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  • Quem será ressuscitado dentre os mortos?
    A Sentinela — 1965 | 15 de setembro
    • algo a respeito de seu futuro. Falou das cidades de Tiro, Sídon e Sodoma. A respeito disso, lemos:

      3 “Principiou então a censurar as cidades nas quais se realizaram a maioria de suas obras poderosas, porque não se arrependeram: ‘Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem ocorrido em Tiro e Sídon as obras poderosas que ocorreram em vós, há muito se teriam arrependido em saco e cinzas. Conseqüentemente, eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para Tiro e Sídon do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás por acaso enaltecida ao céu? Até o Hades descerás; porque, se as obras poderosas que ocorreram em ti tivessem ocorrido em Sodoma, ela teria permanecido até o dia de hoje. Conseqüentemente, eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma do que para ti.” — Mat. 11:20-24; Luc. 10:11-15.

      4, 5. (a) Por essas palavras, estava Jesus argumentando que as pagãs Tiro e Sídon não terão ressurreição dentre os mortos? (b) O que indica Ezequiel 32:21-30 para as pessoas de Tiro e Sídon?

      4 Surge então a pergunta: Será que o povo daquelas cidades antigas terá ressurreição dentre os mortos? Devemos entender que Jesus queria dizer que não será de forma alguma suportável para as pessoas de Tiro e Sídon pagãs no Dia de Juízo só porque eram pagãs e, assim, não terão nenhuma ressurreição? Mas, suponha que as pessoas de Tiro e Sídon vão ser ressuscitadas e seja mais suportável para elas no Dia de Juízo que para as judaicas Corazim e Betsaida. Visto que o povo judeu de Corazim e de Betsaida terá uma perspectiva ainda menos favorável no Dia de Juízo, significa isso que não terão nenhuma oportunidade e, por isso, não terão ressurreição?

      5 Em outras palavras, devemos considerar as palavras de Jesus como significando que as pessoas das judaicas Corazim e Betsaida não terão ressurreição dentre os mortos, assim como não terão as pessoas de Tiro e Sídon pagãs? Não! Ao contrário disto, Ezequiel 32:21-30 conta-nos de forma plena que as pessoas pagãs de Sídon estão no Seol ou Hades, não na Geena. Por isso, estão em linha para a ressurreição, quando a morte e o Hades entregarem os mortos neles, no Dia de Juízo. (Rev. 20:11-15) A cidade de Tiro era colônia de Sídon. Seus cidadãos mortos também estão no Hades.

      6. Por que é razoável que as pessoas de Tiro e Sídon voltem à vida pela ressurreição?

      6 É apenas razoável que as pessoas de Tiro e Sídon estejam no Seol ou Hades e retornem à vida pela ressurreição. Por quê? Porque Jesus mostra claramente que não haviam alcançado a condição religiosa em que estavam além do arrependimento e de se voltarem para a justiça de Deus. Não tinham ainda recebido o mais cabal testemunho a respeito de Jeová Deus e de seu reino de salvação. Se lhes fosse dada a oportunidade que as cidades Corazim e Betsaida obtiveram, “há muito se teriam arrependido em saco e cinzas”. Não haviam atingido a condição religiosa descrita em Hebreus 6:4-6, quando “é impossível reanimá-los novamente ao arrependimento”.

      7. Que oportunidade dará a ressurreição para aquelas pessoas das antigas Tiro e Sídon?

      7 A ressurreição dos sidônios e dos tiros no Dia de Juízo lhes dará a oportunidade de receberem cabal testemunho pelo reino de Deus, sob Jesus Cristo. Então poderão arrepender-se sinceramente, como que “em saco e cinzas”, não com a esperança de vida no reino celeste de Deus, mas com a esperança de vida eterna em nossa terra transformada em toda a parte num Paraíso.

      8. Por quanto tempo existiu Sodoma, e por que não devemos argumentar que não haverá ressurreição para Cafarnaum assim como não haverá para Sodoma?

      8 O que, então, devemos dizer das pessoas da antiga Sodoma, as quais, junto com sua cidade vizinha de Gomorra, existiram só até que Deus fez chover do céu fogo e enxofre e destruiu Sodoma junto com as cidades vizinhas? Devemos argumentar que no Dia de Juízo não será nada suportável para Sodoma e, por isso, não será suportável para a cidade ainda mais responsável de Cafarnaum, no Dia de Juízo, e que, por isso, não haverá ressurreição para Cafarnaum, assim como não haverá para Sodoma? Não! Por que não? Porque Jesus colocou Sodoma num nível ou paralelo com Tiro e Sídon.

      9. (a) Como sabemos se as pessoas de Sodoma haviam chegado além do estado espiritual de arrependimento? (b) Como fala Ezequiel 16:46-61 a respeito de Sodoma?

      9 Como no caso de Tiro e Sídon, Jesus mostrou que Sodoma, má como fora, não chegara ao estado de não poder arrepender-se. É por isso que Jesus disse que, se suas obras poderosas que ocorreram em Cafarnaum tivessem ocorrido em Sodoma, “teria permanecido” até os dias de Jesus. E, em relação com isso, Jesus disse que Cafarnaum, que havia sido exaltada de modo espiritual até o céu, seria rebaixada ao Hades, e não à Geena. O céu quanto às alturas, e o Hades ou Seol quanto à profundidade; e, por usar este contraste, Jesus queria dizer que Cafarnaum sofreria o mais profundo rebaixamento. Embora altamente favorecida por Jesus, tal cidade não existe hoje em dia, assim como Sodoma. Mas, se Sodoma tivesse tido a oportunidade que Cafarnaum teve, Sodoma teria tido dez ou mais pessoas justas nela, e teria continuado durante os dezenove séculos mais até os dias de Jesus e então mais alguns. Portanto, o recobro espiritual das pessoas mortas de Sodoma não é irrealizável. (Gên. 18:22-32) Ezequiel 16:46-61 fala de forma esperançosa das pessoas comparadas aos antigos sodomitas.

