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RinsAjuda ao Entendimento da Bíblia
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associado com as emoções humanas, tais como a afeição, e a motivação. (Jer. 11:20; 20:12) Os rins, com efeito, são influenciados pelas emoções profundas, de acordo com autoridades médicas.
Jeová conhece a constituição do homem de maneira mais cabal e mais íntima, portanto, diz-se que Ele sonda e prova os “rins”, assim como seu Filho também esquadrinha os “pensamentos mais íntimos [literalmente, “rins”, NM, ed. 1977] e corações”. (Sal. 7:9; Rev. 2:23, NM, ed. 1967) Jeová pode ‘refinar os rins’ ou as “emoções mais profundas” duma pessoa, de modo que elas se tornem corretas perante Ele, e se tornem sensíveis ao que é certo ou errado. — Sal. 26:2; 16:7; Pro. 23:16; Jer. 12:2; compare com as notas da NM, edições de 1957 e 1958, em inglês, que dizem: “Ou, ‘emoções mais profundas’.”
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RioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RIO
Entre os principais rios mencionados na Bíblia acham-se o Hídequel (Tigre), o Eufrates, o Jordão, o Abana e o Farpar. (Gên. 2:14; 2 Reis 5:10, 12) O Nilo, embora não fosse designado por tal nome, é mencionado como ye’óhr (às vezes, ye’ór), que se entende ser um riacho ou canal (Isa. 33:21), ou uma vala ou galeria cheia d’água. (Jó 28:10) O contexto torna evidente quando os termos ye’óhr ou ye’ór designam o Nilo; por conseguinte, o nome Nilo aparece em traduções da Bíblia. — Gên. 41:17, 18.
O Eufrates é amiúde simplesmente chamado de “o Rio”. (Jos. 24:2, 3; Esd. 8:36; Isa. 7:20; 27:12; Miq. 7:12) Sendo o mais extenso e o mais importante rio do SO da Ásia, o Eufrates era o “grande rio” (Gên. 15:18) para os hebreus. Assim sendo, não se criava nenhuma ambigüidade por chamá-lo de “o Rio”. O Rei Davi, com a ajuda de Jeová, conseguiu estender os limites da Terra Prometida até o Eufrates. (1 Crô. 18:3-8) A respeito de seu filho, Salomão, foi declarado: “Terá súditos de mar a mar e desde o Rio [Eufrates] até os confins da terra.” (Sal. 72:8) Na profecia de Zacarias, estas palavras são repetidas e apontam para a regência global do Messias. — Zac. 9:9, 10; compare com Daniel 2:44; Mateus 21:4, 5.
O primeiro rio mencionado na Bíblia é o que, pelo visto, tinha sua nascente no Éden e regava o jardim que Jeová proveu qual lar para Adão e Eva. Este rio se dividia em quatro cabeceiras, as quais, por sua vez, resultavam em rios, o Píson, o Giom, o Hídequel e o Eufrates. As regiões (Havilá, Cus e Assíria) mencionadas em conexão com estes quatro rios existiam no período pós-diluviano. (Gên. 2:10-14) Assim, parece que o escritor do relato, Moisés, empregou termos familiares de seus dias para indicar a localização do jardim do Éden. Por este motivo, não se pode confirmar com certeza se o que é dito sobre os cursos do Píson, do Giom e do Hídequel se aplicam ao período pós-diluviano, ou ao período pré-diluviano. Se a descrição se relaciona com a época anterior ao Dilúvio, o próprio Dilúvio pode bem ter contribuído para a alteração dos cursos destes rios. Se se aplica ao período pós-diluviano, outros fenômenos naturais, tais como terremotos, podem desde então ter alterado os seus cursos, impedindo a identificação de alguns.
O “rio do Egito” (Gên. 15:18) pode ser o mesmo que o “vale da torrente do Egito”. — Núm. 34:5, veja SIOR.
EMPREGO FIGURADO
Os rios serviam como barreira ao avanço das forças inimigas e desempenhavam um papel vital na defesa de certas cidades, tais como Babilônia. Jerusalém, contudo, não dispunha de nenhum rio qual meio natural de defesa. Todavia, Jeová Deus era como que a fonte dum poderoso rio de proteção para aquela cidade. Os inimigos que pudessem vir contra Jerusalém como uma hostil frota de galeras experimentariam o desastre. — Isa. 33:21, 22; veja GALERA.
