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Epilepsia — seu conceito atualDespertai! — 1972 | 8 de fevereiro
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que possa fazer para pará-lo. Limpe a área ao redor da pessoa de modo a que não se fira, e não tente interferir com seus movimentos. Se sua boca estiver aberta, pode colocar um objeto macio, tal como um lenço limpo dobrado, entre os dentes laterais, de modo que não morda a língua. Mas, cuide de fazer isto de forma a não ficar com os dedos mordidos. E, quando terminar o ataque, pode estar ali ao seu lado e falar com a pessoa de modo calmo e encorajador.
Há pouca coisa mais que possamos fazer. Mas, felizmente, há alguém que pode fazer mais. Há dezenove séculos, Jesus Cristo mostrou seu poder de curar a epilepsia, e, como rei do reino de Deus, em breve exercerá tal poder em benefício de todos, inclusive dos epilépticos.
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Por que muitos não desejam mais o sacerdócio?Despertai! — 1972 | 8 de fevereiro
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Por que muitos não desejam mais o sacerdócio?
EM UM país após outro, a estória é quase a mesma. Grandes números de sacerdotes católico-romanos abandonam sua vocação, e as inscrições em seminários continuam a declinar. O período dos últimos sete anos viu cerca de 25.000 homens abandonarem as fileiras sacerdotais. Não há fim disso em vista. Eugene C. Bianchi; presidente da Sociedade dos Sacerdotes a Favor dum Ministério Livre, comentou: “Os sociólogos não prevêem a melhora no recrutamento nem a paralisação do êxodo das fileiras clericais.” Mas, por que surgiu tal situação?
Muitos são da opinião de que um fator é a aderência adamantina da hierarquia ao celibato compulsório para os sacerdotes. Crescente número de sacerdotes, especialmente os mais jovens, favorecem a abolição do celibato compulsório. Num congresso da Federação Nacional dos Conselhos de Sacerdotes em Baltimore, Maryland, EUA, de 14 a 18 de março de 1971, os delegados, por maioria de votos, adotaram a seguinte declaração: “Pedimos que a escolha entre o celibato e o casamento para os sacerdotes agora ativos no ministério seja permitida, e que a mudança vigore de imediato.”
Cerca de 90 por cento dos sacerdotes reunidos se colocaram desta forma declaradamente a favor duma posição contrária à encíclica Sacerdotalis Caelibatus (Celibato Sacerdotal), promulgada pelo Papa Paulo VI lá em 1967. Ao assim fazer, tais sacerdotes provavelmente estragaram suas oportunidades de obterem cargos mais altos na Igreja Católica. Por conseguinte, sua posição reflete fortes sentimentos e é bom índice dos sentimentos da ampla porcentagem dos sacerdotes. Calcula-se que tais sacerdotes, tendo em média trinta e nove anos, representavam mais de 60 por cento dos sacerdotes nos Estados Unidos.
Embora constitua decisivamente uma questão quente, a posição da hierarquia sobre o celibato sacerdotal não fornece todas as respostas quanto a por que muitos sacerdotes deixam sua vocação e menos homens se tornam sacerdotes. O celibato compulsório para sacerdotes tem estado em vigor por muitos séculos. Todavia, nunca antes tantos sacerdotes ergueram sua voz contra o mesmo. Até ‘sacerdotes que há apenas dois anos se opunham à idéia do celibato opcional mudaram de idéia.
É digno de nota que tais sacerdotes não objetam a algo ordenado na Bíblia. Com efeito, The Catholic Encyclopedia (Vol. III, p. 481, edição de 1908) admite:
“Não encontramos no Novo Testamento qualquer indício de o celibato ser compulsório, quer para os Apóstolos quer para aqueles a quem eles ordenaram.”
Comentando a orientação do apóstolo Paulo em 1 Timóteo 3:2, 12 e Tito 1:6, de que o ‘bispo’ ou ‘diácono’ devia ser “marido de uma só mulher”, esta obra (Vol. III, p. 483) declara:
“Estes trechos parecem fatais para qualquer contenção de que o celibato se tornou obrigatório ao clero desde o início, mas, por outro lado, o desejo do Apóstolo, de que os outros homens fossem como ele mesmo (I Cor., vii, 7-8, . . .) exclui a inferência de que ele queria que todos os ministros do Evangelho fossem casados. As palavras, sem dúvida, significam que o candidato apropriado era um homem que, entre outras qualidades que São Paulo enuncia como provavelmente tornando respeitada a sua autoridade, possuísse também tal estabilidade de caráter que era demonstrada, naqueles dias de divórcio freqüente, por permanecer fiel a uma só esposa.
“Estrênua tentativa tem sido deveras feita por alguns escritores, dentre os quais o finado Professor Bickell foi o mais destacado, de provar que até mesmo nesta data primitiva a Igreja exigia o celibato de todos os seus ministros dos graus mais elevados. Mas, o conceito oposto, representado por eruditos tais como Funk e Kraus, parecem estar bem melhor alicerçados e tem obtido aceitação geral nos anos recentes.”
Dessatisfação com o Sistema
De maneira que os sacerdotes que se expressam contra o celibato compulsório realmente mostram que não estão satisfeitos com o sistema atual que se baseia na tradição. E, seria de parecer que aqueles que, ou não consideram o sacerdócio como possível vocação, ou o colocam de lado, não estão convictos de que o sistema prevalecente é o melhor para eles. Caso tivessem genuíno desejo de servira outros e cressem firmemente que ser um sacerdote, segundo os padrões atuais, era a melhor forma de satisfazer tal desejo, sem dúvida se tornariam ou permaneceriam sendo sacerdotes. É digno de nota que um estudo recente revela que muitos dos problemas dos clérigos católicos se centralizam no descontentamento com o arranjo atual — diferenças com os superiores, liderança inadequada, falta de apoio dos colegas sacerdotes, e desapontamento com a posição tomada pela Igreja em certas questões morais.
A fé e a crença definitivamente fazem parte do quadro. Este aspecto foi sublinhado na revista católica Commonweal. Em seu número de 13 de fevereiro de 1970, foram tecidas as seguintes observações:
“A questão das vocações é, realmente, apenas uma manifestação duma crise maior de fé e crença, de credibilidade institucional e de crescente convicção de que o sacerdócio não é uma carreira mais supremamente útil do que muitas outras. . . .
“A mudança nas leis do celibato faria retornar à ‘ortodoxia’ muitos sacerdotes que saíram para casar-se, mas nem todos ou sequer a maior parte destes homens.
“E é extremamente duvidoso que influenciasse de forma destacada a geração que agora faz sua decisão quanto à vida. O sacerdócio lhes poderia oferecer os privilégios de Brigham Young [a poligamia], e ainda haveria a questão da fé e da crença.
“É isto que deve complicar ‘e posição de Roma. Poderia alterar as leis do celibato amanhã, e as dificuldades básicas ainda existiriam, ainda ficariam sem solução. Simplesmente não existe panacéia, nenhum remédio para a moléstia geral da igreja.
“De certo modo, isso torna mais fácil ver-se por que Roma deve apegar-se as velhas tradições. As leis do celibato clamam por mudança, mas o que se obterá pela mudança no momento, exceto, talvez, o julgamento cínico de que Roma age sob pressão do interesse próprio institucional?”
Mas, por que é que, depois de séculos de existência, a Igreja Católica Romana não consegue agora instilar a fé e a crença necessárias para que alguém se torne ou permaneça sendo sacerdote? Poder-se-ia dar que a Igreja Católica
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