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HeteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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49:32) Dentre suas quatorze ocorrências, o nome Hete aparece dez vezes em relação com os “filhos de Hete”. Duas das esposas de Esaú provinham das “filhas de Hete” (também chamadas “filhas de Canaã”), tais esposas constituindo uma fonte de pesar para os pais dele. — Gên. 26:34, 35; 27:46; 28:1, 6-8.
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HeveusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HEVEUS
Povo que descendeu de Canaã, filho de Cã. (Gên. 10:6, 15, 17; 1 Crô. 1:13, 15) Os heveus habitavam a cidade de Siquém, nos dias do patriarca Jacó. Os filhos de Jacó, liderados por Simeão e Levi, mataram todos os varões e saquearam tal cidade, porque Siquém, filho de Hamor, o maioral, maculara Diná, irmã deles.— Gên. 34:1-29.
Quando Israel entrou na Terra da Promissão, os heveus constituíam uma das sete nações cananéias que Deus prometeu expulsar de diante deles. (Êxo. 3:8, 17; 13:5; 23:23, 28; 33:2; 34:11) Disse-se que tais nações eram mais populosas e mais fortes do que Israel. (Deut. 7:1) Moisés ordenou aos israelitas que as devotassem à destruição, não deixando ninguém vivo quando capturassem suas cidades, devido às práticas detestáveis e aos deuses pagãos delas. De outra forma, provar-se-iam um laço e fariam que Israel caísse no desfavor de Deus. — Lev. 18:27, 28; Deut. 18:9-13; 20:15-18.
A Bíblia registra a destruição total, feita por Josué, das cidades daquelas nações. (Jos., caps. 10, 11) Os heveus que moravam “ao sopé do [mte.l Hermom, na terra de Mispá” achavam-se entre as tribos que se juntaram aos reis cananeus contra Josué, às instâncias de Jabim, rei de Hazor. (Jos. 11:1-3) Alistam- se heveus entre os que combateram Israel e que sofreram derrota. (Jos. 9:1, 2; 12:7, 8; 24:11) Entretanto, houve um grupo da nação hevéia que foi poupado. (Jos. 9:3, 7) Este grupo foi o dos gibeonitas, que evidentemente representavam também três outras cidades hevéias. Somente estes temeram a Jeová, reconhecendo que ele lutava a favor de Israel. Por meio dum estratagema, conseguiram entrar em pacto com os líderes de Israel, e, assim, não foram mortos, mas se tornaram servos braçais de Israel. (Jos. 9:1-15, 24-27) Este é um caso do cumprimento da maldição de Noé sobre Canaã, no sentido de que os gibeonitas e seus associados, embora não fossem destruídos, tornaram-se escravos dos semitas. — Gên. 9:25-27.
Após a morte de Josué, Israel deixou de continuar a exterminar as nações cananéias, conforme Deus lhes tinha ordenado, até mesmo chegando a manter conúbios mútuos com eles. Por isso, o registro bíblico reza: “Ora, estas são as nações que Jeová deixou ficar para por elas provar a Israel, . . . Os cinco senhores do eixo dos filisteus, e todos os cananeus, até mesmo os sidônios e os heveus que habitavam no monte Líbano, desde o monte Baal-Hermom até a entrada de Hamate. . . e [os israelitas] foram servir aos deuses deles.” — Juí. 3:1-6.
Este trecho situa os heveus como montanheses que habitavam a cordilheira do Líbano bem até a parte mais ao N da Terra Prometida. (Núm. 34:8; Jos. 11:1, 3) Quando Joabe e seus homens fizeram um recenseamento, sob as ordens do Rei Davi, “chegaram então à praça forte de Tiro e a todas as cidades dos heveus”. (2 Sam. 24:7) Tiro se situava, evidentemente, pouco abaixo do extremo S do território dos heveus.
No decurso do programa nacional de edificações de Salomão, ele utilizou cananeus, inclusive heveus, como trabalhadores compulsórios, sob a direção de superintendentes israelitas. Isto cumpriu adicionalmente a maldição profética de Noé sobre Canaã. — 1 Reis 9:20- 23; 2 Crô. 8:7-10.
