Faça tudo do modo de Jeová
“Quando vos desviardes para a direita, e quando vos desviardes para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atras de it uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.” — Isa. 30:21.
1. Como podemos chegar a conhecer a Deus? E que perguntas exigem resposta?
SÓ POR chegarmos a conhecer a Jeová, o Grande Dador da vida, é que podemos ter esperança de vida eterna. Precisamos conhecer as suas orientações para nós, o que é que ele exige de nós e qual o caminho que ele quer que tomemos. Foi por isso que o salmista Davi disse: “Ensina-me, Jehovah, o teu caminho, e conduze-me por uma vereda plana.” (Sal. 27:11) Embora para muitos os caminhos de Jeová sejam obscuros e desconcertantes, para aquele que sincera e humildemente busca o conhecimento, o caminho de Deus torna-se um caminho plano e claramente indicado para seguir. Podemos indagar de Jeová por fazer um exame do universo e do mundo em que vivemos, e vemos que Jeová é um Deus criativo, um Deus de poder ilimitável, um Deus de sabedoria e de conhecimento. Mas, qual é o seu nome? Qual é o destino do homem? Por que continuam na terra as dificuldades e a infelicidade? Procedem estas coisas de Deus? As respostas a tais perguntas sobre o caminho que está diante de nós podemos encontrar apenas por recorrermos à sua Palavra revelada, a Bíblia.
2. (a) Que espécie de Deus é Jeová? (b) Que atitude devemos adotar?
2 Jeová, por meio de sua Palavra, revela-se a nós como o Todo-poderoso, o Dominador do universo, todo-poderoso, no entanto misericordioso, amoroso e bondoso. Além de ser um Deus criativo, um Deus de ação e de trabalho, verifica-se que guarda acuradamente o tempo, conforme revelado na profecia divina. (Ecl. 3:17) Ele não é um Deus que esconde de nós os seus caminhos, que deseja permanecer oculto dos homens, mas, antes, ele deseja que conheçamos tanto a ele como aquilo que ele exige de nós para ganharmos a vida eterna. Conforme Pedro diz: “[Ele] é paciente convosco, porque não deseja que alguns sejam destruídos, mas deseja que todos alcancem o arrependimento.” (2 Ped. 3:9, NM) Portanto, ao passo que tentamos aprender de Jeová, ele nos ajudará e nos orientará para o caminho certo, quando nos desviarmos para a direita ou para a esquerda. A nossa, atitude deve ser a de um filho para com seus pais, pedindo entendimento e seguindo a orientação correta que recebemos. Assim como o filho tenta imitar o seu pai e sua mãe, assim devemos nós imitar de perto os princípios corretos de Jeová e da sua organização-esposa. Ao fazermos isso, verificaremos que o caminho de Jeová não é somente uma vereda plana, um caminho desobstruído o qual devemos seguir, mas também um caminho de justiça. Neste respeito, a Tradução do Novo Mundo mostra que a oração de Davi em Salmo 27:11 reza: “Instrui-me, ó Jeová, no teu caminho, e guia-me na vereda da, retidão por causa dos meus adversários.”
3. Por que é sábio confiarmos em Jeová?
3 Jeová, como nosso Criador, sabe o que é nos nossos melhores interesses. Seu ponto de vista é muito mais alto e mais elevado do que o nosso. Ele se acha na situação de ver as armadilhas e os perigos muito antes de nós os vermos. A sua sabedoria não se baseia na sabedoria e experiência limitada que os homens podem acumular em apenas cinqüenta anos e pouco, mas na sabedoria divina dos séculos. Portanto, Jeová Deus assume corretamente a posição como nosso Juiz, nosso Legislador e nosso Rei. Nós, como seus inferiores, dependentes de Jeová quanto à vida, devemos certamente tomar vivo interesse em agradar-lhe por fazer tudo do seu modo. Podemos fazer isso com a confiança de que Jeová nos dirigirá num caminho que não só trará bênçãos para nós, mas também honra para o seu nome. Este deve ser o nosso objetivo na vida, que de algum modo possamos servir ativamente a nosso Deus e honrá-lo. Segundo nos diz o Salmo 23: “Jehovah é o meu pastor; . . . Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.” Faremos bem em seguir voluntariamente esta liderança, sob a direção do Grande Pastor, assim como as ovelhas seguem a direção sábia e segura dum pastor. Conforme diz Provérbios 3:5-7: “Confia, de todo o teu coração, em Jehovah, e não te estribes no teu proprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e elle endireitará as tuas veredas. Não sejas sabio aos teus proprios olhos; teme a Jehovah, e aparta-te do mal.”
