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‘O restabelecimento de todas as coisas das quais Deus falou’A Sentinela — 1971 | 15 de outubro
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‘O restabelecimento de todas as coisas das quais Deus falou’
“Os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos.” — Atos 3:21.
1. Quem falou das coisas que hão de ser restabelecidas, e por que nos podemos alegrar disso?
QUANTO nos podemos alegrar de que o restabelecimento prometido não será das coisas de que falaram políticos e filósofos humanos, mas das ‘coisas das quais Deus falou’! Estas coisas, portanto, serão boas para toda a humanidade. Seu restabelecimento será certo. Devemos querer que se restabeleçam estas coisas, pois nosso Criador, melhor do que qualquer outro, sabe o que precisa ser restabelecido para nós. Mas, queremos nós estas coisas?
2. Como devemos querer responder à esta pergunta, e, por isso, que outras perguntas nos vêm à mente?
2 Não vamos querer responder a esta pergunta de modo cego e ignorante. Somos dotados do direito de livre arbítrio. Queremos primeiro saber quais são as coisas envolvidas, para podermos fazer uma escolha inteligente e esclarecida. Quais são todas estas coisas? Como podemos saber se Deus falou de todas elas? Quem o ouviu falar? Quando falou delas? E como? Perguntas como estas vêm à nossa mente. Merecem ser respondidas com o apoio de uma autoridade fidedigna. Podem ser respondidas.
3. Quem levantou esta questão do restabelecimento de todas as coisas, quando, onde e por quê?
3 Um homem que teve desempenho destacado no primeiro século de nossa Era Comum levantou esta questão, e ele fez isso numa cidade cujo nome é hoje muito mencionado nas notícias atuais do mundo. Muitos lugares na terra foram chamados pelo nome deste homem. O nome do homem era Pedro, filho de João, duma cidade do controvertido Oriente Médio. O lugar onde falou era o templo da cidade de Jerusalém. Este templo, construído pelo famoso Rei Herodes, o Grande, não se ergue mais naquele lugar hoje em dia. Foi destruído no ano 70 do primeiro século, quando os exércitos romanos destruíram toda a cidade de Jerusalém. Naquele lugar existe agora um local de adoração duma crença religiosa diferente. Mas lá naquele tempo, quando Pedro, filho de João, falou, ainda haviam de passar trinta e sete anos antes dos eventos momentosos do ano 70 E. C. Havia uma grande multidão de adoradores reunida em volta de Pedro. O que havia acontecido por intermédio de Pedro suscitara perguntas na sua mente. Foi naquela ocasião que Pedro proferiu a frase significativa, “os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos”. — Atos 3:21.
4, 5. (a) Por que não eram falsos profetas aqueles homens, e como foi preservado aquilo que falaram? (b) Por que quase não temos desculpa de não sabermos hoje o que aqueles homens falaram?
4 Aqui estão, pois, as respostas às nossas perguntas. Foi nos “tempos antigos”, mesmo antes do tempo de Pedro, que Deus havia falado. Havia falado destas coisas vitais por meio de “seus santos profetas”. Estes não eram profetas falsos, mas “santos profetas” de Deus. Ele lhes falara, e eles, por sua vez, usaram a boca para dizer a outros as coisas faladas por Deus. As vozes destes santos profetas cessaram há mais de vinte e três séculos. Suas vozes não foram preservadas em discos fonográficos ou em fitas gravadas. As mensagens que Deus enviou por intermédio da boca daqueles santos profetas foram registradas por escrito. Esta escrita, que levou mais de mil anos para completar, tem sido zelosamente preservada nos primeiros trinta e nove livros de nossa Bíblia Sagrada. Pedro, filho de João, leu estes livros. Foi por isso que ele sabia de que estava falando.
5 Nós também podemos saber as coisas que Deus falou pela boca de seus santos profetas por lermos estes mesmos livros. Dificilmente temos alguma desculpa válida para não as conhecermos, pois a Bíblia Sagrada é o livro mais amplamente distribuído no maior número de línguas na terra. Este Livro imperecível é nossa autoridade fidedigna para apoiar o que dizemos.
6. (a) Por que aceitou Pedro aqueles escritos assim como fez? (b) Onde encontramos o que Pedro escreveu e o que ele disse no templo?
6 Anos depois, Pedro escreveu uma carta a respeito destas Escrituras Sagradas, dirigindo-a aos leitores da Bíblia. Nela escreveu: “Sabeis primeiramente isto, que nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação particular. Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.” (2 Ped. 1:20, 21) Sabendo isso, Pedro aceitou o que foi profetizado por aqueles homens movidos por espírito com sendo, não a palavra de homem, mas a palavra de Deus. Nós, embora sejamos deste século vinte, devemos aceitar aqueles escritos inspirados assim como Pedro fez, pois aqueles escritos ainda permanecem inalterados hoje em dia. O que Pedro escreveu ali e o que ele falou no templo de Jerusalém foi preservado para nós nos últimos vinte e sete livros da Bíblia Sagrada.
7. De que queria uma explicação a multidão reunida em volta de Pedro e de João?
7 Mas, por que se ajuntou aquela multidão de adoradores em volta de Pedro e de seu companheiro, João, filho de Zebedeu? Por extrema curiosidade! Um mendigo aleijado, no templo, havia esperado que Pedro lhe desse uma dádiva caridosa de dinheiro. Pedro lhe deu algo melhor. Ele disse: “Não possuo prata nem ouro, mas o que tenho é o que te dou: Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda!” O mendigo, coxo de nascença, foi ajudado por Pedro a se por de pé e a andar. Não bastava isso para ajuntar uma multidão? Sim. Por isso, a multidão queria uma explicação de Pedro.
8. O que havia acontecido àquele a quem Pedro mencionou por nome, de modo que o uso deste nome por Pedro operou a favor do aleijado?
