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  • Procura-se um mensageiro
    A Sentinela — 1972 | 15 de setembro
    • Por conseguinte, tanto a cronologia bíblica como a piora das condições, especialmente nas nações chamadas “cristandade”, induzem-nos a procurar um equivalente do mensageiro Ezequiel. Devemos procurar um só homem? Não. Antes, devemos procurar um grupo de pessoas, um grupo composto e unificado. Por quê?

      Porque a mensagem, embora primeiro dirigida à cristandade, o equivalente de Jerusalém, deve ser proclamada também a todas as nações. Requer mais do que apenas um só homem para fazer isto. No passado, Deus se dirigiu a um grupo composto de pessoas pela palavra “servo” (no singular). (Isa. 43:10) Jesus Cristo disse aos seus seguidores que eles seriam testemunhas dele, levando as boas novas às nações, e o apóstolo Paulo comparou estes cristãos a um corpo, composto de muitos membros, assim como é o corpo humano. (Rom. 12:4, 5) Portanto, que grupo de pessoas convoca Deus para transmitir a sua mensagem, advertindo a cristandade sobre a sua vindoura guerra contra ela?

      ENCONTRADO NO JUDAÍSMO OU NA CRISTANDADE?

      Visto que Ezequiel era judeu, poderíamos primeiro procurar entre os judeus naturais, circuncisos. Mas, verificamos que, em vez de agirem como porta-voz e agente ativo de Jeová, participaram ativamente com as nações da cristandade na Primeira Guerra Mundial. Chaim Weizmann, famoso líder sionista, até mesmo prestou serviço como descobridor no campo da química ao governo britânico durante aquele conflito mundial. Depois disso, o empenho judaico na Palestina foi principalmente político, com o fim de estabelecer uma Pátria Nacional para os judeus, em vez de promover a adoração de Jeová ou a proclamação de Seu nome.

      Devemos, então, procurar na cristandade? Certamente não encontraríamos nenhum grupo composto, unido, entre as centenas de seitas religiosas em conflito, que constituem a cristandade. Não só isso, mas a Primeira Guerra Mundial foi principalmente uma guerra da cristandade, e ela ficou horrivelmente manchada de sangue. Também, em vez de advogar a soberania de Jeová por meio de seu reino messiânico, ela ficou depois absorta no estabelecimento de um arranjo político de paz, tratando até mesmo com o recém-surgido Estado Comunista ateu na Rússia. Por certo, a cristandade de modo algum era o equivalente de Ezequiel.

      AS IGREJAS DA CRISTANDADE MOSTRAM SER FALSOS MENSAGEIROS

      Mostraram-se as igrejas da cristandade desde então habilitadas para ser comissionadas como mensageiro de Deus? Elas afirmam ser representantes de Cristo e de Deus. Durante a guerra, haviam estado divididas em dois campos. Depois dela, quiseram remendar sua desunião e tornar-se novamente amigos religiosos. Mas, por causa da forte atitude pró-germânica adotada pela Vaticano durante a guerra, não se lhe permitiu participar na elaboração do Tratado de Paz de Versalhes, de 1919. O Pacto da Liga das Nações foi incorporado naquele tratado de paz.

      Quando a Liga das Nações foi proposta como organização internacional em prol de paz e segurança mundiais, as organizações religiosas manchadas de sangue a apoiaram, aproveitando esta circunstância para “salvar as aparências”. A Igreja Anglicana e as igrejas do Canadá apoiaram a Liga, visto que a Grã-Bretanha era o proponente e principal apoiador da Liga. Nos Estados Unidos da América, existia o Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América (substituído em 1950 pelo Conselho Nacional das Igrejas de Cristo nos E. U. A., uma federação de 33 igrejas protestantes e ortodoxas). Em 18 de dezembro de 1918, este Conselho enviou sua Declaração adotada ao presidente estadunidense e exortou-o a trabalhar em prol da Liga. A Declaração dizia, em parte:

      “Tal Liga não é apenas uma conveniência política; é antes a expressão política do Reino de Deus na terra. . . . A Igreja pode contribuir o espírito de boa vontade, sem o qual nenhuma Liga das Nações pode perdurar. . . . A Liga das Nações está arraigada no Evangelho. Igual ao Evangelho, seu objetivo é ‘paz na terra, boa vontade para com os homens’.”

