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  • Por que o Deus Todo-poderoso se ri das nações
    A Sentinela — 1969 | 15 de outubro
    • Por que o Deus Todo-poderoso se ri das nações

      “Aquele mesmo que está sentado nos céus se rirá; o próprio Jeová caçoará deles.” — Sal. 2:4.

      1. Para Deus fazer que coisa agradável é agora a ocasião, e que perguntas surgem quanto a nós neste respeito?

      GOSTA de dar uma boa risada? A faculdade do riso é uma das inúmeras coisas que diferenciam o homem dos animais, das aves e dos peixes. O homem foi criado para fazer uma das coisas que o seu Criador pode fazer, e esta é rir-se. Agora é o tempo para Deus se rir. Ri-se ele de sua pessoa? Ou está rindo com ele? Como pode saber qual é o caso? O que é que diverte a Deus, seu Criador, e que o induz ao riso? O que significaria se Deus se risse de nós? Em vez de nosso Criador se rir de nós, como é que nós podemos hoje dar uma boa risada junto com ele e deixar de lado as preocupações que a situação mundial tende a causar?

      2, 3. Por que não acham as nações que a situação do mundo e a perspectiva do futuro sejam assunto de riso?

      2 Nenhuma das nações da terra acha que a atual situação mundial e a perspectiva para o futuro sejam assunto de riso. Acha que daria risadas, ou poderia rir-se, quando a prosperidade comercial (o pouco que há dela) está sendo constantemente ameaçada e é tão incerta, por causa dos alicerces pouco sólidos? Quando há aumento do custo do funcionamento dos governos e dos encargos da dívida nacional? Quando um número cada vez maior de nações não consegue conviver como uma só grande família bem unida, mas quando todos os grupos nacionais suspeitam uns dos outros, competindo uns com os outros em rivalidades, armando-se militarmente uns contra os outros, oprimindo uns aos outros, embaraçando uns aos outros, espionando uns aos outros e procurando tirar vantagem uns dos outros? Quando o descontentamento dos povos está aumentando e se ampliando, de modo que os governos acham difícil controlar os povos? Quando a probidade de homens em autoridade não merece crédito e não se pode confiar na lealdade dos servidores públicos e dos subordinados? Quando está desaparecendo a respeitosa consideração para com a autoridade legítima, e é freqüente o recurso a atos de violência, e aumenta velozmente a proporção dos crimes cometidos?

      3 Realmente, é assunto de riso quando a luta contra a pobreza fica cada vez mais difícil para os governos? Quando os meios para se travar guerra carnal se tornam mais horrendos? Quando só não se trava uma guerra nuclear por medo de se receber a paga na mesma moeda, arruinando-se a civilização e destruindo-se todos os habitantes da terra? Quando o refreio religioso já não tem mais nenhuma força para refrear os homens de qualquer espécie de proceder errado? Não; consideradas objetivamente, todas estas coisas não são assunto de riso.

      4. Quem levou as nações a esta situação, e por que foi tudo isso tão desnecessário?

      4 Quer sejam rematados materialistas, quer não, todos têm de concordar que foram as próprias nações que se meteram nesta situação. Quem nos diz isso é a história humana registrada até os dias atuais. Mas, tudo isso é tão desnecessário! Por quê? Porque se preparou e ofereceu uma solução para o mundo, e as nações se negam a aceitá-la e a tomar a única saída. O caso seria engraçado, se não fosse tão sério.

      5. Nesta situação, por que não foram sábias as nações no proceder que adotaram?

      5 As nações não são sábias no proceder que adotaram. Elas olham para si mesmas para encontrar a solução dos seus problemas. Por certo não estão olhando para o céu. Estribam-se na sabedoria de seus próprios sábios, estadistas e diplomatas. Mas, aonde as levou isso neste ano de 1969? À beira da autodestruição, não só por meio duma guerra, mas também por outros meios poderosos. Não estão dispostas a recuar. Estão orgulhosas demais, confiantes demais, preocupadas demais com a sua própria nacionalidade e soberania, sofisticadas e “realistas” demais para olharem para além do que é visível e material, em busca da necessária ajuda. Olham para as coisas criadas, em vez de para o próprio Criador. O que há para mostrar, hoje em dia, que as nações crêem num Criador? Desconsidera-se o Criador, Aquele que tem mantido todo o universo em boa ordem e com proveito para nós na terra. Nossa terra, em comparação com todo o universo de que é parte, é tão pequenina! Portanto, é razoável que a nossa terra não deva constituir um problema grande demais para ele endireitar.

      6. No futuro, terão as nações um repentino arrebatamento de fé no Criador, e, no entanto, o que é razoável que se creia a respeito Dele?

      6 Visto que a ciência material é o deus das nações nesta Era do Cérebro, elas não têm fé num Deus Todo-poderoso, invisível. Se elas não têm fé Nele agora, como podemos esperar um repentino arrebatamento de fé da parte das nações, num futuro próximo, quando vier o pior e elas se virem obrigadas a reconhecer sua própria impotência, bem como a da ciência moderna? E, no entanto, é apenas lógico que o Criador da terra e do homem sobre ela tenha uma solução para os males do homem, uma solução adequada, a única solução. Durante os últimos dezenove séculos, as nações têm tido os meios de saber que o Criador, o verdadeiro Deus, está de posse da única solução necessária.

      7. Por que não pode haver, neste caso, nenhuma coexistência entre Deus e o homem, cada um fazendo a sua própria vontade respectiva, lado a lado?

      7 No entanto, quando as nações continuam obstinadamente a rejeitar a própria provisão de Deus, que resultado se poderia normalmente esperar disso? Nada senão que as nações se oporiam a Deus, o Criador, que lutariam contra Ele e contra seu meio de salvar a raça humana. Isto é segundo a regra declarada há mais de dezenove séculos por um sábio, que a cristandade afirma ser “o Filho de Deus”: “Quem não está do meu lado é contra mim, e quem comigo não ajunta, espalha.” (Mat. 12:30) Quando o homem prefere e escolhe os seus próprios planos e rejeita o arranjo de Deus, como pode ele fazer a vontade de Deus e trabalhar pacificamente com Deus? Não o pode fazer. Neste caso, não há lugar para mera coexistência, Deus e o homem fazendo cada um a sua respectiva vontade, lado a lado. A vontade de Deus tem efeito sobre todo homem, sem exceção. Portanto, como poderia o homem egoísta fazer outra coisa senão trabalhar à parte de Deus, em divergência com Deus, e, de fato, lutar contra Deus? Êle se coloca acima de Deus, como mais sábio do que Deus e mais capacitado, sabendo melhor o que mais lhe convém. A história humana e a experiência provam que este é um fato.