HEVEUS E HOREUS
Em Gênesis 36:2, Zibeão, avô de uma das esposas de Esaú, é chamado de heveu. Mas os versículos 20 e 24 o alistam como descendente de Seir, o horeu. É possível que, em Gênesis 36:2, um copista tenha confundido as letras hebraicas rehsh (i) e waw (’), que são muito similares. Talvez, portanto, o versículo 2 devesse rezar “Zibeão, o horeu”.
Por outro lado, a palavra “horeu” pode derivar-se do hebraico hohr, “caverna” ou “buraco”, e pode significar simplesmente “habitante da caverna”. Isto eliminaria qualquer discrepância entre os textos de Gênesis 36:2 e os versículos 20, 24. Outrossim, parece mais provável que os horeus fossem uma nação distinta. — Veja HOREU.
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HídequelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HÍDEQUEL
Um dos quatro rios que se ramificavam daquele que saía do Éden. (Gên. 2:10-14) O Hídequel era conhecido na língua acadiana (assírio-babilônica) como o Idiqlat, e no persa antigo como o Tigra, sendo que desta última forma provém o nome grego para o rio Tigre. No árabe moderno, é conhecido como o Dajla. É chamado por alguns de “rio gêmeo” do Eufrates, e, junto com este rio, rega as planícies da Mesopotâmia. Foi nas margens do rio Tigre (Hídequel) que Daniel recebeu a visão sobre a luta pelo poder a ser travada pelo “rei do norte” e pelo “rei do sul”. — Dan. 10:4, 5; 11:5, 6.
O Tigre tem suas nascentes na Armênia central (a parte E da Turquia moderna). Crê-se em geral que, antigamente, o Tigre e o Eufrates possuíam fozes diferentes, mas que, com o passar dos séculos, o acúmulo de aluvíão encheu a cabeceira do golfo, de modo que agora os rios se unem. Depois de sua junção, formam a larga corrente conhecida como Xat- el-Arab, que flui por cerca de 160 km antes de desaguar no golfo Pérsico.
O curso total do Tigre abrange c. 1.850 km. Trata-se dum rio amplo, chegando a atingir em certos pontos uma largura de mais de 360 m, mas sendo em geral raso, e, acima de Bagdá, é navegável apenas por barcos de pouco calado. No curso superior do rio utilizam-se balsas que se tornam ainda mais flutuáveis pelo emprego de couro inflado de ovelhas ou de cabritos. Sendo um rio muito mais rápido do que o Eufrates, o Tigre só tem cerca de dois terços da extensão do seu irmão “gêmeo”, e goza de menor importância comercial.
Depois de penetrar na planície mesopotâmica, o Tigre passa pelos sítios de muitas cidades antigas. Defronte da moderna Mossul, as ruínas da antiga Nínive jazem na margem E do rio. Do mesmo lado, mais para o S, acha-se o sítio de Calá-Nimrud, e, abaixo dele, na margem O, acha-se a antiga Assur. A curta distância abaixo de Bagdá, na margem O, acham-se as ruínas de Selêucia, antiga capital da Dinastia Selêucida de governantes; e, do lado oposto do rio erguia-se Ctesifonte, que alguns sugerem ser a “Casifia”, mencionada em Esdras 8:17-20.
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HierápolisAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HIERÁPOLIS
[a cidade santa]. Cidade da província da Ásia. Entre seus residentes pagãos vivia um grupo de cristãos do primeiro século a favor dos quais Epafras ‘fez grande esforço’. (Col. 4:12, 13) Situava-se no extremo N do vale do Lico, na Ásia Menor, c. 10 km ao N de Laodicéia. Embora o apóstolo Paulo jamais tivesse visitado Hierápolis, pelo que parece, os efeitos de seu longo trabalho em Éfeso (do inverno setentrional de 52/53 E.C. até depois de Pentecostes de 55 E.C. [1 Cor. 16:8]) se irradiaram por ’toda a Ásia’. (Atos 19:1, 10) Parece que o cristianismo chegou a Hierápolis através dos ‘esforços’ de Epafras. A tradição também credita aos apóstolos João e Filipe terem trabalhado ali. Ao passo que a cidade não gozava de importância política, tornou-se próspera no pacífico período romano qual centro de devoção a Cibele. A adoração dela ali foi realçada por dois fenômenos naturais, as fontes minerais e o Plutônio, ou a chamada ‘Entrada do Hades’, um abismo profundo e estreito que soltava emanações mortíferas.