8 Devemos lembrar-nos de que no princípio da primavera daquele ano 33 E. C. havia ocorrido um assassinato em plena luz do dia, em público, logo fora das muralhas de Jerusalém. Foi o assassinato daquele a quem Pedro chamou de “Jesus Cristo, o nazareno”. Referia-se a Jesus, o Messias da cidade de Nazaré. Soldados romanos haviam sido usados para pregá-lo numa estaca, a fim de morrer como criminoso, mas seus amigos obtiveram permissão para o enterrarem num lugar próximo. Mas, no terceiro dia de seu enterro, o túmulo selado foi aberto por um anjo e encontrado vazio. Em prova de que Jesus Cristo não era criminoso culpado, o Deus Todo-poderoso o havia ressuscitado dentro os mortos, não mais para a vida na carne, mas em espírito. Pedro e João haviam visto o ressuscitado Jesus Cristo aparecer diversas vezes, depois disso, por ele se materializar em carne, em certas ocasiões, perante muitas testemunhas oculares, fidedignas, durante quarenta dias. No quadragésimo dia, Pedro, João e seus companheiros viram este Jesus Cristo ascender ao céu e desaparecer. Agora, o uso do nome de Jesus Cristo, o nazareno, por Pedro, operou a favor do aleijado.
9. Com que palavras rejeitou Pedro qualquer mérito próprio pelo milagre e falou também do cumprimento das profecias?
9 Pedro negou qualquer mérito próprio neste milagre maravilhoso: Pedro disse à multidão indagadora: “O Deus de Abraão, e de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos antepassados, glorificou o seu Servo, Jesus, a quem vós, da vossa parte, entregastes e repudiastes na face de Pilatos [o Governador], quando ele tinha decidido livrá-lo. Sim, vós repudiastes aquele santo e justo, e pedistes que um homem, um assassino, vos fosse concedido liberalmente, ao passo que matastes o Agente Principal da vida. Mas, Deus levantou-o dentre os mortos, fato de que somos testemunhas. Conseqüentemente, o seu nome, pela nossa fé no seu nome, tornou forte este homem que observais e conheceis, e a fé que é por intermédio dele tem dado ao homem esta saúde completa à vista de todos vós. E agora, irmãos sei que agistes em ignorância, assim como também fizeram vossos governantes. Mas, deste modo Deus tem cumprido as coisas que ele anunciou de antemão por intermédio da boca de todos os profetas, que o seu Cristo havia de sofrer.” — Atos 3:1-18.
10. Por que não era desculpável o assassinato de Jesus e sem conseqüências para aquela multidão de Judeus, embora fosse cometido em ignorância?
10 Embora isso tivesse sido feito em ignorância, no que se referia àquela multidão, cometera-se um crime. E o que era pior, fora cometido contra o próprio Messias ou Cristo de Deus. Ter Deus predito mediante seus profetas que seu Messias ou Cristo havia de sofrer não desculpava a multidão. Segundo a Lei de Deus, dada aos judeus mediante o profeta Moisés, até mesmo o homicídio cometido involuntariamente ou sem intenção tinha de ser compensado, para que a terra não fosse poluída por sangue inocente. (Núm. 35:9-34) Os que escutavam Pedro sabiam disso. Sabiam que recaía sobre eles a responsabilidade comunal pelo assassinato de Jesus Cristo, o Servo fiel de Deus. Que deviam fazer para escapar das conseqüências deste crime? Como podiam ser apagados seus pecados neste respeito? Provavelmente este milagroso Pedro saberia a resposta. E ele sabia. Por isso disse àquela multidão:
11. Como podiam aqueles judeus conseguir que se apagassem os seus pecados, e o que havia de seguir a isso no tempo devido?
11 “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados, para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová e para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus, a quem o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos.” — Atos 3:19-21.
COMO SE APAGAM OS PECADOS
12. Que norma estabelece isso para nós hoje, para que se apaguem os nossos pecados, e por quê?
12 Aquelas palavras de Pedro estabelecem a norma para nós hoje. Todos nós temos pecados que precisam ser apagados segundo o arranjo amoroso de Deus, pois todos nós somos pecadores natos, devido à herança do pecado de nossos primeiros pais humanos, Adão e Eva. (Gên. 3:1-24; Rom. 5:12, 18, 19) Devemos lembrar-nos de que “o salário pago pelo pecado é a morte”. (Rom. 6:23) Se estivermos ansiosos de obter a vida eterna no favor de Deus, então é necessário que nos arrependamos, quer dizer, que lastimemos e lamentemos nossa pecaminosidade, nossa imperfeição e nossos pecados contra a lei de Deus. Se realmente lastimarmos isso e odiarmos a nós mesmos por sermos pecadores contra Deus, tentaremos sair desta condição pecadora e parar de pecar. Mas como?
13. O que era necessário da parte daqueles judeus, além do arrependimento, e que proceder precisavam os judeus adotar por isso?
13 Pedro disse que é preciso agir em harmonia com o arrependimento. Ele acrescentou: “E dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados.” O mero arrependimento não apagará os nossos pecados. Temos de dar “meia-volta” e ir na direção oposta do proceder de pecado, fazendo esforço de desistir dele. Para os judeus daquele tempo, isto significava parar de resistir a Jesus Cristo, e, em vez disso, começar a andar nas pisadas dele, como o “Cristo [ou Messias] designado a vós, Jesus”. (Atos 3:19, 20) Aqueles judeus já eram dedicados a Jeová, como Deus, em razão de nascerem sob o pacto que Jeová fizera com os antepassados deles, mediante Moisés, Por isso tinham de aceitar então aquele que fora designado por Jeová como seu Messias ou Cristo e se apresentar a Jeová como crentes em Seu Messias e seguidores dele. Alguns dias antes, Pedro dissera a uns três mil judeus arrependidos que eles precisavam simbolizar seu arrependimento e sua conversão por serem batizados em água, em nome de Jesus, como sendo então seu Messias aceito, o Filho de Deus. — Atos 2:37-42.
14, 15. (a) Que bom resultado há para o perdoado quando se lhe apagam os pecados? (b) O que disse João sobre se o apagamento dos pecados resulta da água do batismo?
14 Qual, disse Pedro, seria o bom resultado de se dar tal meia-volta no caminho contrário ao propósito e à designação de Deus, seguindo-se o caminho de sua aprovação e vontade? O seguinte: “que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová”.