4. Como podemos saber o que o futuro tem em reserva?
4 Muitos acham que enquanto levam uma vida boa, desviando-se do mal, estarão no caminho de Jeová, e que só isso é necessário. No entanto, talvez tenham pouquíssimo conhecimento bíblico. Quando interrogados sobre o futuro e sobre o propósito de Deus para com a terra para os homens de fé, eles respondem: ‘Deus é que sabe.’ É verdade que Deus sabe, mas ele dá também este conhecimento aos que o desejam. Amós 3:7 assegura-nos: “Certamente o Senhor Jehovah não fará cousa alguma, sem revelar o seu segredo aos seus servos, os prophetas.” Jeová revelou os seus propósitos ao seu povo por meio das páginas da sua Palavra. Uma das muitas passagens que falam do futuro da terra acha-se no Salmo 37:11, que diz: “Mas os mansos é que possuirão a terra e terão grande deleite na abundância de paz.” (NM) Esta informação se acha registrada para a nossa leitura e estudo, para que saibamos o propósito de Jeová.
5. Basta levar uma vida boa para agradar a Deus?
5 Jesus reconheceu que levar simplesmente uma vida boa não era absolutamente tudo o que Deus, exigia dele; senão ele teria continuado a levar a vida tranqüila que tivera como carpinteiro até os trinta anos de idade. Ele sabia que o serviço pessoal prestado ao Criador era também parte de fazer as coisas do modo de Jeová, e nisto ele nos deu o modelo. Por seguirmos a sua liderança, obtemos entendimento da Palavra de Deus e a grande felicidade em resultado de o servirmos. Provérbios 3:13-18 comenta isso por dizer: “Feliz é o homem que achou a sabedoria, e o homem que obtém discernimento . . . Longura de dias está na sua mão, direita . . . Seus caminhos são caminhos aprazíveis, e todas as suas estradas são paz. Ela é árvore de vida para os que se apoderam dela, e os que se apegam a ela devem ser chamados felizes.” (NM) Deus não tem o propósito de limitar esta felicidade de ser conhecido a uma classe clerical, mas ela se acha disponível a todo aquele que busca a verdadeira sabedoria e o verdadeiro entendimento pelo estudo da Bíblia. Requer esforço da nossa parte entendê-la e apropriar-nos dela, mas, se o fizermos e se continuarmos a apegar-nos a ela, seremos felizes.
6. Acreditava Jesus que havia muitos modos de servir a Deus?
6 Jeová não nos proveu muitos modos de o servirmos, segundo o capricho ou a extravagância da pessoa, algo que se adapte às inclinações pessoais da pessoa. Está Deus obrigado a agradar aos homens? Não somos antes nós, de direito, os servos de nosso Criador? Não podemos seguir cegamente as nossas próprias inclinações e esperar encontrar a vereda agradável a Deus. Para onde quer que olhemos, vemos outra religião, alguma filosofia diferente, outra teoria sobre a vida. Muitas pessoas crêem complacentemente que qualquer modo de adoração está direito e que todos receberemos a mesma recompensa. Mas isto não é o que Jesus ensinou. Ele nos diz em Mateus 7:13, 14 (NM): “Larga e, espaçosa é a estrada que leva à destruição, e muitos são os que entram por ela; enquanto estreito é o portão e apertada a estrada que leva à vida, e poucos são os que a acham.” Que isto não se refere apenas aos descrentes ou ao paganismo é evidente do seu comentário adicional: “Nem todo o que me disser: ‘Mestre, Mestre’, entrará no reino dos céus, mas sim aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mat. 7:21 NM) Jesus fez um comentário adicional com referência aos líderes religiosos dos seus dias: “Toda a planta que meu Pae celestial não plantou, será arrancada pela raiz. Deixae-os; são cegos, guias de cegos Se um cego guiar outro cego, cahirão ambos no barranco.” Se desejamos evitar a cova da destruição, precisamos manter os nossos olhos abertos ao caminho que Jeová nos indica. Este não é o caminho da crença religiosa dividida, nem o da filosofia humana, mas o caminho da verdade e a vereda de retidão de Jeová. — Mat. 15:13, 14.
