-
A bênção de Jeová enriqueceA Sentinela — 1986 | 15 de junho
-
-
16. Por que deu Jesus um conselho tão claro a respeito de riquezas, e o que deve você perguntar a si mesmo?
16 Jesus certamente sabia das aflições e dos obstáculos à espiritualidade que os ricos em muitos casos enfrentam. Também sabia que os objetos de valor podem degenerar-se literalmente, ou perder seu valor, o que jamais ocorrerá às riquezas cristãs. (Provérbios 11:28; Marcos 10:29, 30) Assim, Jesus prestava a todos nós um genuíno serviço ao avisar: “Quão difícil será para os que têm dinheiro abrirem caminho para entrar no reino de Deus!” (Lucas 18:24) O aviso dele nos pode beneficiar mesmo se os nossos recursos forem bem limitados. Como? Por reprimirmos qualquer ambição de nos tornar ricos agora. Os cristãos crêem que Jesus falou a verdade. Cremos e vivemos segundo o que Jesus disse a respeito de seu Pai, a respeito do fim deste sistema e a respeito de cultivar amor. Ele, que sempre fala a verdade, disse também: “É mais fácil um camelo passar pelo orifício duma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus.” (Mateus 19:24) Crê realmente nisso? Será que as suas ações, o seu estilo de vida e as suas atitudes confirmam isso?
Continue Rico — Ao Modo de Deus
17. De que modo estão muitos cristãos se colocando em condições de serem enriquecidos por Jeová?
17 Do mundo todo chegam evidências de que a grande maioria dos servos de Deus está acatando conselhos como o de Mateus 19:16-24. Bom número de jovens cristãos decidem que, uma vez terminem seu período normal de escolarização, dedicar-se-ão ao ministério de tempo integral. Esposas que poderiam fazer serviço secular para aumentar a renda familiar estão, em vez disso, devotando mais tempo às atividades cristãs, enriquecendo espiritualmente a si mesmas e a outros. Até mesmo alguns homens com a responsabilidade bíblica de prover para sua família estão achando meios de ampliar a sua participação no ministério.
18, 19. Que passos deram alguns que esperam ser abençoados por Jeová?
18 Certo ancião de uns 35 anos de idade admite que “ser ministro de tempo integral sempre foram meras palavras que fluíam da minha boca”. Ele ganhava mais de 25.000 dólares (346.000 cruzados) por ano, e tinha além disso ajuda de custo e um carro da empresa à disposição. Foi convidado a proferir o discurso “Como Fixar e Atingir Objetivos Corretos”, no congresso de 1983. Ele admite: “Ao ler ansiosamente a matéria, fiquei tão perturbado e envergonhado que a minha consciência me arrasava.” Antes de chegar o dia do congresso, ele e sua esposa consideraram a situação deles. Logo conseguiu um emprego de tempo parcial e juntou-se à esposa como pioneiro. Ainda são pioneiros, usufruindo alegremente muitas bênçãos espirituais.
19 Outros se mudaram de regiões de boas possibilidades econômicas para lugares em que puderam expandir suas atividades espirituais. Um casal canadense escreveu sobre seu serviço de pioneiro na América Latina: “Embora exista muita pobreza entre os irmãos, eles têm um zelo maravilhoso pela verdade. Talvez sejam pobres em sentido mundano, mas espiritualmente são milionários. Temos 38 publicadores, 10 dos quais são pioneiros regulares. É preciso realizar reuniões em duas sessões, visto que a assistência é muito grande — de 110 a 140 pessoas em média. Os dois anciãos e três servos ministeriais precisam cuidar de todas essas reuniões. Estamos reaprendendo de nossos humildes irmãos locais o que realmente significa pôr Jeová em primeiro lugar na vida. Eles nos mostram que é possível servir a Jeová de toda a alma, independente de quais sejam as nossas circunstâncias.”
