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SacerdoteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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posta em vigor através da terra. — Deut. 17: 8-13.
Assim como a tenda de reunião no deserto era o local de Deus habitar com os homens, um santuário onde podiam aproximar-se dele, assim também a tenda de Deus estará de novo com a humanidade dum modo muito mais achegado, mais duradouro e mais proveitoso, em seu templo espiritual constituído de seu sacerdócio sagrado. (Rev. 21:3) Dispondo de tal sacerdócio real, o povo certamente será feliz assim como era Israel quando o reino e o sacerdócio funcionavam fielmente para com Deus, época durante a qual “Judá e Israel eram muitos, em multidões, iguais aos grãos de areia junto ao mar, comendo e bebendo, e alegrando-se” e morando “em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira”. — 1 Reis 4:20, 25.
SACERDOTES PAGÃOS
Às nações antigas possuíam sacerdotes através dos quais elas se acercavam de seus deuses. Tais homens eram reverenciados pelo povo e sempre detinham grande influência, em geral sendo parte da classe governante, ou sendo conselheiros achegados aos governantes. O sacerdócio era a classe mais instruída e, em geral, mantinha o povo em ignorância. Desta forma, conseguiam aproveitar-se da superstição do povo e de seu medo do desconhecido. No Egito, para exemplificar, o povo era levado a adorar o rio Nilo como deus, considerando seus sacerdotes como possuidores do controle divino sobre seus transbordamentos sazonais, de que dependiam as colheitas deles.
Este incentivo à supersticiosa ignorância colocava-se em contraste direto com o sacerdócio de Israel, que constantemente lia e ensinava á lei à nação inteira. Cada homem devia conhecer a Deus e sua lei. (Deut. 6:1-3) O próprio povo sabia ler e escrever, Jeová ordenando-lhe que escrevesse Seus mandamentos em seus portões e ombreiras das portas, e que lesse e ensinasse a Sua lei aos filhos deles. — Deut. 6:4-9.
PRÁTICAS REPULSIVAS DOS SACERDOTES PAGÃOS
Os sacerdotes egípcios dos dias de Moisés opunham-se a Moisés perante Faraó, tentando desacreditar Moisés e seu Deus, Jeová, pela prática da mágica. (Êxo. 7:11-13, 22; 8:7; 2 Tim. 3:8) Mas, viram-se forçados a curvar- se em derrota e humilhação. (Êxo, 8:18, 19; 9:11) Os adoradores de Moloque, de Amom, sacrificavam seus filhos e filhas por queimá- los no fogo. (1 Reis 11:5; 2 Reis 23:10; Lev. 18: 21; 20:2-5) Os adoradores de Baál, dentre os cananeus, seguiam esta mesma prática detestável, também realizavam a àutolaceração e ritos imorais lascivos, repulsivos. (Núm. 25: 1-3; 1 Reis 18:25-28; Jer. 19:5) Os sacerdotes de Dagom, o deus filisteu, e os sacerdotes babilônios de Marduque, Bel e Istar, praticavam a mágica e a adivinhação. (1 Sam. 6:2-9; Eze. 21:21; Dan. 2:2, 27; 4:7, 9) Todos eles adoravam imagens feitas de madeira, de pedra e de metal. Até mesmo o Rei Jeroboão, do reino de dez tribos de Israel, estabeleceu sacerdotes para dirigir a adoração dos bezerros de ouro e dos “demônios caprinos”, a fim de impedir que o povo se empenhasse na adoração verdadeira em Jerusalém. — 2 Crô. 11:15; 13:9.
SACERDOTES NÃO-AUTORIZADOS SÃO CONDENADOS POR DEUS
Jeová estava inalteravelmente oposto a todas estas formas e práticas, as quais, na realidade, constituíam a adoração dos demônios. (1 Cor. 10:20; Deut. 18:9-13; Isa. 8:19; Rev. 22:15) Sempre que tais deuses, ou o sacerdócio que os representava, desafiavam abertamente a Jeová, eram humilhados. (1 Sam. 5:1-5; Dan. 2:2, 7-12, 29, 30; 5:15) Amiúde, seus sacerdotes e seus profetas sofriam a morte. (Reis 18:40; 2 Reis 10:19, 25-28; 11:18; 2 Crô. 23:17) E visto que Jeová não reconhecia nenhum sacerdócio à parte do da casa de Arão, durante a existência do pacto da Lei, segue- se que aquilo que o cargo de Arão prefigurava, a saber, o sacerdócio de Jesus Cristo, que também é o Sumo Sacerdote maior segundo a maneira de Melquisedeque, é a única via de acesso a Jeová. (Atos 4:12; Heb. 4:14; 1 João 2:1, 2) Qualquer sacerdócio que se oponha a este Rei-Sacerdote ordenado por Deus, e a seu subsacerdócio, um templo ou santuário espiritual de Deus, deve ser evitado pelos verdadeiros adoradores de Deus. — Deut. 18:18, 19; Atos 3:22, 23; Rev. 18:4, 24; veja Sumo Sacerdote.
