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SacerdoteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Jeová. (2 Crô. 23:1, 6; 24:2, 16; 26:17-20; 34: 14, 15; Zac. 3:1; 6:11) Por volta da época do ministério de Jesus e dos apóstolos, o sumo sacerdócio se havia tornado muito corrupto, mas havia muitos sacerdotes que tinham bons corações para com Jeová, conforme evidenciado pelo fato de que, não muito depois da morte de Jesus, “uma grande multidão de sacerdotes começou a ser obediente à fé”.— Atos 6:7.
OUTRAS APLICAÇÕES DO TERMO
Moisés, no Salmo 99:6, foi chamado de sacerdote, por causa de sua mediação e de ser designado para realizar o serviço de santificação do santuário, em que Arão e seus filhos foram empossados no sacerdócio. Moisés intercedeu a favor de Israel, invocando o nome de Jeová. (Núm. 14:13-20) A palavra “sacerdote” também foi ocasionalmente usada para indicar um “preposto” ou “ministro ou oficial principal”. Na lista dos principais oficiais que serviam sob o Rei Davi, o registro reza: “Quanto aos filhos de Davi, tornaram-se sacerdotes.” — 2 Sam. 8:18; compare com 2 Samuel 20:26; 1 Reis 4:5; 1 Crônicas 18;17.
O SACERDÓCIO CRISTÃO
Jeová prometera que, se Israel guardasse Seu pacto, eles se tornariam para Ele “um reino de sacerdotes e uma nação santa”. (Êxo. 19:6) No entanto, o sacerdócio da linhagem de Arão devia continuar somente até a vinda do sacerdócio maior que prefigurava. (Heb. 8:4, 5) Perduraria até o fim do pacto da Lei e a inauguração do novo pacto. (Heb. 7:11-14; 8:6, 7, 13) A oferta foi primeiramente feita de forma exclusiva a Israel, de se tornar os sacerdotes de Jeová, que serviriam no prometido arranjo do reino de Deus; com o tempo, tal oferta foi estendida aos gentios. — Atos 10:34, 35; 15:14; Rom. 10:21.
Apenas um restante dos judeus aceitou a Cristo, aquela nação, desta forma, deixando de prover os membros do verdadeiro reino de sacerdotes e da nação santa. (Rom. 11:7, 20) Devido à infidelidade de Israel, Deus os tinha avisado de antemão a respeito disto mediante seu profeta Oséias, séculos antes, dizendo-lhes: “Visto que tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei para que não me sirvas como sacerdote; e Visto que te estás esquecendo da lei de teu Deus, eu me esquecerei dos teus filhos, sim, eu.” (Osé. 4:6) De forma correspondente, Jesus disse aos líderes judaicos: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” (Mat. 21:43) Todavia, Jesus Cristo, estando sujeito à Lei enquanto estava na terra, reconhecia o sacerdócio arônico como vigorando, e orientou àqueles a quem ele curou de lepra a dirigir-se ao sacerdote e apresentar a oferta exigida. — Mat. 8:4; Mar. 1:44; Luc. 17:14.
No dia de Pentecostes do ano 33 EC, o pacto da Lei chegou ao fim e o ‘pacto melhor’, o novo pacto, foi inaugurado. (Heb. 8:6-9) Naquele dia, Deus manifestou tal mudança por derramar espírito santo. O apóstolo Pedro então explicou aos judeus presentes, dentre muitas nações, que sua única salvação residia então no arrependimento e na aceitação de Jesus Cristo. (Atos, cap. 2; Heb. 2:1-4) Mais tarde, Pedro falou de os edificadores judeus rejeitarem a Jesus Cristo como a pedra angular, e então disse aos cristãos: “Mas vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial’.” — 1 Ped. 2: 7-9.
Pedro explicou também que o novo sacerdócio é uma “casa espiritual, tendo por objetivo um sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus, por intermédio de Jesus Cristo”. (1 Ped. 2:5) Jesus Cristo é seu grande Sumo Sacerdote, e eles, como os filhos de Arão, constituem o sub- sacerdócio. (Heb. 3:1; 8:1) Todavia, diferente do sacerdócio arônico, que não tinha parte alguma na realeza — a realeza e o sacerdócio estão conjugados neste “sacerdócio real” de Cristo e de seus co-herdeiros. No livro bíblico de Revelação (Apocalipse), o apóstolo João menciona os seguidores de Jesus Cristo como ficando ‘soltos dos seus pecados por meio do próprio sangue dele’, e afirma que ele “fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai”. — Rev. 1:5, 6.