A água é necessária para a vida, e Jeová é mencionado como a Fonte de águas vivas. (Jer. 2:13) Mas os israelitas apóstatas voltaram sua atenção para o Egito e a Assíria. É por isso que Jeová, mediante seu profeta Jeremias, disse: “Que interesse é que terias no caminho do Egito, para beberes as águas de Sior? E que interesse terias no caminho da Assíria, para beberes as águas do Rio? . . . Sabe, pois, e vê que teres abandonado a Jeová é algo mau e amargo.” (Jer. 2:18, 19) Evidentemente as águas de fontes humanas, que são encaradas como sendo vitais para a existência da pessoa, são também aquelas a que Revelação 8:10 e 16:4 se referem.
A desastrosa enchente dum rio é empregada para representar a invasão de forças inimigas. — Isa. 8:7.
A respeito do “rio de água da vida” (Rev. 22:1), veja VIDA (RIO DE ÁGUA DA VIDA).
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Rio Do EgitoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RIO DO EGITO
Jeová prometeu que os descendentes de Abraão receberíam a terra “desde o rio do Egito” até o rio Eufrates. (Gên. 15:18) Os comentaristas em geral entendem que “o rio do Egito” se refere ao “vale da torrente do Egito”, agora identificado com o uádi El Arixe, da península do Sinai, que deságua no mar Mediterrâneo, 145 km a E de Port Said. (Veja EGITO, VALE DA TORRENTE DO.) Em 1 Crônicas 13:5, certas traduções rezam “rio [shihhóhr] do Egito” (NM; BV; Fi; “Sior, o ribeiro do Egito”, IBB), e esta referência também pode ser ao uádi El Arixe. No entanto, outra possibilidade é que ambos os textos se refiram a uma ramificação do Nilo. — Veja SIOR.
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RiquezasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RIQUEZAS
Por todas as Escrituras, dá-se ênfase, não à posse de riquezas materiais, mas à uma boa posição perante Jeová Deus, posição esta que é mantida por a pessoa continuar a fazer a vontade divina, pela fé. Cristo Jesus incentivou outros a ser ‘ricos para com Deus’ (Luc. 12:21) e a armazenar “tesouros no céu”. (Mat. 6:20; Luc. 12:33) Uma folha de serviços de obras excelentes dum indivíduo seria como riquezas depositadas junto ao Criador, no céu, assegurando, para o envolvido, bênçãos duradouras. Pessoas que se tornaram seguidores, ungidos pelo espírito, de Jesus Cristo, podiam aguardar as “gloriosas riquezas” duma herança celeste (Efé. 1:18), e, durante sua ‘residência como forasteiros’ na terra, seriam ricos, ou abundariam, em fé, amor, bondade e outras qualidades divinas. — Compare com Gálatas 5:22, 23; Tiago 2:5; 1 Pedro 2:11, 12; 2 Pedro 1:5-8.
OS PATRIARCAS ABASTADOS
Fiéis servos de Jeová Deus, tais como os patriarcas Abraão e Jó, não receberam a comissão de ajudar outros a aceitar a verdadeira adoração. Por este motivo, o tempo deles parece ter sido preenchido mormente com o suprir as necessidades físicas e espirituais de suas respectivas casas. Jeová abençoou os esforços diligentes destes Seus servos, de modo que eles vieram a possuir muito gado, muitos servos, e ouro e prata. — Gên. 12:16; 13:2; 14:14; 30:43; 32:10; Jó 1:2, 3; 42:10-12.
