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  • Conhecimento acurado conduz à vida
    A Sentinela — 1964 | 15 de julho
    • Conhecimento Acurado Conduz à Vida

      A vida diária requer conhecimento. Mas está adquirindo também o conhecimento que influi na sua vida eterna?

      SERIA capaz de operar um cérebro ou um coração sem nunca ter estudado medicina?

      Até mesmo a idéia de fazer tal delicada operação, que põe em jôgo a vida humana, sem o necessário conhecimento de medicina, já é chocante. Sabe-se que a cirurgia requer a grande habilidade que se adquire com conhecimento acurado e treinamento no assunto. Só alguém que tenha êste conhecimento acurado e o treinamento é que está em condições para fazer tal operação com êxito.

      Não é sòmente no campo técnico, tal como a medicina, que é necessário o conhecimento acurado. É necessário até para ganhar a vida diária. Por exemplo, alguém não conseguiria emprêgo como motorista de caminhão se nunca tivesse dirigido caminhão ou se não tivesse conhecimento das leis do tráfego. Requer-se conhecimento do veículo e conhecimento das leis do tráfego para ser um motorista qualificado.

      A dona de casa também precisa de conhecimento. Ela precisa saber cozinhar antes de poder preparar uma refeição apetecedora e nutritiva que a família possa gostar. Ela precisa saber cuidar do lar e dos filhos. Quanto mais acurado lhe fôr o conhecimento e quanto mais prática obtiver, tanto melhor lhe será o resultado.

      Sim, é necessário o conhecimento para manter e salvar a vida, para cuidar das coisas necessárias na vida.

      E DEUS?

      Então se faz muito esfôrço para adquirir o conhecimento necessário para desfrutar e prolongar a vida tanto quanto possível. Contudo, há algo que pode ter influência ainda maior na vida. Possuir êste algo também é necessário. O que é? Trata-se do conhecimento acurado de Deus, de seus propósitos e de seus requisitos. É a vontade de Deus que finalmente prevalecerá na terra, a despeito do que façam os homens e as nações. Diz o inspirado provérbio: “Muitos são os planos no coração do homem, mas o conselho de Jeová é que ficará de pé.” (Pro. 19:21) De Jeová Deus depende a perspectiva da vida de todos sôbre a terra. Aos que o amam e o servem, êle assegura a vida eterna em uma nova ordem justa.

      Em vista disto, será que é lógico empregar alguém tôda a fôrça vital em adquirir o conhecimento necessário para manter a vida atual por uns breves setenta ou oitenta anos e, ao mesmo tempo, desconsiderar o conhecimento muito mais importante de Deus e de sua provisão da vida eterna?

      A vida é a possessão mais preciosa. Até mesmo neste mundo cheio de dificuldades viver é preferível a morrer. Assim, faz-se o que deve para continuar vivendo tanto quanto possível. Então, para qualquer futuro além da duração normal da vida, tem de ser Deus que o proveja. Segundo indicou o salmista: “Contigo [com Deus] está a fonte da vida.” — Sal. 36:9.

      Mesmo com tôdas as realizações que são creditadas aos homens, êles não podem conservar a ninguém indefinidamente. Mas Deus pode. E se alguém o servir fielmente, êle o conservará. A promessa de Deus é: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque êles aumentarão os teus dias, e te acrescentarão anos de vida e paz.” (Pro. 3:1, 2, ALA) Exatamente quanto durarão é indicado também no Salmo 37:29, que diz: “Os justos é que possuirão a terra, e residirão nela para sempre.” Eis a grande promessa de Jeová Deus, viver para sempre em um mundo livre de dificuldades, sem quaisquer das dificuldades que hoje afligem e deixam perplexa a humanidade.

      Naquela gloriosa nova ordem, aqui mesmo sôbre a terra, será fato que a dor e a tristeza tão prevalecentes hoje em dia, serão coisas do passado. A terra inteira será transformada em um paraíso. O homem será soerguido à perfeição mental e física, desfrutando plenamente as maravilhas da criação de Deus, e isto por tôda a eternidade. “Êles edificarão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do SENHOR [Jeová], e os seus filhos estão com êles. E será que antes que clamem, eu responderei, estando êles ainda falando, eu os ouvirei.” (Isa. 65:21-24, ALA) Nem homem ou nação alguma pode prometer semelhantes coisas e então as cumprir, mas Deus pode e cumpre. Não são estas provisões divinas dignas de ser estudadas? Pode ser mais recompensador o empenho em qualquer outro campo de conhecimento?

      Simplesmente não é lógico empregar alguém todo o seu tempo e os seus esforços para adquirir posses que não durarão e, ao mesmo tempo, não devotar tempo nem esfôrço algum para obter aquilo que permanece para sempre. Acha-se engraçado a criança que apanha uma nota novinha de dez cruzeiros em vez de uma velha de cinqüenta porque isto mostra a imaturidade da criança e a sua falta de conhecimento sôbre o valor das coisas. Mas, demonstra alguém um senso sadio de valôres, empregando tôda a sua fôrça na busca de posses materiais, de prazeres materiais e de conhecimento sôbre tudo, exceto o pertinente à sua relação com o Deus de quem depende a própria vida?

