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A norma de ação que agrada a DeusA Sentinela — 1965 | 1.° de janeiro
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de tremendo significado para nós. Foi sintetizado por Jesus Cristo, dezenove séculos mais tarde, quando disse: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” Este Filho de Deus, Jesus Cristo, era a Pessoa representada pelo filho amado de Abraão, Isaque, e pelo cordeiro oferecido qual substituto de Isaque. O Filho de Deus se tornou realmente o Cordeiro de Deus para a salvação da humanidade. — João 3:16; 1:29, 36.
25. (a) Por causa do proceder que Abraão seguiu, o que lhe foi assegurado? (b) Como foi Jacó usado para lançar o alicerce da “grande nação” que Jeová prometera que viria por Abraão?
25 Quão imensamente abençoado foi Abraão por ter agido segundo o convite de Jeová de sair de Babilônia! Foi-lhe assegurado o pacto de bênção de Jeová. Morreu à boa idade de 175 anos, com a certeza da ressurreição durante o domínio do Reino de Jesus Cristo, o Descendente da mulher. Jeová pessoalmente transferiu o pacto para Isaque, daí, para o filho de Isaque, Jacó. Teve Jacó doze filhos, que formaram o alicerce daquela “grande nação” da promessa. — Gên. 26:1-5; 28:10-15; 29:1 a 30:26; 35:16-20; Heb. 11:13-16.
26. No tocante à adoração, que ótimo exemplo nos dá Abraão?
26 Abraão fornece-nos excelente exemplo de fé, junto com obras — ação em obediência à fé. Não se contentou de adorar os deuses-ídolos de seus pais. Evitou a religião falsa e aderiu à adoração verdadeira. Não buscou segurança em Ur dos Caldeus, cidade de grande civilização. Saiu para uma terra da qual nada conhecia e viveu como estranho, em tendas. Rejeitou as ricas oportunidades materialistas em Ur. Todavia, quão feliz e cheia de propósito foi a sua vida, e que ótima recompensa o aguarda! Se desejarmos ter a amizade de Deus, precisamos seguir o proceder do fiel Abraão.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1965 | 1.° de janeiro
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Perguntas dos Leitores
● Como são os do restante dos membros ungidos do corpo de Cristo “arrebatados em nuvens, para encontrar o Senhor no ar”, assim ‘estando sempre com o Senhor’? — 1 Tes. 4:17.
1 Tessalonicenses 4:16, 17 reza: “O próprio Senhor descerá do céu com uma chamada dominante, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus, e os que estão mortos em união com Cristo se levantarão primeiro. Depois nós, os viventes, que sobrevivermos, seremos juntamente com eles arrebatados em nuvens, para encontrar o Senhor no ar; e assim estaremos sempre com [o] Senhor.”
Na segunda presença de Cristo, os que são ungidos que já morreram seriam ressuscitados primeiro. Cristo, ao ‘descer do céu’, não desceu literalmente do céu, nem de modo físico, mas voltou sua atenção e estendeu seu poder em direção à terra. (Compare-se com Gênesis 11:5, 7.) Lançou de seu trono uma “chamada dominante, com voz de arcanjo” para seus seguidores na terra. Cristo Jesus é Miguel, o arcanjo, encarregado dos santos anjos em sua presença. (Mat. 25:31; Rev. 12:7) Conforme predito em Daniel 12:1, 2, ele se levantaria, e, naquele tempo, muitos que dormiam no pó da terra seriam despertados. Em Revelação 11:7, 8, 12, achamos quadro semelhante, com as testemunhas de Deus no solo, como mortos, recebendo a ordem, da parte de uma alta voz do céu, de “Subi para cá.” E sobem para o céu numa nuvem.
De modo que Cristo, o arcanjo, declarou a ordem em voz alta para que seu povo se levantasse do pó da condição espiritualmente morta e sonolenta em que estava em 1918, com medo e em cativeiro à Babilônia, a Grande, e que se tornasse vivo com atividade, e isto ele fez, a partir de 1919. Tal coisa foi acompanhada pelo som da “trombeta” de Deus, e assim é que ocorra durante o tempo da proclamação, semelhante à de uma trombeta, de que o grande Rei já assumiu o trono.
São “arrebatados” por serem “arrancados” ou libertados da escravidão à Babilônia, a Grande, e a seus amantes políticos e trazidos à livre organização teocrática, debaixo do Senhor invisível. Ilustração semelhante se acha na parábola do trigo e do joio, em que a classe do trigo é mencionada como tendo sido ceifada; e, em Lucas 17:34, 35, diz-se que foi “levada”. São como os levados para dentro da arca com Noé, e como Ló e sua família, que foram levados pelos anjos para um lugar seguro. São separados deste mundo, tirados para servir como testemunhas no dia de juízo como sustentáculo da questão da soberania de Jeová.
