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Um século faminto de notíciasDespertai! — 1990 | 22 de agosto
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Revolução Russa, o transmissor de rádio do cruzador Aurora incitava à insurreição os habitantes de Petrogrado (agora Leningrado).
Durante a II Guerra Mundial, o rádio tornou-se poderoso instrumento de propaganda, especialmente para a Alemanha nazista. Durante essa guerra, a BBC (sigla, em inglês, da “British Broadcasting Corporation”), de Londres, também transmitia notícias dos Aliados, abrangendo grande parte da Europa e do mundo.
Embora a televisão já estivesse nos estágios experimentais antes da II Guerra Mundial, seu desenvolvimento foi desacelerado pela guerra. No entanto, ela logo floresceu como veículo de transmissão de notícias. Atualmente, os programas noticiosos de TV são vistos por centenas de milhões de pessoas.
Nas décadas recentes, a imprensa começou a produzir muitas publicações especializadas. Depois da II Guerra Mundial, publicaram-se revistas semanais que analisavam as notícias. Revistas que visam os jovens, as mulheres, os aposentados, os esportistas e os que fazem de tudo, para não mencionar as sinopses semanais dos programas de televisão, estão gozando de excelentes vendas. Na França, por exemplo, surgem cerca de 200 novas revistas por ano.
As Notícias no Futuro
Já é possível acessar bancos de dados em terminais de vídeo pelas telecomunicações. Sistemas por cabo e satélite oferecem agora alguns canais de televisão (como ocorre nos Estados Unidos) que transmitem boletins noticiosos dia e noite, e alguns predizem que o futuro trará ainda mais disso, em nível internacional. Assim, o século 20 poderá vir a ser chamado corretamente de século faminto de notícias. Mas serão sempre fidedignas tais notícias? Será que a variedade de serviços de informações garante notícias honestas e objetivas?
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Pode-se confiar nas notícias recebidas?Despertai! — 1990 | 22 de agosto
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Pode-se confiar nas notícias recebidas?
NO DIA 10 de maio de 1927, uma adição especial do jornal francês La Presse divulgava que dois aviadores franceses, Nungesser e Coli, tinham cruzado com êxito o Atlântico no primeiro vôo sem escalas. A primeira página estampava fotos dos dois pilotos, bem como os pormenores sobre sua chegada a Nova Iorque. Mas tal história era falsa. Na realidade, a aeronave se perdera e os pilotos tinham morrido.
Todavia, notícias falsas são mais comuns do que a maioria das pessoas talvez suspeite. Em 1983, notas íntimas, supostamente de Hitler, foram publicadas em importantes semanários, especialmente na França e na Alemanha Ocidental. Elas se provaram falsificações.
Similarmente, em 1980, uma história sobre um jovem toxicômano foi publicada pelo jornal The Washington Post. O relato granjeou para sua autora o prêmio Pulitzer, que é a maior honraria concedida a um jornalista nos Estados Unidos. Mais tarde, porém, revelou-se que tal história era fictícia, uma invenção. Sob a pressão de investigadores, a autora entregou seu pedido de demissão, dizendo: “Peço desculpas ao meu jornal, à minha profissão, à comissão do Pulitzer e a todos os que buscam a verdade.”
Todavia, novas invencionices, ou notícias falsas, não são os únicos obstáculos para que se chegue à verdade com respeito ao que está acontecendo no mundo.
Seleção e Apresentação das Notícias
Os jornalistas e os editores não raro selecionam as notícias que fascinam o público, mas que talvez não tenham real significado. Dá-se prioridade ao que é sensacional e atraente, de modo a aumentar a circulação e elevar os seus índices. Dá-se destaque aos astros e às estrelas do mundo das diversões e dos esportes, não importa que tipo de modelo comportamental eles forneçam aos jovens. Assim, se um deles arranja um amante, casa-se ou morre, isso geralmente é notícia.
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