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AvestruzAjuda ao Entendimento da Bíblia
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‘TRATA RUDEMENTE OS FILHOTES’
Alguns têm objetado à declaração de que o avestruz “trata rudemente os seus filhotes, como se não fossem seus” (Jó 39:16) e à referência sobre os avestruzes serem “cruéis” com suas crias (Lam. 4:3), afirmando que os pais e mães avestruzes são bem solícitos em cuidar de seus filhotes. Ao passo que é verdade que o termo hebraico (renaním), usado em Jó 39:13, pode aplicar-se gramaticalmente quer aos machos quer às fêmeas do avestruz, alguns lexicógrafos entendem que ele se refere às fêmeas. Este pareceria ser o caso, em vista da ligação com os ovos postos, obviamente, pela fêmea. Entendendo-se que o texto se aplica desse modo, então, certamente existe boa base para esta expressão poética relativa à ‘crueldade’ das fêmeas, ao se constatar que, uma vez que os filhotes tenham saído da casca, o macho “assume todo o cuidado deles, ao passo que as fêmeas geralmente vão embora juntas”. [All the Birds of the Bible (Todas as Aves da Bíblia), Alice Parmelee, p. 207] Também é verdade que estas robustas aves, tanto os machos como as fêmeas, abandonam rapidamente o ninho e seus filhotes quando pressentem o perigo, e, embora usem táticas diversivas para afastar os inimigos do ninho, isto ainda é um tratamento ‘rude’ dos filhotes desprotegidos. Apenas a coloração protetora, fornecida pelo Criador, é o que talvez salve os avestruzinhos indefesos e abandonados, fazendo com que os animais inimigos os despercebam e corram atrás dos pais fugídios. Pode-se chamar corretamente o avestruz de “cruel”, então, quando comparado a muitas aves e, especialmente, ao contrastá-lo com a cegonha, cuja atenção afetuosa e preocupação constante com seus filhotes é proverbial.
‘ESQUECE A SABEDORIA’
Diz-se que o avestruz ‘esquece a sabedoria’ e ‘não compartilha a compreensão’. (Jó 39:17) Observadores modernos reconhecem isto. “Sua grande fraqueza é a falta de bom senso.” [The World Book Encyclopedia (Enciclopédia Mundial do Livro), 1966, Vol. 14, p. 660] Os árabes têm um ditado: “Mais tolo do que um avestruz.” O avestruz tende a correr numa grande curva, que permite que seus perseguidores o cerquem, se forem em número suficiente. Mas numa corrida em linha reta, as fortes pernas do avestruz o habilitam a ‘rir-se do cavalo e do seu cavaleiro’. (V. 18) Em plena velocidade, suas passadas chegam a abranger até 7, 60 m de cada vez, e sua velocidade pode atingir até 64 km/h. As suas asas, imprestáveis para o vôo, ajudam todavia a dar impulso ao corpo volumoso da ave, enquanto ela corre.
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AvidezAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AVIDEZ
Veja GANÂNCIA.
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AvósAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AVÓS
Este termo, bem como “avô” e “avó”, raramente é encontrado nas traduções da Bíblia. “Avó”, em 1 Reis 15:10, 13, é traduzido da mesma palavra que “mãe”, e é traduzido assim, apropriadamente, visto que Maacá era avó de Asa, e não sua mãe. (1 Reis 15:1, 2, 8) Parece que Maacá continuou sendo a rainha-mãe durante o reinado de Asa, até ser removida por causa de sua idolatria. (1 Reis 15:13) Correspondentemente, de vez em quando, “pai” indicava um avô ou antepassado. (Gên. 28:13) Os avós são também identificados por expressões tais como “pai de tua mãe” e “pai de sua mãe”. — Gên. 28:2; Juí. 9:1.
“Filhos ou netos”, afirma o apóstolo, devem “estar pagando a devida compensação aos seus pais e avós [Gr., progónois]”. (1 Tim. 5:4) Outra forma da mesma palavra (progónon) é traduzida “antepassados” em 2 Timóteo 1:3. A avó (Gr., mámme) de Timóteo, Lóide, é elogiada por ter ‘fé sem hipocrisia’, e ela, pelo que parece, ajudou no desenvolvimento da fé e no crescimento espiritual de Timóteo. — 2 Tim. 1:5; 3:14, 15.