      10. Quando enviava seus discípulos para pregar, o que disse Jesus no tocante a Sodoma e Gomorra, e por que isso se dá?

      10 Quando Jesus enviou seus discípulos para pregarem o reino de Deus às “ovelhas perdidas da casa de Israel”, disse-lhes: “Onde quer que alguém não vos acolher ou não escutar as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Deveras, eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma e Gomorra do que para essa cidade.” (Mat. 10:14, 15; Luc. 10:10-12) Por que isso se daria? Porque Sodoma e Gomorra não receberam tal testemunho a respeito do reino de Deus.

      11. A que ponto recebeu testemunho Sodoma, especialmente em comparação com o dado a Cafarnaum?

      11 É verdade que o sobrinho de Abraão, Ló, fixou residência em Sodoma, mas Ló não tinha a mensagem do Reino e não a podia dar a eles. Até mesmo deixou suas duas filhas ficarem noivas para se casar com dois homens de Sodoma. É verdade também que dois anjos de Jeová Deus visitaram a cidade de Sodoma, mas isso foi apenas para permanecerem durante a noite e fazerem uma inspeção de primeira mão na cidade, mas não para pregarem o reino de Deus a Sodoma. O que então aconteceu aos anjos, naquela noite, mostrou com certeza a profunda degradação dos homens de Sodoma. Mas, nenhuma mensagem de arrependimento e de salvação eterna foi pregada a Sodoma. Só os genros em perspectiva de Ló foram avisados do vindouro desastre. Manifestamente, não receberam tal testemunho do Reino como recebeu a cidade de Cafarnaum, nos dias de Jesus e seus apóstolos. — Gên. 13:12, 13; 19:1-29.

      UM TIPO PROFÉTICO

      12, 13. (a) Sob que circunstâncias gerais desfavoráveis se achavam aqueles sodomitas, mas, que cidade se provou espiritualmente pior do que eles eram? (b) À luz de 2 Pedro 2:6-10, que pergunta surge a respeito da destruição de Sodoma?

      12 Os anjos de Jeová Deus não acharam pelo menos dez homens justos, não se falando de mulheres justas, em Sodoma. Aquelas pessoas de Sodoma eram cananeus e, por isso, estavam sob a maldição que o patriarca Noé proferira sobre seu antepassado, Canaã. (Gên. 9: 20-25; 10:19) Mas, falando-se relativamente, a cidade de Cafarnaum, nos dias de Jesus, era pior de modo espiritual, e era mais condenável que Sodoma. Bem, então, foi a destruição dos habitantes de Sodoma por fogo e enxofre vindos do céu uma destruição eterna? Ou foi representativa da destruição eterna que terão os homens que violam princípios da mesma espécie, mas em escala mais condenável? O que diz 2 Pedro 2:6-10 a respeito disto? Leiamos:

      13 “Reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ele as condenou, estabelecendo para as pessoas ímpias um modelo das coisas que hão de vir; e ele livrou o justo Ló, a quem afligia grandemente que os que desafiavam a lei se entregavam à conduta desenfreada — porque esse justo, pelo que via e ouvia de dia a dia, enquanto morava entre eles, atormentava a sua alma justa em razão das ações deles contra a lei — Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa, mas reservar os injustos para o dia de julgamento, para serem decepados [ou, ser contidos], porém, especialmente, os que vão atrás da carne com o desejo de aviltá-la e que menosprezam o senhorio.” — NM, margem, edição de 1950, em inglês.

      14. Até que ponto se deu o livramento de Ló, e de que modo devia a destruição de Sodoma servir qual modelo?

      14 Ló foi livrado da destruição de Sodoma, mas, não está ainda completamente salvo para a vida eterna sob o reino de Deus. Precisa duma ressurreição para isso. Note, então, por gentileza, que 2 Pedro 2:6 diz que a destruição de Sodoma e Gomorra foi apenas “modelo”, o qual estava cheio de instrução para os cristãos piedosos quanto ao que aconteceria a eles se permanecessem fiéis a Jeová Deus e o que por certo aconteceria com eles se seguissem um proceder semelhante ao das pessoas de Sodoma e Gomorra.

      15. (a) Será que Pedro diz que as pessoas de Sodoma e Gomorra foram destruídas para sempre? (b) Em 2 Pedro 2:12, 13, quem é que Pedro diz que será destruído para sempre, e por quê?

      15 Eram aqueles sodomitas piores que o restante dos cananeus? Não; não segundo Levítico 18:21-28. E Pedro não diz que os sodomitas e os gomorreus foram destruídos eternamente. No entanto, os cristãos dedicados, estando em posição mais responsável que a posição de Sodoma e Gomorra, sim, mais responsável que a posição da descrente Cafarnaum, seriam destruídos eternamente. Por isso, 2 Pedro 2:12, 13, diz a respeito dos cristãos dedicados, batizados, que se corrompem: “Estes homens, iguais a animais irracionais, nascidos naturalmente para serem apanhados e destruídos, nas coisas em que são ignorantes e falam de modo ultrajante, sofrerão a destruição até mesmo no seu próprio proceder de destruição, fazendo a si mesmos injustiça em recompensa de fazerem injustiça.” Sofrem destruição semelhante à dos animais inferiores.

      16, 17. Como devem ser lidas as palavras de Judas 7 em harmonia com as de 2 Pedro 2:6 no tocante a Sodoma e Gomorra?

      16 Sodoma e Gomorra foram exterminadas para sempre como cidades; não permaneceram como cidades até os próprios dias de Jesus. Mas, o que dizer dos destruídos habitantes daquelas cidades? Temos de ter presente o que o apóstolo cristão, Pedro, disse acima, ao lermos agora as seguintes palavras: “Assim também Sodoma e Gomorra, e as cidades em volta delas, as quais, da mesma maneira como os precedentes, tendo cometido fornicação de modo excessivo e tendo ido após a carne para uso desnatural, são postas diante de nós como exemplo de aviso por sofrerem a punição judicial do fogo eterno.” — Judas 7.

      17 Portanto, os habitantes de Sodoma e Gomorra foram constituídos “exemplo de aviso” porque não se lhes permitiu continuar a existir até os dias de Jesus Cristo e de Pedro e Judas e seus co-discípulos. Não que as pessoas de Sodoma e Gomorra fossem condenadas à Geena e fossem lançadas no “lago que queima com fogo e enxofre”; mas que foram constituídas exemplo de aviso para os cristãos infiéis (“pessoas ímpias”) que serão punidos judicialmente com o “fogo eterno” ou a destruição eterna. — Rev. 20:14, 15; 21:8; 2 Ped. 2:6.

