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    A Sentinela — 1978 | 1.° de agosto
    • Quando alguém casado acredita que as práticas sexuais do cônjuge, embora sem envolverem alguém de fora do matrimônio, não obstante, sejam de tal natureza obscena, que significam claramente entregar-se à lascívia ou à devassidão, então esta decisão cabe a ele ou a ela, e é de sua responsabilidade.

      Tal pessoa talvez afirme que as circunstâncias fornecem uma base bíblica para o divórcio. Neste caso, ele ou ela tem de assumir plena responsabilidade perante Deus por qualquer ação de divórcio que possa haver. Não se pode esperar que os anciãos expressem aprovação bíblica) do divórcio, se não tiverem certeza dos motivos. Ao mesmo tempo, não estão autorizados a impor sua consciência a outra pessoa, quando o assunto é duvidoso. (Tia. 4:11, 12) Depois de expressarem o conselho bíblico que acharam apropriado, podem tornar clara, à pessoa envolvida, a seriedade do assunto e a plena responsabilidade que recai sobre ele ou ela, caso haja divórcio. Quando alguém simplesmente procura pretexto para romper o vínculo marital, então ele só pode esperar o desfavor de Deus, porque Ele diz a respeito de tais tratos traiçoeiros com o cônjuge que “ele tem odiado o divórcio”. (Mal. 2:16) “Deus julgará os fornicadores e os adúlteros”, e todo aquele que se divorcia apenas à base dum pretexto e depois se casa de novo não escapará deste julgamento. (Heb. 13:4) Os anciãos podem confiar em que o Senhor “tanto trará da escuridão para a luz as coisas secretas, como tornará manifestos os conselhos dos corações”, no seu tempo devido. (1 Cor. 4:4, 5) Todo aquele que semear engano e traição não deixará de ceifar sofrimento, porque “de Deus não se mofa”. — Gál. 6:7, 8.

      Assim como os anciãos congregacionais concedem aos seus irmãos e às suas irmãs o direito de exercer sua consciência pessoal nos assuntos sobre os quais as Escrituras não são explícitas, os anciãos têm também o direito de usar sua própria consciência quanto a como encaram aqueles que se empenham em ações duvidosas. Se acharem sinceramente que as ações dum membro da congregação, nesses assuntos, são tais que não podem conscienciosamente recomendar a pessoa para qualquer serviço exemplar na congregação, eles têm tal prerrogativa. — 1 Tim. 1:19; 3:2-12; 5:22.

      ● Se os filhos no lar de anciãos ou servos ministeriais forem “acusados de devassidão”, o que decide se o chefe da família pode continuar a servir a congregação num cargo designado?

      As Escrituras são bem específicas no sentido de que os homens casados, que servem na congregação, devem ser exemplares chefes de família. Lemos: “O superintendente, portanto, deve ser . . . homem que presida de maneira excelente à sua própria família, tendo os filhos em sujeição com toda a seriedade; (deveras, se um homem não souber presidir à sua própria família, como tomará conta da congregação de Deus?).” (1 Tim. 3:2, 4, 5) “Os servos ministeriais sejam maridos de uma só esposa, presidindo de maneira excelente aos filhos e às suas próprias famílias.” — 1 Tim. 3:12.

      A congregação espera corretamente que os anciãos, os servos ministeriais e suas famílias sejam exemplos excelentes de vida cristã. (Veja 1 Timóteo 4:12; 1 Pedro 5:3.) Caso deixe de ser assim, isto pode ter um efeito prejudicial sobre o bem-estar espiritual da congregação. Por exemplo, se os filhos de anciãos e servos ministeriais forem relapsos na aplicação de princípios bíblicos, isto pode afoitar outros filhos na congregação a fazer o mesmo e a desculpar sua conduta errada. (Veja 1 Coríntios 8:9-13; 10:31, 32.) A situação fica ainda mais séria quando os filhos de anciãos e servos ministeriais se empenham em grave transgressão.

      Portanto, quando tais filhos causam desgraça à família e à congregação, o corpo de anciãos deve decidir se o pai está qualificado para continuar a servir como ancião ou como servo ministerial. Os próprios sentimentos dele, de que está habilitado para servir, apesar dos acontecimentos na sua família, não influem na decisão tomada pelo corpo de anciãos.

      Para que o homem continue a servir, precisa haver clara evidência de que ele é capaz de dar a necessária ajuda espiritual aos de sua família, e que não foi seriamente negligente neste respeito. O pai atento usualmente pode perceber problemas na sua família antes de ficarem incontroláveis. Como homem que sabe presidir à sua própria família, ele é capaz de tomar as medidas para controlar situações indesejáveis nela. Embora seus filhos possam fazer coisas erradas, ele deve ser capaz de dar-lhes a necessária orientação e disciplina, para que não se tornem ‘devassos’. — Tito 1:6.

