BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Sábado
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • Nem instituíram um novo sábado, um “dia do Senhor”. Muito embora Jesus fosse ressuscitado no dia que agora é chamado de domingo, em parte alguma a Bíblia indica que este dia de sua ressurreição devia ser comemorado como um “novo” sábado, ou de qualquer outro modo. Alguns têm recorrido a 1 Coríntios 16:2 e Atos 20:7 como base para observar-se o domingo como um sábado. No entanto, o primeiro texto indica simplesmente que Paulo instruiu os cristãos a pôr de lado, em suas casas, para os irmãos carentes de Jerusalém, uma certa quantia, a cada primeiro dia da semana. O dinheiro não devia ser entregue em seu local de reuniões, mas devia ser retido até a chegada de Paulo. Quanto ao último texto, era somente lógico que Paulo se reunisse com seus irmãos em Trôade no primeiro dia da semana, visto que partiria logo no dia seguinte.

      Do precedente, torna-se claro que a guarda literal dos dias de sábado e dos anos sabáticos não fazia parte do cristianismo do primeiro século. Tertuliano, um escritor cristão de perto do início do terceiro século, comentou: “Nada temos que ver com os sábados, as luas novas, e as festas em que Deus, certa vez, se agradava.” (De Idolatria, c. 4, sec. 4; c. 14) Não foi senão em 321 EC que Constantino decretou que o domingo (latim: dies Solis, um velho título associado com a astrologia e a adoração do sol, e não Sabbatum [sábado] ou dies Domini [dia do Senhor]) fosse um dia de descanso para todos, exceto os lavradores. De acordo com tal decreto, a escolha do primeiro dia da semana, feita por Constantino, foi, pelo menos em parte, motivada pelo seu ódio aos judeus e à identidade deles: “Que não tenhamos nada em comum com a ralé muitíssimo hostil dos judeus.”

      O GRANDE DIA DE DESCANSO DE DEUS

      O apóstolo Paulo mostra em Hebreus, capítulos 3 e 4, que o dia de descanso ou sábado do próprio Deus, mencionado em Gênesis 2:2, 3 e em Salmo 95:7-11, é um descanso de continuidade ininterrupta em que os judeus, no deserto, não puderam entrar pela falta de fé e pela desobediência. (Heb. 3:18, 19; Núm. 14:28-35) Aqueles que realmente entraram na Terra Prometida, sob Josué, experimentaram um descanso, mas não o pleno descanso a ser usufruído sob o Messias. Era apenas típico ou uma sombra da realidade. (Heb. 4:8; 1 Cor. 10:11; Heb. 10:1) Por conseguinte, Paulo continua, resta ainda um sábado (o qual, nos dias dele, já existia por mais de 4.000 anos, e agora, nesta ocasião do século XX, tem c. 6.000 anos) “para o povo de Deus” (Heb. 4:9) que é obediente e exerce fé em Cristo, desta forma usufruindo o verdadeiro sábado — o descanso de suas próprias obras egoístas ou obras de justificação própria. (Compare com Romanos 9:31, 32; 10:3; Hebreus 6:1; 9:14.) Os homens entravam no sábado de Deus nos dias de Paulo, e a oportunidade permanece aberta até agora. — Heb. 4:3, 6, 10.

      O SÁBADO MILENAR

      Seguir-se o padrão sabático de santificar a sétima parte faria dos últimos 1.000 anos do descanso de Deus, de 7.000 anos, um grandioso dia sabático, ou sábado, no âmbito do sábado de 7.000 anos. É interessante que Revelação 20:1-6 afirma que Satanás é acorrentado “por mil anos”, de modo que as nações da terra não sejam desencaminhadas enquanto Cristo Jesus — que era o “Senhor do sábado” quando estava na terra e o é agora no céu — reina qual Rei. Que descanso! As obras miraculosas que ele realizou na terra durante sua primeira presença, muitas das quais no sábado, evidentemente mostram o que ele fará como “Senhor do sábado” para soerguer a humanidade à perfeição espiritual e física. (2 Ped. 3:8; Mat. 12:8; 1 Cor. 15:25-28; Luc. 13:10-17; Rev. 21:1-4) Assim, o sábado literal é “sombra das coisas vindouras, mas a realidade pertence ao Cristo”. — Col. 2:16, 17.

