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‘Veja o que é bom por sua labuta’A Sentinela — 1978 | 1.° de maio
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o apanhará como que num “laço”. Jesus advertiu: “Virá sobre todos os que moram na face de toda a terra. Portanto, mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.” (Luc. 21:35, 36) Certamente, os “últimos dias” não são o tempo para se desconsiderar estas palavras e cair em práticas mundanas nas reuniões sociais.
COMO PREVENIR PROBLEMAS
16. São todos os membros da congregação cristã necessariamente bons companheiros?
16 Como se pode prevenir que reuniões sociais se tornem mundanas, e, assim, espiritualmente prejudiciais e divinamente desaprovadas? Precisa-se dar consideração a que os convivas não introduzam uma influência inconveniente. O apóstolo Paulo salientou na sua carta a Timóteo que nem todos os membros da congregação cristã necessariamente são companheiros desejáveis. Ele escreveu: “Ora, numa casa grande não há só vasos de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro, e alguns para fim honroso, mas outros para fim sem honra. Portanto, se alguém se mantiver livre destes últimos, será vaso para fim honroso, santificado, útil para o seu dono, preparado para toda boa obra. Por isso, foge dos desejos pertinentes à mocidade, mas empenha-te pela justiça, pela fé, pelo amor, pela paz, ao lado dos que invocam o Senhor dum coração puro.” — 2 Tim. 2:20-22.
17. Com quem, na congregação, não devem associar-se os cristãos de modo social, e por quê? (2 Tes. 3:6-15)
17 Por conseguinte, os cristãos tem a responsabilidade de se manter separados daqueles cuja conduta é seriamente questionável. Por certo, eles não têm nenhuma obrigação de convidar para suas reuniões sociais aqueles de quem sabem que são desenfreados no falar ou que de outro modo se entregam a excessos. De fato, tais pessoas não seriam ajudadas por serem convidadas. Em vez de ficarem incentivados a fazer mudanças, talvez chegassem à conclusão de que suas palavras e ações impróprias são aceitáveis para a congregação cristã.
18. (a) O que deve guiar os servos de Deus em todas as suas atividades? (b) Que fatores costumam contribuir para uma edificante reunião de cristãos?
18 Na ocasião em que os servos de Deus usufruem o companheirismo mútuo, devem ter em mente a admoestação bíblica: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31) Podemos perguntar a nós mesmos: Traz a ocasião realmente louvor a Jeová Deus? Usualmente, pode-se usufruir uma associação edificante quando as reuniões sociais são mantidas numa proporção razoável, quando se exerce cuidado quanto a quem é convidado e quando o anfitrião cristão conscienciosamente assume plena responsabilidade pelo que acontece. Por exemplo, se toda uma congregação faz junto um piquenique, os anciãos certamente desejarão usar sua influência para o bem. Naturalmente, quando as reuniões sociais atraem indiscriminadamente pessoas de fora da congregação, é difícil, senão impossível, que os anciãos exerçam controle salutar sobre o grupo. Portanto, quem providenciar uma reunião social deve ter isto em mente e evitar circunstâncias que poderiam levar a uma falta do devido controle e direção.
19. Com relação às reuniões sociais, que princípios podemos obter de Lucas 14:13, 14, e Mateus 6:3?
19 O cristão precisa também lembrar-se da importância de não convidar sempre apenas alguns poucos escolhidos para compartilhar com ele os frutos de sua labuta. Pode haver outros concrentes que apreciariam grandemente e tirariam proveito duma associação sadia — por exemplo, os idosos e as viúvas. Jesus Cristo recomendou: “Quando ofereceres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; e serás feliz, porque eles não têm nada com que te pagar de volta.” (Luc. 14:13, 14) Dificilmente seria em harmonia com esta recomendação se alguém providenciasse uma festa tão suntuosa, que requeresse que os convidados pagassem uma taxa para arcar com as despesas, provendo talvez até mesmo um lucro para ele, como anfitrião. Além disso, uma festa grande demais pode chamar indevida atenção para aquele que a providencia, e isto seria contrário ao espírito do conselho de Jesus, de ‘não deixar a esquerda saber o que a direita está fazendo’. — Mat. 6:3.
20. O que pode resultar de bom da aplicação dos princípios bíblicos nas reuniões sociais? (2 Ped. 3:11-14)
20 Deveras, quando seguem o conselho bíblico, os servos de Jeová Deus podem ter verdadeiro prazer nos frutos do seu trabalho e em fazer outros compartilhar de sua alegria. Permanecerão espiritualmente atentos, evitando todo o mundanismo. Suas reuniões sociais podem assim dar glória ao Deus feliz, Jeová, e induzir observadores sinceros a dizer: “Deus está realmente entre vós.” (1 Cor. 14:25) Outrossim, continuarão a permanecer como aprovados perante Deus e Cristo, ansiosamente aguardando o tempo em que o Soberano “Senhor Jeová certamente enxugará as lágrimas de todas as faces”, e “há de fazer para todos os povos . . . um banquete de pratos bem azeitados” — para o seu usufruto equilibrado, junto com todas as outras provisões amorosas na criação de Deus. — Isa. 25:6-8.
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Seja sábio — evite a ganânciaA Sentinela — 1978 | 1.° de maio
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Seja sábio — evite a ganância
“MANTENDE os olhos abertos e guardai-vos de toda sorte de cobiça, porque mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” — Luc. 12:15.
O que deu margem a Jesus Cristo dizer isso? Uma grande multidão escutava-o quando certo homem clamou: “Dize a meu irmão que divida comigo a herança.” (Luc. 12:13) Realmente, não deve ter havido nenhuma base para tal pedido, visto que a lei mosaica estipulava que o filho primogênito devia receber duas partes de tudo o que havia pertencido a seu pai. Pelo visto, pois, havia cobiça no caso do homem que quis que Jesus Cristo fizesse um julgamento a seu favor.
As palavras de Jesus, sobre a cobiça, que acabamos de citar, foram dirigidas à multidão que ouvira o pedido do homem. Estas palavras revelavam que era preciso avaliar as coisas devidamente, para se poder evitar a cobiça ou a ganância. Não se deve perder de vista que, não importa qual seja o objeto do desejo errado, de modo algum pode contribuir para a preservação da vida. De fato, a ganância pode levar à calamidade.
Isto foi bem ilustrado pelo que sobreveio a Geazi, ajudante do profeta hebreu Eliseu. Por meio de Eliseu, o chefe do exército sírio, Naamã, fora curado da repugnante lepra. Naamã quis dar a Eliseu um presente, em apreço pela cura milagrosa. Mas o
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