      Naturalmente, pode haver ocasiões em que um filho se afasta do caminho da verdade ou cai em transgressão apesar dos esforços elogiáveis do pai, de ajudar espiritualmente a família. Seus outros filhos talvez sejam exemplos excelentes de vida cristã, atestando o bom treinamento parental que receberam. Por outro lado, se um filho menor após outro, enquanto mora em casa, se mete em profundas dificuldades espirituais, ao chegar a certa idade, e lança vitupério sobre a família e a congregação, surge uma séria dúvida sobre se o pai está ‘presidindo de maneira excelente à própria família’. Precisa-se ter então cuidado de não desculpar a situação simplesmente por indicar exemplos bíblicos daqueles que não foram bons, tais como Esaú, os filhos de Samuel e outros. (Gên. 25:27-34; 26:34, 35; 1 Sam. 8:2, 3, 5) Deve ser lembrado que a maioria dos mencionados na Bíblia, como se desviando, eram adultos, plenamente aptos para fazerem as suas próprias decisões. Não estavam sujeitos à mesma espécie de autoridade e orientação que os filhos menores num lar, e é destes que estamos tratando aqui.

      Em vista do perigo espiritual que pode resultar para a congregação, quando os filhos de anciãos ou servos ministeriais se empenham em transgressão que deveras é grave, os homens, cujos filhos estiverem envolvidos nisso, deverão cooperar plenamente com o corpo de anciãos em descobrir os fatos. Não devem minimizar tal grave transgressão de seus filhos, nem tentar ocultá-la, a fim de manterem seu cargo. Também, devem evitar indevida dureza para com os filhos. (Efé. 6:4) Estes pais devem estar sinceramente interessados em ajudar seus filhos transviados em sentido espiritual, ao ponto que as circunstâncias permitirem. A preocupação primária deve ser com a condição espiritual de sua família, e não se eles poderão continuar a servir num cargo designado. — Veja 1 Timóteo 5:8.

      Portanto, se uma grave transgressão de filhos no lar suscitar sérias dúvidas na congregação sobre se o homem preside de maneira excelente à sua família, ele não deverá continuar a servir como ancião ou como servo ministerial. Quando o homem serve como ancião e seus co-anciãos permitem que seu critério e sua decisão sejam influenciados por amizade ou sentimentalismo, a ponto de desconsiderarem princípios bíblicos, especialmente então pode a continuação dele como ancião, embora desqualificado, ser espiritualmente prejudicial para a congregação. Isto se dá porque pode minar o respeito pelo corpo inteiro de anciãos. Pode fornecer a outros filhos na congregação uma desculpa para se empenharem em transgressão. Por isso, convém lembrar-se de que nem a capacidade do homem como orador ou organizador, nem sua personalidade agradável, são realmente o ponto em questão. O fator determinante é se ele desempenha seu papel como pai, de maneira excelente. Somente se o desempenhar poderá continuar a servir. Naturalmente, neste caso, o corpo de anciãos deve evitar ser indevidamente crítico e censurador no exame de sua situação familiar.

  • “Dar pontapés contra as aguilhadas”
    A Sentinela — 1978 | 1.° de agosto
    • “Dar pontapés contra as aguilhadas”

      ANTES de sua conversão, Paulo (Saulo) perseguia ferrenhamente os verdadeiros servos de Deus. Revelando-se a Paulo, Jesus Cristo disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues? Duro te é persistir em dar pontapés contra as aguilhadas.” (Atos 26:14) O que queria Jesus dizer com isso?

      Jesus Cristo considera aquilo que se faz aos seus seguidores como feito a ele mesmo. (Mat. 25:40, 45) Portanto, Paulo, perseguindo os cristãos, realmente perseguia a Cristo. Estava lutando contra algo que tinha o apoio de Deus, fazendo-o para o seu próprio prejuízo. Podia-se corretamente dizer que Paulo dava “pontapés contra as aguilhadas”. A aguilhada é uma vara pontuda, às vezes com ferrão metálico na ponta, usada para tanger o gado ou um animal usado na lavoura. O animal obstinado que resiste às picadas da aguilhada por dar pontapés contra ela não obtêm alívio, mas apenas se prejudica. De modo similar, Paulo não tirava proveito de perseguir os que Deus havia aprovado. Seus esforços, neste respeito, eram tão infrutíferos como os dum animal de tração contra as picadas da aguilhada.

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