      Isto não significa que seja possível passar sem se preocupar com a vida diária, pois é preciso prover corretamente as suas necessidades. Mas, amando alguém a vida, não ficará completamente absorto em adquirir estas coisas às custas de outras mais importantes. Tenha em mente as palavras de Jesus Cristo, que disse: “Mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” (Luc. 12:15) Daí, Jesus reforçou esta expressão, falando sôbre um senhor rico que achava que tinha a vida tôda traçada: “[O senhor rico] disse: ‘Farei o seguinte: Derrubarei os meus celeiros e construirei maiores, e ali ajuntarei todos os meus cereais e todas as minhas coisas boas; e direi à minha alma: “Alma, tens muitas coisas boas acumuladas para muitos anos; folga, come, bebe, regala-te.”‘ Mas Deus disse-lhe: ‘Desarrazoado, esta noite te reclamarão a tua alma. Quem terá então as coisas que armazenaste?’ Assim é com o homem que acumula para si tesouro, mas não é rico para com Deus.” — Luc. 12:18-21.

      Não importa o que alguém possua, mais cedo ou mais tarde se confrontara com o severo fato de que a sepultura o aguarda. Tôda a riqueza, todo o conhecimento, tôda a habilidade que possui não podem ser desfrutados na sepultura. Todos os esforços e prazeres cessam ali: “Quanto aos mortos, não estão cônscios de absolutamente nada . . . não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol, o lugar para onde tu vais.” —  Ecl. 9:5, 10.

      Só Deus, que é o Criador, Sustentador e Dador da vida, pode prover um escape da triste perspectiva da morte. A Bíblia mostra como se qualificar para tal provisão.

      O QUE É NECESSÁRIO?

      Como se pode levar uma vida que agrada a Deus, uma vida que conduzirá ao paraíso prometido? O que é preciso fazer para obter o favor do Todo-poderoso?

      A base para levar a espécie de vida que agrada a Deus é o conhecimento acurado. Assim como alguém precisa ter conhecimento acurado sôbre sua ocupação para poder ganhar a vida, e assim como o médico precisa ter conhecimento acurado para fazer uma operação que pode salvar uma vida, assim também êle precisa de conhecimento acurado de Deus para se qualificar para a provisão da vida.

      Deveras, como pode alguém esperar agradar a Deus se não souber o que lhe agrada? Como pode fazer o que êle requer se não souber quais são seus requisitos?

      ‘Ah, espere ai’, talvez diga. ‘É ai que meu pastor entra em cena. Êle tem tal conhecimento e cuida das questões religiosas.’ Mas, pode um clérigo assumir a responsabilidade que Deus deu a todos? Se um parente seu for um perito cirurgião, não significa que isto o qualificará para a mesma coisa. Se o seu melhor amigo fôr um bom motorista, será que isto o qualificará para tal? Claro que não. Para se qualificar, terá que estudar e adquirir a prática mediante a experiência.

      Não pode tomar a palavra de ninguém quanto a se está agradando a Deus; não, nem mesmo a de um clérigo. Êles já erraram como erraram os clérigos dos dias de Jesus. O princípio que precisa seguir para aprender de Deus é o seguinte: “Pois cada um levará a sua própria carga.” (Gál. 6:5) Embora outros o possam ajudar, ainda tem responsabilidade perante Deus por sua própria relação perante êle. Isto não pode ser passado a outrem. Se espera viver na nova ordem justa de Deus, terá que aprender pessoalmente a obedecer aos seus mandamentos.

      Portanto, o primeiro passo para levar uma vida que agrada a Deus é adquirir conhecimento acurado sôbre êle, para que possa estar em condição de observar os seus mandamentos. Disse Jesus: “Se queres, porém, entrar na vida, observa conti̇̀nuamente os mandamentos.” (Mat. 19:17) Êstes mandamentos estão na Palavra de Deus, a Bíblia.

      TER A BÍBLIA NÃO É SUFICIENTE

      O argumento comum de muitas pessoas religiosas neste sentido é: ‘Eu tenho a minha Bíblia e a leio.’ Sim, mas será que tiram conclusões acertadas? Também, serve-lhes ela de guia na vida, ou tiram dela o que querem e descartam o que consideram desagradável?

      Ter e ler a Bíblia não significa necessàriamente que está tirando as conclusões acertadas nem que a deixa guiar a sua vida. Como exemplo, considere a doutrina da trindade que é ensinada pela maioria das religiões da cristandade. Os membros destas organizações religiosas, embora possam possuir a Bíblia e a ler até certo ponto, ainda crêem que o Pai celestial, e seu Filho Jesus Cristo, e o Espírito Santo são todos um só Deus. Crêem que quando Jesus veio à terra êle era o Deus Todo-poderoso em forma humana.