7. Compare o proceder de Caim com o de Abel.
7 Os homens, durante os séculos, foram sempre confrontados por uma escolha. Para tomarmos a vereda que Jeová indica, Jeremias insta que perguntemos pelas antigas veredas da verdadeira adoração. Embora estas veredas tenham sido tomadas pelos homens há séculos atrás, as coisas que Jeová requer de nós quanto aos princípios justos, e a devoção exclusiva não têm mudado. Abel provou que era homem de fé que fazia as coisas do modo de Jeová e assim obteve a Sua aprovação. O relato de sua adoração mostra que só por alguém ser religioso, não significa que tenha encontrado o caminho certo. Tanto Caim como Abel ofereceram sacrifícios, ambos estando aparentemente devotados ao mesmo Deus, mas Abel ofereceu o seu sacrifício do modo de Jeová. Mesmo quando Caim viu que o seu próprio não era aceitável, negou-se a mudar, mas procedeu inteiramente contrário ao modo de Jeová por matar o seu irmão. Em vez de andar humildemente com o seu Deus, Caim rebelou-se e tornou-se fugitivo errante, lançado fora de sua própria família. — Heb. 11:4; Gên. 4:1-16.
8. Há necessidade de grande instrução ou de posição para se praticar a adoração aceitável?
8 Séculos depois, dois homens se achavam confrontados pela questão da adoração correta. Ambos eram altamente instruídos na sabedoria do mundo, mas apenas um deles reconheceu a sabedoria superior de fazer as coisas do modo de Jeová. Quando se apresentou a Faraó a questão da liberdade de adoração, ele a rejeitou, gritando: ‘Quem é Jeová, para eu deixar ir o seu povo?’ Seu coração se endureceu, a sua mente se fechou ao pedido de Moisés, de um tempo para a devoção religiosa. Faraó governava como deus sobre os egípcios e a sua palavra era até então a lei para os escravos israelitas. Os homens arrastavam-se de bruços para se aproximar dele, mas não assim Moisés, que veio em nome de Jeová. Ele era homem que havia de ser líder de milhões de pessoas, tendo sido criado como filho de Faraó, com o conhecimento e o apoio da potência mundial egípcia — mas havia uma diferença. Moisés reconhecia a Jeová: Quando se lhe mostraram o propósito e o caminho de Jeová, ele estava disposto a segui-los. Teve de renunciar a muitas coisas: seus amigos egípcios, sua terra natal, sua segurança e “o goso do peccado por algum tempo”; porém, Moisés fez a escolha sábia. Faraó teve dez vezes a oportunidade de aprender de Jeová e dez vezes ele endureceu o seu coração. Por fim, Faraó encabeçou os seus guerreiros egípcios contra os israelitas que partiam, só para morrer no Mar Vermelho. Não houve monumento para assinalar o túmulo deste Faraó tolo, apenas a memória de que foi ele quem desafiou o Criador.
9. Como mostrou Jesus que fazia as coisas do modo de Jeová?
9 Podemos não ser governantes nacionais assim como o Faraó, nem ter talvez a instrução e a formação de Moisés, mas também nós temos de fazer uma escolha. O proceder sábio é achar e seguir o caminho de Jeová. Mesmo Jesus, como homem perfeito, não tentou fazer as coisas do seu próprio modo, mas, antes, do modo de Jeová. Ele disse: ‘Não se faça a minha vontade, mas sim a tua.’ Quando Satanás tentou desencaminhá-lo, por ocasião de sua tentação, por aplicar mal as Escrituras, Jesus mostrou que reconhecia a Palavra escrita de Deus, corretamente aplicada, como seu guia, dizendo: “Novamente está escrito.” Assim ele estabeleceu para nós o exemplo. Recorreu a seu Pai celestial em busca de instrução e de orientação para fazer a Sua vontade perfeita. Por isso foi que ele disse: “Não faço nada da minha própria iniciativa, mas falo estas coisas assim como me ensinou o Pai.” (João 8:28, NM) Ele não se deixou influenciar de modo a seguir a liderança falsa dos clérigos daqueles tempos, mas os expôs vigorosamente como guias cegos. Faremos bem em nos deixar guiar similarmente pela Palavra segura de Deus e em seguir assim o caminho de Jeová para a vida; pois Provérbios 14:12 admoesta: “Ha um caminho que ao homem parece direito, mas no fim guia para a morte.”