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AvrequeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AVREQUE
O termo de honra e dignidade que clamavam diante do carro de José, depois de Faraó o ter tornado o segundo no reino. (Gên. 41:43) Se for de origem hebraica, como conjecturava Áquila, antigo tradutor, e conforme apoiado pela Vulgata, poderia significar “ajoelhai”, e é assim traduzido em muitas versões. (AL; CBC; IBB) No entanto, este conceito é rejeitado por muitos em favor de palavras similares em outras línguas. Por exemplo, alguns acham que pode ser um título babilônico ou assírio de um alto oficial, significando “vidente” ou “grande vizir”. Alguns se voltam para o copta e afirmam que significa “curvai a cabeça”; outros observam que os árabes dizem algo similar, ao ordenar a seus camelos que se ajoelhem.
Por conseguinte, ainda não se determinou o significado exato desta expressão, assim, ela é deixada sem tradução, sendo aportuguesada na NM e em outras versões [“Abrec!”, BJ; PIB].
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AzariasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AZARIAS
Veja ABEDNEGO.
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AzazelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AZAZEL
[possivelmente, poderoso contra Deus].
A palavra “Azazel” ocorre quatro vezes na Bíblia, nos regulamentos relativos ao dia da expiação. — Lev. 16:8, 10, 26.
Dois bodes (cabritinhos) eram obtidos pelo sumo sacerdote, dentre a assembléia dos filhos de Israel, para serem usados no dia anual da expiação. Pelo lançamento de sortes, um dos bodes era designado “para Jeová”, o outro “para Azazel”.
Ambos os bodes deviam ser sem defeito, sãos, e tão parecidos quanto possível. Antes de serem lançadas as sortes sobre eles, qualquer dos bodes tinha possibilidade de ser escolhido como o bode para Jeová. Em épocas posteriores, os rabinos judeus esforçavam-se de comprar os bodes no mesmo dia, sendo obtidos, quando possível, bodes gêmeos. No templo reconstruído por Herodes, o sumo sacerdote alegadamente lançava sortes sobre os bodes por tirar de uma cesta duas sortes feitas de madeira de buxo, ou de ouro, uma em cada mão, e então colocá-las sobre a cabeça dos bodes, uma marcada “para Jeová” e a outra “para Azazel”. Diz-se que os rabinos do tempo em que Jesus Cristo estava na terra se certificavam de que o bode para Azazel morresse por fazerem com que fosse levado a um precipício rochoso, no limiar do deserto, e fosse então empurrado do penhasco, para morrer lá embaixo.
Segundo sua derivação primitiva, a palavra “Azazel” tem sido considerada como significando quer “força de Deus” (se aplicada a um anjo bom), quer “poderoso contra Deus” (se aplicada a uma de tais criaturas espirituais que tivesse caído). O conceito de que “Azazel” seja um epíteto de Satanás, o Diabo, tem sido amplamente sustentado por muitos judeus, por cristãos nominais, tais como Orígenes, e por peritos dos tempos recentes. Satanás é o principal opositor de Deus e, por isso, é ‘forte contra Deus’. Naturalmente, deve-se compreender que o bode enviado para o deserto não era oferecido como propiciação ao Diabo. Ambos os bodes eram uma “oferta pelo pecado” oferecida a Deus. — Lev. 16:5.
Dois bodes eram necessários no dia da expiação porque não seria possível matar o bode para Jeová como expiação e, ainda assim, conservá-lo vivo para cumprir um outro propósito. No dia da expiação, o bode vivo tornava-se o ‘bode para Azazel’, isto é, para o “poderoso contra Deus”, Satanás, o Diabo, que se profetizou machucaria o calcanhar do Descendente da “mulher” de Deus. — Gên. 3:15.
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AzecaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AZECA
[talvez, solo trabalhado com enxada].
Cidade na região da Sefelá, que guardava os limites superiores do vale de Elá. Libna, cerca de 8 km a O, nas planícies da Filístia, dominava a entrada do vale. O sitio é identificado como Tel ez-Zakariyeh.