      18. Como é que os cristãos que se tornam “pessoas ímpias” sofrem punição mais severa que a das pessoas de Sodoma e Gomorra?

      18 As pessoas de Sodoma e Gomorra foram executadas diretamente pelo anjo de Deus, por meio de fogo misturado com enxofre, cujos efeitos sobre os sodomitas e gomorreus havia continuado por cerca de dois mil anos até os dias de Jesus, e de Pedro e Judas. Assim, não chegaram a ter a oportunidade que tiveram os cidadãos de Cafarnaum judaica, nos dias de Jesus. No entanto, os cristãos dedicados que se tornam infiéis e imitam a essas pessoas antigas sofrerão punição “mais severa”, a destruição eterna, simbolizada pelo “fogo eterno”. — Heb. 10:29.

      19. (a) Contra o quê, portanto, estavam Pedro e Judas avisando os cristãos? (b) De que “doutrina primária a respeito do Cristo” perdem apreciação os cristãos infiéis, segundo Hebreus 6:1-8?

      19 Pelos seus escritos, tanto Pedro como Judas estavam avisando os cristãos contra se tornarem passíveis do “julgamento da Geena” e serem assim sentenciados à destruição eterna. Isto significaria que, depois de morrerem, não teriam ressurreição. O escritor para os hebreus cristianizados nos dá informações adicionais sobre a razão pela qual o cristão infiel é sentenciado à destruição, sem esperança de ressurreição. Hebreus 6:1-8 explica que os cristãos que se recusam a ‘avançar à madureza’ perdem apreciação até mesmo dos ensinos fundamentais, a “doutrina primária a respeito do Cristo”, tais como “o arrependimento de obras mortas, e a fé para com Deus, o ensino de batismos e a imposição de mãos, a ressurreição dos mortos e o julgamento eterno”. É por isso que é vital que ‘avancemos à madureza’. Por quê?

      20. Por que, segundo Hebreus 6:4-8, devem os cristãos ‘avançar à madureza’?

      20 “Porque é impossível, quanto aos que de uma vez para sempre foram esclarecidos, e que provaram a dádiva celestial gratuita, e que se tornaram participantes de espírito santo, e que provaram a palavra excelente de Deus e os poderes do vindouro sistema de coisas, mas que se afastaram, reanimá-los novamente ao arrependimento, porque eles de novo penduram para si mesmos o Filho de Deus numa estaca e o expõem ao opróbrio público. Por exemplo, o solo que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ele, e que então produz vegetação apropriada para aqueles para quem é também lavrado, recebe por sua vez uma bênção de Deus. Mas, se produzir espinhos e abrolhos, é rejeitado e está prestes a ser amaldiçoado e acaba sendo queimado.” — Heb. 6:4-8.

      21. Que pecado tais cristãos por fim cometem voluntariamente, e por que a ressurreição seria desperdiçada no seu caso?

      21 Tais cristãos “participantes de espírito santo” que se afastarem, pecam por fim voluntariamente contra o espírito santo, sabendo disso, e, desta forma, endurecem-se contra qualquer arrependimento. Tal pecado contra o espírito santo é o mencionado por Jesus Cristo aos judeus, que maliciosamente interpretaram de forma errada a operação do espírito santo de Deus por meio dele. Disse Jesus: “Por esta razão, eu vos digo: Toda sorte de pecados e blasfêmia será perdoada aos homens; mas a blasfêmia contra o espírito não será perdoada. Por exemplo, quem falar uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas quem falar contra o espírito santo, não lhe será perdoado, não, nem no atual sistema de coisas, nem no que há de vir.” (Mat. 12:31, 32) Por isso, nada poderia ser ganho e se estaria desperdiçando a oportunidade por ressuscitar tais pessoas para a vida no sistema de coisas que há de vir sob o reino de Deus.

      22. Por que, segundo Hebreus 10:26-31, precisam os cristãos se reunir regularmente para edificarem-se uns aos outros?

      22 Os genuínos cristãos desejam evitar se tornarem passíveis do “julgamento da Geena”. Assim, precisam reunir-se regularmente e incentivar uns aos outros e edificarem uns aos outros espiritualmente. Por quê? Hebreus 10:26-31 responde: “Pois, se praticarmos o pecado deliberadamente, depois de termos recebido o conhecimento exato da verdade, não há mais nenhum sacrifício pelos pecados, mas há uma certa expectativa terrível de julgamento e há um ciúme ardente [da parte de Deus] que vai consumir os que estão em oposição. Qualquer homem que tiver desconsiderado a lei de Moisés morre sem compaixão, pelo testemunho de dois ou três. De quanto mais severa punição, achais, será contado digno aquele que tiver pisado o Filho de Deus e que tiver considerado de pouco valor o sangue do pacto com que foi santificado, e que tiver ultrajado com desdém o espírito de benignidade imerecida? Pois conhecemos aquele que disse: ‘Minha é a vingança; eu recompensarei’; e, novamente: ‘Jeová julgará o seu povo.’ Coisa terrível é cair nas mãos do Deus vivente.”

      “QUANTO MAIS SEVERA”

      23. Quão mais severa é a punição dos cristãos infiéis do que a daqueles judeus que desconsideravam a lei de Moisés?

      23 Jesus Cristo não morrerá de novo para as pessoas que, quais cristãos, têm sido esclarecidas com conhecimento exato da verdade, mas que, depois disso, pecam voluntariamente. Estas pessoas desprezam o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, e consideram o sangue de Jesus como não tendo mais valor para remir e santificar e validar pactos que o sangue de qualquer outro homem. Portanto, quando rejeitam o perfeito sacrifício humano de Jesus, que sacrifício ainda lhes resta que pode ser oferecido a Deus, a fim de cancelar seu pecado voluntário? Nenhum! Por isso, ao morrerem, são sentenciados à Geena, ao “lago de fogo” ou “segunda morte”. Não vão para o Hades ou Seol, de onde é possível a ressurreição. Assim, sua punição é “mais severa” que a dos israelitas que foram mortos “sem compaixão” por desconsiderarem a lei de Moisés, que era apenas tipo profético de Jesus Cristo.

