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CristãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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sacrificou sua vida humana como resgate, foi ressuscitado e exaltado à direita de Jeová, e é aquele que recebeu autoridade para subjugar seus inimigos e vindicar o nome de Jeová. (Mat. 20:28; Luc. 24:46; João 3:16; Gál. 3:16; Fil. 2:9-11; Heb. 10:12, 13) Os cristãos encaram a Bíblia como sendo a inspirada Palavra de Deus, a verdade absoluta, sendo proveitosa para ensinar e para disciplinar a humanidade. — João 17:17; 2 Tim. 3:16; 2 Ped. 1:21.
Dos verdadeiros cristãos, exige-se mais do que a simples confissão de fé. É mister que sua crença seja demonstrada por obras. (Rom. 10:10; Tia. 2:17, 26) Nascidos pecadores, os que se tornam cristãos se arrependem, dão meia-volta, dedicam a vida à adoração e ao serviço de Jeová, e submetem-se ao batismo em água. (Mat. 28:19; Atos 2:38; 3:19) Dali em diante, abstêm-se da fornicação, da idolatria e de comerem sangue. (Atos 15:20, 29) Despojam-se das velhas personalidades, com seus acessos de ira, sua conversa obscena, sua mentira, seus roubos, sua bebedice, e “coisas semelhantes a estas”, e harmonizam sua vida com os princípios bíblicos. (Gál. 5:19-21; 1 Cor. 6:9-11; Efé. 4:17-24; Col. 3:5-10) Que “nenhum de vós”, escreveu Pedro aos cristãos, “sofra como assassino, ou como ladrão, ou como malfeitor, ou como intrometido nos assuntos dos outros”. ( 1 Ped. 4:15) Os cristãos devem ser bondosos e deferentes, brandos e longânimes, exercendo amorosamente o domínio de si. (Gál. 5:22, 23; Col. 3:12-14) Fazem provisões para os seus, e cuidam deles, e amam o próximo como a si mesmos. ( 1 Tim. 5:8; Gál. 6:10; Mat. 22:36-40; Rom. 13:8-10) A principal qualidade identificadora pela qual os verdadeiros cristãos são reconhecidos é o notável amor que têm uns para com os outros. “Por meio disso”, disse Jesus, “saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós”. — João 13:34, 35; 15:12, 13.
Os cristãos verdadeiros imitam o exemplo de Jesus como o Grande Instrutor e a Testemunha Fiel de Jeová. (João 18:37; Rev. 1:5; 3:14) “Ide . . . fazei discípulos de pessoas de todas as nações”, ‘ensinando-lhes a fazer as mesmas coisas que eu vos ensinei a fazer’, é a ordem de seu Líder, e, ao cumpri-la, os cristãos instam com as pessoas em toda a parte que fujam de Babilônia, a Grande, e depositem sua esperança e confiança no reino de Deus. (Mat. 28:19, 20; Atos 1:8; Rev. 18:2-4) Isto significa realmente boas novas, mas proclamar tal mensagem traz grande perseguição e sofrimento sobre os cristãos, assim como aconteceu com Jesus Cristo. Seus seguidores não estão acima dele; basta que sejam como ele. (Mat. 10:24, 25; 16:21; 24:9; João 15:20; 2 Tim. 3:12; 1 Ped. 2:21) Se alguém “sofrer como cristão, não se envergonhe, mas persista em glorificar a Deus neste nome”, aconselhou Pedro. ( 1 Ped. 4:16) Os cristãos dão a “César” aquilo que pertence às autoridades superiores deste mundo — honra, respeito, impostos — mas, ao mesmo tempo, permanecem separados dos assuntos deste mundo (João 17:16; Rom. 13:1-7), e, por causa disso, o mundo os odeia. — 15:19; 18:36; 1 Ped. 4:3, 4; Tia. 4:4; 1 João 2:15-17.
