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A fome moderna — sua causa básica e a solução duradouraDespertai! — 1973 | 22 de dezembro
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para o benefício de todos os homens justos e para a glória de Deus. A atual sociedade mundial egoísta, que favorece uma minoria de pessoas bem-alimentadas e negligencia as necessidades da maioria dos pobres e famintos, terá desaparecido para sempre. Em seu lugar, Jeová “há de fazer para todos os povos . . . um banquete de pratos bem azeitados, um banquete de vinhos guardados com a borra, de pratos bem azeitados, cheios de tutano, de vinhos guardados com‵ a borra, filtrados”. — Isa. 25:6.
Atrai-lhe a vida sob tais condições, num mundo em que a justiça prevalecerá? Se assim for, agora é o tempo de informar-se sobre as perspectivas e para aprender o que se requer a fim de obtê-la. As testemunhas de Jeová ficarão contentes de ajudá-lo, gratuitamente. Convide-as a visitá-lo, numa ocasião conveniente, para falarem sobre estas perspectivas.
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O Mississippi em enchente transtorna o celeiro dos Estados UnidosDespertai! — 1973 | 22 de dezembro
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O Mississippi em enchente transtorna o celeiro dos Estados Unidos
UMA das maiores enchentes da história estadunidense assolou o Rio Mississippi e seus afluentes.
Atingir o Mississippi uma enchente na primavera não é incomum. Seus sistemas de afluentes drenam as amplas e férteis planícies bem-regadas que se estendem desde as Montanhas Rochosas aos Apalaches. Todavia, a enchente deste ano é diferente, gravemente diferente.
Transtornou por completo o que se poderia chamar de ‘celeiro dos EUA’. Grandes quantidades de cereais, legumes, carne e lacticínios têm vindo desta região por gerações a fio. O ano de 1973, segundo se predizia antes, seria o ano de maior safra da história.
Mas, não é agora. Como aconteceu? O que significa exatamente para o leitor?
Causa da Enchente
Uma variação peculiar do tempo fez com que as águas do rio se avolumassem de forma recorde. A partir de outubro de 1972, a superabundância de chuva caiu sobre o sul e centro-oeste dos EUA.
Em março, apenas o estado de Mississippi registrou um aumento de 218% na precipitação pluviométrica em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em Memphis, Tennessee, choveu nos 65 dos primeiros 106 dias do ano.
O Rio Mississippi subiu lentamente e atingiu níveis recordes em vários locais. Em abril, quebrou o recorde de duzentos anos em S. Louis, quando encristou-se a mais de treze metros.
Mas, não era apenas a altura que tornava diferente a enchente deste ano. Um porta-voz do Corpo de Engenharia do Exército dos EUA afirma: “A enchente deste ano nos deu um período prolongado de alto nível das águas, ao invés de rápida elevação e baixa.” Os danos nesta longa enchente foram amplos.
Dimensão dos Danos Imediatos
Num lugar após outro ao longo do rio e seus afluentes, as casas e celeiros ficaram totalmente cobertos pelas águas. Barragens de terra contra enchentes e diques foram levados de roldão. Cidades inteiras — como Cairo, Illinois — pareciam ilhas isoladas por um mar de água lamacenta que corria. É compreensível que um dos veteranos de muitas turbulências do Mississippi chama a enchente de 1973 de “o vovozinho de todas elas”.
Até agora, calcularam-se os danos às propriedades, causados pela enchente, em pelo menos Cr$ 3.250 milhões. Morreram mais de 20 pessoas, umas 35.000 sendo expulsas de seus lares. As estatísticas de quantas áreas de terra ficaram deveras inundadas variavam de 1ms 4,5 a mais de 8 milhões de hectares.
O que é surpreendente é que as grandes quantidades de água não tenham causado mais danos do que causaram. Por quê?
Por Que os Danos não Foram Maiores
O sistema de controle de enchentes do Mississippi, construído pela Comissão do Rio Mississippi do Corpo de Engenharia do Exército dos EUA funcionou bem, aparentemente sem um único rompimento. Em maio, um porta-voz da Comissão calculou que os danos sem tal projeto teriam sido quatorze vezes maiores.
Este sistema de controle de enchentes de 3.200 quilômetros foi iniciado ao longo do Mississippi depois da enchente recorde de 1927, em que morreram mais de 300 pessoas. Custou mais de Cr$ 6,5 milhões por milha (1.600 metros) para ser construído. Quando o Rio Mississippi ultrapassa a altura de suas margens normais, este sistema mantém o rio num canal construído pelo homem.
No entanto, o êxito obtido em 1973 pela rede de controle das enchentes também parecia ter gerado, pelo menos, parte da enchente, mas em outras áreas. O Mississippi ficou tão cheio de água que não podia conter mais nenhuma. A água, como conseqüência, retrocedeu pelos afluentes. Barragens estaduais, municipais e particulares, não podendo suportar a carga, romperam-se e inundaram as terras vizinhas.
Naturalmente, o sistema federal de barragens não teria funcionado sem que pessoas trabalhadeiras cuidassem dele. Elas, também, ajudaram a frear os danos. Buracos, por exemplo, tiveram de ser tapados no sistema como medidas de emergência. Perto da cidadezinha de Nairn, Louisiana, turmas reforçaram uma barragem fraca por jogarem nela mais de 300 carros que já estavam no ferro velho e milhares de toneladas de pedras.
Voluntários ao longo de todo o rio e seus afluentes também responderam incontáveis convocações de encher milhões de sacos de areia que formaram diques temporários de retenção da água. Outros voluntários, jovens e idosos, trabalharam longas horas, amiúde sem comer ou dormir, junto com soldados da Guarda Nacional e Fuzileiros Navais em operações de salvamento, tentando poupar casas ou prédios destacados da fúria das águas.
Pouparam-se também muitas vidas graças à evacuação ordeira de pessoas das áreas perigosas. Além de cuidar de suas próprias famílias, os anciãos das congregações das testemunhas de Jeová se certificaram de que suas co-Testemunhas estivessem seguras.
Assim, em Morgan, Louisiana, soube-se que as águas da enchente seriam liberadas para aliviar a pressão sobre uma represa fraca, inundando a baixada em que moravam. O superintendente presidente conta as medidas que os anciãos tomaram:
“Cerca de duas semanas antes de serem abertos os sangradouros, os anciãos, antecipando esta possibilidade, reuniram-se com seus auxiliares e outros irmãos preocupados com o assunto para considerarem os planos de evacuação e fizeram designações de transporte para cerca de um terço da congregação que não possuíam automóveis. Cada dirigente de estudo da vizinhança e seu ajudante deviam ajudar os de seu próprio grupo na retirada.”
Na terça-feira de manhã, 17 de abril, abriram-se os sangradouros. Começou a
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