      24. Que ressurreição aguardavam inicialmente tais cristãos, mas, o que sofrem ao morrerem?

      24 O pecador cristão voluntário, por conseguinte, não terá ressurreição. A ressurreição que ele aguardava primeiro, como filho de Deus, gerado pelo espírito, era a “primeira ressurreição”, a dos 144.000 discípulos que obtêm a vida nos céus invisíveis, como co-herdeiros de Jesus Cristo, o Rei-Sacerdote. Mas, o pecado voluntário, imperdoável, extingue toda possibilidade de tal ressurreição para a gloriosa vida celestial. Ao morrer na carne, enfrenta a destruição eterna às “mãos do Deus vivente”.

      25, 26. (a) Por que, embora não sendo gerado para a esperança celeste, em Pentecostes de 33 E. C., recebeu Judas Iscariotes tal punição “mais severa”? (b) Para onde foi Judas Iscariotes ao morrer, e por quê?

      25 Judas Iscariotes foi um cristão que caiu nas mãos do Deus vivo e foi recompensado com a punição “mais severa” da destruição eterna. Judas não viveu até o dia de Pentecostes, do ano 33 de nossa Era Comum, para ser batizado com espírito santo e ser gerado por Deus, o Pai, para uma esperança celeste. Entretanto, fora escolhido apóstolo de Jesus Cristo e lhe foram dados poderes especiais por meio do espírito santo, ao ser enviado junto com os outros onze apóstolos na obra de pregação. (Mat. 10:1-8) Mas, Judas traiu a seu Salvador, Jesus Cristo, não para obter a salvação eterna, mas para receber trinta peças de prata dos inimigos assassinos de seu Mestre.

      26 Judas Iscariotes fez um trato com aqueles que Jesus disse que faziam prosélitos que eram duas vezes mais objeto da Geena do que eles próprios, e que eram, eles próprios, passíveis do “julgamento da Geena”. (Mat. 23:15, 33) Judas rejeitou o “Cordeiro de Deus” sacrificial. Assim, não tem nenhum sacrifício a ser oferecido pelo seu pecado voluntário. Lògicamente, tornou-se um “filho da destruição”. Quando cometeu suicídio, foi para a Geena. Ele não terá ressurreição, nem mesmo na carne, sobre a terra. — João 6:70, 71; 17:12.

      27-29. (a) Quem é o outro “filho da destruição” de quem Paulo fala? (b) O que Paulo diz a respeito dele em 2 Tessalonicenses 2:3-12?

      27 Além de Judas, há outro “filho da destruição”, de quem o apóstolo Paulo fala. Este não é uma pessoa, como Judas Iscariotes; é uma classe de cristãos professos que têm surgido em cena desde Pentecostes de 33 E. C. e especialmente depois da morte dos doze fiéis apóstolos de Jesus Cristo. Esta classe, conhecida como “o filho da destruição”, compõe-se dos professos, líderes cristãos que se desviaram das verdadeiras doutrinas cristãs ensinadas na Bíblia Sagrada e que se tornaram violadores da lei de Deus, embora ainda pretendam ser seguidores de Seu Filho, Jesus Cristo. Têm-se organizado no clero religioso da cristandade, que é hoje a parte dominante de Babilônia, a Grande (o império mundial da religião falsa). Em 2 Tessalonicenses 2:3-12, Paulo nos avisa deste “filho da destruição”:

      28 “Que ninguém vos seduza, de maneira alguma, porque não virá a menos que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem que é contra a lei, o filho da destruição. Êle se coloca em oposição e se ergue acima de todo aquele que se chame ‘deus’ ou objeto de reverência, de modo que se assenta no templo de O Deus, exibindo-se publicamente como sendo deus. Não vos lembrais de que, enquanto eu ainda estava convosco, costumava dizer-vos estas coisas? E assim, agora sabeis o que age como restrição, visando que ele seja revelado no seu próprio tempo devido.

      29 “Verdadeiramente, o mistério daquilo que é contra a lei já está operando; mas apenas até que aquele que agora mesmo age como restrição esteja fora do caminho. Então, deveras, será revelado aquele que é contra a lei, a quem o Senhor Jesus eliminará com o espírito de sua boca e reduzirá a nada pela manifestação de sua presença. Mas a presença daquele que é contra a lei é segundo a operação de Satanás, com toda obra poderosa, e sinais e portentos mentirosos, e com todo engano injusto para com os que estão perecendo, em retribuição por não terem aceito o amor da verdade, para que fossem salvos. De modo que é por isso que Deus deixa que vá ter com eles a operação do erro, para que fiquem acreditando na mentira, a fim de que todos eles sejam julgados, porque não acreditaram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça.”

      30. Como é evidente contra quem se dirige a ‘anarquia’ deste “filho da destruição”, e até quando fica restrito?

      30 A anarquia deste composto “homem que é contra a lei” ou “homem da iniqüidade” (CBC; ALA; Al) é contra o Deus Altíssimo. Isto se evidencia por este anarquista tentar exaltar-se acima de tudo que é reverenciado como sendo deus. Êle até mesmo tenta assumir o lugar do verdadeiro Deus em seu templo espiritual. Este anarquista deseja para si mesmo a adoração e a reverência, e põe de lado a Bíblia Sagrada de Deus em favor das tradições religiosas e das doutrinas pagãs. Está cheio de decepção religiosa e é instrumento voluntário de Satanás, o Diabo, o mentiroso original. Este anarquista ficou restrito até a morte dos doze fiéis apóstolos. Depois disso, ele se apresentou mais facilmente e aumentou seu poder sobre aqueles que pretendiam ser cristãos.

      31. (a) Por que é apropriado para este o nome de “filho da destruição”? (b) Por que não é estranho que o clero da cristandade se oponha à mensagem do Reino?