      8. Como se compara a história humana secular com a história inspirada por Deus, a Bíblia Sagrada?

      8 A história humana, secular, foi escrita por homens não inspirados deste mundo. Eles não salientam que Deus fez escrever uma história exata, por homens inspirados por ele, a fim de prover um aviso a ser atendido pela humanidade. No entanto, tal espécie de história, história inspirada por Deus e escrita por intermédio de homens fiéis a seu serviço, realmente existe e se encontra na Bíblia Sagrada, as Escrituras Sagradas. A Bíblia é uma história sobre o homem, que apresenta os tratos de Deus com ele, até uns dezenove séculos atrás. Ela profetiza também a respeito dos tratos adicionais de Deus com o homem após aquele tempo e até agora, e por mil anos no futuro. É certamente de máxima importância para o homem saber o que Deus, o Criador, tem feito nos milhares de anos da história do homem. É exatamente nisso que se especializa seu Livro escrito, a Bíblia. A história secular, mundana, não faz isso. Ela enaltece o homem, não a Deus.

      9. Em que fato notável se baseia a importância vital da Bíblia, e como impediremos de nos tornar alvo de riso para Deus?

      9 A Bíblia revela que Deus, o Criador, teve tratos com determinados homens, com determinadas famílias e com nações inteiras. Não se trata apenas de um livro de história passada, história morta, apodrecida no túmulo já por dezenove séculos. Antes, desde o seu começo, a Bíblia sempre fora um livro que olha para o futuro, e isto se dá porque se tem destacado como livro de profecia divina. Além das suas profecias diretas sobre o futuro, muitos dos eventos registrados na Bíblia foram assentados por escrito porque são ilustrações proféticas de eventos futuros, não se excluindo eventos nos nossos dias. Neste fato notável é que se baseia a importância vital da Bíblia Sagrada. É o Livro que não nos atrevemos a desconsiderar ou rejeitar hoje em dia. Nem temos a intenção de fazer isso nesta nossa consideração, embora as nações o tenham feito, para a sua própria confusão. É por não desconsiderarmos, mas por atendermos a Bíblia profética, inspirada, que não nos tornaremos alvo de riso para Deus. Deus não se rirá de nós, assim como faz agora com as nações do mundo.

      O DEUS TODO-PODEROSO SE RIU EM TEMPOS PASSADOS

      10. Há dezenove séculos, quando Deus deu uma boa risada com respeito às nações, que cidade se destacava nos assuntos do mundo, e em que parte da terra pensavam alguns que era tempo para mudança?

      10 Há dezenove séculos atrás, o Deus Todo-poderoso se riu muito das nações daqueles dias. Isto se deu com relação à maior luta do homem contra Deus, em toda a história humana, até aquele tempo. Em vista do seu significado profético para os nossos próprios dias, recorramos agora ao relato bíblico daquele evento e o confrontemos então como desenrolar dos eventos na história do século vinte. Assim como nos nossos dias, a cidade de Roma, na Itália, se destacava nas notícias daqueles dias no primeiro século de nossa Era Comum. Não havia então nenhuma Cidade do Vaticano no meio de Roma, regendo o domínio mundial do catolicismo romano. O imperador pagão do Império Romano ainda era o Sumo Pontífice nos círculos religiosos, e quem servia naquele tempo específico no pontificado era Tibério César, sucessor de Augusto César, que morrera em 19 de agosto do ano 14 E. C. Era tempo de mudança. Assim pensava pelo menos um pequeno grupo de pessoas, em determinada região na parte oriental do Império Romano, que então rodeava o Mar Mediterrâneo. E veio uma mudança — uma que havia de afetar os nossos dias.

      11. Onde e por quem começou então a ser proclamado um novo governo?

      11 Saindo do deserto, lá no Oriente Médio, veio uma voz proclamando um novo governo. Era a voz de um homem do deserto. Seu nome tinha um significado agradável, pois significava “Já É Clemente”. (Luc. 1:59-80) Foi no décimo quinto ano do reinado do Imperador Tibério César, ou na primavera (daquela região) de 29 E. C., que este homem do deserto, de nome João, começou a proclamar tal novo governo. (Luc. 3:1, 2) João era filho dum sacerdote, mas não há registro de que alguma vez servisse como sacerdote, igual a seu pai, no templo em Jerusalém, capital religiosa da província romana da Judéia. O Deus de João, o clemente Já ou Jeová, tinha para ele uma obra mais importante do que servir num templo material, terreno. Jeová Deus suscitara propositalmente este João para agir como arauto e precursor do regente do novo governo. Assim, aconteceu que, no próprio tempo determinado por Deus, João se apresentou no cenário público e começou a proclamar: “O reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 3:1, 2) Visto que havia de ser “dos céus”, tal reino prometia ser um governo justo, que as pessoas naquele tempo não necessitavam menos do que nós atualmente.

      12. Que perguntas fazem as pessoas sobre o governo “dos céus”, mas o que queria João Batista dizer com “reino dos céus”?

      12 “Mas, como podem os céus governar?” perguntarão hoje em dia pessoas materialistas, teimosas. Ora, se quisessem ler a Bíblia, descobririam logo como “os céus” se expressaram no passado dum modo que abalou o mundo e como farão isso num futuro que se aproxima velozmente. O fato de o homem lançar foguetes de umas dezessete toneladas no espaço sideral não lhe dá nenhum poder nem supremacia sobre “os céus” de que João falou. O homem, atualmente, pensa nos céus sem tomar em consideração a Deus, mas, com a expressão inspirada, “os céus”, João queria dizer o Deus Todo-poderoso. O “reino dos céus” que ele proclamava era “o reino de Deus”. Esta é a razão por que tal reino tinha de ser um governo bom, justo e perfeito. Esta é a razão por que as pessoas tinham de, estar preparadas para a vinda desse governo. Em harmonia com este fato, o Deus Todo-poderoso enviou João para mergulhar ou imergir pessoas arrependidas, fisicamente, em água, em símbolo de seu arrependimento dos seus pecados cometidos contra o Deus Todo-poderoso. — Mat. 3:4-6; Mar. 1:4-15.

      13. Como se fez o Rei Nabucodonosor, de Babilônia, reconhecer que a regência dos céus era real e administrada por pessoas?

      13 Não! O “reino dos céus” que João proclamava não era um governo imaginário, mas era um governo tão real e “ativista”, e administrado por pessoas, como qualquer governo político da atualidade, em Londres, Paris, Moscou, Pequim, Washington, Roma ou em outra parte da terra. Os atuais regentes políticos da linha dura talvez não saibam avaliar este fato, mas terão de fazê-lo muito em breve. Não são mais super-homens do que foi Nabucodonosor, imperador de Babilônia, junto ao rio Eufrates, nos séculos sete e seis A. E. C. No entanto, aquele regente poderoso do Império Babilônico foi rebaixado ao nível de um animal do campo, por sete anos, para que, conforme lhe disse o profeta Daniel, ‘soubesse que são os céus que governam’. Aqui, “os céus” significavam o Ser Supremo, pois, pouco antes de Nabucodonosor ser atacado pela loucura animalesca, disse-se-lhe desde os céus que se passariam sete anos para ele neste estado animalesco, até que ‘soubesse que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser’. Nabucodonosor reconheceu este fato após o seu restabelecimento milagroso. — Dan. 4:25-37.

