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Romanos, Carta AosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 197-200.
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RomãzeiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ROMÃZEIRA
[Heb. , rimmóhn].
Por meio de Moisés, Jeová prometeu à nação de Israel que Ele os levaria a uma terra de trigo, cevada, videiras, figos, romãs, azeitonas e mel. (Deut. 8:7-9) Antes disso, os espias que foram até essa terra voltaram com uvas, figos e romãs. (Núm. 13:2, 23) Os israelitas tinham conhecido as romãs no Egito, conforme indicado por sua queixa registrada em Números 20:5. A túnica sem mangas, das vestes do sumo sacerdote Arão, tinha em sua bainha uma série de romãs feitas de linha azul, de lã vermelho- purpurina e de fibras carmíneas entretecidas, alternando-se com campainhas de ouro. (Êxo. 28:33, 34; 39:24-26) Mais tarde, quando foi construído o templo, os capitéis das duas colunas de cobre em frente ao pórtico da casa foram decorados com correntes em forma de romãs. — 1 Reis 7:18, 20, 42; 2 Reis 25:17; 2 Crô. 3:16; 4:13; Jer. 52:22, 23.
A romãzeira (Punica granatum) cresce por todo o Oriente como pequena árvore ou arbusto, raramente ultrapassando 4,6 m de altura. São numerosos os ramos estendidos, apresentando folhas lanceoladas, verde-escuras, e flores que vão do vermelho-coral ao escarlate. O fruto maduro é castanho-avermelhado, em forma de maçã, tendo uma roseta ou coroa que se estende por volta da sua parte inferior. Dentro da casca dura, mostra-se apinhado de pequenas cápsulas cheias de sumo, e cada uma contém pequena semente rosada ou carmesim. O sumo dá uma bebida refrescante (Cân. 8:2), das sementes sendo produzido um xarope chamado granadina, e as flores sendo utilizadas no preparo de um remédio adstringente usado para combater a disenteria. As têmporas da jovem sulamita, cobertas com um véu, foram comparadas a uma “fatia de romã”, e a pele dela a “um paraíso de romãs”. — Cân. 4:3, 13; 6:7.
A romã era cultivada extensamente nos tempos bíblicos e os nomes de locais, tais como Rimom, En-Rimom e Gate-Rimom, sem dúvida se derivaram da abundância de tais árvores em sua área. (Jos. 15:32; 19:45; Nee. 11:29) A romãzeira era muito apreciada, e, assim, ela é amiúde associada com outras importantes fruteiras, tais como a videira e a figueira. — Cân. 7:12, 13; Joel 1:12; Ageu 2:19.
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RoupaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ROUPA
Veja TRAJE (VESTIDO) .
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RuaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RUA
Nos antigos povoados e cidades das terras bíblicas parece que a maioria das ruas não era pavimentada. (Sal. 18:42; Isa. 10:6; Lam. 2:21) Descobriram-se canais para drenagem da água das ruas em Jericó e Gezer.
Em geral, as ruas eram estreitas e sinuosas. Mas havia também “ruas largas”. (Luc. 14:21; compare com Revelação 21:21.) As ruas de Nínive eram bastante amplas para conter carros. (Naum 2:4) As cidades de Babilônia e Damasco possuíam amplas avenidas, ou avenidas processionais, e algumas ruas possuíam nomes. Durante o período romano, a “rua chamada Direita”, em Damasco, era uma via de três pistas, tendo c. 30 m de largura. — Atos 9:11.
Uma área livre, a praça pública, provavelmente adjunta à porta da cidade, talvez servisse como local para se fazerem negócios ou para se reunir a fim de obter instrução. (Gên. 23:10-18; Nee. 8:1-3; Jer. 5:1) Ali brincavam as crianças (Zac. 8:4, 5); as ruas, em geral, usualmente estavam repletas do burburinho das atividades. (Jó 18:17; Jer. 33:10, 11; contraste com Isaías 15:3; 24:11.) Eram locais de empreendimentos comerciais, as lojas de certo tipo às vezes sendo agrupadas, como na “rua dos padeiros”, em Jerusalém. (Jer. 37:21) Ter o Rei Acabe ‘designado para si mesmo ruas em Damasco’ pode ter significado que possuía mercados ali. (1 Reis 20:34) À noite, as ruas de algumas cidades ficavam, pelo que parece, sob os olhos atentos de vigias. — Cân. 3:1-3.