Embora abastados, tais homens não eram materialistas. Avaliavam que sua prosperidade material se devia à bênção de Jeová sobre eles, e não se mostravam gananciosos por riquezas. Abraão, depois de derrotar quatro reis coligados e recuperar todos os bens que estes haviam tomado de Sodoma, podia ter acrescido consideravelmente sua riqueza. Mas ele rejeitou a oferta do rei de Sodoma de apossar-se dos bens recuperados, dizendo: “Ergo deveras minha mão em juramento a Jeová, o Deus Altíssimo, Produtor do céu e da terra que, desde o fio até o cordão de sandália, não, não tomarei nada daquilo que é teu, para que não digas: ‘Fui eu que enriquecí a Abraão.’ Nada para mim!” (Gên. 14:22-24) Quando Jó perdeu todo o seu gado e todos os seus filhos, ele exclamou: “O próprio Jeová deu e o próprio Jeová tirou. Continue a ser abençoado o nome de Jeová.” — Jó 1:21.
Abraão, Jó e outros mostraram que se podia confiar as riquezas a eles. Eram laboriosos e utilizavam corretamente seus bens materiais. Para exemplificar, Jó estava sempre pronto a ajudar os pobres e os aflitos. (Jó 29:12-16) Em vista de sua atitude correta, havia boa razão para Jeová Deus proteger seus servos de serem defraudados por homens egoístas e gananciosos. — Gên. 31:5-12; Jó 1:10; Sal. 105:14.
ISRAEL, SE FOSSE OBEDIENTE, SERIA UMA NAÇÃO PRÓSPERA
Como no caso dos fiéis patriarcas, a prosperidade material dos israelitas dependia de manterem um relacionamento correto com Jeová Deus. Moisés foi estrito em aconselhá-los a lembrar-se de que Jeová, o Deus deles, foi quem lhes dera o poder para produzirem riqueza. (Deut. 8:18) Sim, Jeová era Aquele que dera uma herança de terra àquela nação que mantinha um relacionamento pactuado com Ele. (Núm. 34:2-12) Podia também certificar-se de que os desta nação recebessem a chuva em sua estação e não sofressem perdas, mediante safras ruins ou invasões por parte de forças inimigas. — Lev. 26:4-7.
Era o propósito de Deus que Israel, se fosse obediente, se tornasse uma nação próspera. (Deut. 28:12, 13) A prosperidade daquela nação traria honra a Jeová, constituindo poderosa prova para as nações circunvizinhas, de que Ele era “Quem faz enriquecer” (1 Sam. 2:7) o Seu povo, e que a Lei que lhes dera não tinha nada igual no sentido de garantir o bem-estar de todos os envolvidos.
Que a prosperidade de Israel deveras moveu outros povos a glorificar a Jeová é ilustrado no caso do Rei Salomão. No início de seu reinado, ele, quando lhe foi dada a oportunidade de solicitar o que desejava de Jeová, não pediu grandes riquezas, mas solicitou sabedoria e conhecimento para julgar aquela nação. Jeová concedeu a Salomão o seu pedido, e também lhe deu “riquezas, e bens materiais, e honra”. (2 Crô. 1:7-12; 9:22-27) Em resultado disso, as notícias sobre a sabedoria e a riqueza de Salomão vieram a ser associadas ao nome de Jeová. Tendo ouvido falar de Salomão, com relação a Jeová, a rainha de Sabá, por exemplo, veio de uma terra distante para comprovar se eram verídicas tais notícias sobre a sabedoria e a prosperidade dele. (1 Reis 10:1, 2) Aquilo que ela viu a moveu a reconhecer o amor de Jeová por Israel. — 1 Reis 10:6-9.
Como nação próspera, os israelitas podiam saborear alimentos e bebidas (1 Reis 4:20; Ecl. 5:18, 19), e suas riquezas serviam para protegê-los dos problemas da pobreza. (Pro. 10:15; Ecl. 7:12) Não obstante, embora estivesse em harmonia com o propósito de Jeová que os israelitas usufruíssem a prosperidade resultante de seu trabalho árduo (compare com Provérbios 6:6-11; 20:13; 24:33, 34), ele também se certificou de que fossem avisados do perigo de se esquecerem dele como a Fonte de sua opulência, e começarem a confiar em suas riquezas. (Deut. 8:7-17; Sal. 49:6-9; Pro. 11:4; 18:10, 11; Jer. 9:23, 24) Lembrou-se-lhes de que as riquezas eram apenas temporárias (Pro. 23:4, 5), que não podiam ser dadas a Deus como resgate para livrar a pessoa da morte (Sal. 49:6, 7) e não eram de nenhum valor para os mortos. (Sal. 49: 16, 17; Ecl. 5:15) Mostrou-se-lhes que atribuir indevida importância às riquezas levaria a práticas fraudulentas e ao desfavor de Jeová. (Pro. 28:20; compare com Jeremias 5:26-28; 17:9-11.) Foram também incentivados a ‘honrar a Jeová com as suas coisas valiosas’. — Pro. 3:9.