  • Sábado, Jornada De Um
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SÁBADO, JORNADA DE UM

      Veja JORNADA.

  • Sabático, Ano
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SABÁTICO, ANO

      Veja ANO SABÁTICO.

  • Sabedoria
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SABEDORIA

      Os termos básicos que significam sabedoria são o hebraico hhokhmáh (verbo, hhakhám) e o grego sophía, com suas formas relacionadas. Há também o termo hebraico tushiyáh, que pode ser traduzido “trabalho eficiente” ou “sabedoria prática”, e os termos gregos phrónimos e phrónesis (de phren, a “mente”), relacionados com “sensatez”, “discrição” ou “sabedoria prática”.

      Para o vocábulo hhokhmáh, os Commentaries on the Old Testament (Comentários Sobre o Velho Testamento; O Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, p. 230), de Keil e Delitzsch, fornecem o sentido básico de “solidez, compactação”, e descrevem-no como “conhecimento sólido do que é verdadeiro e certo”. O sentido bíblico de sabedoria, quer expresso pelo termo hebraico hhokhmáh, quer pelo grego sophía, dá ênfase ao são julgamento, baseado em conhecimento e entendimento; à capacidade de utilizar com êxito o conhecimento e o entendimento para equacionar problemas, evitar ou afastar perigos, atingir certos alvos ou aconselhar outros a fazê-lo. “A sabedoria é provada justa [“justificada”] por todos os seus filhos [ou, pelas suas obras].” (Luc. 7:35; Mat. 11:19, Int) É o oposto de tolice, estupidez e loucura, com as quais é amiúde contrastada. — Deut. 32:6; Pro. 11:29; Ecl. 6:8.

      A sabedoria subentende assim uma amplitude de conhecimento, e uma profundeza de entendimento, estas suprindo a solidez e a clareza de julgamento características da sabedoria. O sábio ‘entesoura conhecimento’, possui um fundo do qual pode retirá-lo. (Pro. 10:14) Ao passo que “sabedoria é a coisa principal”, o conselho é no sentido de que “com tudo o que adquirires, adquire compreensão [entendimento]”. (Pro. 4:5-7) O entendimento (termo amplo que com freqüência abrange o discernimento e a perspicácia) dá forças à sabedoria, contribuindo grandemente para a discrição e a previsão, que também são características notáveis da sabedoria. A discrição subentende a prudência, podendo ser expressa na cautela, no autodomínio, na moderação ou restrição. O “homem discreto [phrónimos]” constrói sua casa sobre a rocha, prevendo a possibilidade duma tempestade; o tolo edifica a dele sobre a areia e sofre o desastre. — Mat. 7:24-27.

      O entendimento fortalece a sabedoria de outras formas também. À guisa de exemplo, uma pessoa talvez obedeça a certo mandamento de Deus em virtude de reconhecer a justeza de tal obediência, e isto é sabedoria de sua parte. Mas, se tiver verdadeiro entendimento da razão de tal mandamento, do seu bom objetivo e dos benefícios advindos do mesmo, torna-se grandemente fortalecida a sua determinação de coração de continuar a seguir este proceder sábio. (Pro. 14:33) Afirma Provérbios 21:11 que “por se dar perspicácia ao sábio, ele obtém conhecimento”. O sábio valoriza a perspicácia (uma faceta do entendimento) e sente-se feliz de obter qualquer informação que lhe conceda uma visão mais clara das subjacentes circunstâncias, condições e causas dos problemas. Desta forma, ele “obtém conhecimento” quanto a como agir em relação ao assunto, sabe que conclusões tirar e o que é necessário para solucionar o problema existente. — Compare com Provérbios 9:9; Eclesiastes 7:25; 8:1; Ezequiel 28:3.