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Saco (Serapilheira)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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SACO (SERAPILHEIRA)
O vocábulo português “saco” se deriva do hebraico saq, significando um tecido rústico, empregado na fabricação de sacos ou sacas, tais como os que continham cereal. Era geralmente tecido de pêlo de cabrito duma cor escura. (Rev. 6:12; Isa. 50:3) A mesma palavra hebraica para “saco” é utilizada também para descrever os sacos ou sacolas feitas dele. — Gên. 42:25; Jos. 9:4.
Era a veste tradicional do pranto, e lemos primeiramente a respeito de seu emprego quando Jacó pranteava a suposta morte de seu filho José, pondo saco ou serapilheira em volta dos quadris. (Gên. 37:34; 2 Sam. 3:31) Em alguns casos, os pranteadores o usavam como assento ou para dormir sobre ele. (2 Sam. 21:10; Isa. 58:5; Joel 1:13) Os servos de Ben-Hadade, ao suplicarem diante de Acabe pela vida de seu rei, dirigiram-se para lá com serapilheira sobre os lombos e cordas sobre a cabeça. (1 Reis 20:31, 32) Por vezes, era usado rente à pele, com outras roupas por cima (Jó 16:15; Isa. 32:11; 1 Reis 21:27; 2 Reis 6:30), ao passo que, em outros casos, é possível que tenha sido simplesmente ‘cingido’ sobre a roupa de baixo. — Eze. 7:18; Joel 1:8.
Em resultado da pregação de Jonas, o rei de Nínive expediu um decreto para que todo o povo da cidade não só seguisse seu exemplo de cobrir-se de serapilheira, mas que até mesmo os ‘animais domésticos’ fossem cobertos com ela. — Jonas 3:6-8.
Os profetas hebraicos vestiam-se, vez por outra, de saco, ou serapilheira, em harmonia com as mensagens de aviso e as convocações ao arrependimento que eram comissionados a proferir, ou quando oravam com expressões de arrependimento em favor do povo. (Isa. 20:2; Dan. 9:3; compare com Revelação 11:3.) Era o traje usado pelo rei e pelo povo em ocasiões de grande crise, ou ao receberem notícias calamitosas. — 2 Reis 19:1; Isa. 15:3; 22:12.
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Sacola De PastorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SACOLA DE PASTOR
Veja ALFORJE.
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SacrifícioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SACRIFÍCIO
Veja OFERTAS; RESGATE (REDENÇÃO).
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SacuteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SACUTE
[barraca; literalmente, Sikkúth (segundo o Texto Massorético), o nome recebendo propositalmente os pontos vocálicos para corresponder à palavra hebraica shiqqúts (coisa repugnante)]. Tratava-se possivelmente duma deidade astral, conforme sugerido por “Sacute” ser colocado em paralelismo com a frase “a estrela de vosso deus”. (Amós 5:26) Talvez Sacute deva ser identificado com “Sakkut”, esta sendo a designação babilônica para Saturno (um deus-estrela). No entanto, na Septuaginta, a expressão “Sacute, vosso rei”, reza “a tenda de Moloque”, e Estêvão, que provavelmente citou a Septuaginta, também empregou as palavras “a tenda de Moloque”. (Atos 7:43; veja ABV.) Isto sugere que “Sacute” pode ser entendido como indicando um santuário, uma tenda ou barraca portátil, na qual se alojava a imagem de Moloque. — Veja ASTRÓLOGOS.