      14, 15. Foi João encarcerado por ter pregado o “reino dos céus”? E quem empreendeu depois esta pregação?

      14 João tinha um conceito tão realístico sobre o assunto como os regentes políticos da atualidade. Ele não estava enganando o povo com um sonho agradável, mas irrealizável. Cêrca de um ano após ter começado a sua proclamação e seu batismo, ele foi encarcerado por Herodes Ântipas, governante distrital da Galiléia, mas não por ter proclamado o “reino dos céus”. Foi porque insistira na moral correta da parte deste regente que afirmava estar sujeito à lei do Deus de João, Jeová. (Mat. 14:1-5) Os regentes políticos teimosos daquele tempo não achavam que um reino, se havia de ser “dos céus” ou “de Deus”, ia interferir nos seus reinos terrenos, visíveis. No entanto, este encarceramento interrompeu a proclamação pública do reino de Deus por João. Mas, após o seu encarceramento, sua proclamação do Reino foi continuada por um homem a quem batizara nas águas do rio Jordão, cêrca de seis meses antes de seu encarceramento. Este homem era um carpinteiro de Nazaré, na Galiléia, e seu nome era Jesus, filho adotivo de José. Por isso lemos a respeito deste Jesus:

      15 “Ora, quando ele ouviu que João tinha sido preso, retirou-se para a Galiléia. Além disso, depois de deixar Nazaré, veio morar em Cafarnaum . . . Daquele tempo em diante Jesus principiou a pregar e a dizer: ‘Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.’” — Mat. 4:12-17; Mar. 1:14, 15.

      TORNANDO-SE RISÍVEIS

      16, 17. (a) Quando o Governante Distrital Herodes Ântipas teve Jesus em seu poder, a quem tornou realmente risível, e por quê? (b) De que modo testemunhou João Batista que esse era o Filho de Deus?

      16 Quase que aproximadamente três anos depois, o Governante Distrital Herodes Antipas e sua guarda de soldados zombaram de Jesus, que foi acusado de tentar fazer-se rei em lugar de Tibério César. (Luc. 23:8-12) Tratava-se apenas de parte da evidência de que as nações estavam começando a tornar-se risíveis. Quando nações começam a zombar do Filho de Deus e a caçoar dele, elas realmente tornam a si mesmas risíveis. Foi isto o que se tornaram naquele tempo quando ridiculizaram a Jesus. Na ocasião em que João Batista imergiu Jesus de Nazaré, ele testemunhou evidência provinda do céu, de que este Jesus era o Filho de Deus. João testificou depois ao povo:

      17 “Observei o espírito descer como pomba do céu; e permaneceu sobre ele. Até eu não o conhecia, mas o Mesmo que me enviou a batizar em água disse-me: ‘Sobre quem for que vires descer o espírito e permanecer, este é quem batiza em espírito santo.’ E eu o vi e dei testemunho de que este é o Filho de Deus.” — João 1:32-34.

      18. (a) Por que não precisou Jesus fazer nenhuma campanha política? (b) Como procuraram seus inimigos envolvê-lo na política, com respeito ao imposto imperial?

      18 Em testemunho deste fato, João Batista apontou para Jesus e disse aos seus ouvintes: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29) Jesus, o Filho de Deus, foi ungido com o espírito santo de Deus para se tornar o vindouro rei no “reino dos céus”. Ele foi ungido com aquele espírito divino para proclamar esse “reino dos céus” às pessoas, para seu consolo e sua orientação. Isto foi o que ele fez. (Luc. 4:16-21; 8:1; Atos 10:38) Não fez campanha política em todo o país, procurando obter votos populares. Não precisou fazer isso, pois já tinha sido eleito, escolhido e ungido pelo seu Pai celestial, Jeová Deus, para ser o rei no reino messiânico, celestial, de Deus. Os muitos inimigos religiosos que veio a ter procuravam envolvê-lo na política do mundo, pelo menos uma vez, quando lhe perguntaram se era direito que os judeus sob a lei de Deus pagassem imposto a César, de cujo império sobre eles se ressentiam. Jesus sufocou habilmente toda conversa revolucionária, respondendo: “Portanto, pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” (Mat. 22:15-22) Aquilo que Jesus disse que os outros deviam fazer, ele mesmo fez. Pagou a César o imposto por cabeça como pertencente a César. Não era revolucionário.

      19. (a) Depois de Jesus ter ensinado e pregado por três anos, como revelaram os judeus a sua atitude para com o “reino dos céus”? (b) Como mostrou Jesus, pelo modo em que enviou seus seguidores ativos ao campo, que ele não era revolucionário?

      19 Estava a própria nação de Jesus a favor do “reino dos céus” que pregava? Não, com a exceção de um restante comparativamente pequeno. Dezenas de milhares de judeus e prosélitos judaicos o ouviram falar, mas relativamente poucos criam nele como sendo o há muito prometido Messias, o Cristo, o Ungido. Depois de ele ensinar e pregar por três anos, pessoas chegaram-se a ele e disseram: “Quanto tempo hás de manter as nossas almas na expectativa? Se tu és o Cristo, dize-nos francamente.” Mas, Jesus deixou que tirassem as suas próprias conclusões, deixando-o entregue à sua fé. Naquela ocasião estavam prontas para apedrejá-lo. (João 10:22-31) Mas, dentre aqueles que criam nele e que o seguiam como o Messias ou Cristo, ele escolheu doze apóstolos. A estes também, depois de serem treinados, ele enviou a pregar: “O reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 10:1-7) Posteriormente, ele enviou mais setenta seguidores a proclamar a mesma mensagem. (Luc. 9:1-6; 10:1-11) Ao todo, eram oitenta e dois pregadores do reino de Deus — mas não um exército de guerrilheiros, armados de espadas, lanças, arcos e flechas. Quão estranho! Podia um governo independente ser introduzido e empossado sobre a nação de Israel por meio de pregação? Chega a fazer-nos rir.

      20. Como sabemos se os lideres religiosos se riram depois da ressurreição de Lázaro e depois da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém?

      20 Em certa ocasião, porém, não parecia tão risível. Esta foi depois de três anos de tal pregação. Era o princípio da primavera (do hemisfério setentrional) do ano 33 de nossa Era Comum, e até aquele tempo o governo imperial de Roma não fizera nada a respeito deste Jesus Cristo e seu grupo de pregadores do Reino. Mas, os líderes religiosos de Jerusalém haviam ficado com medo dele. Algum tempo antes da páscoa daquele ano, Jesus Cristo realizara um dos seus mais notáveis milagres — ressuscitando dentre os mortos a um homem que estivera morto e enterrado por quatro dias. Havia muita agitação popular por causa disso, e os líderes religiosos diziam entre si: “Que devemos fazer, visto que este homem realiza muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos depositarão fé nele, e virão os romanos e tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação.” (João 11:1-48) Mas então, em 9 de nisã, ou cinco dias antes da páscoa, Jesus entrou montado em Jerusalém, como numa cerimônia de coroação, ao passo que as multidões jubilantes clamavam: “Bendito aquele que vem em nome de Jeová, sim, o rei de Israel!” Em vista de tal surpreendente apoio popular para Jesus, como o Rei messiânico de Israel, os fariseus religiosos ficaram ainda mais perturbados e disseram entre si: “Observais que não conseguis absolutamente nada. Eis que o mundo foi atrás dele”! — João 12:10-19.