10. Por que é vital conhecer hoje a verdade?
10 Para termos a certeza de que fazemos hoje as coisas do modo de Jeová, precisamos considerar com cuidado a instrução que ele dá. Assim como a ignorância da lei não é desculpa para a violação da lei, assim tampouco a ignorância do caminho de Jeová nos dará vida. O caminho de Jeová tem sido indicado às pessoas de todas as nações e atinge agora os cantos mais longínquos da terra, assim como Jesus predisse, quando falou: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho.” (Mat. 24:14, NM) ‘Mesmo na chamada parte “mais negra” da África as pessoas são alcançadas pela verdade: Um relatório recente duma filial centro-africana da Sociedade Torre de Vigia disse: “Durante os últimos dois anos distribuímos exemplares de ‘Estas Boas Novas do Reino’ em número suficiente para que cada família alfabetizada tenha um exemplar neste país, e o livro ‘Isto Significa Vida Eterna’ penetrou em pelo menos cada quarto lar dos que falam cibemba, a língua africana mais falada nestas partes.” Assim, mesmo no “mato” da África as pessoas podem receber este conhecimento que significa vida eterna. — João 17:3.
11. (a) Como está sendo cumprido o sinal da presença de Jesus? (b) Como se manifesta Jeová?
11 Ao falar do grande sinal dos nossos tempos, da aflição das nações, das guerras, das pestilências e dos terremotos, Jesus falou também da separação das pessoas em duas grandes classes. De um lado haveria os opositores do Criador, que são como cabritos, ao passo que do outro lado haveria os mansos e obedientes, semelhantes a ovelhas. Esta obra de separação está agora em progresso. Todos os homens precisam identificar-se como sendo de uma ou de outra destas classes. Já passou o tempo da ignorância quanto a Deus. Já é tempo de se acabar com as brigas inúteis entre as raças, para que se unam na adoração pura do Criador. “E ele fez de um só homem toda nação dos homens, para habitarem sobre a superfície inteira da terra, e decretou as estações designadas e os limites fixos da habitação dos homens, para que buscassem a Deus, se, porventura, o procurassem tateando e realmente o achassem.” Paulo indica a seguir o proceder que se deve adotar, assegurando-nos que Deus ‘não está longe de cada um de nós’ que sinceramente o buscar e examinar a sua Palavra. Mas, nunca encontraremos o seu caminho se continuarmos a olhar cegamente para um ídolo ou para uma estátua em busca de orientação, nunca olhando mais além para o Criador, conforme ele se manifesta na sua gloriosa criação e é revelado por meio de sua Palavra. Por isso nos diz Paulo: “Não devemos pensar que o Ser Divino seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra, como algo esculpido pela arte ou pelo engenho do homem.” Ele mostrou a urgência de se adquirir conhecimento do caminho de Deus, dizendo: “Deus não levou em conta os tempos de tal ignorância, agora, porém, diz à humanidade que todos, em toda a parte, se arrependam. Porque fixou um dia em que se propõe julgar em justiça a terra habitada.” Pode-se dizer, deveras, que os que permanecem agora em ignorância sobre os propósitos de Jeová fazem isso por sua livre vontade, porque ele fez que a sua Palavra estivesse disponível em todo o mundo. — Atos 17:26-31, NM.
12. Que arranjo de organização proveu Jeová? Por quê?
12 Assim como Jeová sabia de antemão, pessoas de todas as nações estão buscando sinceramente a verdade. Não estando contentes com a estrada larga da destruição, a estrada baixa da devassidão, buscam o caminho que Jeová quer que sigam. Conforme Daniel disse: “Muitos correrão duma para outra parte, e a sciencia [o conhecimento, RJ] se multiplicará.” Ao passo que aumentamos o nosso conhecimento por percorrermos pessoalmente duma parte para outra as páginas da Bíblia, Jeová nos dá ajuda. Nos dias dos apóstolos edificou-se uma organização para a instrução e a superintendência das primitivas congregações cristãs. Jesus lançou para isso o alicerce, selecionando um corpo governante de doze apóstolos e de outros homens maduros. Estes homens continuaram a supervisionar e a dirigir a obra de pregação daquele tempo, ao passo que esta se expandia ràpidamente através do mundo conhecido, até a sua morte. Jesus indicou que haveria um arranjo similar em nossos tempos, suscitando-se a classe do “escravo fiel e discreto”, constituído de servos ungidos, para prover o alimento espiritual em tempo de necessidade. Em resultado desta superintendência teocrática, há um só rebanho, que tem unidade de entendimento e unidade de ação, sem consideração de sua formação ou treinamento anterior. — Dan. 12:4; Mat. 24:45-47, NM.