      31 Entretanto, o Senhor Jesus, durante sua presença em seu reino celeste, eliminará este anarquista e o reduzirá a nada. Ele destruirá completamente este anarquista, razão pela qual este é chamado de “o filho da destruição”. Aqueles que compõem este “homem que é contra a lei” durante os dezenove séculos passados são julgados adversamente e sentenciados à Geena, quando morrem, individualmente. Não terão ressurreição, assim como aquele outro “filho da destruição”, a saber, Judas Iscariotes. Êles simplesmente não amam a verdade que conduz à salvação. Por isso, crêem na mentira e persistentemente espalham o erro. Não é estranho, então, que o clero da cristandade se oponha à mensagem do reino messiânico de Deus e persiga os mensageiros. Quando Babilônia, a Grande, for destruída para sempre, este “homem que é contra a lei” também será executado com o “julgamento da Geena”.

      “AQUELE ESCRAVO MAU”

      32. Em sua parábola dos servos, em Mateus 24:45-51, que outro grupo de cristãos professos será sentenciado à destruição?

      32 Outro grupo que pretende ser de cristãos e que receberá a mesma sentença que o “homem que é contra a lei” é o grupo que Jesus chamou profèticamente de ‘aquele servo mau’ ou “aquele escravo mau”. (Mat. 24:48-51, Al, NM; Luc. 12:45, 46) Estes são cristãos dedicados e batizados que têm sido gerados pelo espírito de Deus para a esperança celestial e que já estiveram associados com a fiel congregação cristã, a quem Jesus chamou de “servo fiel e prudente” ou “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47, Al, NM) Esta classe do ‘escravo mau’, porém, se torna rebelde e procura manobrar os assuntos do Senhor segundo seu bel-prazer e serve a si mesma segundo a sua ânsia carnal e maltrata os da classe do “escravo fiel e discreto”.

      33. (a) Por que é a classe do “escravo mau” mais culpável que os hipócritas do lado de fora da casa do Senhor? (b) Com que outras classes representadas nas parábolas de Jesus se identifica este escravo?

      33 O Senhor Jesus Cristo pega o “escravo mau” em tal conduta errada. Ele o pune “com a maior severidade” e o expulsa de casa e o põe entre os hipócritas religiosos, onde é o lugar desta classe do “escravo mau”. Por ter estado na casa real do Senhor e lhe terem sido confiadas valiosas coisas espirituais, a classe do “escravo mau” de cristãos é até mesmo mais culpável que aqueles hipócritas, fora da casa. Eles também são culpados de serem traidores de seus fiéis irmãos cristãos, assim como Judas Iscariotes foi para com o Senhor Jesus Cristo. Não terão ressurreição, assim como Judas não terá. Idêntico ou incluído na classe do “escravo mau” é o “escravo iníquo e indolente”, com um talento do seu Senhor, conforme prefigurado na parábola de Jesus em Mateus 25:15, 16, 22-30; também o “escravo iníquo” que se recusou a negociar com a única mina de seu Senhor, conforme descrito por Jesus em Lucas 19:13, 20-27. A Bíblia Sagrada não dá esperança da ressurreição de tais para a vida celestial.

  • Segunda Parte
    A Sentinela — 1965 | 15 de setembro
    • Segunda Parte

      1, 2. (a) Que cristãos infiéis mencionou Paulo em 1 Timóteo 1:18-20? (b) Que oportunidades tinham eles e perderam?

      LÁ NOS dias do apóstolo Paulo, havia cristãos dedicados que perderam todas as suas oportunidades para uma ressurreição espiritual para a glória e o poder celestiais, junto com o Senhor Jesus Cristo. O apóstolo Paulo indica como isto se deu, ao escrever o seguinte a Timóteo:

      2 “Desta ordem é que te encarrego, filho, Timóteo, de acordo com as predições que conduziram diretamente a ti, para que, por meio delas, possas prosseguir travando o bom combate, mantendo a fé e uma boa consciência, a qual alguns repeliram, sofrendo naufrágio no que se refere à sua fé. Himeneu e Alexandre pertencera a tais, e eu os entreguei a Satanás, para que sejam ensinados pela disciplina a não blasfemarem.” — 1 Tim. 1:18-20, NM; Rotherham, em inglês.

      3, 4. (a) Por que isso não significa que se aguardava a readmissão destes dois homens na congregação? (b) Quem, então, recebeu a disciplina neste respeito?

      3 Isto não quer dizer que Himeneu e Alexandre finalmente aprenderam uma lição e deixaram de blasfemar, e foram trazidos de volta à congregação e libertos das garras de Satanás. Isto não se poderia dar, visto que esses dois cristãos dedicados e batizados haviam posto de lado a fé cristã e a boa consciência e tinham sofrido naufrágio de sua fé, de modo que ela mergulhou no mar da destruição.

      4 Por serem desassociados da fiel congregação cristã, estes dois homens não aprenderam nenhuma disciplina corretiva. A congregação amada e fiel recebeu a disciplina, aprendendo a evitar aqueles dois homens espiritualmente naufragados e a não ter nada que ver com êles, deixando-os inteiramente entregues a Satanás, a quem Paulo, com autoridade apostólica, os havia entregue. Pela necessária expulsão destes dois homens que perderam a fé e a boa consciência, a congregação leal foi disciplinada a temer seguir o proceder de Himeneu e Alexandre, para que eles próprios não sofressem a mesma ruína de suas vidas cristãs e fossem desassociados, entregues a Satanás.

      5, 6. (a) Conforme 2 Timóteo 2:16-19, que houve de errado com Himeneu? (b) Por que tinha a congregação de renegar a Himeneu e Fileto, e como é que estes homens ensinavam que a ressurreição já tinha passado?

      5 O apóstolo Paulo dá informações adicionais no tocante a Himeneu, e mostra o que havia de errado nele, quando escreveu mais tarde a Timóteo, como se segue: “Esquiva-te dos falatórios vãos que violam o que é santo; porque passarão à impiedade cada vez maior e a palavra deles se espalhará como gangrena. Himeneu e Fileto são desses. Estes mesmos [homens] se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já ocorreu; e estão subvertendo a fé que alguns têm. Apesar de tudo isso, o sólido alicerce de Deus fica de pé, tendo este selo: ‘Jeová conhece os que lhe pertencem’, e: ‘Todo aquele que menciona o nome de Jeová renuncie à injustiça.” — 2 Tim. 2:16-19.

