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Obtendo coragem da palavra de DeusA Sentinela — 1964 | 15 de março
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que lhe julgava a vida. Também tem inspirado coragem em milhares de testemunhas cristãs de Jeová neste século vinte, para permanecerem firmes pela verdadeira adoração. — Heb. 12:2; Atos, cáp. 7.
21. O que é que possibilita o cristão a ser corajoso em face dos tempos críticos com que se confrontam todos os homens?
21 É a mesma Palavra de Deus que fortalece a pessoa para agir corajosamente em face da ameaça de guerra, de escassez de víveres, de amedrontadores terremotos e de crimes selvagens, sendo que tudo isto prevalece hoje no mundo. Estas coisas tocam na vida dos cristãos, assim como tocam na do resto do mundo. Êles também podem ser expulsos dos seus lares pelos agressores em tempo de guerra, podem perder seus bens em terremotos, podem confrontar-se com racionamento de víveres e podem ter que exercer grande precaução por causa do crime prevalecente. Todavia, seus pontos de vista são diferentes dos do resto do mundo. Fortalecidos pelo conhecimento das Escrituras, êles podem dizer como Jesus disse: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos o levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” (Luc. 21:28) Reconhecem nestas coisas a evidência da brevidade do fim dêste velho mundo iníquo e a chegada do novo mundo justo de Deus. Êste conhecimento lhes dá coragem, não sòmente para enfrentarem as durezas que todos enfrentam em comum, mas também para falarem como advogados do reino de Deus.
22. Que confiança pode ter o povo de Jeová quanto à sua relação com Deus e como mantém firme tal confiança?
22 Dando ouvido a Deus, sabem que êle se interessa por êles. Sabem que podem invocá-lo em oração e que êle os ouvirá. (Sal. 145:18) Êle os guarda amorosamente como um pastor cuida do seu rebanho. Não importa em que situação se encontrem, têm confiança de que, enquanto continuarem a dar ouvido a Deus e a atender o seu conselho amoroso, nada há que os poderá “separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus”. (Rom. 8:31-39) Por conseguinte, continuam sàbiamente a nutrir suas mentes e corações na Palavra de Deus, estudando-a e meditando sôbre seus preceitos cada dia. Por fazerem isto em fé, podem dizer, ‘tenhamos boa coragem e digamos: “Jeová é o nosso ajudador; não teremos mêdo.”’ — Heb. 13:6.
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Perseverança corajosa no serviço de DeusA Sentinela — 1964 | 15 de março
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Perseverança corajosa no serviço de Deus
1, 2. De que benefi̇́cio nos é o registro da vida de homens fiéis que se encontra na Bíblia?
ALÉM de inspirar coragem mediante informar-nos sôbre a grandeza de Deus e mediante familiarizar-nos com a vontade divina, há outro modo em que a Bíblia nos dá coragem para fazermos a vontade de Deus. Qual é? Pelo registro da vida de homens de fé. Por conseguinte, as Escrituras não sòmente esboçam as coisas que Deus requer dos que são seus servos, mas também provêem verdadeiros exemplos de vida pelo modo em que os que temiam a Deus ganharam o seu beneplácito. Podemos ver o que êles fizeram quando confrontados com situações semelhantes às nossas e como Jeová os abençoou. Dêste modo somos animados a agir corajosamente, não nos eximindo do serviço de Deus.
2 O apóstolo Paulo indicou esta fonte de encorajamento, quando escreveu o seguinte: “Visto que temos a rodear-nos uma tão grande nuvem de testemunhas, ponhamos também de lado todo pêso e o pecado que fàcilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus.” (Heb. 12:1, 2) Então, ao passo que lemos na Bíblia a respeito da vida desta grande nuvem de testemunhas dos tempos pré-cristãos, bem como a respeito de Jesus Cristo e dos primitivos cristãos, tiremos benefício do exemplo dêles e sejamos estimulados a prosseguir corajosamente na carreira que se nos apresenta.
3. Quem são os que Jeová usa como seus servos?
3 Entretanto, em vez de se empenharem na carreira, muitos são os que dela se eximem, quando vêem que se lhes apresenta responsabilidade no serviço de Deus. Talvez se sintam indignos; talvez achem que não estão qualificados; talvez temam que não poderão viver à altura do que Deus requer. Se esta for a sua situação, olhe para os cujo registro Deus preservou na Bíblia para nossa instrução. A quem foi que Deus escolheu para servi-lo? “Pois observais a vossa chamada da parte dêle, irmãos, que não foram chamados muitos sábios em sentido carnal, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre estirpe; mas Deus escolheu as coisas tôlas do mundo, para envergonhar os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo, para envergonhar as coisas fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo e as coisas menosprezadas, as coisas que não são, para reduzir a nada as coisas que são, a fim de que nenhuma carne se jacte à vista de Deus.” (1 Cor. 1:26-29) Deus não está usando os que são sábios aos seus próprios olhos, mas os que olham para êle em busca de orientação. Êle não mostra favor aos que confiam em si mesmos, mas aos que têm fé nêle. Não é quem faz melhor do que todo o mundo que lhe agrada, mas o que cuida, com interêsse pessoal, do progresso dos seus irmãos cristãos. Os que servem a Jeová são os que o amam o bastante para querer fazer a Sua vontade. — Sal. 25:4, 5, 9, 12; Fil. 2:4.
