que fim servem as autoridades civis? (b) O que recebemos das autoridades civis e o que damos em troca?

      19 Embora o pleno benefício do arranjo governamental de Jeová tenha sido temporariamente interrompido com respeito ao governo terrestre, ele reconhece que precisa haver alguma forma de autoridade, até que se restabeleça plenamente a sua regência. Portanto, verificamos que se disse aos cristãos que “estejam sujeitos e sejam obedientes a governos e autoridades [civis, existentes,] como governantes”, em vez de se rebelaram contra eles por causa de suas imperfeições. (Tito 3:1) Estas “autoridades” ajudam a manter certa medida de ordem na sociedade, sem a qual haveria um caos resultante da anarquia. Neste respeito, as autoridades refletem o que remanesce da consciência do homem, dada por Deus. (Rom. 2:14, 15) Elas têm a necessária autoridade para manter certo grau de ordem em campos tais como os serviços públicos (saúde pública, abastecimento de água, correio, construção de estradas, educação); combate ao crime e ao fogo, e proteção judicial; auxílios governamentais e legislação preventiva (construção, prevenção de incêndios, saúde pública, poluição, gêneros alimentícios, remédios, trânsito). Em reconhecimento destes benefícios, o cristão dá às autoridades seculares sujeição relativa e impostos. (Rom. 13:6, 7; Mar. 12:17) Em resultado, na maior parte, pode continuar “a levar uma vida calma e sossegada, com plena devoção piedosa e seriedade”, sob homens “em altos postos”, as autoridades governamentais. — 1 Tim. 2:2.

      20. Como encara o cristão maduro a autoridade?

      20 Portanto, como encara o cristão maduro a autoridade? Primeiro, reconhece que ela é necessária em todos os aspectos de sua existência. Vê no exercício dela pelo Criador um interesse amoroso no bem-estar de Suas criaturas. Reconhece que as autoridades seculares servem agora no propósito geral do Criador e que foram “colocadas por Deus nas suas posições relativas”. (Rom. 13:1, 2; João 19:11) Reconhece que é necessário estar em sujeição relativa à autoridade exercida pelos que ocupam várias posições na vida secular — o professor, o patrão, o policial, o Juiz e o coletor de impostos. Continua a manter este conceito piedoso apesar dos aparentes abusos e das faltas das atuais autoridades, sabendo que “alguém que é mais alto do que o alto está vigiando, e há os que estão alto por cima deles”. (Ecl. 5:8; Pro. 15:3) Continua confiante em que é da vontade de Jeová exercer sua autoridade amorosa por meio duma “administração no pleno limite dos tempos designados”. (Efé. 1:10) Aguarda o tempo em que “toda a autoridade no céu e na terra” será administrada por Jesus, por intermédio de servos cristãos fiéis, semelhantes aos que agora trabalham arduamente entre ele e seus irmãos cristãos. — Mat. 28:18.

  • Como seu modo de encarar a autoridade influi na sua vida
    A Sentinela — 1972 | 1.° de novembro
    • Como seu modo de encarar a autoridade influi na sua vida

      1. Até que ponto influi na nossa vida nosso modo de encarar a autoridade, e como podemos saber de que modo a encaramos?

      A MAIORIA de suas relações com outros e a felicidade que deriva delas é influenciada pelo seu modo de encarar a autoridade. Influi nas associações familiares, religiosas e seculares, que abrangem quase cada hora de cada dia. O importante a lembrar-se nestas relações não é apenas que reconhece a autoridade, mas como encara esta autoridade. Considera-a necessária e em muitos casos como provisão amorosa para seu benefício? Ou considera-a como algo a ser evitado, quando se torna inconveniente ou é contrária ao que deseja? Poderá obter uma avaliação clara de seu modo de encarar a autoridade por recapitular brevemente os pontos de sua vida em que ela influi, considerando situações que possam surgir, em resultado do modo como a encara. Estas relações podem ser divididas de modo geral em dois grupos, as de fora e as de dentro da congregação cristã. Vamos examiná-las individualmente.

      AUTORIDADE GOVERNAMENTAL

      2. (a) Como se torna evidente a maneira em que se encara a autoridade governamental? (b) Qual é a maneira correta de se encarar tais autoridades?