15 Certamente seria um grande refrigério para eles que se lhes apagassem os pecados e que não mais estivessem sob a condenação do pecado, nem tivessem uma consciência culpada perante ele, especialmente depois de sua oposição ao Messias ou Cristo de Jeová. Apagarem-se os seus pecados não resultou da água em que foram batizados, mas do sangue derramado de Jesus Cristo, como sacrifício humano perfeito pelos pecados de toda a humanidade. É assim como escreveu o companheiro de Pedro, João, filho de Zebedeu, mais tarde, sobre andarmos com Deus, dizendo: “Se estivermos andando na luz, assim como ele mesmo está na luz, temos parceria um com o outro, e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.” (1 João 1:7) Assim, Deus não mais nos considera como pecadores, e a relação pacífica com Deus, resultante desta misericórdia da parte de Deus, nos dá deveras um enorme refrigério.
16. Que queria Pedro dizer quando falou que aquelas ‘épocas de refrigério’ vem ‘da parte da pessoa de Jeová’, e, neste respeito, o que mostra a história concernente aos judeus desde 70 E. C.?
16 Visto que se diz que estas “épocas de refrigério” vêm “da parte da pessoa de Jeová”, significa que a face dele se voltará para nós favoravelmente. Ele nos dá a sua atenção favorável. Mostra boa vontade para conosco, durante o “ano de boa vontade da parte de Jeová”. Tornamo-nos seus “homens de boa vontade”. (Isa. 61:1, 2; Luc. 2:14) Nos dias do apóstolo cristão Pedro era urgente que aqueles judeus obtivessem a boa vontade de Jeová, depois do assassinato de Seu Messias em Jerusalém, visto que se aproximava muito a destruição da cidade de Jerusalém e a dissolução da nação judaica na terra de Judá. A história triste do povo judaico após a destruição de Jerusalém pelos romanos, no ano 70 E. C., prova que o povo judaico disperso não usufruiu ‘épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová [literalmente: da face de Jeová]’.
17. Neste mesmo sentido, o que se precisa dizer da cristandade, e o que indicava para ela a destruição de Jerusalém em 70 E. C.?
17 Também, ao examinarmos a história da organização religiosa da cristandade, desde o seu estabelecimento no quarto século, somos obrigados a admitir que a cristandade tampouco tem usufruído ‘épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová’, durante os seus mais de dezesseis séculos de existência até agora. Durante toda a sua história, ela tem sido dilacerada por disputas e guerras religiosas internas, por divisões e desunião sectárias, e pela confusão religiosa cada vez pior. A destruição de Jerusalém, lá no ano 70 E. C., era tipo que prefigurava a destruição da cristandade pelas mãos de inimigos mundanos, seculares, no futuro próximo. A face de favor de Jeová é desviada da cristandade, e ele não a protegerá contra a vindoura destruição, assim como tampouco protegeu Jerusalém no ano 70 E. C.
18. Portanto, que conselho devem agora todos seguir urgentemente, e quem já fez isso, e com que resultado?
18 Este é o motivo porque é agora urgente que tanto judeus como gentios façam o que o apóstolo Pedro aconselhou: “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados [ou: perdoados].” Isto é o que fizeram as testemunhas cristãs de Jeová, e toda a evidência prova que elas usufruem abundantemente, em sentido espiritual, as “épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová”. Por se apresentarem a Ele em plena dedicação, mediante seu Messias, Jesus, tornaram-se seus “homens de boa vontade”. Em recompensa disso, usufruem aquilo que os anjos disseram aos ouvidos dos pastores, por ocasião do nascimento de Jesus, em Belém, “na terra paz entre homens de boa vontade”. Não querem ser destruídos junto com a não pacífica cristandade, nem com todo o resto do império mundial da religião falsa, no futuro próximo. Sentem muito “refrigério” por serem aliviados da participação comunal nos pecados da cristandade e nos daquele império mundial, religioso, Babilônia, a Grande. — Rev. 18:2-5.
SEGUNDO ENVIO DO MESSIAS E O MOTIVO DISSO
19. Em que diferem a cristandade e os judeus naturais quanto à vinda do Messias, e para que esta resulte em “refrigério”, o que precisa fazer a cristandade?
19 A cristandade afirma estar esperando a volta de Jesus Cristo, e ela espera ter “épocas de refrigério” em resultado da volta dele. Mas, para isto acontecer, a cristandade teria de fazer o que Pedro disse aos judeus culpados de pecados: “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta [ou: sede convertidos], a fim de que os vossos pecados sejam apagados.” Essas épocas de refrigério seguem a tal proceder, assim como Pedro passou a mostrar, dizendo: “Para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová e para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus, a quem o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca de seus santos profetas dos tempos antigos.” (Atos 3:19-21) Os judeus naturais, circuncisos, que não crêem que o Messias veio há dezenove séculos, aguardam a sua vinda pela primeira vez no futuro. Mas Pedro, João e os outros judeus cristianizados aguardavam a volta ou a vinda do Messias pela segunda vez e para uma finalidade diferente. Pedro e João o haviam visto ascender de volta ao céu.
20. Por que era necessária a volta do Messias, e por que fora enviado por Deus naquela primeira vez?
20 Pedro e João se lembravam das palavras de Jesus aos judeus: “Que seria, portanto, se observásseis o Filho do homem ascender para onde estava antes?” No dia de sua ressurreição, ele apareceu a Maria, da cidade de Magdala, e disse: “Ainda não ascendi para junto do Pai. Mas, vai aos meus irmãos e dize-lhes: ‘Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.’” (João 6:62; 20:17) Ele ascendeu de volta ao céu no quadragésimo dia após a sua ressurreição dentre os mortos. Mas para cumprir todas as profecias a respeito do Messias, ele tinha de vir outra vez. Por isso, depois de o apóstolo Pedro falar de “épocas de refrigério” da parte da pessoa de Jeová, ele prosseguiu: “E para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus.” A primeira vez que Jeová havia enviado seu Filho à terra foi para que morresse como sacrifício de resgate a favor de toda a humanidade. Por isso, Pedro disse à multidão de judeus em volta dele: “Deste modo Deus tem cumprido as coisas que ele anunciou de antemão por intermédio da boca de todos os profetas, que o seu Cristo havia de sofrer.” — Atos 3:18.