      21, 22. (a) De que modo envolveram os líderes religiosos o governo romano no julgamento e na execução de Jesus? (b) Como manejou Herodes Ântipas a questão de Jesus, quando o caso lhe foi apresentado?

      21 Por isso, os líderes religiosos procuraram conseguir alguma coisa por fazerem Jesus, o Messias, ser morto no dia seguinte da Páscoa, 14 de nisã. Êles retiraram a acusação, para o fazerem ser executado, do domínio da religião e a lançaram no domínio da política. Envolveram assim os representantes políticos do governo imperial de Roma sobre a Palestina. Tendo-o eles mesmos primeiro condenado por razões religiosas, levaram-no então perante o governador romano da província da Judéia. Sob que acusação? A de sedição política. Interrogando o acusado Jesus, o governador romano, Pôncio Pilatos, lhe disse: “Será que eu sou judeu? A tua própria nação e os principais sacerdotes te entregaram a mim. O que fizeste” (João 18:12-35) Durante o julgamento, Pôncio Pilatos soube que Jesus era da província da Galiléia, que se achava então sob a jurisdição de Herodes Ântipas, assassino de João Batista. Procurando uma saída, Pôncio Pilatos enviou Jesus a Herodes, que estava então em Jerusalém.

      22 Herodes Ântipas, pensando que Jesus fosse João Batista ressuscitado dentre os mortos, estava interessado em ver Jesus. Esperava divertir-se com um ou dois milagres de Jesus. Jesus negou-se a fazer-lhe a vontade e dizer ou fazer algo em sua própria defesa. Que os sacerdotes e escribas o acusassem quanto quisessem. Portanto, Herodes considerou isso como brincadeira. O registro bíblico diz: “Então Herodes, junto com os soldados de sua guarda, o desacreditava e se divertia às custas dele por vesti-lo com uma roupa vistosa, e o mandou de volta a Pilatos. Tanto Herodes como Pilatos tornaram-se assim naquele mesmo dia amigos mútuos; porque antes disso haviam mantido inimizade entre si.” — Luc. 23:1-12.

      23. Como sofreu Jesus então zombaria da parte dos soldados de Roma?

      23 Depois, quando Pôncio Pilatos cedeu à pressão religiosa e entregou Jesus aos seus soldados romanos, para ser morto numa estaca de execução, o Messias ou Cristo de Jeová Deus sofreu mais ridículo e zombaria. “Os soldados do governador”, conforme nos diz Mateus 27:27-31, “levaram então Jesus para o palácio do governador e ajuntaram em volta dele todo o corpo de tropa. E, tendo-o despido, puseram sobre ele um manto escarlate, e trançaram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele, e puseram uma cana na sua direita. E, ajoelhando-se diante dele, divertiam-se às custas dele, dizendo: ‘Bom dia, ó Rei dos judeus!’ E, cuspindo nele, tomaram a cana e começaram a bater-lhe na cabeça. Por fim, tendo-se divertido às custas dele, tiraram o manto e puseram nele sua roupagem exterior, e o levaram para ser pendurado numa estaca.”

      24. Como se divertiram os líderes religiosos às custas de Jesus quando este estava pendurado na estaca?

      24 Enquanto Jesus estava pendurado na estaca, os que passavam por ali falavam dele de modo ultrajante e sacudiam a cabeça diante dele, escarnecendo dele. “Do mesmo modo também os principais sacerdotes, junto com os escribas e os homens mais maduros, começaram a divertir-se às custas dele e a dizer: ‘A outros ele salvou; a si mesmo não pode salvar! Ele é Rei de Israel; desça agora da estaca de tortura, e nós acreditaremos nele. Depositou a sua confiança em Deus; que Ele o socorra agora, se Ele o quiser, pois este disse: “Sou Filho de Deus.”’” — Mat. 27:39-43.

      25. Por terem tomado que precauções para com o enterrado Jesus podiam os líderes religiosos então rir-se satisfeitos?

      25 Assim, Jesus, o Messias, o Filho de Deus, morreu como alvo de riso. No dia após a sua morte e seu enterro numa sepultura próxima, os principais sacerdotes e fariseus demonstraram seu desprezo e também seu objetivo de impedir qualquer possível desaparecimento do corpo de Jesus da sepultura, dizendo a Pôncio Pilatos: “Senhor, lembramo-nos de que esse impostor dizia, enquanto ainda estava vivo: ‘Depois de três dias eu hei de ser levantado.’ Portanto, ordena que o sepulcro seja feito seguro até o terceiro dia, para que não venham os seus discípulos e o furtem, e digam ao povo: ‘Ele foi levantado dentre os mortos!’ e esta última impostura seja pior do que a primeira.” O governador romano fez novamente o jogo deles e ordenou-lhes que selassem a sepultura e postassem ali uma guarda. (Mat. 27:62-66) Como os líderes religiosos podiam então rir-se satisfeitos!

  • Homens e nações feitos alvo de risco
    A Sentinela — 1969 | 15 de outubro
    • Homens e nações feitos alvo de risco

      1. (a) Riu-se o Deus Todo-poderoso de todo o vitupério e desonra lançados sobre o seu Filho que sofria, ou de que se riu? (b) Quando se fez uma tentativa para suprimir a notícia da ressurreição de Jesus, quem foi que se riu?

      QUE dizer do Deus Todo-poderoso, quando observou o desprezo e a desonra lançados sobre o seu Filho, a quem ungira para pregar o “reino dos céus” e para ser o Rei reinante naquele governo messiânico? Riu-se Deus? Podia rir-se? Sim! Naturalmente, não por causa de todo o vitupério que recaiu sobre o seu próprio nome e que recaiu sobre o seu representante régio, seu Filho Jesus, o Messias, que sofria terrivelmente, mas diante das medidas e dos esforços extremos de meras criaturas humanas insignificantes para derrotar a vontade e o propósito do Todo-poderoso, do Supremo do universo. No terceiro dia, quando seu anjo desceu em glória, rompeu o selo e rolou a pedra de diante do túmulo de Jesus, fazendo a guarda de soldados quase que morrer de medo, a vez de quem era então para se rir? Os principais sacerdotes e seus associados religiosos não se riram diante do relato feito pela guarda de soldados. Subornaram os soldados para dizer: “Seus discípulos vieram de noite e o furtaram, enquanto estávamos dormindo.” (Mat. 28:2-4, 11-15) Mas, os verdadeiros fatos sobre a ressurreição de Jesus Cristo, de qualquer modo, tornaram-se públicos, pelo testemunho de testemunhas verdadeiras, mais de quinhentas delas. Ora, quem é que se riu então o Deus Todo-poderoso!