Algo numa nuvem é invisível aos observadores humanos na terra, assim como Cristo o era quando de sua ascensão, quando “uma nuvem o arrebatou para cima, fora da vista deles”. (Atos 1:9) Os do restante na terra não são fisicamente invisíveis, mas, por certo, esta posição a que são conduzidos durante o tempo da presença invisível de Cristo, não é, de jeito nenhum, vista ou reconhecida pelo mundo. Este arrebatamento que experimentam ocorre “juntamente com eles”, ou durante o mesmo período de tempo que a ressurreição dos fiéis seguidores de Cristo que já morreram.
“Encontrar o Senhor no ar” não significaria que os do restante sobrevivente na terra iriam diretamente para o céu. Durante milênios, Satanás, o Diabo, tem sido “o governante da autoridade do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência”. (Efé. 2:2) Portanto “encontrar o Senhor no ar” significaria virem a conhecer que o Senhor espiritual, Jesus Cristo, está em autoridade no ar desde a expulsão de Satanás dos céus, e, serem trazidos à relação com ele nesta posição de autoridade, estando unidos com ele no templo espiritual de Deus e fazendo a vontade de Deus, executando a obra que ele deseja que seja feita na terra, nesta época. Os do restante ungido estão agora nesta condição e, permanecendo nela até que terminem a sua carreira terrestre ao morrerem, serão ressuscitados além de nossa atmosfera para a real presença do Senhor nos céus, assim como os fiéis seguidores que os precederam já o foram, destarte ‘estando sempre com o Senhor’.
● Em A Sentinela de 15 de janeiro de 1964, página 60, “o Cristo” ou ungido de Hebreus 11:26 é aplicado a Moisés. Como pode se dar isto, quando Moisés não foi ungido com óleo de unção, como o eram os sumos sacerdotes e os reis do Israel antigo? — G. G., E. U. A.
Hebreus 11:26 reza: “[Moisés] estimava o vitupério do Cristo [o ungido] como riqueza maior do que os tesouros do Egito, pois olhava atentamente para o pagamento da recompensa.” É verdade que Moisés não foi ungido com qualquer óleo literal, tal como era usado para ungir o sumo sacerdote e os reis de Israel. (Êxo. 30:22-30; Lev. 8:12; 1 Sam. 10:1; 16:13) No entanto, uma unção é uma designação para um cargo, e assim, pode-se dizer que alguém que tenha sido escolhido ou designado por Deus foi ungido, muito embora não tenha sido ungido com qualquer óleo de unção literal.
Ademais, nem Jesus, nem seus seguidores, foram ou são ungidos com qualquer óleo literal e, todavia, as Escrituras falam a respeito deles como tendo sido ungidos: “Jesus, que era de Nazaré, como Deus o ungiu com espírito santo e poder.” “Quem garante que vós e nós pertencemos a Cristo e quem nos ungiu é Deus.” Estes foram ungidos com o espírito santo de Deus. — Atos 10:38; 2 Cor. 1:21.
Neste sentido, note-se o que Jeová fez com que fosse escrito a respeito dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó: “Deus não permitiu que ninguém os oprimisse, e castigou reis por causa deles. ‘Não toqueis em meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas’.” Por certo, nem Abraão, nem Isaque, nem Jacó, eram ungidos com óleo literal de unção e, todavia, são aqui mencionados como sendo ungidos de Jeová. Foram, no entanto, seus escolhidos e realmente tinham sobre si o espírito de Jeová. — Sal. 105:14, 15 [104:14, 15], Maredsous.
Destarte, notamos também que Jeová disse a Elias que ungisse a Eliseu, a Jeú e a Hazael: “Retoma o caminho do deserto, na direção de Damasco. Ali chegando, ungirás Hazael como rei da Síria, Jeú, filho de Namsi, como rei de Israel, e Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meula, como profeta em teu lugar.” (1 Reis 19:15, 16, Maredsous) O registro bíblico prossegue mostrando que um dos filhos dos profetas associados com Eliseu realmente ungiu a Jeú com óleo literal para ser rei sobre Israel, o reino das dez tribos, mas, não há registro de Elias, ou, quanto a isto, nenhuma outra pessoa, ter ungido quer Eliseu, quer Hazael. A notificação a eles de que foram designados ou que tinham deveres a cumprir serviu, com efeito, como unção. — 2 Reis 2:9-14; 8:13; 9:1-10.
Portanto, a mesma coisa se deu com Moisés. Pode-se dizer que ele tenha sido o ungido ou Cristo de Jeová desde o tempo em que recebeu a sua comissão, na sarça ardente. Esta unção ou designação, ele considerou como riquezas maiores do que todos os tesouros do Egito. Não era necessário que ele fosse ungido com óleo literal para ser o ungido de Jeová. — Êxo. 3:10-4:17.
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