É compreensível que pessoas dotadas de tão elevados princípios cristãos de moral e integridade, acompanhados duma eletrizante mensagem proferida com verdadeiro zelo e franqueza, obtivessem rapidamente a atenção, no primeiro século. As viagens missionárias de Paulo, por exemplo, eram como um fogo que consumia uma pradaria, e que incendiava uma cidade após outra — Antioquia na Pisídia, Icônio, Listra, Derbe, Perge, em uma viagem, e Filipos, Tessalônica, Beréia, Atenas e Corinto, em outra — fazendo com que as pessoas parassem para refletir e tomassem sua posição, quer aceitando quer rejeitando as boas novas do reino de Deus. (Atos 13:14 a 14:26; 16:11 a 18:17) Muitos milhares abandonaram suas organizações de religião falsa, abraçando de todo o coração o cristianismo e zelosamente assumindo a atividade de pregação, em imitação de Cristo Jesus e dos apóstolos. Isto, por sua vez, os tornou objeto do ódio e da perseguição, instigados mormente pelos líderes da religião falsa e pelos mal-informados regentes políticos. O líder dos cristãos, Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, tinha sido morto sob a acusação de sedição; em seguida, os cristãos amantes da paz foram acusados de ‘perturbarem a cidade’, de ‘subverterem a terra habitada’ e de serem um povo ‘que em toda a parte era mal- falado’. (Atos 16:20; 17:6; 28:22) Na ocasião em que Pedro escreveu sua primeira carta (c. 62-64 E.C.), parece que a atividade dos cristãos já era bem conhecida em lugares tais como “Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”. — 1 Ped. 1:1.
TESTEMUNHO NÃO-CRISTÃO
Os escritores seculares dos dois primeiros séculos também reconheceram a presença e a influência dos cristãos primitivos em seu mundo pagão. Para exemplificar: Tácito, historiador romano nascido por volta de 55 E.C., fala do rumor que acusava Nero de ser responsável pelo incêndio de Roma (64 E.C.), daí diz: “Conseqüentemente, Nero, para se ver livre desse rumor, lançou a culpa e infligiu as mais atrozes torturas a uma classe odiada pelas suas abominações, chamada de cristãos pela populaça. . . . Assim, primeiro se prendeu a todos que se confessavam culpados; daí, à base da informação deles, imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime de incendiar a cidade, como o de odiar a humanidade. Acrescentavam toda sorte de zombaria à morte deles. Cobertos de peles de animais, eram dilacerados pelos cães e pereciam, ou eram pregados em cruzes, ou eram condenados às chamas e queimados, para servirem de iluminação noturna, ao escurecer o dia.” [The Annals (Os Anais), Livro XV, par. 44, traduzido para o inglês por Church e Brodribb] Suetônio, outro historiador romano, nascido perto do fim do primeiro século E.C., relata os eventos que ocorreram durante o reinado de Nero, dizendo: “Punições também foram infligidas aos cristãos, uma seita que professava uma nova e nociva crença religiosa.” — The Twelve Caesars (Os Doze Césares), Nero, p. 217, par. 16; traduzido para o inglês por Robert Graves.
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CRISTO
[Gr. , Khristós, ungido; o Ungido]. Este título equivale ao hebraico Mashíahh, “Messias”.
A vinda do Cristo ou Messias, aquele a quem Jeová ungiria com seu espirito para ser o rei universal, já tinha sido predita muitos séculos antes de Jesus nascer. (Dan. 9:25, 26) No entanto, Jesus, ao nascer, não era ainda o Ungido ou Cristo. Ao predizer seu nascimento, o anjo instruiu José: “Terás de dar-lhe o nome de Jesus.” (Mat. 1:21) Mas, quando os pastores, perto de Belém, receberam o anúncio angélico, em antecipação ao futuro papel de Jesus, disse-se-lhes: “Hoje vos nasceu . . . um Salvador, que é Cristo, o Senhor”, isto é, “que deverá ser Cristo, o Senhor”. — Luc. 2:11, NM, ed. 1950, em inglês, nota a.
O nome pessoal de Jesus, acompanhado pelo título “Cristo”, pode trazer à atenção a própria pessoa, e que ele é aquele que se tornou o Ungido de Jeová. Isto ocorreu quando ele atingiu os 30 anos, foi batizado em água, e foi ungido com o espírito de Jeová, visivelmente observado em forma duma pomba que desceu sobre ele. (Mat. 3:13-17) Este foi o ponto frisado por Pedro em Pentecostes: “Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus”, relembrando evidentemente a expressão que ouvira dos lábios de Jesus, que foi o primeiro a usar a expressão “Jesus Cristo”. (Atos 2:36-38; João 17:3) Esta expressão, “Jesus Cristo”, também é usada nas palavras iniciais e finais das Escrituras Gregas Cristãs. — Mat. 1:1; Rev. 22:21.