Este último livro da Bíblia também revela o número dos que constituem o conjunto de subsacerdotes. Apresenta-se aqueles a quem Jesus Cristo fez “um reino e sacerdotes para o nosso Deus” como entoando um novo cântico em que afirmam terem sido comprados com o sangue de Cristo. (Rev. 5:9, 10) Ademais, enumera-se os que entoam o novo cântico como sendo 144.000 pessoas ‘compradas dentre a humanidade como primicias para Deus e para o Cordeiro’. (Rev. 14:1-5) Por fim, mostra-se os subsacerdotes como sendo ressuscitados para o céu e juntando-se a Jesus Cristo em seu governo, tornando-se “sacerdotes de Deus e do Cristo” e reinando ‘como reis’ com Cristo durante seu reinado de mil anos. — Rev. 20:4, 6.
Por compararmos o sacerdócio de Israel e suas funções e benefícios para com o povo daquela nação (Heb. 8:5), podemos ter alguma idéia dos benefícios e das bênçãos a serem derivados pelo povo da terra do sacerdócio perfeito e eterno de Jesus Cristo e seu conjunto de subsacerdotes durante seu reinado conjugado sobre a terra por mil anos. Será seu privilégio ensinar a lei de Deus ao povo (Mal. 2:7), realizando o completo perdão de pecados à base do sacrifício resgatador do grande Sumo Sacerdote (administrando os benefícios do sacrifício de Cristo), e trazendo a cura de todas as enfermidades (Mar. 2:9-12; Heb. 9:12-14; 10:1-4, 10), diferençando entre o que é limpo (puro) e o que é impuro aos olhos de Deus, e removendo toda a impureza (Lev., caps. 13-15), julgando o povo em justiça e certificando-se de que a lei justa de Jeová seja
posta em vigor através da terra. — Deut. 17: 8-13.
Assim como a tenda de reunião no deserto era o local de Deus habitar com os homens, um santuário onde podiam aproximar-se dele, assim também a tenda de Deus estará de novo com a humanidade dum modo muito mais achegado, mais duradouro e mais proveitoso, em seu templo espiritual constituído de seu sacerdócio sagrado. (Rev. 21:3) Dispondo de tal sacerdócio real, o povo certamente será feliz assim como era Israel quando o reino e o sacerdócio funcionavam fielmente para com Deus, época durante a qual “Judá e Israel eram muitos, em multidões, iguais aos grãos de areia junto ao mar, comendo e bebendo, e alegrando-se” e morando “em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira”. — 1 Reis 4:20, 25.
SACERDOTES PAGÃOS
Às nações antigas possuíam sacerdotes através dos quais elas se acercavam de seus deuses. Tais homens eram reverenciados pelo povo e sempre detinham grande influência, em geral sendo parte da classe governante, ou sendo conselheiros achegados aos governantes. O sacerdócio era a classe mais instruída e, em geral, mantinha o povo em ignorância. Desta forma, conseguiam aproveitar-se da superstição do povo e de seu medo do desconhecido. No Egito, para exemplificar, o povo era levado a adorar o rio Nilo como deus, considerando seus sacerdotes como possuidores do controle divino sobre seus transbordamentos sazonais, de que dependiam as colheitas deles.
Este incentivo à supersticiosa ignorância colocava-se em contraste direto com o sacerdócio de Israel, que constantemente lia e ensinava á lei à nação inteira. Cada homem devia conhecer a Deus e sua lei. (Deut. 6:1-3) O próprio povo sabia ler e escrever, Jeová ordenando-lhe que escrevesse Seus mandamentos em seus portões e ombreiras das portas, e que lesse e ensinasse a Sua lei aos filhos deles. — Deut. 6:4-9.