As ruas eram também lugares em que se anunciavam as novidades. (2 Sam. 1:20; Jer. 11:6) Nelas, Jesus Cristo ensinou e curou os enfermos, embora não altercasse nem gritasse nas ruas largas, tentando provocar sensacionalismo a fim de magnificar o seu próprio nome e desviar a atenção de Jeová Deus e das boas novas do Reino. (Luc. 8:1; Mat. 12:13-19; Isa. 42:1, 2) Jesus, por conseguinte, não era como os hipócritas, aos quais ele condenou por orarem “nas esquinas das ruas largas, para serem vistos pelos homens”. — Mat. 6:5.
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RubemAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RUBEM
[Veja, um filho!].
1. O primogênito dos doze filhos de Jacó. A mãe dele era Léia, a esposa menos favorecida de Jacó, a qual chamou a seu menino de Rubem “porque” — citando-se ela mesma — “Jeová tem olhado para a minha miséria, sendo que agora meu esposo começará a amar-me”. (Gên. 29:30-32; 35:23; 46:8; Êxo. 1:1, 2; 1 Crô. 2:1) Em resultado do contínuo favor de Jeová para com sua mãe, Rubem e seus cinco irmãos bilaterais (Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulão) constituíam a metade dos cabeças tribais originais de Israel; os outros seis (José, Benjamim, Dã, Naftali, Gade e Aser) eram irmãos unilaterais de Rubem. — Gên. 35:23-26.
Algumas das boas qualidades de Rubem se revelaram quando ele persuadiu seus nove irmãos a lançar José num poço seco, em vez de matá-lo, o objetivo de Rubem sendo o de retornar em secreto e livrar José do poço. (Gên. 37:18-30) Mais de vinte anos depois, quando estes mesmos irmãos arrazoaram que as acusações levantadas contra eles, lá no Egito, de que eram espias se deviam aos maus-tratos que deram a José, Rubem lembrou aos demais que ele, Rubem, não tinha participado de seu complô contra a vida de José. (Gên. 42:9-14, 21, 22) De novo, quando Jacó se recusou a permitir que Benjamim acompanhasse seus irmãos na segunda viagem deles ao Egito, foi Rubem quem ofereceu os seus próprios dois filhos em garantia, dizendo: ‘Podem ser mortos por ti se não te trouxer [Benjamim] de volta.’ — Gên. 42:37.
Como primogênito de Jacó, Rubem gozava naturalmente dos direitos do filho primogênito da família. Como tal, estava habilitado a receber duas porções dos bens deixados por Jacó, seu pai. A questão, pouco antes da morte de Jacó, quando ele abençoou seu filhos, era: Entraria Rubem no gozo destes direitos de primogênito? Também, o patriarca Jacó, como cabeça da família, tinha atuado como sacerdote de Jeová para toda a família, e tinha oferecido sacrifícios no altar familiar, e a tinha liderado em orar e em lhe fornecer instruções religiosas. Como pai, Jacó tinha também agido como o governador de toda a família, e de todos os seus servos, de todo o seu gado e de todas as suas propriedades. Será que Rubem assumiria estas responsabilidades?
Jacó lidou inicialmente com Rubem, dizendo: “Rubem, tu és o meu primogênito, meu vigor e o princípio da minha faculdade de procriação, a excelência da dignidade e a excelência da força. Tendo impetuosidade leviana como as águas, não te sobressaias, pois subiste à cama de teu pai. Naquele tempo profanaste o meu leito conjugal. Subiu nele!” — Gên. 49:3, 4.
Jacó recordou algo que desqualificava Rubem, algo que influía em seus futuros privilégios. Rubem havia desonrado seu pai. Havia cometido incestuosa imoralidade com Bila, concubina de seu pai, e serva de Raquel, esposa amada de Jacó. Isto aconteceu pouco depois de Raquel morrer, ao dar à luz Benjamim. O relato bíblico não revela se Rubem, o primogênito, violou a serva Bila a fim de impedir que esta tomasse o lugar de Raquel nas afeições de Jacó, tornando-se assim mais favorecida do que Léia, a mãe de Rubem, ou se Rubem agiu por simplesmente cobiçar Bila. Diz meramente: “E sucedeu, enquanto Israel residia naquela terra, que Rubem foi uma vez e se deitou com Bila, concubina de seu Pai, e Israel soube disso.” Acrescenta a Septuaginta grega: “E isso pareceu mau aos seus olhos.” — Gên. 35:22, NM; LXX (V. 21; ed. de Thomson).