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SadraqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SADRAQUE
[possivelmente uma corruptela de “Marduque”, ou, talvez, “ordem de Aku (deus-lua sumério)”]. O nome babilônio dum exilado judeu que foi elevado a uma alta posição no governo da cidade de Babilônia. Sadraque, Mesaque e Abednego, os três companheiros de Daniel, são sempre mencionados juntos, e Sadraque é sempre alistado em primeiro lugar, talvez por causa de seus correspondentes nomes hebraicos, Hananias, Misael e Azarias, sempre aparecerem em ordem alfabética, segundo os caracteres hebraicos. Seus nomes babilônicos lhes foram dados depois de terem sido levados para a cidade de Babilônia. Ali receberam treinamento, visto que se observou que eram jovens sem defeitos físicos, de boa aparência e inteligentes. No fim de três anos de estudos, verificou-se que Sadraque, Mesaque e Abednego eram dez vezes melhores do que os sábios da cidade de Babilônia. Por certo, eles tinham a bênção de Jeová, a qual, por sua vez, sem dúvida, devia-se à recusa firme, da parte deles, de poluir-se com as iguarias babilônicas. (Dan. 1:3-20) A designação deles que se registra a seguir foi para a administração do distrito jurisdicional de Babilônia. (Dan 2:49) Eles perderam temporariamente o favor do rei quando recusaram curvar-se diante da grande imagem erigida por ele, mas, depois que Jeová os retirou da fornalha ardente sem nenhum dano, foram restaurados à sua posição anterior. — Dan. 3:1-30.
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SaduceusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SADUCEUS
Uma destacada seita religiosa do judaísmo, ligada ao sacerdócio. (Atos 5:17) Não se sabe a época exata em que surgiram os saduceus como seita religiosa. A primeira menção histórica nominal deles aparece nos escritos de Josefo, que indicam que eles se opunham aos fariseus na última metade do século II AEC. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro XIII, cap. X, par. 6] Josefo também provê informações a respeito dos ensinos deles. No entanto, existem dúvidas quanto a se a sua apresentação é inteiramente factual. Diferentes dos fariseus, afirma Josefo, os saduceus negavam os caprichos da sorte, sustentando que um indivíduo, por suas próprias ações, era o único responsável pelo que lhe acontecesse. (Antiquities of the Jews, Livro XIII, cap. V, par. 9) Rejeitavam as muitas tradições orais observadas pelos fariseus, e também a crença farisaica na imortalidade da alma e nas futuras punições ou recompensas no Hades. Ao lidarem uns com os outros, os saduceus eram um tanto rudes. Dizia-se que eram litigiosos. De acordo com Josefo, seus ensinos atraíam ‘os ricos’. — Antiquities of the Jews, Livro XIII, cap. X, par. 6; Livro XVIII, cap. I, par. 4; Wars of the Jews (Guerras Judaicas), Livro II, cap. VIII, par. 14.
Conforme indicado por João, o Batizador, os saduceus precisavam produzir frutos apropriados ao arrependimento. Isto acontecia porque eles, semelhantes aos fariseus, tinham deixado de observar a Lei de Deus. (Mat. 3:7, 8) O próprio Cristo Jesus comparou o ensino corrompedor deles a fermento. — Mat. 16:6, 11, 12.
Com referência às suas crenças religiosas, Atos 23:8 declara: “Os saduceus dizem não haver nem ressurreição, nem anjo, nem espírito, mas os fariseus declaram publicamente todos estes.” Foi em conexão com a ressurreição e o casamento com o cunhado que um grupo de saduceus tentou confundir Cristo Jesus. Mas ele os silenciou. Por referir-se à Lei, à qual os saduceus professavam aceitar, Jesus refutou a contenção deles de que não havia ressurreição. (Mat. 22:23-34; Mar. 12:18-27; Luc. 20:27-40) Mais tarde, o apóstolo Paulo, quando se achava perante o Sinédrio, dividiu esse mais elevado tribunal judaico por lançar os fariseus contra os saduceus. Isto se tornou possível graças às diferenças religiosas existentes entre eles. — Atos 23:6-10.
Embora religiosamente divididos, os saduceus juntaram-se aos fariseus no empenho de tentar Jesus por solicitar-lhe um sinal (Mat. 16:1), e ambos os grupos estavam unidos em sua oposição a ele. A evidência bíblica indica que os saduceus tiveram uma parte destacada em procurar causar a morte de Jesus. Os saduceus
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