20. Qual deve ser o nosso sentimento íntimo quanto a ser materialmente rico?
20 Tais cristãos não têm razão válida para invejar uma pessoa rica, quer de fora, quer de dentro da congregação, ou de se preocupar com ambições materialistas. Sabem que algum dinheiro é necessário para uma vida normal. (Eclesiastes 5:3; 7:12) Mas, reconhecem também que Jesus falou a verdade — os ricos enfrentam, espiritualmente falando, muitos obstáculos, desafios e perigos. Um desafio difícil é que os ‘ricos no atual sistema de coisas não sejam soberbos e não baseiem a sua esperança nas riquezas incertas, mas em Deus’. — 1 Timóteo 6:17.
21. Qual é a recompensa dos que buscam riquezas espirituais?
21 Infelizmente, aquele jovem governante que falou com Jesus deixou de encarar esse desafio. Outros, semelhantes a ele, serviram a Deus por algum tempo, mas, depois, sofreram aflições e fracasso espiritual relacionados com a sua riqueza. Em contraste, há os milhões de cristãos leais que continuam a provar que “a bênção de Jeová — esta é o que enriquece, e ele não lhe acrescenta dor alguma”. (Provérbios 10:22) A vida deles tem significado; eles têm alvos valiosos e um senso de realização. As suas boas obras terão efeitos duradouros, dando-lhes intensa alegria agora e no futuro. Esforcemo-nos todos para sermos ricos nesse sentido. — Filipenses 4:1; 1 Tessalonicenses 2:19, 20.
Reflexões a Considerar
◻ A que tipo de riquezas se refere Provérbios 10:22?
◻ Qual era o ponto em questão no comentário de Jesus sobre o rico e o camelo?
◻ Por que em muitos casos a vida é mais difícil para os ricos?
◻ Como nos podemos esforçar para ser ricos à maneira de Deus?
-
-
Os Evangelhos — fato ou ficção?A Sentinela — 1986 | 15 de junho
-
-
Os Evangelhos — fato ou ficção?
OS CHAMADOS altos críticos há muito têm atacado de muitos lados os relatos evangélicos da vida de Jesus: Afirmam que tais relatos estão repletos de contradições e foram escritos muito depois dos acontecimentos para serem história válida. Rejeitam os elementos milagrosos como meras invenções.
O historiador Will Durant, em seu livro César e Cristo (em inglês), empenhou-se em examinar os relatos evangélicos dum ponto de vista puramente objetivo — como documentos históricos. Admitindo haver aparentes contradições e problemas nos relatos evangélicos, não obstante concluiu: “As contradições são de minúcia [pormenores triviais], não de essência; nos pontos essenciais os evangelhos sinópticos concordam notavelmente bem, e formam uma imagem coerente de Cristo.”
Mas, que dizer das afirmações dos altos críticos de que os Evangelhos não satisfazem o critério da história real? Durant prosseguiu: “No entusiasmo de suas descobertas, a Alta Crítica tem aplicado ao Novo Testamento testes de autenticidade tão severos que por meio deles uma centena de antigas pessoas ilustres — e.g., Hamurábi, Davi, Sócrates — virariam lendas. Apesar dos preconceitos e das predisposições teológicas dos evangelistas, eles registram muitos incidentes que meros inventores teriam ocultado — a competição dos apóstolos em busca de posições elevadas no Reino, sua fuga após a prisão de Jesus, a negação de Pedro . . . Ninguém que lê essas cenas pode duvidar da realidade do personagem por trás delas.”
O historiador Durant concluiu: “Terem alguns homens simples de uma só geração inventado personalidade tão vigorosa e atraente, ética tão sublime e visão tão inspiradora de fraternidade humana seria um milagre muito mais incrível do que qualquer milagre registrado nos Evangelhos. Após dois séculos de Alta Crítica, os perfis da vida, do caráter e do ensino de Cristo permanecem razoavelmente claros e constituem o aspecto mais fascinante da história do homem ocidental.”
-