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Excluir as crianças das reuniões?A Sentinela — 1987 | 1.° de fevereiro
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Excluir as crianças das reuniões?
‘BEBÊS e crianças nunca deviam ser levados à casa de Deus.’ Assim achava o famoso comentador bíblico Adam Clarke. Naturalmente, ele fazia uma concessão às mães pobres, que não tinham ‘ninguém para tomar conta das crianças na sua ausência’. A elas se podia permitir trazer os filhos à igreja, “embora seja inconveniente para a congregação, e para alguns ministros, ouvir a criança chorar”.
Clarke baseava seu preconceito contra as crianças no texto bíblico de Neemias 8:2, que reza: “Por conseguinte, Esdras, o sacerdote, levou a lei perante a congregação de homens, bem como de mulheres e de todos os suficientemente inteligentes para escutar.” Todavia, esta interpretação contradiz o espírito de Deuteronômio 31:12: “Congrega o povo, os homens e as mulheres, e os pequeninos . . . para que escutem e para que aprendam.” — Veja também 2 Timóteo 3:15.
Em vista disso, não parece que Neemias, ao providenciar esta reunião, pensasse em excluir alguém dela. Antes, a intenção do convite provavelmente era incluir todos os “suficientemente inteligentes para escutar”, incentivar a participação de todos! Quão desarrazoado teria sido pedir que os pais deixassem os filhos sem alguém para tomar conta deles!
É interessante notar que as Testemunhas de Jeová, hoje, incentivam trazer bebês e crianças às reuniões cristãs. É verdade que às vezes isso pode causar pequenas perturbações e certa tensão para os pais. Mas os pais cristãos fazem empenho de treinar os filhos a ficarem sentados quietos. Com o tempo, seus filhos serão “suficientemente inteligentes para escutar” e para assimilar informações vitalizadoras. — Hebreus 10:24, 25.
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Da boca duma meninaA Sentinela — 1987 | 1.° de fevereiro
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Da boca duma menina
OS PAIS de Mia, menina de três anos, que eram membros da Igreja Reformada Holandesa, na África do Sul, procuravam alguém para tomar conta de Mia enquanto trabalhavam. Uma Testemunha estava disposta a isso, mas disse aos pais que ela ensinava cada dia a Bíblia aos próprios filhos. Os pais concordaram que Mia fosse incluída nisso. Mia aprendeu sobre o Paraíso prometido por Jeová e gostava das coisas que aprendia. Aos quatro anos, ela se negou a assistir a um casamento na igreja, dizendo: “Papai, esta é Babilônia, a Grande.”
Aos seis anos, o ministro perguntou-lhe a que igreja ela pertencia. Ela disse: “Testemunhas de Jeová.” “E seus pais?” “Ainda são da Igreja Reformada Holandesa, mas logo vão tornar-se Testemunhas de Jeová.” O ministro respondeu irado: “Deixem minha gente em paz!”
Hoje, Mia tem sete anos e se sente feliz de que aprendeu a verdade aos três anos. Os pais dela expressaram o desejo de ser batizados.
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