      A SABEDORIA DIVINA

      A sabedoria em sentido absoluto é encontrada em Jeová Deus, que é o “único sábio” neste sentido. (Rom. 16:27; Rev. 7:12) O conhecimento é a familiaridade com os fatos e, sendo o Criador, que é “de tempo indefinido a tempo indefinido” (Sal. 90:1, 2), Deus conhece tudo que se possa conhecer sobre o universo, a sua composição e seu conteúdo, sua história até o presente. As leis, os ciclos e os padrões físicos de que os homens dependem em suas pesquisas e em seus inventos, e sem os quais ficariam desvalidos, não tendo nada estável sobre o qual se alicerçar, são todos criados por Ele. (Jó 38:34-38; Sal. 104:24; Pro. 3:19; Jer. 10:12, 13) Logicamente, Seus padrões morais tornam-se ainda mais vitais para a estabilidade, o são julgamento e a vida humana bem-sucedida. (Deut. 32:4-6) Não existe nada fora do alcance de Seu entendimento. (Isa. 40:13, 14) Embora Deus possa permitir que surjam coisas que são contrárias a seus padrões justos, e até mesmo prosperem temporariamente, o futuro por fim cabe a Ele e se ajustará de forma precisa. à Sua vontade, e as coisas ditas por ele ‘terão êxito certo’. (Isa. 55:8-11; 46:9-11) Por todos estes motivos, é evidente que “o temor de Jeová é o início da sabedoria” — Pro. 9:10.

      “A sabedoria de Deus em segredo sagrado”

      A rebelião irrompida no Éden apresentou um desafio para a sabedoria de Deus. Seus meios sábios para pôr fim a tal rebelião, eliminar seus efeitos e restaurar a paz, a harmonia e a ordem correta em sua família universal constituíam um “segredo sagrado, a sabedoria escondida, que Deus predeterminou antes dos sistemas de coisas”, isto é, aqueles sistemas que se desenvolveram durante a história do homem fora do Éden. (1 Cor. 2:7) Seus contornos estavam contidos nos modos de Deus lidar com seus fiéis servos, e em suas promessas feitas a eles, durante muitos séculos; foram prefigurados e simbolizados no pacto da Lei feito com Israel, incluindo seu sacerdócio e seus sacrifícios, e foram indicados em inumeráveis profecias e visões.

      Por fim, depois de mais de 4.000 anos, a sabedoria desse segredo sagrado foi revelada em Jesus Cristo. (Efé. 1:8-11; Col. 1:26-28) Foram revelados a provisão de Deus do resgate para a salvação da humanidade obediente, e seu propósito de um governo do Reino, encabeçado por seu Filho, e capaz de pôr fim a toda a iniquidade. Visto que o grandioso propósito de Deus se alicerçava e se centralizava em seu Filho, Cristo Jesus “se tornou para nós [cristãos] sabedoria de Deus”. (1 Cor. 1:30) “Cuidadosamente ocultos nele se acham todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.” (Col. 2:3) Somente por intermédio dele, e pela fé nele — o “Agente Principal da vida” da parte de Deus — é que se pode obter salvação e vida. (Atos 3:15; João 14: 6; 2 Tim. 3:15) Por conseguinte, não existe verdadeira sabedoria que deixe de considerar a Jesus Cristo, que não baseie seu julgamento e suas decisões solidamente no propósito de Deus conforme revelado nele. — Veja Jesus Cristo (Seu Lugar Vital no Propósito de Deus).

      A SABEDORIA HUMANA — AMPLA OU LIMITADA, CARNAL OU ESPIRITUAL

      A sabedoria é personalizada no livro de Provérbios, sendo ali representada como uma mulher que convida as pessoas a receberem o que ela lhes tem a oferecer. Estes relatos, e textos afins mostram que a sabedoria é deveras um amálgama de muitas coisas: conhecimento, entendimento (incluindo a perspicácia e o discernimento), a faculdade de raciocínio, a experiência, a diligência, a argúcia (o contrário de ser crédulo ou bitolado [Pro. 14:15, 18]), e o julgamento correto. Mas, uma vez que a verdadeira sabedoria começa com o temor de Jeová Deus (Sal. 111:10; Pro. 9:10), tal sabedoria superior vai além da sabedoria comum e inclui o apego a elevados padrões, a manifestação da retidão e da justiça, e a aderência à verdade. (Pro. 1:2, 3, 20-22; 2:2-11; 6:6; 8:1, 5-12) Nem toda sabedoria se enquadra em tal sabedoria superior.

      A sabedoria humana nunca é absoluta, mas é relativa. O homem, através de seus próprios esforços, pode alcançar a sabedoria em escala limitada, embora ele tenha, em qualquer caso, de utilizar a inteligência com que Deus inicialmente dotou o homem (tendo Deus

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar