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Livro bíblico número 65 — Judas“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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depravadas sofrerão a mesma punição. Ele comparou os homens corruptos a animais irracionais, e disse que seguiam a vereda de Caim, precipitando-se no erro de Balaão e perecendo como Corá, por causa de sua conversa rebelde. Extraiu também quadros vívidos do “livro da natureza”. A carta de Judas, que é sem rodeios, tornou-se parte de “toda a Escritura”, que deve ser estudada junto com as outras partes das Escrituras que admoestam a conduta correta “no último tempo”. — Judas 17, 18, 5-7, 11-13; Núm. 14:35-37; Gên. 6:4; 18:20, 21; 19:4, 5, 24, 25; 4:4, 5, 8; Núm. 22:2-7, 21; 31:8; 16:1-7, 31-35.
9. Por que se precisa ainda do aviso de Judas neste tempo, e em que questões devem os cristãos continuar a edificar-se?
9 Oposição e tribulações de fora falharam em impedir o crescimento do cristianismo, mas agora os irmãos estavam em perigo da corrupção procedente de dentro. Rochedos ocultos ameaçavam fazer naufragar a inteira congregação. Reconhecendo que este perigo poderia ser ainda mais devastador, Judas argumentou fortemente em favor de ‘se travar uma luta árdua pela fé’. A sua carta é tão oportuna hoje como o era naquele tempo. O mesmo aviso é ainda necessário. Ainda se precisa guardar a fé e lutar por ela, desarraigar a imoralidade, ajudar aos duvidosos com misericórdia e ‘arrebatá-los do fogo’, caso isto seja possível. Nos interesses da integridade moral, da espiritualidade e da verdadeira adoração, os cristãos hoje têm de continuar a edificar-se na santíssima fé. Precisam apoiar os princípios justos e achegar-se a Deus em oração. Precisam também ter a devida consideração pelo “senhorio”, respeitando a autoridade conferida por Deus na congregação cristã. — Judas 3, 23, 8.
10. (a) Como deve a congregação tratar os homens animalescos, e em que resultará isto? (b) Que recompensa há em reserva para os herdeiros do Reino, e em que se unem estes a Judas?
10 “Homens animalescos, sem espiritualidade”, nunca entrarão no Reino de Deus, e só porão em perigo outros que estão no caminho da vida eterna. (Judas 19; Gál. 5:19-21) A congregação precisa ser avisada a respeito deles, e precisa livrar-se deles! Assim, “misericórdia, e paz, e amor” serão aumentados para com os amados, e estes se manterão no amor de Deus, ‘ao passo que aguardam a misericórdia de seu Senhor Jesus Cristo, visando a vida eterna’. Deus, o Salvador, estabelecerá os herdeiros do Reino “sem mácula à vista da sua glória, com grande alegria”. Certamente, estes se unem a Judas em atribuir a Ele, por intermédio de Jesus Cristo, “a glória, a majestade, o poderio e a autoridade”. — Judas 2, 21, 24, 25.
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Livro bíblico número 66 — Revelação“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Livro bíblico número 66 — Revelação
Escritor: Apóstolo João
Lugar da Escrita: Patmos
Escrita Completada: c. 96 EC
1. (a) Com que concordam os servos de Deus quanto aos simbolismos de Revelação? (b) Por que é o livro de Revelação colocado apropriadamente em último lugar na Bíblia?
SERÁ que os simbolismos de Revelação (ou Apocalipse) se destinam a aterrorizar? Longe disso! O cumprimento da profecia pode aterrorizar os iníquos, mas os fiéis servos de Deus concordarão com a introdução inspirada e com o comentário do anjo, no fim: “Feliz é quem lê em voz alta, e os que ouvem as palavras desta profecia.” “Feliz é todo aquele que observa as palavras da profecia deste rolo.” (Rev. 1:3; 22:7) Embora escrito antes dos outros quatro livros inspirados que João escreveu, Revelação é corretamente colocado em último lugar na coleção dos 66 livros inspirados que compõem a nossa Bíblia, pois é Revelação que leva seus leitores a um futuro distante, dando-lhes uma visão geral dos propósitos de Deus para com a humanidade e levando o grande tema da Bíblia, a santificação do nome de Jeová e a vindicação de sua soberania por meio do Reino sob Cristo, a Semente Prometida, a um glorioso clímax.
2. Como chegou Revelação a João, e por que é bem apropriado o título do livro?
2 Segundo o versículo titular, esta é a “revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu . . . E ele enviou o seu anjo e a apresentou por intermédio dele em sinais ao seu escravo João”. Portanto, João foi meramente o escritor, não o originador, da matéria. Por conseguinte, João não é o revelador, tampouco é o livro uma revelação de João. (1:1) Tal desvendar, a Seu escravo, dos maravilhosos propósitos de Deus para o futuro faz com que o título seja muito apropriado, pois o nome grego do livro A·po·ká·ly·psis (Apocalipse) significa “Exibição” ou “Exposição”.
3. Segundo indica o próprio livro de Revelação, quem foi o escritor, de nome João, e como confirmam isto os antigos historiadores?