A primeira menção da cidade ocorre em Josué 10:5-11, com respeito ao ataque coligado de cinco reis cananeus contra Gibeão. Josué e seu exército, vindo em socorro de Gibeão, perseguiram os exércitos cananeus “até Azeca e Maquedá”, uma distância de mais de 32 km. Depois disso, a cidade foi designada à tribo de Judá. — Jos. 15:20, 35.
Durante o reinado do Rei Saul (1117-1077 A.E.C.), os filisteus juntaram suas forças entre Sucote e Azeca, apresentando Golias como seu campeão. Quando os israelitas chegaram, os dois exércitos se depararam no vale de Elá, até que a vitória de surpresa de Davi sobre Golias pôs em fuga os filisteus. — 1 Sam. 17: 1-53.
Com a divisão daquela nação, depois da morte de Salomão (997 A.E.C.), o Rei Roboão, de Judá, fortificou Azeca, junto com Laquis, e outras cidades estratégicas. ( 2 Crô. 11:5-10) As escavações feitas em Tel ez-Zakariyeh revelaram os restos de muros e torres e a evidência duma cidadela fortificada no ponto mais alto desse sítio.
Quando as tropas babilônicas de Nabucodonosor derrotaram o reino de Judá (609-607 A.E.C.), Azeca e Laquis foram as duas últimas cidades fortificadas a cair, antes da derrota da própria Jerusalém. (Jer. 34:6, 7) A aparente confirmação disso foi revelada pela descoberta dos óstracos inscritos, chamados de “Carta de Laquis”, um deles contendo a seguinte mensagem, evidentemente dirigida por um posto militar avançado ao comandante militar de Laquis, que reza, em parte: “ . . . estamos vigiando as estações de transmissão de sinais de Laquis, segundo todos os sinais que meu senhor der, porque não vemos Azeca.” Se, como parece ser o caso, tal carta foi escrita no tempo do ataque babilônico, isto pareceria indicar que Azeca já havia caído, de modo que nenhum sinal era recebido dessa fortaleza.
Depois do período de setenta anos de desolação da terra, Azeca foi uma das cidades repovoadas pelos exilados judeus que voltaram. — Nee. 11:25, 30.
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Azeda (Azedinha)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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AZEDA (AZEDINHA)
Qualquer dentre várias plantas que possuem sabor ácido devido à presença de ácido oxálico em suas suculentas folhas e hastes. As folhas radiculares da azedinha comum crescem trifoliadas. Tendo um formato de flecha na base, as folhas um tanto ovaladas medem cerca de 10 cm de comprimento. As hastes florais podem atingir uma altura de cerca de 60 cm ou mais. Antigamente, os israelitas misturavam a azeda (azedinha) na forragem para seus bois e jumentos. — Isa. 30:24.
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Azeite (Óleo)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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AZEITE (ÓLEO)
O líquido gorduroso com que os hebreus estavam mais familiarizados era o obtido de azeitonas. Azeitonas pretas, bem maduras, forneciam o máximo de azeite, embora as ainda verdes, que já começavam a mudar de cor, produzissem o azeite da melhor qualidade. Depois de os frutos serem retirados cuidadosamente dos pés, e se separarem os raminhos e as folhas das azeitonas, estas eram levadas para o lagar.
A polpa da azeitona madura é constituída, em cerca da metade, de azeite, que varia em qualidade, conforme o método de processamento da polpa. O melhor azeite, chamado de “azeite puro de oliveira, batido” era produzido por um processo simples, antes de as azeitonas serem colocadas no lagar. (Lev. 24:2) Primeiro, as azeitonas eram colocadas num pilão e trituradas até ficarem bem pisadas, ou eram, às vezes, pisadas com os pés. (Miq. 6:15) Em seguida, os frutos pisados eram transferidos para cestas coadoras, onde “sangrava” óleo até que se soltasse o azeite “virgem”, ou “primeiro espremido”. O azeite puro, virgem, era estocado em jarros de barro e a polpa era levada para o lagar.
Um azeite de qualidade comum era preparado
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