      Mas é isto tirar a conclusão acertada das Escrituras? Jesus disse: “Eu e o Pai somos um.” (João 10:30) Mas isto não significa que êle é o Deus, tampouco é feita referência a qualquer terceira pessoa de uma trindade. Não explicou Jesus no capítulo 17 do Evangelho de João que isto significa singularidade de propósito, unidade? Leia-o em sua própria Bíblia. Pode um pai ser o filho ao mesmo tempo? Jesus é o Filho de Deus. Até mesmo uma criança pode entender que o pai, é maior do que o filho. Disse o próprio Jesus: “O Pai é maior do que eu.” (João 14:28) Mas os clérigos puseram tantas coisas nesta verdade simples que alguns leitores da Bíblia não crêem mais nela. Quão fácil é para as pessoas realmente humildes tirarem a conclusão acertada sôbre esta doutrina, lendo as seguintes palavras de Jesus: “Não faço nada de minha própria iniciativa; mas assim como o Pai me ensinou, estas coisas eu falo. E aquêle que me enviou está comigo; êle não me deixou só, porque faço sempre as coisas que lhe agradam”! (João 8:28, 29) O apóstolo cristão Paulo tirou a conclusão certa, pois êle escreveu mais tarde: “A cabeça do Cristo é Deus.” (1 Cor. 11:3) Então, embora os clérigos ensinem que Deus, Cristo e o Espírito Santo são iguais, que todos são um, a verdade simples sôbre isto é que não o são, que Cristo é o Filho de Deus e inferior a êle, e que o espírito santo é a fôrça ativa de Deus, portanto, subordinada a êle.

      Mas, por que será que o mui instruído clero falha em entender e ensinar estas simples verdades bíblicas? Porque preferem as tradições e as filosofias dos homens à Palavra escrita de Deus. E quando alguém rejeita a Palavra de Jeová, que sabedoria tem êle? Não é certamente a sabedoria piedosa, pois êle não tem o espírito de Jeová Deus. Antes, Satanás, o Diabo, o “deus deste sistema de coisas”, cega-lhe a mente “para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo, que é [não Deus, mas] a imagem de Deus”. — 2 Cor. 4:4; Col. 2:8; Jer. 8:9.

      Há então grande perigo em tirar conclusões erradas da Bíblia ou deixar que outrem as tire para a sua pessoa. Tentar agradar a Deus sem ter conhecimento acurado de sua Palavra é como tentar fazer uma grande viagem na escuridão da noite sem um mapa e sem luz. É como tirar cara ou coroa para decidir para onde ir cada vez que chegar a uma encruzilhada. Logo estará perdido.

      Há muitos caminhos, mas apenas um conduz à vida. A Bíblia indica qual é a “estrada que conduz à vida”. (Mat. 7:14) Ao ir pelo caminho que conduz à vida, o conhecimento acurado de Deus o possibilitará a ‘certificar-se de tôdas as coisas’. (1 Tes. 5:21) Neste mundo de trevas êle servirá de lâmpada para os seus pés e de luz para o seu caminho. (Sal. 119:105) O conhecimento acurado de Deus conduz à sobrevivência ao vindouro fim dêste sistema de coisas. Conduz à vida na prometida nova ordem de coisas de Deus agora tão próxima. As testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo a obter êste conhecimento vital da sua própria Bíblia, estudando-a juntos no seu próprio lar durante uma hora cada semana, sem remuneração monetária e segundo as suas conveniências.

  • Nem aprenderão mais a guerra
    A Sentinela — 1964 | 15 de julho
    • Nem Aprenderão Mais a Guerra

      Certo jovem, sendo instruído por um ano e meio, foi batizado na Igreja Luterana. Passaram-se uns anos, durante os quais não só não aprendeu nada mais sôbre a Bíblia, mas também pareceu esquecer-se do que tinha aprendido. Foi chamado para serviço no exército e ingressou voluntàriamente na FENU no Egito. Sem o consentimento dos pais para empreender tal missão perigosa, êle resolveu ir para o Oriente Médio qual integrante da ONU. Foi destacado em um dos pelotões do batalhão na fronteira do Egito com o Israel. O sargento em comando falou a êle, e aos demais que compunham a patrulha, sôbre uma Nova Ordem. “Perguntei-lhe a que religião pertencia e êle me disse que estudara dois anos e meio com as testemunhas de Jeová no Brasil.” Esta palestra se deu de noite, quando era muito escuro para se ler, mas no dia seguinte o sargento lhe mostrou na Bíblia a prova de tudo que dissera na noite antes. “Fiquei com uma publicação das testemunhas de Jeová e dai̇́ para a frente o tal sargento passou a dirigir comigo um estudo bíblico. Notei que não havia outra verdade sôbre as Escrituras fora da explicada pelas testemunhas de Jeová.”

      Por intermédio dêste sargento, o jovem de coração honesto teve a oportunidade de conhecer as Testemunhas no Cairo, em Alexandria, em Beirut e na Alemanha quando foi de férias. Quando de volta para o Brasil êle visitou também as Testemunhas na Itália.

      Não tendo mais dúvidas quanto à verdade, êste, juntamente com aquêle que outrora era sargento, foi batizado numa Assembléia de Distrito em São Paulo. Hoje goza do privilégio inefável de servir em várias posições de responsabilidade na congregação local das testemunhas de Jeová.

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