      2, 3. (a) Quando e como levou o Deus Todo-poderoso os fatos do caso ao conhecimento do público em geral? (b) Que disse Pedro para atestar que o Deus Todo-poderoso frustrara a trama contra Jesus?

      2 Cinqüenta e um dias depois dos esforços religioso-políticos combinados para impedir o reino messiânico com a morte de Jesus Cristo, o Deus Todo-poderoso começou a tornar públicos os fatos do caso. Foi no dia festivo de Pentecostes, 6 de sivã (no calendário judaico) do ano 33 E .C., que o Deus Todo-poderoso derramou seu espírito santo sobre cento e vinte seguidores fiéis de Jesus Cristo, que o haviam visto por meio de suas materializações visíveis a eles desde a sua ressurreição dentre os mortos. Mais de três mil celebrantes de Pentecostes se ajuntaram para ouvir estas cento e vinte testemunhas testificar em muitos idiomas, pelo poder milagroso do espírito santo, sobre “as coisas magníficas de Deus”. Uma testemunha destacada, o apóstolo cristão Pedro, levantou-se e disse francamente à multidão de que maneira o Deus Todo-poderoso havia frustrado a trama dos religiosos e políticos contra seu Filho ungido, o Messias. Pedro disse:

      3 “‘Jesus, o nazareno, homem publicamente mostrado a vós por Deus, por intermédio de poderosas obras, e portentos, e sinais, que Deus fez por intermédio dele no vosso meio, conforme vós mesmos sabeis, a este homem, como alguém entregue pelo conselho resolvido e pela presciência de Deus, vós fixastes numa estaca pela mão de homens contrários à lei e o eliminastes. Mas Deus o ressuscitou por afrouxar as ânsias da morte, porque não era possível que ele continuasse a ser segurado por ela . . . A este Jesus, Deus ressuscitou, fato de que todos nós somos testemunhas. Portanto, visto que ele foi enaltecido à direita de Deus e recebeu do Pai o prometido espírito santo, derramou isto que vêdes e ouvis. Realmente, Davi não ascendeu aos céus, mas ele mesmo diz: ‘Jeová disse a meu Senhor: “Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.”’ [Salmo 110:1] Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” — Atos 1:12 a 2:36.

      4. (a) Por que não tinham os líderes religiosos nenhuma razão para se rirem dos eventos do dia de Pentecostes, em 33 E. C.? (b) Como trataram eles do caso dos dois apóstolos Pedro e João, que pregavam a Jesus e a ressurreição, no templo?

      4 Não era assunto de riso para os líderes religiosos de Jerusalém, quando cerca de três mil da multidão, à qual Pedro e suas co-testemunhas haviam falado, creram nas boas novas sobre o ressuscitado Messias, Jesus, enaltecido aos céus, e foram batizados, tornando-se seus seguidores. (Atos 2:37-47) Não era assunto de riso para aqueles mesmos líderes religiosos quando a pregação sobre Jesus, o Messias, era realizada lá mesmo no seu templo, em Jerusalém, especialmente pelos apóstolos Simão Pedro e João, filho de Zebedeu. Era especialmente a seita religiosa dos saduceus que não gostava da pregação da ressurreição, por meio da qual o Deus Todo-poderoso derrotara os esforços dos inimigos religiosos e políticos para eliminarem para sempre o prometido Messias, o Cristo. Fizeram que os apóstolos Pedro e João fossem presos, encarcerados e julgados pela sua conduta. Por fim, o Tribunal judaico viu-se obrigado a soltar os dois apóstolos, mas somente após ameaçá-los. Então veio a prova de que Deus se ria dos perseguidores dos seguidores fiéis de seu Filho, o Messias. Como o sabemos?

      5, 6. (a) Por que não se podiam rir, então, os líderes religiosos do efeito imediato dos maus tratos que infligiram a Pedro e João sobre os cristãos em Jerusalém? (b) Por que não foi a resposta que Jeová deu à oração dos cristãos nenhuma causa para os regentes se regozijarem?

      5 Por meio daquilo que se seguiu a estes maus tratos oficialmente infligidos aos apóstolos cristãos. Tinham as autoridades religiosas qualquer razão para se rirem do efeito de sua maneira fanática de tratar do assunto, de como os cristãos reagiram a tal ação oficial? Como é que podiam ter? O registro nos conta: “Depois de [Pedro e João] terem sido livrados, foram para ‘a sua própria gente e relataram as coisas que os principais sacerdotes e os homens mais maduros lhes haviam dito. Ouvindo isso, elevaram unanimemente as suas vozes a Deus e disseram: ‘Soberano Senhor, tu és Aquele que fez o céu e a terra, e o mar, e todas as coisas neles, e quem, por intermédio de espírito santo, disse pela boca de nosso antepassado Davi, teu servo: “Por que se tumultuaram as nações e meditaram os povos coisas vãs? Os reis da terra tomaram a sua posição e os governantes aglomeraram-se à uma contra Jeová e contra o seu ungido.” Mesmo assim, tanto Herodes como Pôncio Pilatos, com homens das nações e com povos de Israel, ajuntaram-se realmente nesta cidade contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste, a fim de fazerem as coisas que a tua mão e conselho predeterminaram que ocorressem. E agora, Jeová, dá atenção às ameaças deles e concede aos teus escravos que persistam em falar a tua palavra com todo o denodo, ao passo que estendes a tua mão para sarar e ao passo que ocorrem sinais e portentos por intermédio do nome de teu santo servo Jesus.’”

      6 O que se seguiu não podia causar nem hilaridade nem riso entre Herodes Ântipas, Pôncio Pilatos e os regentes religiosos de Jerusalém, pois lemos: “E, quando haviam feito súplica, foi abalado o lugar onde estavam ajuntados; e todos juntos ficaram cheios de espírito santo e falaram a palavra de Deus com denodo.” — Atos 3:1 a 4:31.

      7. Como sabemos, da aplicação de dois versículos do Salmo Segundo, feita pelos discípulos em oração, que Jeová se ria então da oposição a Cristo e aos seus seguidores?

      7 Em vista do denodo destes discípulos cristãos, no primeiro século E. C., o Deus Todo-poderoso podia rir-se em desprezo da oposição ao seu Messias e aos seguidores fiéis de seu Messias. Deus, de fato; se riu, pois o segundo Salmo, citado pelos discípulos na sua oração ao Deus Todo-poderoso, predisse que Ele se riria. Assim como os discípulos, na sua oração, comentaram o cumprimento dos primeiros dois versículos do inspirado salmo escrito pelo Rei Davi da antiga Jerusalém, assim também os versículos seguintes do mesmo salmo devem ter tido cumprimento. É nisso que entra o riso, pois os versículos dois a seis do Salmo Segundo dizem: “Os reis da terra tomam sua posição, e os próprios dignitários se aglomeraram à uma contra Jeová e contra o seu ungido, dizendo: ‘Rompamos as suas ligaduras e lancemos de nós as suas cordas!’ Aquele mesmo que está sentado nos céus se rirá; o próprio Jeová caçoará deles. Nesse tempo lhes falará na sua ira e os perturbará no seu ardente desagrado, dizendo: ‘Eu é que empossei o meu rei em Sião, meu santo monte.’”

      8. (a) Por que tinha Jeová razão para se rir dos opositores? (b) De que modo lhes falou Jeová no seu desagrado, nos casos de Herodes, de Pilatos e dos israelitas?

      8 Todas as artimanhas de políticos e líderes religiosos na terra não podiam alterar a situação real. A oposição e a perseguição movidas aos seguidores do Messias não podiam alterar o arranjo divino do Todo-poderoso Jeová. Ele, apesar de tudo isso, tinha à sua direita o seu ressuscitado Messias, no céu, no celeste Monte Sião, ou na altura do governo. Por isso podia rir-se em desprezo dos seus opositores na terra. Tinha razão para se irar com eles e falar-lhes no seu ardente desagrado. Anos depois, Herodes Ântipas, assassino de João Batista e zombador de Jesus Cristo, foi desterrado por Roma para a província da Gália, e seu sobrinho, Herodes Agripa, foi repentinamente atacado por uma praga e consumido pelos vermes. (Atos 12:1-23) Segundo a historia secular, Pôncio Pilatos, mais tarde, passou mal às mãos do Império Romano. No ano 70 E. C., a nação judaica teve o pesar de ver Tito, futuro imperador de Roma, destruir sua cidade santa de Jerusalém e seu templo, bem como desolar a província da Judéia. Mas, Jesus, o Messias, continuou a reinar no Monte Sião celeste sobre os seus seguidores na terra, fortalecendo-os para continuarem a pregar o reino de Deus, apesar da perseguição movida por Roma e pelos israelitas.

      9. De que modo teve o segundo Salmo um fundo histórico que prefigurou tal cumprimento no primeiro século E. C.?

      9 Este segundo Salmo, que teve um cumprimento fenomenal no primeiro século E. C., teve um fundo histórico que prefigurou exatamente tal cumprimento. O Salmo Segundo foi composto no século onze A. E. C. e se baseava na situação internacional então prevalecente. Davi, de Belém, antepassado terrestre de Jesus Cristo, tinha sido ungido para ser rei sobre todas as doze tribos de Israel e havia capturado o baluarte inimigo no monte Sião, que dominava a cidade de Jerusalém. O Rei Davi estabeleceu ali o seu trono, transferindo-o da cidade sulina de Hébron. Quando a nação vizinha dos filisteus soube disso, os reis de cidades, dos filisteus, ajuntaram seus exércitos, e tentaram destronar o Rei Davi e impedir ser amarrados com ligaduras e cordas por este novo rei de Israel. Mas, o Deus Todo-poderoso não tolerou nenhuma interferência por parte destes filisteus pagãos. Por isso concedeu a Davi duas vitórias milagrosas sobre eles e esmagou-os em sujeição ao Rei Davi. — 2 Sam. 5:1-25.

      10. (a) No Salmo Segundo, o que indicou Jeová que faria para o Rei Davi? (b) Por que é isto históricamente importante?

      10 Jeová inspirou então o vitorioso Davi a escrever o segundo Salmo e a dizer que Jeová se riria de todos os reis e de todas as nações que imaginassem em vão poder impedir que o ungido rei de Jeová, Davi, reinasse sobre toda a Terra da Promessa, tendo por capital o monte Sião. Apesar de todo o tumulto, protesto e oposição internacionais, Jeová manteve seu ungido rei Davi reinando no santo monte de Sião até o fim dos seus quarenta anos de regência. Tudo isso é historicamente importante, pois o ungido Davi não só foi antepassado destacado de Jesus, o Ungido, mas também figura profética dele. Assim como o nome Davi significa “Amado”, assim Jesus é o Amado de Jeová Deus. — Mat. 3:17; 17:5.

      RISO DIVINO NESTE SÉCULO VINTE

      11. Em face daqueles cumprimentos antigos do Salmo Segundo, que perguntas fazemos agora sobre ele?

      11 O Rei Davi reinou no monte Sião há três mil anos atrás, e ele se podia rir dos seus inimigos, junto com Jeová. O maior descendente de Davi, Jesus Cristo, esteve na terra como homem, há dezenove séculos atrás. Agora já estamos bem avançados no ano de 1969 E. C. Fazem os eventos e as circunstâncias deste século vinte que a historia se repita por outro cumprimento do Salmo Segundo? Ri-se Jeová Deus, o Todo-poderoso, novamente das nações políticas deste sistema de coisas? Sim! Por quê?

      12. (a) Quando mencionou Jesus os Tempos dos Gentios e quando terminaram eles? (b) Que dizem os historiadores seculares sobre o que findou para as nações naquele ano?

      12 Já ouviu falar dos “tempos dos gentios” ou dos “tempos designados das nações”? Jesus Cristo falou deles com relação à cidade de Jerusalém, cujos muros, nos seus dias, incluíam o monte Sião. Ele disse: “Jerusalém será pisada nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Luc. 21:24) Estes “tempos designados das nações” não haviam de durar para sempre na terra; em algum tempo tinham de cumprir-se ou completar-se. Quando? Em junho de 1967, quando os israelenses ganharam a guerra de seis dias com os árabes e tomaram posse da parte leste de Jerusalém, inclusive da antiga cidade murada? Não! Pois esses Tempos dos Gentios já haviam terminado anos antes, em 1914 E. C., ano em que começou a Primeira Guerra Mundial. Décadas antes de 1914 E. C., meticulosos estudantes da Bíblia haviam calculado esta data por meio da tabela de tempo da Bíblia e da profecia bíblica. Em vista dos eventos e das condições mundiais desde aquele ano momentoso, é inconfundível que havia terminado alguma coisa, que havia terminado uma era para as nações gentias, em 1914. Os historiadores seculares talvez digam que naquele ano terminara uma era de paz e segurança para as nações, mas, segundo Jesus, o que foi que terminou em 1914?

      13. (a) Segundo Jesus, o que terminou realmente em 1914 E. C.? (b) Em 33 E. C., como pisaram então os gentios ainda mais em “Jerusalém”?

      13 O seguinte: os tempos designados das nações gentias (não judaicas) para pisarem Jerusalém. (Luc. 21:24) Não, não a Jerusalém literal dos dias de Jesus, mas o que Jerusalém representava como local para o governo do rei ungido de Deus. Quer dizer, a “Jerusalém” que não mais devia ser pisada pelos gentios era o reino de Deus, dirigido por um rei ungido da família real de Davi. No ano de 607 A. E. C., quando foi destronado um descendente de Davi, o Rei Zedequias, e foi desolado seu domínio real, Jerusalém e a terra de Judá, os gentios começaram a pisar “Jerusalém” neste sentido. Jesus Cristo era também descendente real de Davi, e, no ano 33 E. C., o “amigo de César”, a saber, Pôncio Pilatos, cedeu às exigências dos líderes religiosos e entregou Jesus aos soldados romanos, para ser morto numa estaca. Jerusalém foi assim pisada adicionalmente pelas nações gentias. — João 19:12.

      14. (a) Por que não assumiu o reino messiânico de Deus o poder por ocasião do enaltecimento e da ressurreição de Jesus ao céu, em 33 E. C.? (b) Que mudança no céu e na terra foi assim assinalada pelo ano de 1914 E. C.?

      14 Jeová, o Deus Todo-poderoso, ressuscitou seu Filho Amado dentre os mortos e o enalteceu à Sua própria direita no céu, mas, estabeleceu-se imediatamente, naquela ocasião, o reino de Deus ao cargo deste descendente real e sucessor do Rei Davi? Não! (Atos 1:6, 7) Jesus Cristo teve de esperar no céu até o tempo determinado por Deus para se completarem e terminarem esses Tempos dos Gentios para pisar Jerusalém. (Heb. 10:12, 13) A data predeterminada de Deus era o ano de 1914 E. C. Naquele ano, 2.520 anos após a primeira desolação da antiga Jerusalém e Judá pelos babilônios gentios, veio o fim dos Tempos dos Gentios para pisar Jerusalém ou o direito do reino de Deus de reger a terra por meio do Ungido de Deus, descendente do Rei Davi. Tinha de se restabelecer então o reino messiânico de Deus, esta vez, não na terra, mas no céu. Então, em vez de deixar as nações gentias pisar no que foi simbolizado por Jerusalém, as próprias nações gentias tinham de ser pisadas, tinham de ser feitas escabelo para o Rei Ungido do reino messiânico de Deus. (Sal. 110:1, 2) De modo que o ano de 1914 E. C. assinalou uma mudança tanto para o céu como para a terra!

      15. (a) Por que não têm as nações gentias nenhuma razão para desconhecerem tudo isso? (b) Que diferença teria feito na terra se as nações, especialmente as da cristandade, tivessem aceito o testemunho do Reino e se tivessem harmonizado com ele?

      15 As nações gentias, inclusive a República de Israel, não têm motivo para desconhecer isto. A história do século vinte mostra a razão para isso, pois, desde o próprio ano de 1914 E. C., todas as nações receberam aviso a respeito do estabelecimento do reino messiânico de Deus nos céus. Não foi em vão que Jesus Cristo disse, em Mateus 24:14: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” O que teria acontecido se as nações gentias, especialmente as nações da cristandade, tivessem aceito este testemunho e se ajustado a ele de modo realístico, entregando sua soberania ao reino messiânico, celeste, de Deus, do mesmo modo como fizeram as testemunhas cristãs de Jeová? Seriam as condições e as tendências do mundo, na terra, diferentes daquilo que são hoje? Sim! Pois, teriam-se cumprido para com elas todas as promessas de Deus aos que se sujeitam ao seu Filho Amado, o entronizado rei messiânico Jesus Cristo. A história não as marcaria como vergonhosos perseguidores dos verdadeiros cristãos que dão testemunho do Reino desde 1914.

      16. Que indicam as condições e as tendéncias do mundo quanto ao proceder das nações desde 1914 E. C.?

      16 As condições e tendências lamentáveis e amedrontadoras hoje existentes na terra falam por si mesmas, atestando o fato de que, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914 e apesar do testemunho mundial do Reino, conforme dado pelas testemunhas cristãs de Jeová em toda a terra habitada, as nações gentias, inclusive a cristandade e o judaísmo, escolheram seu próprio caminho, não o caminho de Deus. Recusaram-se obstinadamente a entregar sua soberania ao Regente legítimo de Deus para a terra, seu Messias ou Cristo. Têm continuado a travar sua luta pelo poder, pela dominação do mundo, até ao ponto de travarem duas guerras mundiais e ameaçarem agora toda a raça humana com uma terceira. Para terem paz e segurança mundiais, preferiram olhar para a sua Liga das Nações e suas sucessoras, as Nações Unidas, considerando-as como único substituto prático para o reino messiânico, celeste, de Deus, coisa que seus corações sem fé não conseguem imaginar, nem apreciar.

      17. (a) Desde que terminaram os Tempos dos Gentios em 1914, qual tem sido a grande questão que nos confronta? (b) Mesmo que as nações façam tudo o que se lhes permite fazer, o que elas não podem desfazer ou impedir da parte de Deus?

      17 Desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914, a grande questão universal é: o reino messiânico de Jeová Deus ou a dominação de toda a terra por nações gentias, qual prevalecerá? Vencerão as nações gentias? Podem vencer? Que suprimam, se puderem, os proclamadores mundiais do reino messiânico de Deus, que façam tudo o mais que puderem em oposição ao Reino; ainda assim, não poderão destronar o Rei ungido de Jeová, seu Cristo, agora entronizado no Monte Sião celestial. Não podem impedir que o reino messiânico, celeste, faça delas um escabelo para Cristo, eliminando-as da existência. O Deus Todo-poderoso se ri delas, caçoando delas. Hoje em dia, todas as nações estão em tumulto por terem escolhido seu próprio caminho e assim lutarem contra o caminho de Deus. Os grupos nacionais, promovendo e fazendo propaganda de seus próprios planos, meditam em coisas vãs, murmuram coisas vãs, que se mostrarão fúteis. A historia bíblica e a profecia bíblica predisseram isso. — Sal. 2:1-6; Atos 4:25, 26.

      18. (a) Qual teria sido o proceder sábio das nações, conforme aconselhado no Salmo 2:10-12? (b) Que sabedoria adotaram elas, e o que se prefigurou que viria sobre elas?