      Ao aceitarem a Liga das Nações como “expressão política do Reino de Deus na terra”, os membros do Conselho Federal de Igrejas realmente aceitaram um falsificado ‘Reino de Deus na terra”. Por quê? Porque Jesus Cristo, Cabeça da igreja, quando sua vida estava em julgamento perante o governador romano Pôncio Pilatos, em 33 E. C., disse: “Meu reino não pertence a este mundo. Se pertencesse, meus seguidores lutariam para salvar-me de ser preso pelos judeus. Minha autoridade régia procede de outra parte.” (João 18:36, New English Bible) Que não eram, como grupo, mensageiro comissionado de Deus foi tornado claro e sua hipocrisia exposta quando, vinte anos depois, a Liga das Nações deixou de funcionar com o irrompimento da Segunda Guerra Mundial. Novamente, as igrejas entraram nesta guerra com todo o seu poderio, incentivando seus membros a participar nela.

      O QUE SE EXIGE DO MENSAGEIRO DE DEUS

      Portanto, quando chegou o tempo para o nome de Jeová e seus propósitos serem declarados ao povo, junto com a advertência de Deus, de que a cristandade se encontrava no seu “tempo do fim,” quem estava habilitado para ser comissionado? Quem estava disposto a empreender esta tarefa gigantesca como “servo” de Jeová? Existia alguém a quem o “carro” celestial de Jeová se podia dirigir e parar na frente dele? De modo mais preciso, havia qualquer grupo ao qual Jeová estaria disposto a dar a comissão de falar como “profeta” em Seu nome, assim como se fez para com Ezequiel, lá em 613 A. E. C.? Que qualificações tinha de ter?

      Tal grupo ou “servo” mensageiro certamente teria de ser composto por pessoas que não se macularam com a culpa de sangue assim como a cristandade e o resto de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, pela participação na guerra carnal. De fato, teria de ser um grupo que saiu das organizações religiosas de Babilônia, a Grande. Além disso, teriam de ser pessoas que não só viam a hipocrisia e a ação difamadora de Deus destas religiões, mas que além disso realmente as rejeitaram e se voltariam para Jeová Deus, na verdadeira adoração dele, conforme especificada na Bíblia. Quem seriam?

      Para identificarmos o grupo realmente comissionado como mensageiro de Deus, precisamos considerar seriamente estes pontos. Deus não trata com os que desconsideram a sua Palavra e que seguem suas próprias idéias independentes. Nem reconhece os que professam servi-lo e ao mesmo tempo se associam com religiões que ensinam doutrinas que desonram a Deus. Ninguém pode servir a dois senhores, afirmando ser adorador de Deus e metendo-se na política, nos movimentos radicais e em outros planos deste mundo. (Mat. 6:24) o principal representante de Jeová, Jesus Cristo, disse: ‘Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus.” — Mat. 7:21.

      É importante para cada pessoa na terra identificar o grupo que Jeová comissionou como seu “servo” ou mensageiro. Precisamos reconhecer e compreender a advertência que ele traz. Precisamos agir em harmonia com a advertência para salvar a vida, pois esta se encontra num perigo tão grande como a vida dos cidadãos de Jerusalém, quando se aproximava a destruição daquela cidade. Por este motivo, futuros números de A Sentinela tratarão mais da identidade e da obra do mensageiro comissionado por Jeová, conforme revelado na Sua visão a Ezequiel.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1972 | 15 de setembro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Segunda Timóteo 3:8, 7, diz: “Dentre estes surgem aqueles homens que se introduzem ardilosamente nas famílias e levam cativas mulheres fracas, sobrecarregadas de pecados, levadas por vários desejos, sempre aprendendo, contudo, nunca podendo chegar a um conhecimento exato da verdade.” Quem são os homens e as mulheres mencionados neste texto? — E. U. A.