21. Que outras coisas predisseram os profetas de Jeová sobre o Messias, conforme indicado por Pedro na sua carta, e por que o envia Jeová pela segunda vez?
21 Outras coisas anunciadas de antemão pela boca de todos os profetas de Jeová falavam de sua vindoura glória no reino messiânico. Na sua primeira carta aos crentes cristãos, o apóstolo Pedro escreveu sobre aqueles profetas, dizendo: “Eles investigaram que época específica ou que sorte de época o espírito neles indicava a respeito de Cristo, quando de antemão dava testemunho dos sofrimentos por Cristo e das glórias que os seguiriam.” (1 Ped. 1:10, 11) Pedro lembrava-se das palavras de Jesus Cristo na sua profecia a respeito da destruição de Jerusalém, dizendo: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso.” (Mat. 25:31) Seus sofrimentos na carne, na terra, que lhe foram preditos mediante os profetas, teriam então passado para sempre. Quando Jeová o envia pela segunda vez à terra, é para ele reinar em glória celestial, a fim de cumprir todas as outras profecias a respeito do reino do Messias.
22. O que indicam o Salmo 110:1, 2 e Hebreus 10:12, 13 a respeito de quando se daria o cumprimento destas profecias do Reino?
22 Quando é que seria isso? O Rei Davi, de Jerusalém, que era antepassado régio de Jesus Cristo, disse profeticamente a respeito de sua ascensão ao céu: “A pronunciação de Jeová a meu Senhor é: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.’ Jeová enviará de Sião o bastão da tua força, dizendo: ‘Subjuga no meio dos teus inimigos.’” (Sal. 110:1, 2) Comentando este salmo profético, Hebreus 10:12, 13, diz referente a Jesus Cristo e seu perfeito sacrifício humano: ‘Este homem ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente, e se assentou à direita de Deus, daí em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés.” Esta profecia significava que o glorificado Jesus Cristo, no céu, à direita de Deus, seria vitorioso sobre todos na terra que se oporiam ao seu reinado sobre toda a humanidade, como Messias de Jeová.
23. Portanto, que pergunta vital é bom que cada um faça a si mesmo, e por quê?
23 Cada um de nós fará bem, portanto, em se fazer a pergunta vital: ‘Sou eu inimigo do reino messiânico de Jeová por Jesus Cristo?’ A cristandade é! Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa também é! O mesmo se dá com as nações políticas que compõem a organização mundial em prol de paz e segurança internacionais, as Nações Unidas. Todos estes inimigos devem ser subjugados e esmagados! Segundo a profecia bíblica e as condições do mundo, isto já está próximo!
24. Até que “tempos” devia o céu reter o Messias Jesus, e, por isso, qual é a pergunta-chave para nós?
24 Por que estamos convencidos de que este desastre mundial está próximo? Pelo motivo de que o apóstolo Pedro profetizou que a este Jesus Cristo, que ascendeu, “o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas,a das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos”. (Atos 3:21) Aqui a pergunta-chave é: Quais são estas “todas as coisas” até o tempo do restabelecimento das quais o céu tem de reter em si o Messias Jesus, que ascendeu, ficando sentado à direita de Deus à espera de que seus inimigos fossem feitos escabelo para os seus pés?
25. Resumidamente, quais são “todas as coisas”, e que perguntas suscita esta breve resposta?
25 Estas “todas as coisas” são o reino messiânico e seus interesses na terra. É esta uma resposta surpreendente à pergunta? Está algum de nós inclinado a perguntar: Como pode ser isso, quando lá nos dias do apóstolo Pedro este reino messiânico de Jeová ainda havia de vir? Visto que este reino messiânico não havia sido estabelecido e depois desaparecido como podia ser restabelecido?
26. A respeito do restabelecimento de que haviam Pedro e outros apóstolos perguntado a Jesus antes de sua ascensão, e qual foi a resposta dele?
26 Mas o apóstolo Pedro sabia de que estava falando. Sabia como seria restabelecido este reino. Havia sido um dos apóstolos que perguntaram ao ressuscitado Messias Jesus, pouco antes de ele ascender ao céu: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” A esta pergunta respondeu o ressuscitado Messias Jesus: “Não vos cabe obter conhecimento dos tempos ou das épocas que o Pai tem colocado sob a sua própria jurisdição; mas, ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” Depois de dizer isso, e enquanto os abençoava, foi tirado dos seus discípulos, no Monte das Oliveiras e levado para o céu. — Atos 1:6-11; Luc. 24:5-53.
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Como se faz o “restabelecimento de todas as coisas”A Sentinela — 1971 | 15 de outubro
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Como se faz o “restabelecimento de todas as coisas”
1. Nos dias de Jesus, que pergunta era própria que os seus apóstolos lhe fizessem em vista da situação política dos judeus, e o que mostra a situação atual de Israel quanto à ação de Jesus?
TODOS os que conhecem a história sabem que no tempo da ascensão de Jesus a nação de Israel não tinha um reino. Por alguns anos haviam tido o reino dos macabeus, mas este havia sido um reino de sacerdotes judaicos, da tribo de Levi, e havia sido derrubado pelo Império Romano, no ano 63 antes de nossa Era Comum. Também, o posterior reino de Herodes, o Grande, não havia sido um reino judaico, mas sim um reino edomita, e havia sido imposto aos judeus pelo Senado Romano. Mas, quando Jesus ascendeu ao céu, Jerusalém se achava sob o governador romano Pôncio Pilatos, que o havia entregue para ser morto; e a província da Galiléia estava sendo governada por Herodes Ântipas, filho de Herodes, o Grande. (Luc. 3:1, 2; 23:6-15) Por isso os discípulos podiam perguntar corretamente a Jesus Cristo, antes de ele ascender: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” (Atos 1:6) Ele não o fez então, e até hoje Israel não tem reino. O governo de Israel, no Oriente Médio, é uma república e é membro da organização em prol de paz e segurança mundiais, as Nações Unidas.