4. Cite exemplos que mostrem que tipo de pessoas serviram a Jeová e tiveram a sua aprovação.
4 Moisés foi um homem assim. Embora tivesse um impedimento na fala e estivesse com oitenta anos quando foi chamado, êle atendeu à chamada. (Êxo. 4:10-12; 7:7) Gideão, embora fôsse o ‘menor na casa de seu pai’, estava disposto a servir e Jeová o susteve. (Juí. 6:15, 16) Amós era um simples pastor, um boieiro e apanhador de figos e de sicômoros, mas êle se tornou um profeta de Deus. (Amós 7:14, 15) Houve também Pedro e André, Tiago e João, pescadores da Galiléia. Eram homens “indoutos e comuns”, mas Jesus os escolheu para apóstolos seus. (Mat. 4:18-22; Atos 4:13) Uns poucos, tais como Paulo, tinham considerável instrução. Mas outros tinham tido um passado desagradável, tendo-se empenhado em crime e em vida desenfreada. Todavia, quando se dedicaram a Deus, para o servir, quer tivessem sido sábios segundo o mundo quer iníquos, deixaram para trás aquelas coisas e criaram vida nova no serviço de Deus. — Fil. 3:4-8; 1 Cor. 6:9-11.
5. Que pensamentos devem ajudar a pessoa a ter o ponto de vista correto para com a participação no serviço de Jeová?
5 O que é importante não é o que a pessoa foi antes de ter conhecimento da vontade divina, mas o que ela é agora. Tem o leitor firme fé em Jeová Deus e na sua Palavra? Ama-o de todo o seu coração? Deseja viver no seu justo nôvo mundo? (Heb. 11:6; Mar. 12:29, 30; 2 Ped. 3:13, 14) Então não há motivo para hesitação. Não se refreie de servir a Deus porque, do ponto de vista humano, acha que fracassará. Antes, considere por que é que Jeová usa a nós humanos com tôdas as nossas fraquezas. “Temos êste tesouro em vasos de barro”, escreveu o apóstolo Paulo, “para que o poder além do normal seja o de Deus e não o de nós mesmos”. (2 Cor. 4:7) Corajosamente, pois, com confiança em Deus, copiemos o exemplo do Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus, batizando-nos em símbolo de nossa dedicação a Jeová Deus e compartilhando na obra de pregação que Deus deu para os seus servos fazerem.
PREGADORES DO REINO DE DEUS
6. Para que atividade treinou Jesus os que se tornaram seus seguidores?
6 Esta é uma responsabilidade que descansa sôbre os ombros de todos os que aceitam a misericórdia imerecida de Deus. Quão fortemente é-nos ela frisada ao passo que estudamos o registro da vida evangélica de Cristo! “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”, convidou Jesus. “Sê meu seguidor”, disse êle. “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sôbre vós meu jugo e tornai-vos meus discípulos.” E o que deviam fazer seus seguidores? Compartilharem no trabalho que o próprio Jesus estava fazendo, pregando e dizendo: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 4:19; 9:9; 11:28, 29; 4:17) Como seus discípulos, aprenderam dêle e logo se tornaram suficientemente experientes no ministério, podendo ser enviados a sós. Primeiro êle enviou os doze com as seguintes instruções: “Ao irdes, pregai, dizendo: ‘O reino dos céus se tem aproximado.’ (Mat. 10:5, 7) Mais tarde êle designou setenta outros e os enviou com incumbência similar. — Luc. 10:1-11.
7. (a) Na vida de Jesus, quão importante era a pregação? (b) Portanto, como chegaram seus discípulos a considerar tal obra?
7 Jesus estava tão imbuído na obra de pregação que mais tarde êle disse ao Governador Pilatos que a própria razão de ter nascido, o propósito pelo qual tinha vindo ao mundo, era para “dar testemunho da verdade”. (João 18:37) Subentende-se que os que eram seus discípulos tinham o mesmo sentimento de urgência, tanto assim que, quando as autoridades lhes mandaram parar de pregar, êles disseram: “Se é justo, à vista de Deus, escutar antes a vós do que a Deus, julgai-o vós mesmos. Mas, quanto a nós, não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” (Atos 4:19, 20) Êles sabiam bem que, pouco antes de os deixar, Jesus tinha dito: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de tôdas as nações.” E as suas últimas palavras antes de ascender ao céu, foram: “Sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em tôda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” (Mat. 28:19, 20; Atos 1:8) Era-lhes perfeitamente claro que ser seguidor de Jesus queria dizer ser pregador.
8. Ao escrever aos coríntios, o que disse o apóstolo Paulo referente à responsabilidade do cristão como pregador?
8 Tão fortemente o apóstolo Paulo sentiu a obrigação que descansa sôbre todos os que seguem as pisadas de Jesus Cristo, que êle escreveu o seguinte aos seus companheiros cristãos de Corinto: “Se eu, agora, estou declarando as boas novas, não é razão para me jactar, pois me é imposta a necessidade. Realmente, ai de mim se eu não declarasse as boas novas! Se eu realizar isso espontâneamente, tenho uma recompensa; mas, se eu o fizer contra a minha vontade, mesmo assim fui incumbido duma mordomia.” (1 Cor. 9:16, 17) Todos nós devemos sentir o mesmo senso de responsabilidade. Nisto devemos fazer como Paulo encorajou os cristãos de Corinto: “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo.” (1 Cor. 11:1) Se mantivermos nossos olhos focalizados atentamente em Jesus e nos que foram seus fiéis imitadores, sentiremos a mesma urgência acêrca da pregação das boas novas como eles sentiram.
PERSEVERANÇA CORAJOSA NA OBRA
9. De que importância é a perseverança no ministério?
9 Jesus permaneceu no seu trabalho até que pôde relatar a seu Pai: “Eu te tenho glorificado na terra, havendo terminado a obra que me deste para fazer.” (João 17:4) E esta deve ser a determinação
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