      2 Sua maneira de encarar a autoridade governamental costuma mostrar-se pelo modo em que encara os representantes do governo sob o qual vive. Poderá entrar em contato com representantes dele, tais como policiais, juízes, funcionários do governo, coletores de impostos ou professores. Nos tratos com tais autoridades fora da congregação cristã, demonstra-se o conceito correto pelo reconhecimento e pela aceitação do princípio da sujeição relativa. Existe a tendência comum de encarar as autoridades como sendo inerentemente más e assim de desrespeitá-las. Este desrespeito amiúde se evidencia em não se obedecer ao que parece ser desnecessário ou a leis injustas, tais como certos regulamentos de trânsito, ou por se empenhar em “pequenas” desonestidade relacionadas com tarifas e impostos. Ou pode tomar a forma de se darem nomes derrogatórios de gíria aos policiais e a outros representantes do governo. Sobre esta última prática, é interessante notar o que Salomão aconselhou aos judeus no reino de Israel: “Não invoques o mal sobre o próprio rei nem mesmo no teu quarto de dormir.” (Ecl. 10:20; Atos 23:5) E Pedro mostrou que os cristãos devem aplicar este princípio aos atuais governantes seculares: “Honrai a homens de toda sorte, . . . dai honra ao rei.” — 1 Ped. 2:17.

      3. Por que é importante desenvolver agora a maneira correta de se encarar a autoridade governamental?

      3 Por que é isto tão importante, visto que estas autoridades são parte dum sistema desvanecente? É por causa do modo de encarar ou do conceito mental para com a autoridade que cultiva não só em nós, mas também em nossos filhos e nos com quem nos associamos. As autoridades governamentais existentes atuam agora como “ministro de Deus para ti, para teu bem”, e precisam ser encaradas assim, não importa quão imperfeitos sejam os administradores individuais. Assumir atitude contra elas, mesmo em questões pequenas, significaria tomar “posição contra o arranjo de Deus” para o nosso tempo. (Rom. 13:2, 4) Na nova ordem de Jeová precisaremos encarar de modo certo a autoridade assumida pelo governo do Reino, sem dúvida por intermédio de administradores terrestres. Naquele tempo, estes poderão ter de tratar de grande parte daquilo que agora consideramos ser funções seculares. Certamente não seria sábio continuar numa atitude de desrespeito para com os homens designados para administrar tais coisas sob o governo de Deus.

      4. Dê um exemplo do conceito equilibrado sobre a autoridade secular sem se transigir nos princípios cristãos.

      4 Mesmo nas esferas em que a autoridade secular e a autoridade de Deus parecem estar em conflito, é sábio mostrar respeito para com a autoridade governamental, tanto quanto possível. Por exemplo, seu filho talvez curse uma escola em que as autoridades educativas exigem que as crianças aprendam a teoria da evolução. Seria correto falar ao seu filho com menosprezo a respeito do professor e assim cultivar nele o desrespeito por esta autoridade? Não; antes, poderá explicar que o cristão deve mostrar o devido respeito pela autoridade por escutar o que se ensina, reconhecendo que se exige do professor que ensine tal matéria. Poderá salientar também que isto não significa que se precisa crer em tudo o que se ouve, assim como tampouco se precisa concordar com os conceitos do partido político em poder, só porque exerce autoridade. (Pro. 14:15) Um conceito correto e equilibrado sobre a autoridade do professor é assim mantido sem se transigir nos princípios cristãos.

      5. É sábio envolver-se na rebelião contra as autoridades constituídas, e por quê?

      5 Tampouco é sábio deixar-se levar pelas tendências atuais de dissidência para com as autoridades civis existentes. Provérbios 24:21, 22, fala a respeito dos “que estão a favor duma mudança” da administração do rei ungido de Jeová. O conselho dado é: “Não te metas com os [tais] . . . Porque o seu desastre surgirá tão repentinamente, que da extinção daqueles que estão a favor duma mudança quem se aperceberá?” Este princípio certamente poderá ser aplicado pelos cristãos confrontados com a moderna rebelião contra a autoridade, rebelião que amiúde assume a forma de violência. Os mais prejudicados costumam ser os próprios perturbadores. O cristão aguardará que Jeová solucione os males da humanidade, quando Seu reino, como ‘pedra cortada sem mãos’, golpear e esmiuçar “todos estes reinos”, sem qualquer ação da nossa parte. — Dan. 2:34, 44.

      EMPREGO

      6. (a) Como encaram alguns a autoridade de seu patrão? (b) Pode-se justificar tal conceito? Por quê?

      6 Neste velho sistema de coisas, a atitude costuma ser a de fazer o menos possível para o patrão secular, apenas o suficiente para “arranjar-se”. Às vezes se ouve os empregados gabar-se de quão pouco podem fazer no trabalho e “conseguir safar-se com isso”. Alguém que sabe o que a Bíblia indica sobre o futuro próximo talvez até mesmo raciocine: “A firma será de qualquer modo destruída em breve no Armagedom, portanto, por que trabalhar duro para perpetuá-la?” Talvez use até mesmo esta espécie de raciocínio capcioso ao ponto de gastar tempo com outras coisas, quando não é observado, tais como preparar um discurso bíblico ou pregar a outros empregados durante as horas em que concordou trabalhar para seu patrão. Devia perguntares: “É isto honesto? É justo para com meu patrão? Se eu perguntasse ao meu patrão se posso fazer estas coisas, qual seria a resposta dele?” Quer o próprio patrão seja desonesto ou injusto, quer não, isso não entra na questão. Qualquer atividade além daquela que concordou em fazer para seu patrão durante o tempo que ele lhe paga tornaria suspeito seu modo de encarar a autoridade dele. Alguém que faz tais coisas não gostaria de considerar-se ladrão, mas, não significam as suas ações que toma desonestamente o tempo pelo qual o patrão lhe paga? — Heb. 13:18.