2. Qual é a atitude das Nações Unidas para com o reino messiânico de Jeová, e quem quer que seja restabelecido?
2 As Nações Unidas não querem a vinda do reino messiânico por meio da República de Israel. De fato, as Nações Unidas não desejam de forma alguma o reino messiânico de Jeová nem oram por ele. Não a cristandade, mas as testemunhas cristãs de Jeová é que desejam este reino messiânico e têm dado sua lealdade a ele.
3. Como mostraram os apóstolos, por meio de sua pergunta, que o estabelecimento do reino messiânico seria então um restabelecimento, e de que modo esperavam que ele o fizesse?
3 O estabelecimento deste reino messiânico, não na terra, mas no céu, é, segundo as Escrituras Sagradas, um “restabelecimento”. Por quê? Lembremo-nos de que os apóstolos de Jesus Cristo sabiam e reconheciam que ele era o Messias ou Cristo designado por Jeová ao Seu povo. Em certa ocasião, o apóstolo Natanael disse a Jesus: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.” E numa ocasião posterior, o apóstolo Pedro lhe disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” (João 1:49; Mat. 16:16) O título Cristo é a palavra grega equivalente à palavra hebraica Messias. Por conseguinte, quando os apóstolos perguntaram ao ressuscitado Jesus: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” eles perguntaram se o verdadeiro Messias restabeleceria o Reino. Visto que ele era realmente o Messias ou Cristo, esperavam que ‘restabelecesse’ o reino. Como? Por ele mesmo se tornar Rei sobre Israel, naquele tempo.
4. Portanto, que espécie de reino deve ter sido o reino judaico até o ano 607 A. E. C., e por que nasceu o Filho de Deus, do céu, na linhagem de Davi?
4 Compreendemos agora a questão? O antigo reino de Israel, até a sua derrubada pelo Império Babilônico, no ano 607 A. E. C., era um reino messiânico. Este reino havia sido o governo da família real de Davi, de Belém. Quando Deus enviou seu Filho unigênito desde o céu, este nasceu na família do Rei Davi e recebeu o nome de Jesus, que significa “Jeová É Salvação”. Jesus era assim um herdeiro do trono do Rei Davi. (Mateus 1:1 a 2:6; Luc. 3:23-31) Até mesmo um anjo do céu declarou que Jesus era o Cristo ou Messias. Na noite em que nasceu em Belém, este anjo da parte de Jeová disse a pastores tementes de Deus: “Não temais, pois, eis que vos declaro boas novas duma grande alegria que todo o povo terá, porque hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo, o Senhor.” — Luc. 2:8-11.
5. Em que espécie de linhagem nasceu Jesus, portanto, e o que há para provar que os reis de Israel eram chamados de messias?
5 Este Jesus, que havia de ser o “Senhor” do Rei Davi, nasceu numa linhagem messiânica. Em que sentido? Porque o adjetivo messiânico significa “que diz respeito ao Messias”. Pois bem, foram os reis da linhagem de Davi, no antigo Israel, chamados “messias”? Ou seriam chamados “cristos” pelos judeus de língua grega? Sim, porque o título Messias significa Ungido, e Cristo também significa Ungido. Este título se aplicava a tais reis da linhagem real de Davi porque haviam sido ungidos pelo sumo sacerdote de Jeová em Israel com santo óleo de unção, para serem reis sobre o povo escolhido de Jeová. (1 Reis 1:34-39) Davi falou diversas vezes do Rei Saul, primeiro rei das doze tribos de Israel, como sendo o “ungido [ou: Messias] de Jeová”. Assim também se falava constantemente do próprio Davi, como rei, como sendo o ungido ou Messias de Jeová. (1 Sam. 24:6, 10; 26:9-23; 2 Sam. 1:14-16; 19:21; 22:51; 23:1) Até mesmo Zedequias, último rei da linhagem de Davi no trono de Jerusalém, é chamado de “ungido [ou: Messias] de Jeová”. — Lam. 4:20, nota ao pé da página da edição inglesa de 1958.
6. Em vista de que acontecimento em 607 A. E. C. exigia a promessa que Deus fez ao Rei Davi que o reino messiânico fosse restabelecido?
6 Após a derrubada do Rei Zedequias, na destruição de Jerusalém em 607 A. E. C., não houve rei messiânico no trono de Israel. Mas 463 anos antes disso, Jeová prometera ao Rei Davi, num pacto solene com ele: “Tua casa e teu reino hão de ficar firmes por tempo indefinido diante de ti; teu próprio trono ficará firmemente estabelecido por tempo indefinido.” (2 Sam. 7:16) Isto significava, portanto, que o reino messiânico da linhagem real de Davi tinha de ser restabelecido.
7. Por que era Jesus Cristo aquele com quem se restabeleceria o reino messiânico?
7 Jesus Cristo era aquele por meio de quem se faria este restabelecimento do reino messiânico, pois Jesus nascera na linhagem do Rei Davi. Antes de seu nascimento humano, um anjo disse a respeito de Jesus: “Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu reino.” E por ocasião do nascimento de Jesus, em Belém, um anjo anunciou que ele havia de ser “Cristo [ou: Messias], o Senhor”. (Luc. 1:32, 33; 2:11) Isto resolveu a questão; o restabelecimento do reino messiânico se daria com Jesus.
8. Embora Jesus não tivesse sido ungido pelo sumo sacerdote, em Jerusalém, por que era, não obstante, o Messias, e por que pode agora reinar para sempre?
8 É verdade que Jesus não havia de ser ungido rei sobre Jacó ou Israel por se fazer que o sumo sacerdote derramasse santo óleo de unção sobre a sua cabeça, em Jerusalém. Ao contrário, no ano 33 E. C., o sumo sacerdote de Jerusalém exigiu a morte de Jesus pela execução às mãos dos romanos. Mas isto não provava que Jesus não era o Ungido ou Messias. (Luc. 24:20; João 19:6, 15, 21) Jesus foi ungido por alguém mais elevado do que o sumo sacerdote de Israel. Ele era num sentido muito especial “o Ungido de Jeová”, pois fora ungido pelo próprio Jeová, não com santo óleo de unção, mas com o espírito de Jeová. Isto se deu após Jesus ter sido batizado em água por João Batista. (Mat. 3:13-17; Atos 10:38) Sua morte numa estaca de execução, fora de Jerusalém, não impediu que ele se tornasse para sempre o Herdeiro messiânico do Rei Davi, pois, no terceiro dia de sua morte, o Deus Todo-poderoso o ressuscitou e recompensou com imortalidade, com a vida incorrutível no espírito. (Rom. 1:3, 4; 1 Cor. 15:3-8; 1 Ped. 3:18-22) Assim, por motivo de sua vida infindável no céu, ele pode reinar para sempre como Rei messiânico.