Naturalmente, a prosperidade daquela nação não significava que todo indivíduo era opulento, ou que aqueles que possuíam poucos meios incorriam, necessariamente, na desaprovação divina. Circunstâncias imprevistas talvez lançassem os indivíduos na pobreza. (Ecl. 9:11, 12) A morte podería deixar órfãos e viúvas. Acidentes e doenças poderíam impedir uma pessoa, de forma temporária ou permanente, de realizar o trabalho necessário. Assim, incentivou-se os israelitas a serem generosos com suas riquezas em ajudar os pobres e os aflitos em seu meio. — Lev. 25:35; Deut. 15:7, 8; Sal. 112:5, 9; Pro. 19:17; veja POBRES.
AS RIQUEZAS ENTRE OS SEGUIDORES DE CRISTO JESUS
Diferentes dos patriarcas e da nação de Israel, os seguidores de Jesus Cristo receberam a comissão de ‘fazer discípulos de pessoas de todas as nações’. (Mat. 28:19, 20) Cumprir tal comissão exigia tempo e esforço que, de outra forma, poderíam ser empregados corretamente em empreendimentos seculares. Por conseguinte, aquele que continuasse apegado à sua opulência, ao invés de livrar-se de tal carga a fim de poder utilizar seu tempo e seus recursos para cumprir aquela comissão, não podia ser um discípulo de Jesus, com a perspectiva de obter a vida nos céus. É por isso que o Filho de Deus disse: “Quão difícil será para os que têm dinheiro abrirem caminho para entrar no reino de Deus! De fato, é mais fácil para um camelo passar pelo orifício duma agulha de costura, do que para um rico entrar no reino de Deus.” (Luc. 18:24, 25) Tais palavras foram motivadas pela reação dum jovem governante rico, na ocasião em que Jesus lhe disse: “Vende todas as coisas que tens e distribui aos pobres, e terás um tesouro nos céus; e vem ser meu seguidor.” (Luc. 18:22, 23) Esse jovem governante rico tinha a obrigação de ajudar os co-israelitas necessitados. (Pro. 14:21; 28:27; Isa. 58:6, 7; Eze. 18:7-9) Mas sua falta de disposição de utilizar sua riqueza para ajudar outros, e, desta forma, livrar-se para ser um seguidor de Jesus Cristo, bloqueou-lhe a entrada no reino dos céus.
Os seguidores de Cristo, contudo, não se deviam reduzir à um estado de pobreza e então depender de outros para sustento. Antes, deviam trabalhar arduamente de modo a poderem cuidar de suas famílias e também ter “algo para distribuir a alguém em necessidade”. (Efé. 4:28; 1 Tes. 4:10-12; 2 Tes. 3:10-12; 1 Tim. 5:8) Deviam contentar-se com ter seu sustento e abrigo, não se empenhando em ficar ricos. Qualquer pessoa que fizesse dos empreendimentos materiais a sua principal preocupação na vida corria o perigo de ficar envolvida em práticas desonestas e em perder a fé por negligenciar as coisas espirituais. Isto deveras aconteceu com alguns, como mostram as palavras que Paulo dirigiu a Timóteo: “Os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores.” — 1 Tim. 6:9, 10.
Naturalmente, o que Jesus disse ao jovem governante rico não significa que um cristão não possa ter riquezas. No primeiro século EC, por exemplo, havia cristãos abastados que se associavam com a congregação de Éfeso. O apóstolo Paulo não instruiu Timóteo a aconselhar estes irmãos ricos a se livrarem especificamente de todas as coisas materiais, mas escreveu: “Dá ordens aos que são ricos no atual sistema de coisas, que não sejam soberbos e que não baseiem a sua esperança nas riquezas incertas, mas em Deus, que nos fornece ricamente todas as coisas para o nosso usufruto; para praticarem o bem, para serem ricos em obras excelentes, para serem liberais, prontos para partilhar, entesourando para si seguramente um alicerce excelente para o futuro, a fim de que se apeguem firmemente à verdadeira vida.” (1 Tim. 6:17-19) Assim, estes cristãos opulentos tinham de cuidar de sua atitude, mantendo as riquezas em seu devido lugar e utilizando-as generosamente para ajudar outros.