Rubem não foi repudiado e expulso por causa disso. Foi muitos anos depois, quando Jacó abençoava seus filhos, que ele disse a Rubem, por inspiração divina: “Não te sobressaias.” Assim, Rubem foi despojado de privilégios que, de outra forma, ele teria como primogênito. Isto aconteceu porque ele agira com “impetuosidade leviana como as águas”. Ele se provara, quer instável como águas, quer turbulento e impulsivo como águas que rebentam uma represa, ou que se precipitam num vale de torrente. Rubem deveria ter exercido o domínio de si. Deveria ter mostrado o respeito dum filho pela dignidade de seu pai e pela honra dos dois filhos de Bila, concubina de seu pai.
2. O nome Rubem também representa a tribo constituída pelos descendentes de Rubem, bem como a terra da herança deles. A tribo de Rubem proveio dos quatro filhos dele — Anoque, Palu, Esrom e Carmi, os cabeças familiares dos rubenitas. — Gên. 46:8, 9; Êxo. 6:14; 1 Crô. 5:3.
A tribo de Rubem era coerentemente uma das menos numerosas das doze. Um censo feito no segundo ano da sua experiência pelo deserto computou 46.500 rubenitas aptos para o serviço militar, com 20 anos ou mais. Cerca de trinta e nove anos depois, esta força somava um pouco menos, 43.730. — Núm. 1:2, 3, 20, 21; 26:5-7.
No acampamento de Israel, os rubenitas, flanqueados pelos descendentes de Simeão e de Gade, situavam-se do lado S do tabernáculo. Quando em marcha, esta divisão de três tribos, encabeçada por Rubem, seguia a divisão de três tribos de Judá, Issacar e Zebulão. (Núm. 2:10-16; 10:14-20) Esta também era a ordem em que as tribos fizeram a apresentação de suas ofertas no dia em que o tabernáculo foi inaugurado. — Núm. 7:1, 2, 10-47.
Quando Corá, o levita, rebelou-se contra Moisés, três rubenitas — Om, filho de Pelete, e os dois filhos de Eliabe, Datã e Abirão — juntaram-se à revolta, acusando Moisés de tentar ‘desempenhar o papel de príncipe’ sobre eles e, de falhar em conduzi-los a uma “terra que manava leite e mel”. Nemuel, irmão de Datã e de Abirão, pelo visto não tomou parte na revolta. (Núm. 16:1, 12-14; 26:8, 9) Jeová mostrou que a revolta era, realmente, um desrespeito contra Ele por fazer com que a terra se abrisse e tragasse vivos os rebeldes e as famílias deles, junto com todos os seus bens. — Núm. 16:23-33; Deut. 11:6; veja ABIRÃO.
DESIGNAÇÕES DE TERRITÓRIO
Pouco antes de Israel entrar na Terra Prometida, as tribos de Rubem e de Gade solicitaram que lhes fosse dado território a E do Jordão, adquirido através de vitórias contra os dois reis, Síon e Ogue, à base de que a terra era ideal para seus grandes rebanhos e manadas. Moisés concedeu este pedido deles (e da meia-tribo de Manassés), sob uma condição, a de que as forças combatentes destas tribos também atravessassem o Jordão e ajudassem as demais tribos na conquista de Canaã, condição esta que as duas tribos e meia satisfizeram de bom grado. — Núm. 32:1-38; Jos. 1:12-18; 4:12, 13; 12:6; 13:8-10.
A herança territorial de Rubem foi assim fixada antes de os israelitas cruzarem o Jordão, o próprio Moisés concedendo a esta tribo a parte sul do reino conquistado de Síon. Ela se estendia do vale da torrente do Árnon, fronteira natural que separava este território do de Moabe, ao S, até logo ao N do mar Morto; a terra ao N de Rubem foi dada aos gaditas. (Núm. 34:13-15; Deut. 3:12, 16; 29:8; Jos. 13:15-23; 18:7) O território dos amonitas constituía a fronteira E, tendo o mar Morto e o rio Jordão a O. (Jos. 15:1, 6; 18:11, 17) Uma
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