PREDITO POR MOISÉS E POR PROFETAS POSTERIORES
9, 10. (a) Como indicou Pedro, quem havia de ser o Profeta semelhante a Moisés, porém, maior? (b) Em que sentido é este maior do que Moisés, e, por isso, por que não queremos resistir a ele?
9 A fim de mostrar quão grande é este Jesus, o apóstolo Pedro prosseguiu dizendo à multidão de judeus em volta dele, no templo: “De fato, Moisés disse: ‘Jeová Deus vos suscitará dentre os vossos irmãos um profeta semelhante a mim. A este tendes de escutar segundo todas as coisas que ele vos falar. Deveras, toda alma que não escutar esse Profeta será completamente destruída dentre o povo.’” (Atos 3:22, 23) Pedro citava ali as palavras do profeta Moisés, em Deuteronômio 18:15-19.
10 Jesus Cristo é aquele Profeta prometido que havia de ser semelhante a Moisés, porém, maior do que Moisés. Ele fez mais e maiores milagres do que Moisés, e é mediador do Novo Pacto entre Jeová e a congregação cristã, um pacto muito melhor do que o Pacto da Lei mediado por Moisés no monte Sinai, na Arábia. (Atos 2:22; Jer. 31:31-34; Heb. 8:6; 9:15; 12:24; 13:20) Certamente, pois, não desejamos ser encontrados entre os que se opõem ao restabelecimento do reino messiânico na pessoa de Jesus Cristo, o Profeta-Rei maior do que Moisés. Achar-se entre estes significaria nossa destruição completa.
11. Segundo as palavras de Pedro, quem, além de Moisés, havia proclamado esses dias e as bênçãos que aguardavam os israelitas?
11 Moisés, porém, não foi o único a profetizar sob inspiração divina a respeito deste Jesus, o Messias. Havia muitos outros, e por isso, o apóstolo Pedro prosseguiu dizendo aos judeus apinhados em volta dele, no templo: “E, de fato, todos os profetas, de Samuel em diante, e os em sucessão, tantos quantos falaram, declararam também distintamente estes dias. Vós sois os filhos dos profetas e do pacto que Deus celebrou com os vossos antepassados, dizendo a Abraão: ‘E em teu descendente serão abençoadas todas as famílias da terra.’ Deus, depois de suscitar o seu Servo, enviou-o primeiro a vós para vos abençoar, por desviar a cada um de vós das vossas ações iníquas.” — Atos 3:24-26.
12. (a) Em que sentido eram verídicas estas palavras com respeito aos profetas? (b) Como providenciou Jeová que Israel fosse abençoado primeiro pelo Messias?
12 Foi o profeta Moisés quem registrou o pacto de Jeová com o patriarca Abraão para todas as famílias e nações da terra serem abençoadas por meio de seu Descendente. (Gên. 12:3; 22:18) Foi o profeta Samuel quem primeiro ungiu Davi, de Belém, para se tornar o rei de todo o Israel; e isto foi em si mesmo um ato profético apontando para Jesus Cristo. (1 Sam. 16:11-13) A série de profetas hebraicos, depois de Samuel, tiveram todos algo a dizer com referência ao reino messiânico de Jeová. Estas profecias nos ajudam a avaliar de que significado o reino messiânico do Filho de Deus será para toda a humanidade. É principalmente Jesus Cristo quem é este Descendente prometido de Abraão para a bênção de todas as famílias e nações. (Gál. 3:3-16) Deus o levantou e comissionou como “seu Servo” para trazer bênçãos ao povo. Deus enviou este Servo ungido para abençoar primeiro os judeus naturais, circuncisos, por fazer que seu Filho Jesus nascesse como judeu na linhagem do Rei Davi. Os judeus, para obterem esta bênção, tinham de se desviar de obras iníquas.
13. Quando Pedro exortou aqueles judeus a se arrependerem, apresentava-lhes ele uma esperança terrena ou uma celestial, e por quê?
13 Portanto, ao instar com aqueles judeus para que ‘se arrependessem e dessem meia-volta’ ou se convertessem, o apóstolo Pedro não apresentava àqueles judeus uma esperança terrestre, a esperança de herdar um Paraíso terrestre, sob o reino messiânico dos céus. Ele não lhes indicava o futuro distante, com a perspectiva de serem restabelecidos à vida e saúde humanas perfeitas num Jardim do Éden restabelecido na terra. Antes, Pedro indicava-lhes a oportunidade de se associarem com aquele Jesus Cristo, principal Descendente de Abraão, e assim participarem com Jesus Cristo na bênção de todas as famílias e nações da terra. Isto significava que eles também seriam associados com ele no seu reino messiânico, reinando com ele nos céus, para a bênção de toda a humanidade. Por isso, eles também receberiam a unção com o espírito de Jeová e se tornariam seus filhos espirituais. Serem israelitas naturais, circuncisos, não mais valia perante Deus. Precisavam tornar-se israelitas espirituais, circuncisos no coração, e constituir o espiritual “Israel de Deus”. — Gál. 6:15, 16.
14. (a) Quando a grande maioria dos judeus rejeitou a oportunidade do Reino, a quem se concedeu que se aproveitasse dela? (b) Por que se alegra hoje um restante destes herdeiros do Reino?