MAMOM
O termo da língua original, mamonás (ou, sua forma aportuguesada, “mamom”), é geralmente entendido como denotando dinheiro ou riquezas. (Mat. 6:24; Luc. 16:9, 11, 13; compare as versões Al; PIB com a NM.) Não há evidência de que a expressão tenha alguma vez sido nome de uma deidade específica. Jesus empregou este termo ao mostrar que uma pessoa não pode ser escrava de Deus e das riquezas. (Mat. 6:24) Ele instou com seus ouvintes: “Fazei para vós amigos por meio das riquezas injustas, para que, quando estas vos falharem, vos recebam nas moradias eternas.” (Luc. 16:9) Visto que a posse ou o desejo de riquezas materiais pode conduzir a atos contrários à lei, elas, talvez por este motivo, tenham sido designadas como “riquezas injustas”, em contraste com as riquezas espirituais. Também, as riquezas materiais, especialmente o dinheiro, realmente pertencem a “César” e estão sob o controle dele, que faz a emissão de dinheiro e fixa determinado valor para ele. Tais riquezas são transitórias, estando sujeitas às condições econômicas, e a posse de tais está sujeita à perda circunstancial. Por isso, quem possui tais riquezas não devia depositar nelas a sua confiança, nem utilizá-las como o mundo em geral o faz, para fins egoístas, tais como o de amealhar ainda maiores riquezas. (1 Cor. 7:31) Antes, devia ser alerta e diligente em tornar-se amigo dos possuidores das moradias eternas.
Os possuidores das “moradias eternas” são Jeová Deus e seu Filho, Cristo Jesus. (Compare com João 6:37-40, 44.) As pessoas que não empregam suas “riquezas injustas” de forma apropriada (como para ajudar os necessitados e para promover as “boas novas” [Gál. 2:10; Fil. 4:15]) jamais podiam ser amigos de Deus e de seu Filho, Cristo Jesus. A sua infidelidade na utilização das riquezas injustas mostraria que eles são indignos de se lhes confiar as riquezas espirituais. (Luc. 16:10-12) Tais pessoas jamais poderíam ser mordomos excelentes da benignidade imerecida de Deus, dispensando as riquezas espirituais a outros. — 1 Ped. 4:10, 11.
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Riquezas InjustasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RIQUEZAS INJUSTAS
Veja RIQUEZAS.
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RisoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RISO
[Heb., tsehhóq, de tsahháq, rir]. Palavra onomatopaica, isto é, imita ou ecoa o som da coisa citada; tsehhóq, conforme pronunciada em hebraico, imita o som do riso (como as interjeições portuguesas “ha-ha” e “ho-ho”). O nome Isaque, yitshháq, que também significa “riso”, tem esta mesma qualidade mimética.
Tanto Abraão como Sara riram diante dos anúncios angélicos de que teriam um filho em sua velhice. Abraão não foi repreendido por rir, mas Sara o foi, e ela até mesmo tentou negar que tinha rido. Por conseguinte, parece que o riso de Abraão era resultado de sua alegria diante da surpreendente perspectiva de ter um filho com Sara, em sua velhice. Mas o riso de Sara, evidentemente, aconteceu porque essa mesma perspectiva surpreendente a sensibilizou como algo humorístico — a idéia de uma mulher de sua idade, até então estéril, ter um filho, formando, de inicio, um quadro um tanto incôngruo em sua mente. Em nenhum dos dois casos, contudo, o riso representou escárnio ou zombaria deliberada, e registra-se que ambos demonstraram fé na promessa de Deus. (Rom. 4:18-22; Heb. 11:1, 8-12) Quando este filho nasceu, seus genitores sem dúvida ficaram deleitados, pois este tinha sido durante muitos anos o maior desejo de seu coração. Abraão deu nome a seu filho, após o que Sara disse: “Deus me preparou riso: todo aquele que ouvir isso há de se rir de mim.” (Gên. 17:17; 18:9-15; 21:1-7) Outros sem dúvida ficaram surpresos e deleitados ao ouvirem as boas novas de que Abraão e Sara tinham sido abençoados às mãos de Jeová.