      O versículo precedente (2 Tim. 3:5) revela que tais homens corrutos procedem dentre os que têm “uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder”. São como os descritos pelo apóstolo Paulo como “falsos apóstolos, trabalhadores fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo” e ‘ministros de Satanás, que persistem em transformar-se em ministros de justiça’. (2 Cor. 1:13-15) No primeiro século E. C., tais instrutores falsos ameaçavam a condição cristã da congregação de Corinto, induzindo o apóstolo Paulo a escrever: “Tenho medo de que, de algum modo, assim como a serpente seduziu Eva pela sua astúcia, vossas mentes sejam corrompidas, afastando-se da sinceridade e da castidade que se devem ao Cristo. Pois, do modo como é, se alguém vem e prega um Jesus diferente do que nós pregamos, ou recebeis um espírito diferente do que recebestes, ou boas novas diferentes do que aceitastes, vos facilmente o suportais.” — 2 Cor. 11:3, 4.

      Tais homens não só procuravam corromper os cristãos por meio de ensinos falsos, mas procuravam também envolver outros em conduta imoral. Conforme observou o discípulo Judas: “É que se introduziram sorrateiramente certos homens que há muito tem sido designados pelas Escrituras para este julgamento, homens ímpios, que transformam a benignidade imerecida de nosso Deus numa desculpa para conduta desenfreada e que se mostram falsos para com o nosso único Dono e Senhor, Jesus Cristo.” — Judas 4.

      Segunda Timóteo 3:6 indica que os homens apóstatas fixam sua atenção principalmente em “mulheres fracas”. Isto não se refere às mulheres em geral como sendo ‘vasos mais fracos’ em contraste com os homens, conforme se diz em 1 Pedro 3:7. Antes, refere-se a mulheres espiritual e moralmente fracas, conforme indica o texto circundante. Os apóstatas não só promovem abertamente seus conceitos errôneos de modo varonil, mas “se introduzem ardilosamente nas famílias”. Procuram granjear o favor de tais “mulheres fracas”, e, por intermédio delas, procuram influenciar os demais da família. Tais “mulheres fracas”, não sendo bem fundamentadas no ensino cristão, sucumbem prontamente aos instrutores falsos, que talvez por modos graciosos e por linguagem lisonjeira se dão a aparência de ministros de justiça.

      Estas “mulheres fracas” são também descritas como “sobrecarregadas de pecados” e “levadas por vários desejos”. Isto significa evidentemente que as inclinações e os desejos pecaminosos pesam muito sobre elas. Suas inclinações pecaminosas as tornam presa fácil de instrutores falsos, sendo que algumas destas mulheres, sem dúvida, também se deixam convencer a praticar imoralidade sexual sob a alegação de que Deus compreende as fraquezas humanas e é muito misericordioso e perdoador

      Torna-se prontamente evidente por que tais “mulheres fracas” estariam “sempre aprendendo, contudo, nunca podendo chegar a um conhecimento exato da verdade”. Sem terem a necessária motivação para obter pleno entendimento e apreço da verdade cristã, nunca melhoram na sua compreensão espiritual. Podem continuar a aprender coisas, mas nunca chegam a saber e a reconhecer o sentido do grupo inteiro dos ensinos cristãos ao ponto de se comportarem em harmonia com eles. Deixam-se cair sob a influência de instrutores falsos, e assim sua situação apenas piora.

      Naturalmente, há muitas mulheres excelentes, assim como há também homens, que aprendem a verdade da Bíblia e se apegam a ela. Mas, especialmente na cristandade, as mulheres amiúde têm mais tempo de folga e em geral envolvem-se menos no mundo dos negócios do que os homens, dando usualmente mais atenção à questões religiosas. As mulheres tendem a olhar para homens de destaque, de palavras fáceis e eloqüentes. Por isso podem tornar-se vítimas de tais homens, assim como o apóstolo descreve. Podem cair facilmente sob a influência de homens gananciosos ou imorais que se apresentam como sábios e entendidos. Tais homens desculpam seu proceder imoral por dizerem que Deus sabe que todos nós somos imperfeitos e que Deus perdoa, mas presumem de Deus de modo iníquo para os seus próprios fins.

      Eva era exemplo de alguém que, embora conhecendo a ordem de Deus, realmente não chegou a

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