PRÁTICAS REPULSIVAS DOS SACERDOTES PAGÃOS
Os sacerdotes egípcios dos dias de Moisés opunham-se a Moisés perante Faraó, tentando desacreditar Moisés e seu Deus, Jeová, pela prática da mágica. (Êxo. 7:11-13, 22; 8:7; 2 Tim. 3:8) Mas, viram-se forçados a curvar- se em derrota e humilhação. (Êxo, 8:18, 19; 9:11) Os adoradores de Moloque, de Amom, sacrificavam seus filhos e filhas por queimá- los no fogo. (1 Reis 11:5; 2 Reis 23:10; Lev. 18: 21; 20:2-5) Os adoradores de Baál, dentre os cananeus, seguiam esta mesma prática detestável, também realizavam a àutolaceração e ritos imorais lascivos, repulsivos. (Núm. 25: 1-3; 1 Reis 18:25-28; Jer. 19:5) Os sacerdotes de Dagom, o deus filisteu, e os sacerdotes babilônios de Marduque, Bel e Istar, praticavam a mágica e a adivinhação. (1 Sam. 6:2-9; Eze. 21:21; Dan. 2:2, 27; 4:7, 9) Todos eles adoravam imagens feitas de madeira, de pedra e de metal. Até mesmo o Rei Jeroboão, do reino de dez tribos de Israel, estabeleceu sacerdotes para dirigir a adoração dos bezerros de ouro e dos “demônios caprinos”, a fim de impedir que o povo se empenhasse na adoração verdadeira em Jerusalém. — 2 Crô. 11:15; 13:9.
SACERDOTES NÃO-AUTORIZADOS SÃO CONDENADOS POR DEUS
Jeová estava inalteravelmente oposto a todas estas formas e práticas, as quais, na realidade, constituíam a adoração dos demônios. (1 Cor. 10:20; Deut. 18:9-13; Isa. 8:19; Rev. 22:15) Sempre que tais deuses, ou o sacerdócio que os representava, desafiavam abertamente a Jeová, eram humilhados. (1 Sam. 5:1-5; Dan. 2:2, 7-12, 29, 30; 5:15) Amiúde, seus sacerdotes e seus profetas sofriam a morte. (Reis 18:40; 2 Reis 10:19, 25-28; 11:18; 2 Crô. 23:17) E visto que Jeová não reconhecia nenhum sacerdócio à parte do da casa de Arão, durante a existência do pacto da Lei, segue- se que aquilo que o cargo de Arão prefigurava, a saber, o sacerdócio de Jesus Cristo, que também é o Sumo Sacerdote maior segundo a maneira de Melquisedeque, é a única via de acesso a Jeová. (Atos 4:12; Heb. 4:14; 1 João 2:1, 2) Qualquer sacerdócio que se oponha a este Rei-Sacerdote ordenado por Deus, e a seu subsacerdócio, um templo ou santuário espiritual de Deus, deve ser evitado pelos verdadeiros adoradores de Deus. — Deut. 18:18, 19; Atos 3:22, 23; Rev. 18:4, 24; veja Sumo Sacerdote.
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Saco (Serapilheira)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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SACO (SERAPILHEIRA)
O vocábulo português “saco” se deriva do hebraico saq, significando um tecido rústico, empregado na fabricação de sacos ou sacas, tais como os que continham cereal. Era geralmente tecido de pêlo de cabrito duma cor escura. (Rev. 6:12; Isa. 50:3) A mesma palavra hebraica para “saco” é utilizada também para descrever os sacos ou sacolas feitas dele. — Gên. 42:25; Jos. 9:4.
Era a veste tradicional do pranto, e lemos primeiramente a respeito de seu emprego quando Jacó pranteava a suposta morte de seu filho José, pondo saco ou serapilheira em volta dos quadris. (Gên. 37:34; 2 Sam. 3:31) Em alguns casos, os pranteadores o usavam como assento ou para dormir sobre ele. (2 Sam. 21:10; Isa. 58:5; Joel 1:13) Os servos de Ben-Hadade, ao suplicarem diante de Acabe pela vida de seu rei, dirigiram-se para lá com serapilheira sobre os lombos e cordas sobre a cabeça. (1 Reis 20:31, 32) Por vezes, era usado rente à pele, com outras roupas por cima (Jó 16:15; Isa. 32:11; 1 Reis 21:27; 2 Reis 6:30), ao passo que, em outros casos, é possível que tenha sido simplesmente ‘cingido’ sobre a roupa de baixo. — Eze. 7:18; Joel 1:8.
Em resultado da pregação de Jonas, o rei de Nínive expediu um decreto para que todo o povo da cidade não só seguisse seu exemplo de cobrir-se de serapilheira, mas que até
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