      6 Himeneu e Fileto não mais pertenciam a Jeová, mas foram entregues a Satanás pela expulsão que tiveram da congregação cristã de Jeová. Os fiéis cristãos haviam invocado sobre eles próprios o nome de Jeová, como “povo para o seu nome”, e citavam tal nome divino em suas reuniões congregacionais e na pregação exterior. (Atos 15:14-18) Por essa razão, tinham que renegar tais cristãos inverídicos como Himeneu e Fileto, como estando cheios de injustiça. Aqueles homens tinham suas próprias idéias sobre a ressurreição. Ensinavam que “a ressurreição já ocorreu” nos seus dias; evidentemente isto se deu pelo seu ensino de que a ressurreição era meramente espiritual, de espécie simbólica, e que os cristãos dedicados já tinham tido a sua ressurreição e que isto era tudo o envolvido no assunto e que não havia outra ressurreição no futuro, sob o reino messiânico de Deus.

      7. O que foi executado sobre eles, ao morrerem, e por quê?

      7 Himeneu e Fileto já haviam subvertido a fé de alguns membros da congregação, por meio de tal ensino sobre a ressurreição. Paulo não diz se, no mesmo sentido, eles ensinavam a doutrina pagã grega da imortalidade da alma humana. Entretanto, aqueles corrompedores insensíveis da fé dos crentes cristãos estavam pecando voluntariamente, depois de terem obtido conhecimento preciso da verdade, até mesmo em relação com o apóstolo Paulo. Por isso, quando morreram, foi executado sobre eles o “julgamento da Geena”. Não terão ressurreição.

      8, 9. Que ponto torna bem firme Paulo em 1 Timóteo 6:9, 10, 20, 21?

      8 Os cristãos que se deixam engodar ao acúmulo de riquezas materiais e à adquisição de muito conhecimento ou “ciência” do mundo estão pondo em perigo sua oportunidade para a ressurreição e a vida no justo e vindouro sistema de coisas. Não é pelas riquezas nem pela “ciência”, mas é pela verdadeira fé cristã que somos salvos.

      9 Tornando bem firme este ponto no fim de sua primeira carta a Timóteo, o apóstolo Paulo escreve: “Os que estão determinados a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores. Ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, desviando-te dos falatórios vãos [como os de Himeneu e de Fileto], que violam o que é santo, e das contradições do falsamente chamado ‘conhecimento’. Por ostentarem tal conhecimento, alguns se desviaram da fé.” — 1 Tim. 6:9, 10, 20, 21.

      10. (a) Como é que aqueles que ostentam o “falsamente chamado ‘conhecimento’” ferem a si mesmos? (b) O que, por conseguinte, estamos determinados a fazer?

      10 Os cristãos que gostariam de ficar ricos cedem aos desejos que “lançam os homens na destruição e na ruína”. Os cristãos que procuram adquirir o “conhecimento” sem fé deste mundo o exibem para sua glória ou para o progresso mundano, mas desviam-se da fé cristã. Nenhum destes deixa qualquer base para Deus levantá-los dos mortos por meio de Jesus Cristo. Ao morrerem são, falando-se figuradamente, lançados na Geena. (Mar. 9:43-47) Nós, contudo, estamos determinados a não imitá-los. Temos presente as palavras de Hebreus 10:38, 39: ‘Mas o meu justo viverá em razão da fé’, e, ‘se ele retroceder, minha alma não tem prazer nele’. Ora, nós não somos dos que retrocedem para a destruição, mas dos que têm fé para preservar viva a alma.”

      O QUE DIZER DOS CÔNJUGES DESCRENTES?

      11, 12. (a) Que pergunta surge a respeito dos descrentes que são cônjuges de cristãos dedicados, gerados pelo espírito? (b) O que diz Paulo no tocante a esta relação, em 1 Coríntios 7:10-16?

      11 Desde os dias de Jesus Cristo, muitas pessoas têm vindo a se associar de perto com cristãos dedicados e batizados a quem Deus gerou pelo seu espírito para uma herança celeste. Todavia, tais pessoas mesmas não têm sido influenciadas com suficiente vigor para se tornarem esta espécie de cristãos. Algumas de tais pessoas têm sido e ainda são maridos e esposas de cônjuges cristãos santificados. Alguns são filhos que têm genitor dedicado, gerado pelo espírito, ou que têm ambos os genitores de tal espécie. Será que tais descrentes terão ressurreição? A respeito de tais descrentes escreveu Paulo:

      12 “Aos casados dou ordens, . . . sim, eu, não o Senhor: Se algum irmão tiver esposa incrédula, e ela, contudo, estiver disposta a morar com ele, que ele não a deixe; e a mulher que tiver marido incrédulo, e ele, contudo, estiver disposto a morar com ela, não deixe seu marido. Pois o marido incrédulo está santificado em relação à sua esposa, e a esposa incrédula está santificada em relação ao irmão; de outro modo, os vossos filhos seriam realmente impuros, mas agora são santos. Mas, se o incrédulo passar a afastar-se, deixa-o afastar-se; o irmão ou a irmã não está em servidão em tais circunstâncias, mas Deus vos chamou à paz. Pois, esposa, como sabes se não hás de salvar o teu marido? Ou, marido, como sabes se não hás de salvar a tua esposa?” — 1 Cor. 7:10-16.

      13. Como é que o apóstolo Pedro escreve em harmonia com este conselho, em 1 Pedro 3:1-4?

      13 O apóstolo Pedro escreve em harmonia com isto, dizendo: “Da mesma maneira vós, esposas, estais sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito. E, não seja o vosso adorno o trançado externo dos cabelos e o uso de ornamentos de ouro ou o trajar de roupa exterior, mas, seja a pessoa secreta do coração, na vestimenta incorrutível dum espírito quieto e brando, que é de grande valor aos olhos de Deus.” — 1 Ped. 3:1-4.

      14. Que perguntas suscita a morte de tal cônjuge descrente, e que outras perguntas justas devemos fazer quanto a isto?

      14 Se, então, o cônjuge descrente morrer como descrente em tal associação com um cristão assim fiel, que tem esperanças celestes, está o descrente perdido para sempre? Será que o descrente morreu sob o “julgamento da Geena”, e não haverá ressurreição do descrente para a oportunidade de vida eterna numa terra paradísica sob o reino de Deus? Junto com tal pergunta, estaremos sendo apenas justos em perguntar: Quanto tempo viveu o descrente com o crente? Também: Quão fiel e exemplar tem sido o crente como testemunha a favor da verdadeira fé cristã?

      15. A luz da experiência e da observação, que perguntas pertinentes podemos fazer a respeito do descrente?

      15 A experiência e a observação mostram que certas pessoas, com certa base, demoram mais tempo que outras a ficar favoravelmente impressionadas a fim de agirem de modo certo. Assim, será que o descrente viveu com o crente tempo suficiente para ter a necessária medida de experiência com o cônjuge crente que o seu próprio caso pessoal exigia? Será que alguns anos em que continuou na descrença, antes da morte, significaria que ele jamais se tornaria crente dedicado, se tivesse maior tempo de associação? Se abandonar seu cônjuge crente, será que deixou passar sua melhor oportunidade de ganhar a salvação?

      16. Ao seguir tal proceder, será que o descrente seguiu o proceder descrito em 2 Pedro 2:21, 22?

      16 Até mesmo se seguisse este proceder, o descrente não tomou a medida extrema descrita em 2 Pedro 2:21, 22, que diz: “Teria sido melhor para eles que não tivessem conhecido de modo exato a vereda da justiça, do que, depois de a terem conhecido de modo exato, se desviarem do mandamento santo que lhes foi entregue. Com eles aconteceu o que diz o provérbio verdadeiro: ‘O cão voltou ao seu próprio vômito e a porca lavada a revolver-se no lamaçal.’ Portanto, se morrer como descrente, depois de sair da vida do crente, será que perdeu toda esperança duma vida futura? Quem será o juiz de tal situação? O julgamento de quem é que conta?

      17. (a) Para quem escreviam aqueles apóstolos o seu conselho a respeito de cônjuges? (b) Quando falava de salvar o cônjuge, a que salvação se referia Paulo?

      17 Temos de lembrar-nos que os apóstolos estavam escrevendo à “congregação de Deus”, para os cristãos espirituais “santificados em união com Cristo Jesus, chamados para ser santos”, aos que receberam “novo nascimento para uma esperança viva por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorrutível e imaculada, e imarcescível . . . reservada nos céus”. (1 Cor. 1:1, 2; 1 Ped. 1:3, 4) Tais escritos foram assentados no primeiro século. Deus estava então tirando das nações gentias um povo para seu nome, para compor a congregação de 144.000 testemunhas cristãs que se tornarão os co-herdeiros de Cristo em seu reino celeste. (Atos 15:14) Por conseguinte, quando Paulo perguntou: “Esposa, como sabes se não hás de salvar o teu marido? Ou, marido, com sabes se não hás de salvar a tua esposa?”, ele bem provavelmente se referia à salvação para a vida celeste, em união com Jesus Cristo.

      18. (a) Será que não há outra salvação possível para o descrente que morre como cônjuge de tal cristão? (b) Desde quando está o Pastor Excelente chamando as “outras ovelhas”?

      18 Paulo, por certo, não considera aqui a salvação para a vida na perfeição humana nesta terra, quando o reino celestial de Deus a converter num Paraíso global. Surge devidamente, então, a pergunta: Se o cônjuge descrente não foi salvo pelo crente para a única salvação para a qual Deus chamava então as pessoas das nações, significou isto que não teria nenhuma oportunidade posterior de ser salvo, com aquela salvação terrestre que está reservada para a humanidade em geral, sob o reino de Deus? O que acontecerá se dissermos Sim a esta última pergunta? Nesse caso, estamos julgando o descrente, que morreu sem responder à chamada celeste, como sendo indigno de qualquer ressurreição sob o reino de Deus e de qualquer oportunidade de vida sobre a terra. Entretanto, até recentemente, o Pastor Excelente, Jesus Cristo, não estava chamando e ajuntando suas “outras ovelhas”, com a esperança de vida eterna na terra. — João 10:16.

      19. (a) Será a salvação para as “outras ovelhas” uma espécie de rede de segurança para apanhar os infiéis cristãos gerados pelo espírito? (b) A salvação das “outras ovelhas” resulta do quê?

      19 As Escrituras inspiradas mostram que Deus estabeleceu tempo definido para que ele mesmo reunisse as “outras ovelhas”, para quem ele reserva a salvação eterna na terra Paradísica, sob o reino de seu querido Filho. A provisão de Deus para tais “outras ovelhas” não é uma espécie de rede de segurança para apanhar todos aqueles que ele chama à herança celeste mas que não cumprem os requisitos para a mesma por meio do proceder cristão fiel até à morte. Os cristãos que têm reservada para si mesmos a herança celeste, têm, ou de provar-se dignos de entrarem nela, ou de falhar por completo, sem outra perspectiva de vida à qual recorrer, para assim usufruírem a vida eterna em alguma outra parte, de alguma forma. Não, a provisão de Deus mediante Cristo para as “outras ovelhas” é algo que Deus propôs especialmente para a ampla maioria da humanidade. Resulta da morte e da ressurreição de Jesus Cristo, assim como também a chamada celeste dos 144.000 co-herdeiros de Cristo resulta disso.

      20. Històricamente, quando começou o ajuntamento da “grande multidão” de “outras ovelhas”?

      20 Segundo os fatos históricos, o ajuntamento da “grande multidão” de outras ovelhas começou, não antes de 1931 E. C., mas especialmente de 1935 E. C. em diante. — Eze. 9:4; Rev. 7:9-17; veja-se A Sentinela, em inglês, de 15 de agosto de 1934, páginas 249, 250, parágrafos 31-34; também, a de 1.° de fevereiro de 1935, página 47, parte superior.

      21. Estes fatos são de peso ao considerarmos que perguntas?

      21 Estes fatos têm de ser considerados quando tratamos de perguntas que se baseiam no conselho de Paulo em 1 Coríntios 7:10-16, com respeito aos cônjuges descrentes, e também aos filhos que talvez não se tornem crentes, embora, durante a meninice, sejam filhos “santos” dum genitor crente, ou de pais crentes. O julgamento tem de caber a Deus, que faz a chamada para uma esperança ou para a outra esperança. — Rom. 9:14-16.

      O QUE DIZER DE NOSSA GERAÇÃO?

      22. Que período de tempo começou em 1914 E. C., e como foi o seu começo assinalado em cumprimento de profecia?

      22 Pela contagem bíblica do tempo, o “tempo do fim” deste sistema de coisas começou no ano 1914, há cinqüenta e um anos atrás. Essa data, predeterminada por Jeová Deus, foi assinalada pelo irrompimento da primeira guerra mundial, que foi seguida das coisas que Jesus Cristo predissera no ano 33 E. C., a saber, escassez de víveres, pestes, terremotos. Todas essas coisas foram o começo das dores de angústia para o mundo da humanidade. (Dan. 11:35; 12:4; Mat. 24:3, 7, 8; Luc. 21:10, 11) Durante a peste da gripe espanhola que varreu o globo em 1918-1919, morreram vinte milhões de pessoas, mais que todos os milhões que morreram durante os quatro anos da primeira guerra mundial.

      23. Em Revelação 6:1-6, como foram representados o Rei recém-empossado, a guerra mundial e a fome?

      23 Em Revelação 6:1-8, o glorificado Jesus Cristo deu um quadro profético das próprias coisas que assinalaram o começo do “tempo do fim”, de 1914 E.C. em diante. Nesta visão, dada ao apóstolo João, o recém-empossado Rei, Jesus Cristo, foi representado como homem coroado e armado dum arco, cavalgando um cavalo branco, partindo para a conquista. A guerra mundial foi representada por um cavaleiro sobre um cavalo cor de fogo e armado de grande espada, a fim de tirar a paz da terra. A fome ou escassez de víveres foi representada pelo cavaleiro sobre um cavalo preto e tendo na mão uma balança para pesar o alimento por medida.

      24. Segundo Revelação 6:7, 8, como foi representada a peste mortífera?

      24 Note a seguir como foi representada a mortífera peste: “Eu vi, e eis um cavalo descorado; e o que estava sentado nele tinha o nome de Morte. E o Hades seguia-o, de perto. E foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com uma longa espada, e com escassez de víveres, e com praga mortífera, e pelas feras da terra.” — Rev. 6:7, 8.

      25. (a) De acordo com isto, para onde vão aqueles que morrem assim na primeira parte deste “tempo do fim”? (b) Onde se acha respondida a nossa pergunta a respeito da ressurreição de tais pessoas?

      25 Surge então a pergunta: Será que as pessoas que assim morrem, neste “tempo do fim”, antes da destruição de Babilônia, a Grande, e a batalha do Armagedom, terão ressurreição mais tarde, pelo poder de Deus mediante Cristo? A própria visão dada a João nos fornece uma deixa para responder certo a esta pergunta. Observe que se diz que o que segue o quarto cavaleiro, chamado Morte (e não a “Segunda Morte”) não é a Geena, mas o Hades. Por meio disto se indica que aqueles que morrem assim por todas as calamidades nesta primeira parte do “tempo do fim” vão para o Hades, que é a sepultura comum da humanidade morta no pó da terra. Muitos também morrem no mar, mas este item incidental não é abrangido na visão profética. A nossa pergunta no tocante à ressurreição de tais pessoas que morrem neste “tempo do fim” é definitivamente respondida em Revelação 20:13, que diz a respeito das pessoas que não pertencem aos 144.000 herdeiros do reino celeste de Deus: “E o mar entregou os mortos nele, e a morte e o Hades entregaram os mortos neles, e foram julgados individualmente segundo as suas ações.”

      26. Que classe espiritual não se acha incluída em Revelação 20:13, tendo membros que morreram neste “tempo do fim”?

      26 Por certo, muitos cristãos professos morreram neste “tempo do fim” desde 1914, os quais foram chamados para o reino celeste, mas se tornaram infiéis e deixaram de obter a herança celeste. Estes não estariam incluídos entre aqueles entregues pelo mar, pela morte e pelo Hades. (Rev. 20:13) Tais perdedores da herança celeste seriam os cristãos dedicados e batizados, representados pelo “escravo mau” ou pelo “escravo iníquo e indolente” com o único talento sem ser usado, conforme predito em Mateus 24:48-51 e 25:18, 24-30. Ao morrerem tais discípulos infiéis de Jesus Cristo, vão para a simbólica Geena, na qual o Deus Todo-poderoso destrói tanto a alma como o corpo. (Mat. 10:28) Assim, não há ressurreição para estes quando o mar, a morte e o Hades entregam os mortos terrestres que há neles, sob o reino de Deus.

      A EXECUÇÃO DO JULGAMENTO DE DEUS

      27. Quando e como será executada a Babilônia, a Grande, e o que dizer do futuro daqueles que então são executados junto com ela?

      27 No entanto, no fim do “tempo do fim”, Jeová Deus, por meio de seu Cavaleiro montado no cavalo branco, começará a executar seu julgamento adverso sobre as nações e os povos. Babilônia, a Grande, será destruída, e então a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, ou Armagedom, será travada. (Rev. 16:13-16; 17:1-6, 14) Jeová Deus fará que os poderes políticos da terra se voltem contra Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Assim, Revelação 17:16 será cumprida: “E os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo.” Isso significa a destruição eterna dela, sem ser possível qualquer ressurreição ou restauração. As pessoas religiosas que forem então executadas junto com ela, serão eternamente destruídas junto com ela, porque se recusaram a obedecer à chamada divina: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte de suas pragas.” — Rev. 18:1-4.

      28, 29. O que mostra Revelação 19:19-21 quanto a se dar sumiço nos lutadores mortos no Armagedom?

      28 Que os lutadores do Armagedom, contra o ungido Rei dos reis de Deus, não terão enterro em sepulturas comemorativas ou túmulos memoriais, prova-se pela descrição da batalha escrita pelo apóstolo João nas seguintes palavras:

      29 “E eu vi a fera [o sistema político mundial de Satanás] e os reis da terra,

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