14 Quando a vasta maioria dos judeus se negou a se aproveitar desta oportunidade maravilhosa de serem associados com Jesus Cristo no seu reinado messiânico, celestial, a oportunidade foi oferecida a todas as nações não-judaicas. Um número predeterminado por Deus aproveita esta oportunidade. (Atos 10:1 a 11:18; 15:7-14; 13:46-48) Há na terra hoje um restante destes herdeiros, gerados pelo espírito, do reino messiânico, e eles aguardam ansiosamente participar com o Messias Jesus no seu reino celestial. (Rom. 8:14-17; 2 Tim. 2:10-12; Rev. 20:4-6) Alegram-se hoje especialmente porque sabem que já chegaram “os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas, dos tempos antigos”. (Atos 3:21) O reino messiânico já foi restabelecido! Desde quando?
15. Desde quando foi restabelecido o reino messiânico, e por prosseguirem em que proceder serão destruídas as nações?
15 Desde o fim dos “tempos dos gentios”, ou “tempos designados das nações”, no ano de 1914 E. C. (Luc. 21:20-24) Jesus Cristo não ‘restabeleceu o reino’ por ocasião de sua ascensão ao céu, no ano 33 E. C. Ele sabia que tinha de esperar, e esperou, até o fim dos Tempos dos Gentios, naquele ano, quando irrompeu na humanidade a primeira guerra mundial. Naquele tempo, ele foi autorizado a fazer um pedido a Jeová, e Jeová predisse que concederia então o pedido do seu Messias. Daria ao Messias ou Cristo as nações políticas por sua herança e os “confins da terra” por sua propriedade. Estas nações se interessam hoje no domínio do mundo pelos políticos não ungidos com o espírito de Jeová. Entregam-se ao nacionalismo egoísta, junto com a soberania nacional, apesar de pertencerem à organização das Nações Unidas. Mesmo na sua situação desesperada, atualmente, não procuram o restabelecido reino messiânico de Jeová, nem oram por ele. Continuarem neste proceder significará seu aniquilamento. — Sal. 2:1-9.
RESTABELECIMENTO DA SOBERANIA UNIVERSAL
16. O que devemos desejar ver restabelecido, com o devido respeito para com Deus?
16 Que dizer de nós, porém? Temos fé na Bíblia Sagrada, bem como nas suas profecias e na sua tabela cronológica para os assuntos humanos? Alegramo-nos com estes “tempos do restabelecimento de todas as coisas” das quais o Deus da Bíblia falou? Se tivermos fé e por isso nos alegrarmos, então a primeira coisa que devemos desejar altruistamente, com o devido respeito por Deus, é o restabelecimento da soberania universal de Jeová, incluindo a nossa terra. Isto significará que Jeová provará positivamente que ele, como Deus, o Criador ainda é dono da terra e a controla assim como todo o resto do ilimitado domínio da criação, celeste e terrestre.
17. Que mudança de coisas significará tal restabelecimento, e com que refrigério para nós?
17 Isto significará uma mudança cabal nas coisas. Significará o restabelecimento da paz em todo o universo, celeste e terrestre. Quanto “refrigério” isto será para nós, quando o maior de todos os perturbadores da paz, Satanás, o Diabo, e seus demônios forem amarrados pelo reino messiânico de Jeová e lançados num abismo, para não mais poderem desencaminhar e oprimir os habitantes da terra! (Rev. 20:1-6) Por destruir toda a organização de Satanás, o reino de Deus vindicará a soberania universal de Deus.
18. O que está incluído em “todas as coisas” a serem restabelecidas?
18 O reino messiânico de Deus tem interesses legítimos na terra. Tais interesses se relacionam com “todas as coisas” das quais Deus falou por intermédio da boca de seus profetas dos tempos antigos e que precisam ser restabelecidas aqui. Por isto estão também incluídos súditos. Todas as criaturas humanas que vivem nesta terra precisam tornar-se súditos deste reino, para virem a estar sob a soberania universal de Jeová.
19, 20. (a) Quem já se sujeita a este reino messiânico, e com que perspectivas após o fim deste sistema? (b) Como é seu Rei descrito em Isaías 11:1-5?
19 Uma “grande multidão” de pessoas semelhantes a ovelhas reconhece e se sujeita hoje a este reino messiânico estabelecido nos céus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E. C., já agora, antes da destruição da organização visível e invisível de Satanás. Após o fim desastroso deste sistema iníquo de coisas, não sofrerão oposição e perseguição por continuarem a estar sujeitas ao governo messiânico então em pleno poder e controle indisputável. (Rev. 7:9-17) Adorarão unidamente o Soberano divino do universo, Jeová. Como seus “homens de boa vontade”, receberão toda ajuda e bênção de seu reino messiânico, bem como de seus próximos. Quão revigorante será a paz que então reinará em toda a terra! Quão sábio, justo e misericordioso lhes será seu Rei, o Messias Jesus! Falando a seu respeito como descendente de Jessé, de Belém, que era também pai direto do Rei Davi, a profecia de Isaías 11:1-5 diz:
20 “E do tronco de Jessé terá de sair um renovo; e das suas raízes frutificará um rebentão. E sobre ele terá de pousar o espírito de Jeová, o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová; e deleitar-se-á no temor de Jeová. E não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde e terá de dar repreensão com retidão em benefício dos mansos da terra. E terá de golpear a terra com a vara da sua boca; e ao iníquo entregará à morte com o espírito de seus lábios. E a justiça terá de mostrar ser o cinto de seus quadris, e a fidelidade o cinto de seus lombos.”
21, 22. (a) Como golpeará o Rei com a “vara da sua boca” e matará ele com o “espírito de seus lábios”? (b) A pacificidade de quem, hoje na terra, persistirá para o novo sistema, e como é a beleza disso descrita em Isaías 11:6-9?
