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  • Sacerdotes dizem o que está errado com o celibato
    A Sentinela — 1971 | 1.° de janeiro
    • da responsabilidade pela situação na nossa cultura de idéias, ainda amplamente corrente, de que o cristianismo considera o sexualismo como algo especialmente manchado pelo mal.”

      Mas o que influenciou Agostinho a rebaixar o casamento e o sexo? Sacerdotes tais como John O’Brien dizem que foi porque Agostinho havia vivido com uma moça fora dos laços maritais por uns onze anos. Também o professor de direito, católico, John T. Noonan observa: “Em vista desta experiência de relações sexuais, com sentimentos culpados, numa união quase que permanente, Agostinho acreditava que não havia nada de racional, espiritual, sacramental no próprio ato das relações.” — “Why Priests Leave” (1969).

      Os sacerdotes dizem, por isso, que a lei do celibato se funda numa base errada. O conceito não-bíblico e errôneo sobre o sexo e o casamento contribuiu para a sua adoção.

      MAUS FRUTOS

      Não deve surpreender, pois, que uma lei não-bíblica, fundada em base errada, produza maus frutos. Muitos sacerdotes apontam para estes frutos quando falam sobre o que está errado com o celibato obrigatório. Observam que a Igreja Católica permite e até mesmo tolera a fragrante conduta errada da parte de sacerdotes, desde que os sacerdotes não se casem.

      Edward Frank Henriques serviu como sacerdote católico por dezesseis anos, antes de se casar e de abandonar o sacerdócio. Ele observa:

      “Não é significativo que a Lei Canônica não impõe nenhuma punição por diversões extraparoquiais, tais como a fornicação, o adultério, a sodomia, e fragrante promiscuidade, clericais, ou qualquer outra forma de aberração sexual, nem mesmo pelo concubinato contínuo e prolongado, mas apenas por ‘cometer’ o casamento? Este é um crime imperdoável. Quantas vezes ouvi sacerdotes dizer — e, para a minha vergonha, eu mesmo o disse — faça o que quiser, mas não se case com ela!”

      Joseph Blenkinsopp, que serviu de modo destacado como erudito católico, contribuindo para a “Bíblia de Jerusalém” e o “Comentário Bíblico Jerônimo”, indicou exemplos comuns de conduta errada. Ele disse:

      “Conheci pessoalmente sacerdotes no trabalho paroquial num país latino-americano, que tomavam regularmente moças para o fim-de-semana, mas que nem teriam sonhado em renunciar à prática de seu ministério. Lembro-me de que um deles raciocinava esplendidamente, mas ficou surpreso quando perguntei sobre o efeito disso nas moças índias em questão. . .

      “Parece claro, não só por causa das experiências recentes, mas de toda a história da Igreja, que o ‘dom’ do celibato é de ocorrência muito mais rara do que as declarações oficiais parecem dar a entender.”

      Esta é a admissão dos que estão mais próximos da situação. Por exemplo, o sacerdote católico Peter Riga serviu como professor de teologia em Notre Dame e ensinou no St. Mary’s College, na Califórnia. Admitiu que as transgressões sexuais dos que se comprometeram a levar uma vida de celibato são “maciças”, e não poucas, como se apresenta oficialmente. Salientando a desonestidade das autoridades eclesiásticas que glorificam as virtudes do celibato obrigatório, ele explica:

      “A honestidade demandaria a evidência contraposta dos inúmeros membros do clero que sistematicamente resolveram as suas dificuldades nesta questão, indo desde o franco concubinato até o casamento legal, amantes, amásias e encontros platônicos. E não devemos incluir as formas diluídas do homossexualismo e as outras formas de expressões sexuais nocivas nos seminários e nas casas religiosas, para as quais há demasiada evidência deprimente disponível? Não se dar publicidade a estes fenômenos amplamente difundidos, e a lealdade do rabanho compreensivo, que fecha os olhos aos casos individuais e os subtrai da notoriedade, não é desculpa para se adulterar intencionalmente o sistema do jogo e se desconsiderar a evidência em contrário.” — “Married Priests and Married Nuns” (1968).

      Confrontados com tal situação na igreja, o que fazem muitos sacerdotes? O sacerdote Riga indicou “os milhares de casos de sacerdotes mais coerentes e retos” que abandonam o sacerdócio. Em 1968, calculou-se que 2.700 deles o abandonaram, só nos Estados Unidos! Assim, a Igreja Católica, disse Riga, “não está perdendo seus filhos piores, mas os seus melhores”.

      O superior duma comunidade de sacerdotes da costa oriental dos Estados Unidos lamentou os efeitos desta partida em massa. Ele disse: “Acho também que as personalidades pervertidas no sacerdócio se destacarão de modo mais claro nas fileiras minguantes, . . . Eu sou um dos muitos que não esperam terminar a vida no meio de personalidades deturpadas.”

      Pode culpar os sacerdotes por desistirem? Quando uma organização religiosa se apega a práticas não-bíblicas, não deve qualquer pessoa temente a Deus querer abandonar aquela organização? Muitos o fazem agora.

  • Juízes e conselheiros da sociedade duma nova ordem
    A Sentinela — 1971 | 1.° de janeiro
    • Juízes e conselheiros da sociedade duma nova ordem

      “Vou novamente trazer de volta juízes para ti, como no princípio, e conselheiros para ti, como no início. Depois serás chamada Cidade de Justiça, Vila Fiel.” — Isa. 1:26.

      1. Qual era a situação em Israel no tempo de Isaías, e a que levou ela? Quando se lhes restabeleceram os juízes?

      QUANDO Deus falou as palavras acima citadas por meio do profeta Isaías à nação de Israel, no oitavo século A. E. C., esta era uma nação que vivia sob a lei Dele, mas era difícil conseguir justiça, e a injustiça prevalecia desenfreadamente no país. (Isa. 1:23) Isto resultou por fim num colapso tão grande, que Deus permitiu que o reino das dez tribos de Israel fosse ao cativeiro dos assírios. Mais tarde, o reino meridional de Judá e Benjamim foi levado ao exílio pelo Rei Nabucodonosor de Babilônia. Deus restabeleceu seu povo em 537 A. E. C., após o decreto de Ciro, rei da Pérsia e conquistador de Babilônia, libertando os judeus. Mas a nação piorou outra vez, seus juízes tornando-se corrutos. — Mat. 23:23; Luc. 20:47.

      2. Como restabeleceu Deus juízes justos no sentido mais pleno e mais importante?

      2 Num sentido mais pleno e mais importante, Deus cumpriu a sua promessa, de restabelecer juízes justos e causar verdadeira aderência às suas leis justas, com o estabelecimento da congregação cristã. No primeiro século E. C., durante a vida dos doze apóstolos, fez-se que a lei de Deus se destacasse na sua plena clareza e pureza. Os designados como superintendentes da congregação cristã eram homens justos, dirigidos pelo espírito santo de Deus. O próprio Jesus Cristo designou todos os juízes primários entre eles, a saber, os apóstolos fiéis. (Mar. 3:14; Atos 9:15) Estes juízes e conselheiros dirigiam a congregação de modo próspero e bem sucedido. Por exemplo, lemos em Atos 16:4, 5: “Ora, enquanto viajavam através das cidades, entregavam aos que estavam ali, para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e homens mais maduros, que estavam em Jerusalém. Portanto, as congregações continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia.”

      “DÁDIVAS EM HOMENS”

      3. O que fizeram as “dádivas em homens” para a congregação?

      3 Deus selecionou também homens adicionais

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