3 Quem era este João mencionado no primeiro capítulo como o escritor de Revelação? Informa-se-nos que era escravo de Jesus Cristo, bem como irmão e compartilhador na tribulação, e que estava exilado na ilha de Patmos. Obviamente, era bem conhecido de seus primeiros leitores, para os quais não havia necessidade de identificação adicional. Deve ter sido o apóstolo João. Esta conclusão é sustentada pela maioria dos antigos historiadores. Diz-se que Pápias, que escreveu na primeira parte do segundo século EC, afirmou que o livro era de origem apostólica. Justino, o Mártir, do segundo século, em seu “Diálogo com o Judeu Trífon” (LXXXI), disse: “Havia um homem entre nós, de nome João, um dos apóstolos de Cristo, que profetizou na revelação feita a ele.”a Irineu fala explicitamente do apóstolo João como sendo o escritor, o mesmo fazem Clemente de Alexandria e Tertuliano, de fins do segundo século e início do terceiro. Orígenes, notável erudito bíblico do terceiro século, disse: “Falo daquele que se reclinou sobre o peito de Jesus, João, e que nos deixou um Evangelho, . . . e escreveu também o Apocalipse.”b
4. (a) O que explica a diferença de estilo entre Revelação e os outros escritos de João? (b) O que prova que Revelação é parte autêntica das Escrituras inspiradas?
4 Darem os outros escritos de João tanta ênfase ao amor não quer dizer que não pudesse ter escrito a tão poderosa e dinâmica Revelação. Ele e seu irmão Tiago foram os que ficaram tão indignados contra os samaritanos de certa cidade que queriam mandar descer fogo do céu. Foi por isso que lhes foi dado o sobrenome de “Boanerges”, ou “Filhos do Trovão”. (Mar. 3:17; Luc. 9:54) Esta diferença de estilo não deve causar dificuldade, quando nos lembramos de que a matéria tratada em Revelação é diferente. O que João viu nestas visões era dessemelhante de tudo quanto vira antes. A notável harmonia do livro com o resto das Escrituras proféticas prova inquestionavelmente que faz parte autêntica da inspirada Palavra de Deus.
5. Quando escreveu João o livro de Revelação, e em que circunstâncias?
5 Segundo o testemunho mais antigo, João escreveu a Revelação por volta de 96 EC, aproximadamente 26 anos depois da destruição de Jerusalém. Isto seria perto do fim do reinado do Imperador Domiciano. Atestando isto, Irineu, em sua obra “Tratado sobre as Heresias” (V, xxx), diz a respeito de Apocalipse: “Foi visto não há muito tempo, mas quase em nossa era, perto do fim do reinado de Domiciano.”c Eusébio e Jerônimo concordam com este testemunho. Domiciano era irmão de Tito, que conduziu os exércitos romanos para destruir Jerusalém. Tornou-se imperador após a morte de Tito, 15 anos antes de ser escrito o livro de Revelação. Exigiu ser adorado como deus e assumiu o título de Dominus et Deus noster (significando “Nosso Senhor e Deus”).d A adoração do imperador não perturbou aos que adoravam deuses falsos, mas não podia ser praticada pelos cristãos primitivos, que recusaram transigir a sua fé no tocante a este ponto. De modo que, perto do fim do domínio de Domiciano (81-96 EC), veio severa perseguição sobre os cristãos. Acredita-se que João foi exilado em Patmos por Domiciano. Quando este foi assassinado em 96 EC, foi sucedido pelo Imperador Nerva, mais tolerante, que evidentemente pôs João em liberdade. Foi durante esta prisão em Patmos que João recebeu as visões que assentou por escrito.
6. Como deve ser considerado o livro de Revelação, e como pode ser dividido?
6 Precisamos reconhecer que aquilo que João viu e se lhe ordenou que escrevesse às congregações não era meramente uma série de visões não-relacionadas e escritas a esmo. Não, o inteiro livro de Revelação, do início ao fim, nos dá um quadro coerente das coisas vindouras, passando de uma visão para outra até ser atingida no fim das visões a plena revelação dos propósitos do Reino de Deus. Devemos, por conseguinte, considerar o livro de Revelação como um todo, e como composto de partes relacionadas e harmoniosas, transportando-nos para o futuro muito distante do tempo de João. Após a introdução (Rev. 1:1-9), o livro pode ser considerado dividido em 16 visões: (1) 1:10–3:22; (2) 4:1–5:14; (3) 6:1-17; (4) 7:1-17; (5) 8:1–9:21; (6) 10:1–11:19; (7) 12:1-17; (8) 13:1-18; (9) 14:1-20; (10) 15:1–16:21; (11) 17:1-18; (12) 18:1–19:10; (13) 19:11-21; (14) 20:1-10; (15) 20:11–21:8; (16) 21:9–22:5. Essas visões são seguidas de conclusão motivadora, em que Jeová, Jesus, o anjo e João falam, fazendo a sua contribuição final como os principais no canal de comunicação. — 22:6-21.
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