Por outro lado, a colocação do título à frente do nome, e dizer “Cristo Jesus”, ao invés de “Jesus Cristo”, dá maior ênfase ao cargo ou posição que Jesus detém. Focaliza a atenção primariamente no cargo, e, de forma secundária, no detentor dele, como ao se dizer Rei Davi ou governador Zorobabel. Faria a pessoa lembrar-se da singular posição oficial que Jesus detém como o Ungido de Jeová, uma posição honrosa que não é partilhada por outros dentre seus seguidores que também são ungidos. Jamais ouvimos falar de Cristo Pedro, Cristo João ou Cristo Paulo. Apenas o Filho amado de Jeová tem o título de “Cristo Jesus”. Paulo usou esta expressão em sua primeira carta inspirada. ( 1 Tes. 2:14) Os manuscritos mais antigos mostram que Lucas também a usou, uma vez, em Atos 24:24 (NM, ALA, BJ, IBB, LR, MC, NTV) quando falava sobre Paulo dar testemunho.
O uso do artigo “o” junto com o título, em cerca de 20 casos em que ocorre a expressão “o Cristo” (ho Khristós) na tradução Almeida, é outro modo de focalizar a atenção no cargo detido por Jesus. (Mat. 16:16; Mar. 14:61) A estrutura gramatical da sentença, contudo, poderá constituir um fator para se determinar se o artigo é ou não usado, pois afirma W. E. Vine: “Falando-se em geral, quando o título [Cristo] é o sujeito duma sentença, leva o artigo; quando constitui parte do predicado, inexiste o artigo.” — An Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), 1966, Vol. I, p. 190.
Nas Escrituras, nunca se multiplicam os títulos antes ou depois do nome de Jesus; mas, se um título precede o seu nome pessoal, então qualquer outro título só é acrescentado depois do nome. Jamais encontramos uma combinação como o Senhor Cristo Jesus, ou o Rei Cristo Jesus, mas encontramos o Senhor Jesus Cristo. A expressão: “nosso Salvador, Cristo Jesus”, em 2 Timóteo 1:10, no texto grego apresenta a expressão “de nós” entre Salvador e Cristo, para identificar quem é o Salvador, em harmonia com a expressão “Cristo Jesus, nosso Salvador [literalmente, “Cristo Jesus, o Salvador de nós”]”. (Tito 1:4) No texto de 1 Timóteo 2:5, menciona-se “um homem, Cristo Jesus” como mediador, mas “um homem” não é título. A expressão apenas explica que Cristo Jesus, certa vez, viveu como homem na terra.
Um emprego excepcional do título “Cristo” é a referência de Paulo a Moisés, ao invés de a Jesus, quando escreveu: “[Moisés] estimava o vitupério do Cristo [Khristoú, ungido] como riqueza maior do que os tesouros do Egito; pois olhava atentamente para o pagamento da recompensa.” (Heb. 11:26) Moisés jamais foi ungido com qualquer óleo literal, como o foram os sumos sacerdotes e os reis de Israel. (Êxo. 30:22-30; Lev. 8:12; 1 Sam. 10:1; 16:13) Mas tampouco o foram Jesus ou seus seguidores, e, ainda assim, as Escrituras falam deles como tendo sido ungidos. (Atos 10:38; 2 Cor. 1:21) Nestes últimos casos, sua unção com espírito santo de Deus servia qual designação por parte de Deus, ou como comissão, mesmo que não se tenha usado um óleo de unção literal. Assim, em sentido similar, Moisés obteve uma designação especial. Paulo, por conseguinte, podia dizer a respeito de Moisés que este era o ungido ou Cristo de Jeová, o recebedor duma comissão que lhe fora dada na sarça ardente, designação esta que Moisés considerava como sendo maior riqueza do que todos os tesouros do Egito. — Êxo. 3:2 a 4:17.
O termo “Cristo” também é usado ao se falar da congregação cristã e de seu relacionamento com o Senhor Jesus Cristo. “Ora, vós sois corpo de Cristo e membros individualmente” dele, em sentido espiritual. ( 1 Cor. 12:27) Os ‘batizados em Cristo Jesus foram batizados em sua morte’, com a esperança
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