13. Que contraste se vê entre a cristandade e a sociedade do Novo Mundo?
13 É este arranjo de organização, apoiado pelo espírito de Jeová, que une a sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová e torna possível a realização da gigantesca obra da proclamação de “estas boas novas do reino” aos homens de todas as nações. Jeová é Deus de criação e de produção, e seu povo reflete estas qualidades como povo zeloso que trabalha arduamente, para o espanto do rebanho apático da cristandade dividida. Os da sociedade do Novo Mundo são como um só povo no seu entendimento da Palavra de Deus; todos se dedicaram a Jeová e se agradam em trabalhar ombro a ombro para realizar a obra que precisa ser feita neste tempo, conforme Jesus mostrou. Que contraste com a cristandade, onde muitos membros na mesma igreja podem ter idéias diferentes sobre os ensinos da igreja, aceitando ou rejeitando os credos segundo o seu capricho!
14. Como reconhecem as ovelhas a voz do Pastor Correto?
14 A união dos que seguem o caminho da verdade de Jeová é evidência certa de que encontraram o caminho certo. Na congregação primitiva, quando parecia que as personalidades poriam em perigo a unidade dos irmãos, Paulo apressou-se a corrigi-los: “Ora, exorto-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo; que todos vós faleis de acordo e que não haja divisões entre vós, mas que estejais adequadamente unidos na mesma mente e na mesma linha de pensamento.” (1 Cor. 1:10, NM) Se os primeiros cristãos falavam todos de acordo e com unidade de pensamento, devemos esperar que a mesma condição exista hoje no rebanho de Deus. E, embora o rebanho tenha sido grandemente disperso pelas diferentes tradições religiosas, pelas filosofias humanas e pelas crenças falsas e tolas, contudo, Jesus sabia que as ovelhas ouviriam e reconheceriam á sua voz como a do Pastor Correto e entrariam no único rebanho verdadeiro. (João 10:16, 27, NM) Os homens de boa vontade perderam a esperança de ouvir qualquer voz de autoridade entre as vozes divididas da cristandade, mas, quando ouvem o som da verdade, reconhecem-no e se regozijam.
15. Como podem os cristãos mostrar-se em unidade com Cristo?
15 Uma vez que Cristo não existe dividido, conforme Paulo indicou, nem pode seu povo existir dividido e ainda dizer que são cristãos. (1 Cor. 1:13) Antes, Cristo mostrou que devemos estar em união com ele, assim como ele está em união com o Pai. Ele nos indicou claramente o caminho a seguir para obtermos esta unidade mental e de coração com Jeová. Assim como ele disse a Tomé: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Jesus deu-nos o exemplo quanto a como servir a Deus. Foi um exemplo frutífero, sem divisão ou desunião, arraigado no amor. Ele comparou os seus servos aos ramos numa videira, conforme explicou: “Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o viticultor. Todo ramo em mim que não dá fruto, ele tira, e todo o que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto. . . . Se alguém não permanecer em união comigo, ele é lançado fora como ramo e resseca.” — João 14:6; 15:1-16, NM.
16. Que espécie de frutos resultam de se apegarem à organização de Jeová, e como se manifesta isso?
16 Verifica-se que a raiz dos ramos secos da cristandade é a desunião em vez de a união, ao notarmos no The World Almanac (O Almanaque Mundial) de 1959 que certa seita destacada tem 27 divisões, outra 21, e assim por diante. Mas a verdadeira união cristã e os verdadeiros frutos podem ser vistos entre os homens, as mulheres e as crianças que constituem a sociedade do Novo Mundo. Eles têm unidade no modo de pensar, no entendimento e na apreciação das Escrituras, sendo parte da organização de Jeová. Têm unidade de ação, trabalhando unidamente, em todo o mundo, no seu ministério do Reino. Em resultado de se apegarem à organização e de produzirem bons frutos, o espírito de Jeová tem estado sobre eles para purificá-los das tradições cegantes e para fortalecê-los, a fim de produzirem mais frutos. Ensinou-lhes o seu caminho e guiou-os nas veredas da justiça por amor do seu nome.