      7. (a) Como são alguns influenciados por outros no emprego? Ilustre isso. (b) Como se mostra a maneira correta de se encarar a autoridade no emprego?

      7 Outro assunto relacionado em que convém pensar é o seguinte: “Permiti que os outros empregados influenciassem meu modo de encarar a autoridade do patrão? Sigo os maus hábitos deles, de vir trabalhar tarde e parar cedo, ou de simplesmente ‘fazer cera’?” O conselho bíblico a respeito da relação da pessoa com seu “dono” ou patrão é: “[Que] lhes agradem bem, . . . não praticando furto, mas exibindo plenamente uma boa fidelidade, para que [os cristãos] adornem o ensino de nosso Salvador, Deus, em todas as coisas.” (Tito 2:9, 10; Col. 3:22, 23) Alguém pode ‘praticar furto; de outras maneiras, do que por tirar dinheiro ou coisas do patrão, conforme se acaba de mostrar. Também, quando alguém, sem conhecimento do patrão, tira “licença paga por doença” quando realmente não está doente, mostra desrespeito para com a autoridade do patrão, bem como para com as leis de Jeová sobre o mentir e o furtar. Nestas coisas consideradas “pequenas” pelos empregados em geral, pode-se mostrar como se encara a autoridade e se se tem as características cristãs que Jeová deseja nos que hão de viver na Sua nova ordem. Pode-se mostrar o conceito correto da autoridade por se ter alegria nas consecuções, dominando bem o trabalho e tornando-se eficiente nele, desenvolvendo assim bons hábitos para o futuro, quando se estará sob a autoridade de superintendentes justos de Jeová.

      AUTORIDADE FAMILIAR

      8. (a) A quem cabe a responsabilidade pela maneira em que o filho encara a autoridade? (b) É mais fácil ser pai ou mãe negligente na administração de disciplina?

      8 Passando para as relações dentro da congregação, chegamos às existentes entre pais e filhos. Quanto à autoridade parental, não cabe ao filho desenvolver por conta própria o conceito correto. A iniciativa precisa ser tomada pelos pais, especialmente nos primeiros anos formativos do filho. Isto significa fazer o que o Provérbio (13:24) aconselha: “Aquele que . . . ama [seu filho] está à procura dele com disciplina.” Quando a disciplina é necessária, levá-la a cabo, cada vez, com correção e conselho bem pensados, costuma desenvolver nos filhos excelente respeito pela autoridade parental. Entretanto, para muitos pais, isto parece simplesmente trabalho demais, quando querem descansar dos cuidados resultantes de outros aspectos de sua vida. O progenitor perspicaz, porém, olha para além do trabalho imediato de disciplinar seu filho. Vê os benefícios acalentadores que o filho que desenvolveu o modo correto de encarar a autoridade pode trazer a toda a família. Salomão disse: “Castiga teu filho e ele te trará descanso e dará muito prazer à tua alma.” (Pro. 29:17) Assim, o filho mostrará ser realmente motivo de satisfação e causará menos trabalho ao pai ou à mãe disposto a fazer o esforço, nas primeiras fases da vida dele, para incutir nele profundo respeito pela autoridade parental.

      9. (a) Têm os filhos apreço pelos pais que não exercem autoridade? (b) Que alcance tem o cultivo do respeito pela autoridade nos filhos por parte dos pais?

      9 O progenitor transigente com seu filho, deixando-o fazer o que bem entende, em vez de exercer a autoridade parental quando necessária, verificará que resulta o seguinte: “Se alguém está mimando o seu servo desde a infância, este se tornará posteriormente na vida até mesmo um ingrato.” (Pro. 29:21) Os jovens têm pouco para agradecer ao pai ou à mãe que não mostra bastante interesse em dar de si mesmo com disciplina, em vez de dar do bolso coisas materiais. Os pais são na maior parte responsáveis pela maneira em que seu filho encara a autoridade, e encontra-se pouca simpatia na Palavra de Deus para com os que dizem: “Não consigo controlar meu filho.” A maneira em que os jovens encaram a autoridade parental influi profundamente no modo em que também encaram a autoridade fora da família; portanto, os pais devem refletir bem, da próxima vez, antes de preferirem “descansar” em vez de dar a necessária disciplina.

      10. Como pode a esposa cristã melhorar a maneira em que os filhos encaram a autoridade, e com que benefícios para si mesma?

      10 Outra coisa que influi muito na maneira em que os jovens encaram a autoridade

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