21 Ele terá despedaçado a organização visível, terrestre, do grande inimigo da humanidade, Satanás, o Diabo, com a “vara da sua boca” ou com ordens de autoridade para golpear, procedentes de sua boca. Também terá de matar todos os iníquos da terra com o “espírito de seus lábios” ou com a irresistível força ativa expressa pelos seus lábios ao proferir os julgamentos de Deus. (Veja Revelação 19:15, 16, 21) Isto deixará apenas os verdadeiros amantes da paz vivos na terra. A revigorante paz já agora existente entre os “homens de boa vontade” de Deus, em todo o mundo, antes da vindoura destruição de todos os iníquos e não pacíficos, prosseguirá no sistema justo de coisas sob o reino messiânico. A beleza desta paz e harmonia, além de cumprir agora as palavras adicionais do profeta Isaías num sentido espiritual, tornar-se-á mais concreta no cumprimento literal destas mesmas palavras proféticas, que lemos em Isaías 11:6-9:
22 “E o lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro e o próprio leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, e o leão novo jubado, e o animal cevado, todos juntos; e um pequeno rapaz é que será o condutor deles. E a própria vaca e a ursa pastarão; juntas se deitarão as suas crias. E até mesmo o leão comerá palha como o touro. E a criança de peito há de brincar sobre a toca da naja; e a criança desmamada porá realmente sua própria mão sobre a fresta de luz da cobra venenosa. Não se fará dano nem se causará ruína em todo o meu santo monte; porque a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar.
POR FIM, PAZ E SEGURANÇA EM TODA A TERRA!
23, 24. (a) Que condições existentes sob o reinado do antigo Rei Salomão serão restabelecidas? (b) A quem trará de volta o Salomão Maior, para usufruírem então tais condições terrenas?
23 Sob o Messias Jesus, que é “algo maior do que Salomão”, restabelecer-se-á a paz existente sob o reino unido do sábio Rei Salomão, filho de Davi, sobre cujo reinado está escrito: “Judá e Israel eram muitos, em multidão, iguais aos grãos de areia junto ao mar, comendo e bebendo, e alegrando-se. E Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão.” (1 Reis 4:20, 25; Mat. 12:42) Será nesta próspera paz em toda a terra que todos os mortos remidos, da humanidade, serão ressuscitados. O Messias Jesus, um de cujos títulos é “Príncipe da Paz”, não trará de volta dos túmulos homens de todas as nações e famílias para continuarem sob o seu reino as disputas e guerras inter-raciais, internacionais, intertribais e interfamiliares, em que se empenharam antes, até à morte. Ele profetizou sobre o seu reinado:
24 “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, . . . para uma ressurreição.” — João 5:28, 29.
25. Por que resultará a ressurreição de alguns, sob o reino do Messias, ser uma ressurreição de julgamento ou de condenação, e a de outros ser uma de vida?
25 Em que resultará a ressurreição de cada um à vida na terra sob o reino messiânico? Isto dependerá do proceder de cada um. Haverá oportunidade para cada um alcançar a vida infindável numa terra paradísica, e esta poderá ser aproveitada pela obediência de coração ao governo messiânico. Os que se negarem a dar plena submissão e obediência ao restabelecido reino messiânico sobre a terra serão julgados como não merecendo nenhuma vida e serão destruídos, condenados à extinção absoluta. Mas os que aprenderem a praticar a obediência, receberão os plenos benefícios do sacrifício humano perfeito de Jesus Cristo, como resgate. Eles mesmos serão soerguidos à perfeição da vida humana como filhos obedientes do Rei messiânico. Assim poderão usufruí-lo como seu Pai dador de vida, pois outro dos seus títulos proféticos é Pai Eterno. — Isa. 9:6.
26. Que território será restabelecido ao reino messiânico de Jeová, e em que será transformado?
26 O reino messiânico dos reis do antigo Israel só possuía o território dado por Deus na Terra da Promessa, lá no Oriente Médio. O reino messiânico do Filho de Deus, Jesus Cristo, recuperará este território. Também possuirá a África, a Ásia, a Europa, a Austrália, as Américas do Norte, Central e do Sul, a Antártida e todas as ilhas dos sete mares, sim, toda a terra. Tudo isto será transformado num Paraíso de Prazer, num Jardim do Éden, pois todos os interesses pertencentes à soberania universal de Jeová naquelas partes de nosso planeta serão restabelecidos ao seu Rei messiânico Jesus Cristo. (Luc. 23:43) Este Governo Messiânico cuidará de que todos estes interesses terrestres, pertencentes ao Criador, sejam conservados para sempre, para o louvor de Jeová e o eterno bem do homem.
27. Que tempos já chegaram agora, e devemos cuidar de que sejam o que para nós?
27 Deus falou de todas estas coisas que hão de ser restabelecidas, fazendo-o por intermédio da boca de seus santos profetas dos tempos antigos. (Atos 3:21) Já chegaram agora os prometidos “tempos do restabelecimento de todas as coisas”. Cuidemos de que sejam uma bênção para todos nós.
[Foto na página 628]
Deus prometeu ao Rei Davi que seu reino ficaria estabelecido por tempo indefinido. Isto significava o restabelecimento do reino messiânico na linhagem real de Davi.
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A criação evidencia desígnioA Sentinela — 1971 | 15 de outubro
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A criação evidencia desígnio
● O biólogo W. J. Tinkle e o horticultor W. E. Lammerts comentaram o desígnio evidenciado na criação. O que disseram sobre isso foi publicado no livro Modern Science and Christian Faith (A Ciência Moderna e a Fé Cristã), como segue: “O Criador, no Seu arranjo das células das plantas e dos animais, escreveu um relato que a pessoa treinada pode ler. . . . Quando se retira a camada externa duma folha e se examina esta sob uma lente poderosa, o tecido da folha é aumentado, revelando seu arranjo minucioso. É uma camada de células bem conjugadas, todas elas tendo tamanho e forma similares, e dentro de cada célula há um corpo menor chamado núcleo. Quando se aumenta ainda mais uma fatia fina da ponta duma raiz, com um microscópio composto, observa-se que o núcleo se compõe de partes de formas regulares, incluindo os cromossomos em forma de vara. Quanto mais aumentamos as coisas da natureza, tanto mais ordem se revela a nós.
“Uma estrutura tão intricada não é característica da obra do homem. O fio duma navalha, quando aumentado, parece-se a uma serra dentada e muito irregular, como se um homem nervoso tivesse feito os dentes com os olhos fechados. Quando examinamos uma impressão minúscula de tipo, vemos glóbulos irregulares de tinta nas fibras cruzadas do papel. No entanto, quem olharia para a lâmina de barbear ou para pequenas letras impressas e negaria o planejamento inteligente do homem que os fez?
“Tal ordem e desígnio que vemos na natureza exigem a existência dum Projetista.”
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