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HigaiomAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HIGAIOM
Transliteração da expressão hebraica higgayóhn, que os lexicógrafos entendem indicar um termo técnico de orientação musical. (Sal. 9:16) À base do contexto, onde aparece no texto hebraico, tem sido traduzida diversificadamente como “sentimentos”, “meditação”, “pensamentos”, “melodia”, “música ressonante”, “som solene”, “imaginações”, “sussurros” e ‘o que estão tramando’. (Sal. 19:14; 92:3; Lam. 3:62, Al; CBC; IBB; NM; PIB; SPV) Ao passo que muitas idéias são propostas quanto ao seu significado preciso no Salmo 9:16, as sugestões mais plausíveis são de que Higaiom, neste caso, significa, quer um interlúdio solene de tom forte, da harpa, quer uma pausa solene, que leva à meditação.
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HilquiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HILQUIAS
[Jeová é o quinhão]. O sumo sacerdote nos dias do Rei Josias; filho de Salum e pai de Azarias; pelo que parece, um antepassado de Esdras, o copista. (2 Reis 22:3, 4; 1 Crô. 6:13; Esd. 7:1, 2, 6) Hilquias, como sumo sacerdote, figurou de modo destacado na restauração da adoração verdadeira empreendida por Josias. No decorrer da restauração do templo, Hilquias encontrou o próprio “livro da lei de Jeová pela mão de Moisés”. O que tornou notável esta descoberta foi, mui provavelmente, que o manuscrito era o livro original escrito por Moisés. Hilquias o entregou a Safã, o secretário, que levou o manuscrito ao rei. Ao ouvir a leitura do livro feita por Safã, o Rei Josias enviou a Hulda, a profetisa, uma delegação encabeçada pelo sumo sacerdote Hilquias, a fim de indagar a Jeová em favor dele e do povo. — 2 Reis 22:3-14; 2 Crô. 34:14.
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HimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HIM
Uma medida para líquidos (Êxo. 30: 24; Núm. 28:14; Eze. 45:24; 46:5, 7, 11); também usada com referência ao receptáculo para se medir um him. (Lev. 19:36) Segundo Josefo, historiador judeu, um him igualava a dois choas atenienses; um bato equivalia a setenta e dois sextários. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro III, cap. VIII, par. 3; Livro VIII, cap. II, par. 9] Uma vez que outras fontes indicam que dois choas atenienses equivaliam a doze sextários, o him pode ser computado como equivalendo a um sexto dum bato (22 l) ou c. 3, 7 l. As Escrituras também mencionam frações do him: meio him (c. 1, 8 l) (Núm. 15:9, 10), um terço de him (c. 1, 2 l) (Núm. 15:6, 7; Eze. 46:14), um quarto de him (c. 0, 9 l) (Êxo. 29:40; Lev. 23:13; Núm. 15:4, 5; 28:5, 7) e um sexto de him (c. 0, 6 l), esta última fração sendo a ração diária de água concedida a Ezequiel quando representava a grave condição que viria sobre a Jerusalém sitiada. — Eze. 4:11.
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HimeneuAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HIMENEU
[nome dado em honra a Hímen, ou Himeneu, o deus grego do casamento]. Um apóstata do cristianismo, no primeiro século. Paulo identificou Himeneu como blasfemador, cheio de “falatórios vãos que violam o que é santo”. Em seu desvio da verdade, Himeneu, junto com certo Fileto, ensinava doutrinas falsas, subvertendo a fé de alguns. Uma das doutrinas falsas deles era de que ‘a ressurreição já havia ocorrido’ nos seus dias. Evidentemente, o ensino deles era o seguinte: que a ressurreição era apenas espiritual, duma espécie simbólica, e que os cristãos dedicados já tinham sido ressuscitados, que isto era tudo que o assunto envolvia e que não havia nenhuma outra ressurreição no futuro, sob o reino messiânico de Deus. (Mas, compare isto com 1 Coríntios 15:12-23.)
Na primeira carta de Paulo a Timóteo, o nome de Himeneu é associado ao de outro apóstata, Alexandre. O apóstolo declara que ele tinha entregue Himeneu e Alexandre “a Satanás”, referindo-se, como é evidente, à expulsão ou desassociação deles da congregação, realizada por Paulo. — 1 Tim. 1:18-20; 2 Tim. 2:16-18.
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