TEMPO APROPRIADO PARA O RISO
Jeová é o “Deus feliz” e deseja que seus servos sejam felizes. (1 Tim. 1:11) No entanto, as Escrituras mostram que o riso só é apropriado em certos momentos. Há “tempo para chorar e tempo para rir”. (Ecl. 3:1, 4) O sábio Rei Salomão nos aconselha: “Vai, come o teu alimento com alegria e bebe o teu vinho com um bom coração, porque o verdadeiro Deus já achou prazer nos teus trabalhos.” No entanto, não existe verdadeiro motivo de regozijo se a atividade duma pessoa demonstra desconsideração pelos modos justos de Deus. — Ecl. 9:7.
O RISO PODE SER INAPROPRIADO
O importante é viver de modo a obter um bom nome perante Jeová. Por conseguinte, neste sistema de coisas, o riso pode, às vezes, ser muitíssimo inapropriado, até mesmo prejudicial. Salomão, em sua experiência de ‘apoderar-se da estultícia, até que pudesse ver o que havia de bom para os filhos da humanidade naquilo que faziam’, disse em seu coração: “Vem deveras, deixa-me experimentar-te com alegria. Também, vê o que é bom.” Mas, descobriu que isto era um empreendimento vão. Descobriu que a hilaridade e o riso, em si, não satisfazem genuinamente, pois deixam de trazer real e duradoura felicidade. É mister que haja verdadeiro alicerce para a alegria perene, edificante. Salomão expressou seus sentimentos: “Eu disse ao riso: ‘Insânia!’ e à alegria: ‘Que está fazendo esta?’” — Ecl. 2:1-3.
Salomão ilustra a sabedoria de não se viver simplesmente à cata do prazer. Afirma ele: “Melhor é ir à casa de luto, do que ir à casa de banquete, porque esse é o fim de toda a humanidade; e quem está vivo deve tomar isso ao coração.” Não se trata de recomendar a tristeza como sendo superior ao regozijo. Refere-se a um momento específico, à ocasião em que uma pessoa morreu e a casa está em prantos. Vá até lá para consolar os tristes sobreviventes, em vez de insensivelmente esquecê-los, e festejar e divertir-se. A visita aos que pranteiam não só conforta os privados dum ente querido como também induz o visitante a lembrar-se da brevidade da vida, a reconhecer que a morte que chegou a essa casa em breve virá a todos, e que os vivos devem ter isso presente. É enquanto a pessoa vive que pode fazer um bom nome, não quando está morrendo. E um bom nome perante Deus é a única coisa de real valor para o moribundo. — Ecl. 7:2; Gên. 50:10; João 11:31.
Salomão prossegue dizendo: “Melhor o vexame do que o riso, pois pelo aborrecimento da face melhora o coração.” (Ecl. 7:3) O riso é bom remédio, mas há momentos em que devemos sobriamente encarar nossa vida e o modo como estamos vivendo. Se notarmos que estamos desperdiçando tempo demais em festinhas frívolas, e não estamos fazendo um bom nome por realizar boas obras, temos motivos de ficar aborrecidos com nós mesmos, de ficar tristes e de mudar; isso tornará melhor o nosso coração. Ajudar-nos-á a fazer um bom nome, de modo que o dia de nossa morte, ou o tempo de nossa inspeção final por parte de Deus e de Cristo, seja melhor para nós do que o dia de nosso nascimento. — Ecl. 7:1.
“O coração dos sábios está na casa de luto, mas o coração dos estúpidos está na casa de alegria”, prossegue dizendo Salomão. “Melhor é ouvir a censura de um sábio, do que ser o homem que ouve o canto dos estúpidos.” (Ecl. 7:4, 5) O coração sábio numa casa em
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