      18 As nações já estão comendo dos frutos de seu proceder antimessiânico, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914. O proceder sábio teria sido o de estudar a Palavra de Deus, a Bíblia, e aceitar seu conselho aos reis e aos juízes da terra, o de ‘beijarem’ o Filho Amado de Deus como súditos voluntários dele, servindo então a Jeová Deus sob o seu governo messiânico. (Sal. 2:10-12) Mas, em vez disso, preferiram seguir a sabedoria humana, conforme glorificada pela ciência e tecnologia moderna. Sua sabedoria mundana não se justificará pelos seus frutos, seus resultados. O que as confronta é o desastre. O desastre os colherá, assim como fez com os filisteus, nos dias do Rei Davi, e como fez com os perseguidores religiosos e políticos nos dias dos apóstolos de Jesus Cristo. A sabedoria divina dará então a maior risada, exatamente como predito:

      19. Que fará e dirá então a “verdadeira sabedoria”?

      19 “A verdadeira sabedoria é que grita . . . Visto que chamei, mas vós continuais a negar-vos, estendi a minha mão, mas não há quem preste atenção, e continuais a negligenciar todo o meu conselho e não aceitastes a minha repreensão, também eu, da minha parte, rir-me-ei de vosso próprio desastre, caçoarei quando chegar aquilo de que tendes pavor, quando aquilo de que tendes pavor chegar como tempestade e o vosso próprio desastre vier para cá como um tufão, quando chegarem sobre vós aflição e tempos difíceis. Naquele tempo persistirão em invocar-me, mas eu não responderei; continuarão à minha procura, mas não me acharão, visto que odiaram o conhecimento e não escolheram o temor de Jeová. Não consentiram no meu conselho; desrespeitaram toda a minha repreensão. De modo que comerão dos frutos do seu caminho e ficarão empanturrados com os seus próprios conselhos. Pois a renegação dos inexperientes é o que os matará e a despreocupação dos estúpidos é o que os destruirá.” — Pro. 1:20-32.

      20. A respeito de que marcha foram avisadas as nações desde o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, e que guerra escolheram?

      20 Durante muitos anos, sim, desde o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, as nações gentias têm sido avisadas de que estão marchando para o Armagedom, para a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. (Rev. 16:14,16)a Nem a Liga das Nações, nem as Nações Unidas têm reduzido o passo desta marcha; antes, têm acelerado o passo, pois apoiaram o nacionalismo e o domínio da terra pelas nações gentias, em vez de pelo reino messiânico do Deus Todo-poderoso. A escolha das nações é a guerra — não a guerra entre si mesmas, mas a guerra unida contra Deus, o Soberano do universo e Criador de nossa terra.

      21. (a) Do ponto de vista bíblico, por que é risível a situação atual? (b) Onde e quando se mostrará justificada a risada depreciativa de Jeová?

      21 Quando vemos que esta é a situação real hoje em dia, torna-se coisa risível. O alvo do riso são as nações, pois, elas são apenas como uma gota dum balde e como a camada fina de pó na balança em comparação com o Deus Todo-poderoso, o Criador. (Isa. 40:15) Estão é querendo ser destruídas. E serão destruídas — no clímax desta disputa universal no Armagedom. (Rev. 19:11-21) Rindo-se desafiadoramente das nações em vista de sua luta decisiva, total, pelo domínio do mundo, o Deus Todo-poderoso enviará seu rei messiânico Jesus Cristo à batalha contra elas e destruirá os desafiadores gentios do domínio legítimo de Deus sobre a terra. Seu Messias vencerá a batalha, para a vindicação eterna da soberania universal do Deus Todo-poderoso. O riso desafiador de Deus, contra as nações, terá sido justificado como a coisa correta para ele fazer. O reino messiânico, cujas “boas novas” têm sido pregadas mundialmente pelas testemunhas de Jeová, apesar de oposição internacional, assumirá então o pleno controle da terra e de todos os interesses eternos da humanidade. Abençoará para sempre todos os sábios e obedientes da humanidade.

      VAMOS RIR-NOS COM DEUS?

      22. Que significará para nós agora e no futuro sermos alvo de riso, e o que podemos fazer para que isso não aconteça?

      22 Agora, que dizer de nós, individualmente? Ri-se hoje o Deus Todo-poderoso, junto com o seu Messias (Cristo), de nós no meio da crescente angústia das nações? Rir-se-á ele triunfantemente de nós, depois de ganhar a vitória no Armagedom? Cabe a cada um de nós decidir se este será o caso ou não. Rirem-se de nós significará a nossa destruição, precedida agora por muito desconforto, aflição e dificuldades. Que pessoa, mentalmente sã e reta, quer ser alvo de riso nestas circunstâncias? Nós não o precisamos ser! Que as nações do mundo continuem a agir sem sabedoria, mas não o façamos nós. Podemos dar ouvidos à sabedoria que vem de cima, a sabedoria celestial, esta verdadeira sabedoria.

      23. O que promete a verdadeira sabedoria aos que a escutam, e por que é esta uma condição desejável para nós?

      23 Depois de contar como ela se rirá no dia da aflição, dos que a desconsideraram, a verdadeira sabedoria acaba dizendo: “Quanto àquele que me escuta, residirá em segurança e estará despreocupado do pavor da calamidade.” (Pro. 1:33) Não é esta uma situação desejável em que estar? Nela não teremos nenhuma razão para temer algo calamitoso ou pavoroso da mão do Deus Todo-poderoso, Todo-sábio. Antes, seu semblante brilhará sobre nós com aprovação divina. Sua proteção nos é assegurada durante a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Com ela, sobreviveremos à destruição das nações que são alvo de riso, e seremos introduzidos na nova ordem justa de Deus, sob o seu reino do Messias Amado, o Davi Maior. Ali nos uniremos em riso por causa de todos os prazeres puros e sadios com que o Deus Todo-poderoso encherá a nossa vida.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja o livro Libertação, publicado pela Watch Tower Society em maio de 1926, e o Capítulo 12, intitulado “A Batalha Final”.

      [Foto na página 624]

      Foi Deus quem se riu quando Ele ressuscitou a Jesus dentre os mortos. Seu anjo abriu o túmulo, fazendo os guardas quase morrer de susto.

      [Foto na página 629]

      As nações escolhem a guerra com Deus, mas são elas que se tornam alvo de riso; para Deus elas são como o pó na balança ou uma gota dum balde.

  • “Despertai!” no Parlamento
    A Sentinela — 1969 | 15 de outubro
    • “Despertai!” no Parlamento

      Certa publicadora das boas novas do Reino, na Austrália, faz questão de manter os membros do Parlamento australiano informados por meio da revista Despertai!. Faz isso, porém, com discrição, ficando atenta às notícias para saber em que estes homens estão interessados. Ao anterior primeiro-ministro da Austrália, que se interessava nos mergulhos com máscara, ela enviou a Despertai! com um artigo sobre este assunto. O recebimento foi acusado. Mais recentemente, ela notou que certo membro do Parlamento se interessava nos animais selváticos, e por isso lhe enviou os números da revista Despertai! que tratavam deste assunto. O membro do Parlamento respondeu enviando um extrato dos debates parlamentares em que ele havia citado a revista Despertai!.

  • Sem querer
    A Sentinela — 1969 | 15 de outubro
    • Sem querer

      Uma publicadora das “boas novas” do reino de Deus, depois de proferir um sermão para uma dona de casa, num bairro pobre, ofereceu-lhe duas revistas, A Sentinela e Despertai!, em vez de lhe apresentar uma assinatura, que as testemunhas de Jeová ofereciam naquele mês. Naquele instante, caiu uma folha de assinaturas da sua Bíblia para o chão, e a moradora a apanhou e perguntou o que era. Quando a publicadora explicou a sua função, a senhora disse que queria fazer a assinatura por um ano. Quão importante é de se ser positivo e de se fazer esforço!

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